A luta em defesa dos cursos de ciências sociais e de filosofia nas universidades brasileiras

Da  Redação do Duplo Expresso,

O sociólogo e professor Lejeune Mirhan, ex-presidente da Federação Nacional dos Sociólogos – Brasil – FNSB (1996-2002) e do Sindicato dos Sociólogos do Estado de SP (2007-2010) rebate o governo fascista de Jair Bolsonaro em seu ataque contra os cursos de ciências sociais e de filosofia, que formam professores de Sociologia e Filosofia. É um novo ataque contra a obrigatoriedade do ensino dessas duas disciplinas em todas as mais de 35 mil escolas de ensino médio no país, cujos ataques se iniciaram com o governo golpista de Michel Temer desde 2016.

O professor Lejeune, que esteve à frente da luta pela obrigatoriedade e autor de quatro livros que tratam do tema do ensino e profissionalização dos sociólogos no país, conta também a sua experiência nos 11 anos de luta entre 1997 e 2008, que redundaram na aprovação da lei 11.684/08 que passou a obrigar que nossas escolas de nível médio tenham nas suas três séries ambas as disciplinas. Lejeune indica ainda, e finalmente, qual o arco de alianças e com quais entidades deve-se formar uma frente ampla para combater esse governo e essas propostas obscurantistas.

No seu canal no youtube, Lejeune publicou este vídeo com a seguinte mensagem:

O mais recente ataque de Bolsonaro e seu governo fascista no Brasil, contra o país, contra os mais pobres e contra as ideias e a liberdade de ensino, foi dizer recentemente que não dará nenhum apoio mais ao ensino de Sociologia e Filosofia e muito menos à formação de professor@s dessas duas áreas do saber, da mais fundamental de todas. Elaborei esse pronunciamento para contribuir com a luta de resistência que já vem sendo travada novamente não só pela manutenção da obrigatoriedade do ensino das duas disciplinas como determina a Lei nº 11.684 de 2 de junho de 2008, mas em defesa dos cursos de Ciências Sociais e de Filosofia que matriculam em todo o país mais de cem mil estudantes”

 

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