Lula é o vermífugo contra os parasitas sociais

Por Wellington Calasans, para o Duplo Expresso

O sergipano Manoel Bomfim foi um médico, psicólogo, pedagogista, sociólogo, historiador e intelectual brasileiro. É a ele que sempre devemos recorrer como fonte de consulta quando queremos entender determinadas práticas de certos grupos dominantes.

o regime parasitário impunha a escravidão. E porque o regime colonial era o do puro parasitismo, foi imposta às novas sociedades uma organização política inteiramente antagônica e incompatível com seus interesses próprios, um regime retardatário, opressivo, corrupto e extenuante… eis a razão por que, exânime, embrutecida, a América do Sul se achou, na hora da independência, como um mundo onde tudo estava por fazer. (BOMFIM, 2005, p. 158).

A esta altura do texto você deve estar a tentar encontrar uma relação entre o título e o desenvolvimento da ideia. Se formos considerar que Lula é o símbolo vivo de dignidade do povo simples e dos trabalhadores, o resgate do parasitismo social do período colonial é caminho seguro e pavimentado para compreendermos o quão revelador é o desespero daqueles que tentam demover Lula da ideia de manter a sua candidatura à presidência.

No Brasil do Regime Temer os cidadãos mais simples têm uma convicção que se mantém intacta e crescente: a vida econômica atual é resultado do parasitismo social de uma elite que degradou a política e provocou a desordem estrutural, responsável direta pela volta à mortalidade infantil, desemprego, fome, miséria e escravatura.

A mentalidade parasitária herdada dos seus ancestrais, leva a elite brasileira a ser uma das mais retrógradas e decadentes do planeta. Por isso, o combate à ideia de um “Estado Forte” nada mais é do que uma maneira de reduzir os cidadãos à condição de “hospedeiro”.

Lula é a memória recente de um Estado moderno, capaz de representar, garantir, proteger e defender a nação e o seu povo. Lula é a interrupção da cultura parasitária de uma elite incapaz de respeitar o povo e que, para isso,  é para este mesmo povo e para a nação brasileira

o inimigo, o opressor e espoliador; a ele não se liga nenhuma ideia de bem ou de útil (…) ainda hoje se notam esses sentimentos porque ainda hoje eles não perderam o seu caráter duplamente maléfico – tirânico e espoliador. (BOMFIM, 2005, p. 160)

Antes de Lula, os brasileiros sequer tinham a consciência de que eram vítimas da ação dos parasitas que se alimentavam “de rapinagem e espoliação”. O debate sempre foi estrategicamente abandonado por uma imprensa que historicamente trabalha para a “pacificação” de um povo explorado.

A despeito de ter sido muito fraco nas políticas de democratização da comunicação social, Lula deu comida e emprego às pessoas. Numa visão prática, tirou da frente da televisão para permitir o acesso às mais variadas formas de cultura e entretenimento. Daí a ameaça que a sua política representa ao Brasil dos parasitas sociais que agem ferozmente no atual Regime Temer.

Como um vermífugo contra os atuais parasitas sociais, Lula age diretamente, eliminando o parasita escolhido para ir às urnas, ou de forma indireta, na estrutura institucional, que é indispensável à existência desses agentes. Nem todos os parasitas serão combatidos pelo vermífugo Lula. Por isso, caberá ao povo, através de ações pontuais, a utilização de métodos específicos para cada tipo de parasita.

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Wellington Calasans

Jornalista, Radialista, Ativista Político, Sonha com um Brasil parecido com a Suécia e uma Suécia com o sol do Brasil, o sonho é livre.