Abaixo “Dia do amigo” (de Facebook…): sim, sou implicante!


Abaixo “Dia do amigo” (de Facebook…): sim, sou implicante!

Por Romulus

Gente, vamos combinar…

~Inventaram~ essa história de… “Dia do Amigo”…

E querem fazer pegar, né??

*

Como?

– Via redes sociais, é claro!

*

Quem mais recebeu dezenas de memes sobre “amizade” de “amigos” ontem??

?

*

Quer dizer…

Recebeu de…

(bendito duplo sentido!)

– … “amigos de Face“??


(entre aspas mesmo!)

(“amigo de Facebook”: categoria de (sub!) “amigo”…
… perdido em algum lugar entre o…
… (meramente) “conhecido”…
… e o…
… “pessoa 100% aleatório-algorítmica”!)


*

Quando falta interpretação de texto

Atenção!

Por óbvio, nem todos os “amigos” que temos no Facebook são (apenas…) “amigos de Face”!

Evidente que, entre os “amigos”, há também AMIGOS!

– Sem aspas!

*

Às vezes 100% virtuais, por que não??

*

Certo??

Sigamos então…

*


Slogans sugeridos

Como sou do Rio de Janeiro, onde “amizades de Face” são…

– … um estilo de vida (!)

E onde essas tais “amizades” (entre aspas…) já existiam – até mesmo! – muito antes de surgirem Orkuts, Facebooks, Whatsapps, Twitteres da vida…

Sugiro alguns clássicos do “carioquismo social-amizático” para slogan do “Dia do Amigo”:

(de Face!)




(1) Nossa! Tão bom te encontrar ~aqui~!


(2) Po, passa lá em ~casa~ depois, cara!


(3) Me liga para a gente combinar alguma coisa!


(4) Peraí… deixa eu anotar o seu telefone aqui no meu celular!
– …
– Pronto! Já tá nos meus contatos! A gente vai se falando então… … …

*

Como quem é do Rio (ou lá morou) ~bem~ sabe…

TODAS essas, na verdade, modalidades de ~interromper~ sumariamente um encontro “fortuito” (rs…) com alguém…

Quer dizer…

– Alguém 100% ~aleatório~!

– Do passado!

Sem que haja a MENOR pretensão – de nenhuma das partes do diálogo! – de conferir ~qualquer~ consequência prática, no plano da ~realidade~, a qualquer uma dessas proposições!

*

Aliás…

Cada uma delas – (1), (2), (3) e (4) – totalmente consolidadas no Rio como verdadeiras expressões idiomáticas da variante local da língua portuguesa…

Tombadas como patrimônio ~imaterial~ da Cidade Maravilhosa!

(e bota “IMATERIAL” nisso…)

Podem ser usadas independentemente…

Ou em conjunto!

Conjuntos de 2, 3…

Ou até mesmo todas as 4 juntas (!)

Disparadas em sequência!

(em casos… hmmm… “especiais”…)

*

Notem, inclusive, que a ordem dos fatores – (1), (2), (3) e (4)realmente ~não~ altera o produto!

*

Nada mais são do que o “similar local” para o singelo:

– “Tchau” (!)

(i.e.: traduzido pela “cordialidade” necessária/ cara de pau do – malandro… – carioca)

*

Quer dizer…

“Um pouquinho” mais do que o “similar local” do “singelo tchau”…

Trata-se, na verdade, de uma modalidade “especial” de “tchau”…

*

A tradução exata seria, isso sim:





– “Tchau! (até nunca mais?)”

(sim… com o “até nunca mais?” grafado – i.e.: “grafado” oralmente… – entre parênteses mesmo…
… 100% subentendido!
E por ambos os lados!!)

*

Tudo isso para dizer que…

Se você é meu amigo…

– Regozije-se de ~não~ ter recebido NENHUM meme enviado por mim neste 20 de julho sobre o tal “Dia da Amizade”!

Isso quer dizer que você é ~realmente~ meu amigo!

*

De verdade!

Sem aspas!

*

Mas…

Se você recebeu de mim um desses memes…

Bem…






– Passa lá em casa depois, cara??

?



*


Escrito depois de conversa a respeito com o – também carioca e especialista em “falsianes”… – Tiago Nunes.


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A tese central do blog:

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Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como “uma esquerdista que sabe fazer conta”. Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.
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Romulus Maya

Advogado internacionalista. 10 anos exilado do Brasil. Conta na SUÍÇA, sim, mas não numerada e sem numerário! Co-apresentador do @duploexpresso e blogueiro.