Denúncia? Atentado ao pudor: ejaculação precoce de adolescente masturbador, por Romulus

Denúncia de “corrupção” em Curitiba? Na verdade, atentado ao pudor: Brasil obrigado a assistir à ejaculação precoce de um adolescente afeito à masturbação

Por Romulus

“Denúncia” em Curitiba foi, na verdade, um atentado ao pudor: Brasil foi obrigado a testemunhar a ejaculação precoce do adolescente. E num sexo solitário: era apenas masturbação do jovem.

O perfeito casamento entre ignorância, “limitação intelectual” e má-fé. E ainda: inglês “the book is on the table” + PowerPoint nível corrente chata de email + conhecimentos de Ciência Política, Geopolítica e Economia – e até de Lógica! – dignos de um secundarista de província.

Memes… muuuuitos memes: dfinitivamente “a internet não soube lidar” com os PowerPoints do Dallagnol.

– O pior é que, no final, cabia a nós fazer a pergunta clássica: foi bom para você quanto foi para mim, “doutor”??

E para fechar: Ciro d’Araújo, sem dó nem piedade, desnuda (oh!) o tal do adolescente afeito à masturbação. Ciro é fera: conta até por que Moro saiu correndo para devolver o passaporte da mulher do Cunha.

– Mas não antes de uma
BOMBA: “Freud explica” aquele espetáculo patético de Curitiba! Tenho~convicção~e tenho~prova~também! Testemunhal! Do próprio!





* * *

Parte 1: ejaculação precoce do adolescente afeito à masturbação

Instado até por leitores, ia escrever sobre o vexame da “Torça Farefa” da Lava a Jato em Curitiba ontem.

Não preciso.

O Nassif (“Denúncia inepta da Lava Jato expõe o Ministério Público”) e o meu amigo Ciro d’Araújo (como verão no final deste post) esgotaram o episódio. Assim, sinto-me dispensado de comentar aquela “ejaculação precoce” de adolescente em não mais que uma masturbação! Um sexo solitário, auto-estimulado e sem outro destinatário além do praticante – que o Brasil inteiro foi obrigado, constrangido, a testemunhar ontem em rede nacional. Auto-estímulo egoísta… egocêntrico. Até mesmo um tanto autista… completamente descasado da realidade e do “pudor” da sociedade, ali ao redor.

E o pior: nem assim! Nem no “cinco contra um” o cidadão teve bom desempenho!

Ejaculação precoce, frustrada… para ele e para os seus. E momento paradigmático da expressão “vergonha alheia” para o resto de nós.

O pior é que, no final, cabia a nós, alheios àquela sessão de masturbração, fazer a pergunta clássica:


Foi bom para você quanto foi para mim, “doutor”??

A acusação daquele dia?

Não pode ser outra:

Atentado ao pudor!

E por falar em “pecado”…



Pecado para mim é escrever “porque” no lugar de “por que”. Critérios diferentes…

Mas fazer o quê? O cara só pensa “naquilo”… tá na “fissura”:

À guisa de introdução ao que o Ciro diz no final do post acrescento apenas o seguinte:

Comentava, no post de ontem (“Golpe: não basta raposa no galinheiro. Faltam mapa$ das mina$!”), que uma frustração minha é nunca ter “embarcado” numa plataforma de petróleo. Uma vez quase rolou uma visita, lá na Bacia de Campos.

Eram outros tempos…

Boom das commodities, Brasil menina dos olhos do mercado e do mundo, subindo de 7a para 6a economia, maior descoberta de petróleo em 3 décadas e o coroamento, com “graduação” do pais diante dos demais: a escolha para sede das Olimpíadas do “distante” 2016.

Bons tempos:

Quem diria que seria tão fácil de sabotar?

Quem da minha geração, aquela que cresceu na redemocratização, cogitava que pudesse haver, no seu tempo de vida, um golpe de Estado?

Digo, no Brasil – e não no Paraguai ou em Honduras. Ou na África.

Quem poderia saber que 3 corporações do Estado – Judiciário, MPF e PF – iam se fechar numa guerra de tudo ou nada contra um dos polos políticos, pouco importando a terra arrasada que fica pelo caminho?

Quem poderia saber que a mídia, jogando contra seus interesses econômicos não imediatos, ia articular esse exército?

Quem poderia supor que a elite do funcionalismo público – procuradores e juízes federais concursados – regiamente pagos e com caros cursos de pós-graduação no exterior – fossem tão simplórios? Com conhecimentos de Ciência Política, Geopolítica e Economia – e até de Lógica! – dignos de um secundarista de província?

Aliás, até conhecimento de Inglês lhes falta… o que não deixa de ser algo um tanto bizarro para esses americanófilos que confundem a narrativa a que assistiram na Disney – a “Disney” real e a figurada – com a História real dos EUA e com o funcionamento real das suas instituições.

Anoto a falta de conhecimento do Inglês porque tenho hoje um certo ceticismo com relação ao aproveitamento que essa “elite” possa ter feitos dos cursos a que “assistiu” no exterior. Como pode alguém que fez um LL.M., mestrado jurídico (!) de um ano, em Harvard (!!), como o juiz Sergio Moro, traduzir expressão tão fundamental para o Direito como “rule of law” de forma – pseudo! – literal, como “a regra da lei” (sic)?!

Sim, o juiz Moro o fez neste ano, numa sentença da Lava a Jato. Talvez na dos grampos – duplamente! – presidenciais. Já não lembro ao certo…

Questiono hoje o aproveitamento das leituras e das aulas em Harvard de alguém que nunca percebeu que “rule of law” – de novo: expressão fundamental! – significa, na verdade, “império da lei”. Ou até mesmo “Estado de direito”!

Se não sabia disso, o que terá compreendido do restante?!

A sério: erro primário desses nem estagiário meu, na primeira semana de trabalho, cometeria. Isso porque se cometesse não teria sido nem contratado. Ora, já no processo seletivo eu cobrava – e eu mesmo fazia questão de corrigir – tradução de um texto jurídico em inglês.

Diante da minha seleção – demasiado criteriosa? – é certo que não teria tido o prazer de ter o “Dr.” Moro – “Dr.”? Ele tem doutorado? – como estagiário.

Mas os de Curitiba conseguem ir além:

Os slides de Powerpoint do Dallagnol hoje não deixam dúvidas: trata-se do perfeito casamento entre ignorância, “limitação intelectual” e má-fé.



Atenção! É neste slide em que a “Torça Farefa” (sic) determina a condução coercitiva do Sérgio Abranches. O intelectual não sairá da prisão preventiva do Moro até delatar esse tal de “presidencialismo de coalizão”. E a paternidade do Lula, é claro!



Dallagnol indo além no Pacote Office: ousou com as fontes no Word também.



Mas ele é um menino tradicionalista: depois de brincar com as fontes, voltou à Times New Roman, 12, preto, espaço símples, texto justificado. Glória!



Tá maluco? É claro que Dallagnol não entendeu esse meme. Vocês realmente acreditam que ele viu “Pulp Fiction”?! Não… enquanto crescia ele assistia a filmes com as aventuras da cachorrinha Lessie, a amiga da vizinhança.



Por outro lado, tem gente do pá virada – será “encosto”? – que fuma um bagulho estranho e tem “brainstorm” muito mais interessante…



“Procurador literário”. E sem medo de polêmica! É o Dallagnol ou Professor Antônio Cândido na foto? Fiquei confuso…





Já já o Ciro te explica essa história… aguenta aí! A Claudia Cruz não vai a lugar nenhum! Oh, wait…





Dallagnol esquece por um breve momento os hinos de louvor e se aventura com os Beatles. Mas não se preocupem: o menino não chegou nem perto de “Lucy in the Sky with Diamonds”. Tá amarrado e repreendido! Isso é coisa de tucano! Meia tonelada que voa de helicóptero…


Ninguém segura! “Brasil Grande!”, “Brasil Potência!”. Olha o resultado das delações “de peso”: Kepler, Copernicus, Galileo e Newton. Como se diz no meu Rio de Janeiro: “Te mete com a “Torça Farefa” pra tu vê o que te acontece, mané!”… “Faca na Caveira!”… “Olha o Caveirão subindo o morro!”…


“Ai, que loucura”? Não… meme errado…



“Isentão”: Dallagnol não se deixa influenciar nem mesmo por matérias do oligopólio midiático brasileiro. Haja obstinação!



Será que Dallagnol está flertando com uma nova fé? Saberemos de tudo logo mais no programa da Luciana Gimenez.



Sejamos justos: muitos outros no mundo também têm convicções sem ter provas. Por que só pegamos no pé do Dallagnol?

Até os famosos – e reacionários – “comentaristas de portal” acharam a peça acusatória do MPF um lixo inepto. Pergunta: isso importa no Brasil de hoje?

Como se perguntou o meu amigo Ciro, enquanto assistia estarrecido à coletiva de imprensa:

– Na peça acusatória o MPF também pede a prisão do Sergio Abranches, por cunhar o termo “presidencialismo de coalizão”?!

Ora, tenham paciência: o Brasil é muito maior que as apostilas dos cursinhos preparatórios para concursos públicos!

Nesse ponto, aliás, tenho que concordar com um ponto pisado e repisado pelo colunista André Araújo, aqui no GGN:

– Quando que essas pessoas, tão “qualificadas”, conseguiriam os mesmos salários na iniciativa privada?

Acrescento:

– Com o inglês do Moro e os powerpoints do Dallagnol?

Resposta:

– Nunca!!

*

O resultado podia ser outro?

Se me contassem, nos 4 “gloriosos”, de 2008 a 2012, que estaríamos aqui hoje, nunca acreditaria!

* * *

Parte 2: Ciro d’Araújo desnuda (oh!) o pobre adolescente afeito à masturbação



Filme comédia-besteirol “safadinho” dos anos 90. A piada? A masturbação do jovem, ora. Que tinha uma afeição demasiada à “prática”… o que o levava, inclusive, a praticá-la em locais socialmente inadequados, como na frente de pessoas que não queriam testemunhar aquele vexame. Soa familiar?

Diz o meu amigo Ciro:

Minha opinião: Força Tarefa de Curitiba sentiu o cheiro do acordão que está desenhado em BSB (e por força tarefa de Curitiba entenda-se MP, PF, Juiz E mídia específica, especialmente a revista época). Não gostaram disso. Gostaram de ser o centro das atenções da política nacional.

Aproveitaram decisão crítica do Ministro Teori a pedido da defesa de Lula e a citaram na abertura de sua fala. Declaração essa que o ministro mandou retirar da decisão e disse arrependido de ter feito – depois da entrevista coletiva. Recado mais claro só se uma mão desenhasse MENE MENE TEKEL UPHARSHIM na parede da procuradoria em Curitiba.

Número, Número, Balança, Divisão – essas são as palavras em aramaico que a mão divina escreve na parede do Rei Belshazzar, descrito pelo livro do profeta Daniel. A interpretação do profeta foi: seus atos foram pesados e achados inadequados, seu reino será dividido.

Os procuradores de Curitiba, aproveitando a “contextualização” criaram uma peça de elevadíssimo conteúdo político e baixíssimo conteúdo jurídico: “Lula é o general da propinocracia”. Perguntados por que não o denunciaram por isso – jogam a bola para Janot e para o STF. Esperam que a opinião pública os mova na direção de sua inquisição contra a corrupção e que o STF novamente julgue com “a faca no pescoço”. Para isso contam com a mídia.

Cometeram também outro erro elementar. Erro esse que talvez seja corrigido por Moro, que é mais sagaz. Arrolaram Dona Marisa na denuncia. Podem esperar uma reação corporativa generalizada de todo o espectro político. Existe uma razão pela qual Moro é tão cuidadoso com relação a Claudia Cruz.

[Romulus: genial, meu amigo Ciro!!]

“Lula agiu como lobista”… poderia ser uma acusação que se sustentasse com os elementos constantes na denuncia. Húbris (e alguns jornalistas que também sofrem do mesmo mal) os fez mirar mais alto. Com direito a pergunta de jornalista internacional “é necessário usar alguma teoria de direito estrangeira para fazer essa denuncia”? Se referindo, claro, à denuncia que não foi feita, por incompetência jurídica – a de organização criminosa.

Outra coisa que não contam é com a reação dos verdadeiros donos do poder. O mercado queria tirar a rainha estatista do poder, mas agora quer que as coisas voltem a normalidade. O acordão está desenhado com a aprovação do mercado. Agora podemos voltar à nossa programação normal – mas quem ganhou poder não quer se desfazer dele.

Curitiba não quer ceder a condição de capital de volta a Brasília. Cederá, por bem ou por mal.

A bola vai ficar com Janot. Ele que cuide da guerra civil juridico-política que se instalará.

“Quem pariu Mateus, que o embale”, já dizia o ditado.

E o Ciro fecha com:

PS: Nem nos neologismos esse pessoal consegue ser original. “Propinocracia” é versão tabajara da “Tangetopolis” italiana. “Cleptocracia” é uma palavra tão mais bonita e elegante.

[Romulus: concordo em gênero, número e grau com Ciro. Em tudo. Até com a falta de requinte linguístico na “criação” de neologismos lá em Curitiba]

* * *

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Anote, pervertido: por que “masturbação é pecado”?

(?!?)