Presidente é comunicado de que deve abandonar o cargo (na África do Sul)

Por Wellington Calasans, para o Duplo Expresso

Ainda não é dessa vez que o Duplo Expresso terá o prazer de anunciar a queda do – conhecido internacionalmente como – Presidente Ladrão, Michel Temer. Mas é nosso dever, por se tratar de mais um país membro dos BRICS, trazer para o debate os recentes acontecimentos na África do Sul.

Na terra de Mandela, o histórico partido no poder desde 1994, A.N.C., comunicou oficialmente hoje ao próprio presidente Jacob Zuma que abandone voluntariamente o cargo. Para os principais líderes do partido governista da África do Sul a presença contínua de Zuma corrói a “esperança renovada” sentida desde a eleição dos novos líderes do partido em dezembro.

O secretário-geral da A.N.C, Ace Magashule, declarou à imprensa que o partido não deu a Zuma um prazo para responder, mas acrescentou acreditar que o presidente deva responder já nesta quarta-feira.

O caso de Zuma chama a atenção porque, ao contrário de Temer, tudo o que é dito contra ele sobre envolvimento com casos de corrupção nunca foi provado. Na mesma conferência de imprensa realizada nesta terça-feira em Johannesburg, Ace Magashule afirmou que “O presidente Zuma não foi considerado culpado por nenhum tribunal de justiça”.

Ao leitor do Duplo Expresso é interessante destacar esses movimentos que levam o partido a tomar a decisão de exigir o abandono do cargo mesmo ciente de que nada de errado tenha sido praticado pelo presidente Zuma. Nunca é demais lembrar que Jacob Zuma é um entusiasta defensor dos BRICS, assim como foram Lula e Dilma.

Será que temos com o presidente Zuma mais um caso de Lawfare? É oportuno resgatar a reportagem de 2012 da publicação alemã DW (print da manchete e foto ilustram a matéria), confira:

“Credibilidade na defesa da democracia e dos direitos humanos

‘Não acredito que Brasil e África do Sul sejam os países mais fracos do BRICS’, disse Mzukisi Qobo, docente sênior de Política Internacional na Universidade de Pretória, na África do Sul.
‘Os dois países têm mais credibilidade na governação do que a Rússia e a China. Estes são países autoritários, com espaço restrito para a expressão de liberdades civis, e têm mais problemas com corrupção’, opinou o analista.
‘Tanto a China quanto a Rússia teriam, portanto, um problema de legitimidade no que diz respeito à governação e ao combate à corrupção’.”

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Wellington Calasans

Jornalista, Radialista, Ativista Político, Sonha com um Brasil parecido com a Suécia e uma Suécia com o sol do Brasil, o sonho é livre.