Exclusivo: a manipulação do Intercept para proteger Moro & Dallagnol

Exclusivo: a manipulação do Intercept para proteger Moro & Dallagnol

  • Prefácio de Romulus Maya:

Batom na cueca! O malabarismo “editorial” do Intercept para induzir leitores a erro na tentativa de proteger Moro & Dallagnol, principais suspeitos de serem os vazadores dos diálogos, tirando-os do foco. Editores Glenn Greenwald e Leandro Demori devem explicações.

Se foi Dallagnol, ou Moro, esses não passam de peões sem efetiva relevância; “serviçais” do imperialismo. Mas o que “Rei e Rainha do vazamento” (a saber, Deep State norte-americano) querem operar no tabuleiro politico brasileiro, e, ainda mais importante, mundial?

Quando experientes e calejadas lideranças esquerdistas fazem coro à narrativa que serve, na prática, aos interesses do Deep State (“ataque russo ao governo e às instituições brasileiras”), significa que são ingênuas e despreparadas ou que estariam convenientemente fazendo jogo-duplo para emplacar um roteiro acordado e ensaiado?

E nós? Seremos apenas telespectadores boçais desse grande “Big Brother Brasil”? Ou, na verdade, de um “Big Brother… America”? Bem, Glenn Greenwald — e seu “mecenas”, o “polêmico” multi-bilionário Pierre Omidyar –, certamente, sabem a resposta para essa pergunta.

#VazaJato: não existe hacker! Dallagnol (e Moro) são a fonte. Será? E isso importa?

Por Thais Moya, para o Duplo Expresso

Em resumo:

1) Não tem hacker algum.

2) Essa mentira é uma estratégia da Lava Jato (LJ) para tentar tirar o foco e “legitimidade” do conteúdo criminoso, porém, nada surpreendente, das mensagens vazadas, como o próprio Lula nos alertou em sua última entrevista à TVT.

3) Foi, certamente, vazamento interno da própria LJ.

4) Eu, desde segunda, acho que é o próprio Deltan Dallagnol. Há quem ache que foi Moro, ou os dois.

5) Eles foram os primeiros a validar a autenticidade das conversas, no domingo (por twitter, vídeo e nota oficial), quando não questionaram o conteúdo mas o “modo criminoso” que as mesmas teriam sido obtidas.

6) Ambos resistem em entregar seus celulares para Polícia Federal dar seguimento à investigação.

 

7) Pessoalmente, aposto em Dallagnol porque é o único onipresente nas conversas vazadas, em grupo e privadas.

7.1) Minha hipótese ganhou muita força quando “The Intercept” publicou a Parte 6 da série de reportagens, na qual fez um malabarismo narrativo, no corpo do texto, para induzir o leitor a concluir que seu material bruto conteria, pela primeira vez, conversas sem a presença de Dallagnol. Trata-se, contudo, de manobra editorial diversionista, para tirar os holofotes de um dos principais suspeitos.

7.1.2) Como se vê abaixo, a matéria apresenta um “print pós-fabricado” (!) de uma conversa privada entre Sergio Moro e o Procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, na qual o então juiz orienta a procuradoria a publicar uma nota oficial contra a defesa de Lula.

 

 

7.1.3) Para desavisados e habituados a ler somente manchetes e textos garrafais, ficaria a constatação de que Dallagnol não é a base de todo material vazado, não é mesmo? Porém, meu olhar calejado de bordoadas da guerra híbrida flagrou, ao final da matéria, na integralidade do material bruto, que, ao invés do que The Intercept tentou emplacar, tal diálogo só chegou às mãos dos seus jornalistas porque Santos Lima encaminhou o mesmo para… Deltan Dallagnol! Ora, Ora…

 

 

7.1.4) Note que com uma breve frase, no corpo da matéria principal, antes do “print-pós-fabricado”, o site teria evitado a confusão que, convenientemente, cria um “álibi” para Dallagnol. No entanto, curiosamente, o vencedor do Prêmio Pulitzer deixou escapar esse “detalhe”. Descuido ou intenção deliberada de confundir aqueles que estavam atentos à onipresença do promotor em seu material? Os Editores Glenn Greenwald e Leandro Demori devem explicar a manobra editorial; se foi algo deliberado ou mera “coincidência”, fruto de “fortuito descuido”.

7.2) Desde a primeira reação, a “defesa” da LJ baseia-se na tentativa de deslegitimar o conteúdo das mensagens por meio da criminalização da fonte que entregou o material ao The Intercept. Inclusive, insistem na narrativa – misteriosa e perigosamente engrossada por lideranças e mídias esquerdistas/progressistas – de que se trata de “hackeamento” organizado por “forças russas”.

7.2.1) No entanto, o blog Duplo Expresso, por meio de Romulus Maya, desmontou tal delírio com um simples e genial contato, via twitter, com a empresa de comunicação Telegram, que, prontamente, negou qualquer invasão hacker em seu sistema. Tal fato pautou toda mídia, tradicional (PIG) e alternativa, que teve que redesenhar os caminhos investigativos e analíticos a seguir.

 

 

7.2.2) Diante dos fatos acima, a hipótese de que se trata de um vazamento interno, dos próprios integrantes da Operação, tem ganhado força.

7.2.3) Eis que, sem mais, nem menos, um texto apócrifo (mas muito bem elaborado) viralizou, por meio do whatsapp, afirmando que o responsável pelo vazamento seria o procurador Diogo Castor de Mattos, devido a ameaças e pressões que vem sofrendo por ter participado, com seu irmão, de um esquema de venda de delação premiada. Esquema antigo e já denunciado e comprovado por Tacla Duran, além de intensamente repercutido pelo Duplo Expresso, enquanto outras mídias e lideranças petistas fizeram enorme esforço para esconder, infelizmente.

 

7.2.4) Quanta coincidência, não é mesmo? Na mesma noite em que The Intercept lança uma matéria que cria um falso “álibi” para Dallagnol, diversas bolhas são furadas com um artigo “impactante” revelando um esquema antigo de um desconhecido/insignificante membro da procuradoria, que, pelo vista, já está encrencado até o topete.

7.2.5) Portanto, só não enxerga quem gosta do conforto quentinho das narrativas prontas. Ou seja, está escancarado que o tal o procurador foi lançado como “boi de piranha” para Dallagnol (e Moro?) sair(em) do holofote de – cada vez mais provável – fonte(s) do escândalo da vez.

7.2.6) O que ganharia(m) atirando no próprio pé? No tabuleiro da guerra híbrida, a auto-mutilação, além de planejar exatamente onde a bala (ou “facada” – rs) vai atingir, evitando ferimento realmente grave, abre imprevisíveis e invisíveis dimensões de ataque e proteção. Nada como ter o álibi de ser o maior prejudicado, não é mesmo?

8) Em tempo, e, sem dúvida, o mais importante: saber quem vazou não necessariamente importa pois é óbvio que há uma correlação de forças e interesses coordenando tudo isso. Ou seja, se foi Dallagnol, ou Moro, significa que são apenas peões sem efetiva relevância, ou, como prefiro, “serviçais” do imperialismo, de acordo com a sábia e sagaz análise de Lula.

8.1) A pergunta orientadora é: o que “Rei e Rainha do vazamento” (a saber, Deep State norte-americano) querem operar no tabuleiro politico brasileiro, e, ainda mais importante, mundial?

9) Intercept vai mesmo expor todo conteúdo de interesse público ou vai esconder 98% como fez no caso Snowden?

 

 

 

10) Quem realmente manda no Intercept?

*

Nota D.E.: sobre isso, não deixar de ver o dossiê preparado e apresentado por Pepe Escobar. Imperdível: 

*

11) Está maravilhoso ver Moro sangrar em praça pública? Ohh, se tá! Mas isso só teria relevância para o povo pobre brasileiro, enquanto força política de combate efetivo ao Golpe, há um ano atrás, a tempo de evitar a prisão de Lula e a legitimação do Golpe por meio da eleição sem candidatura do mesmo.

12) Se Moro perdeu a serventia para Deep State/CIA, mesmo com popularidade que ainda detém, a quem interessa manipular seu desMOROnamento público, e, assim gerenciar uma possível “convulsão social” (ainda que armada)?

13) Impossível responder ao item 12 sem observar que, simultaneamente, o Golpe tirou a mordaça de Lula e tem deixado ele falar quase que semanalmente em entrevistas. O que obviamente aumenta a temperatura da convulsão social, entre lulistas e anti-lulistas, que sempre foi o motor fundante do Bolsonarismo e da sua chegada ao Planalto.

14) No meio desse terremoto, Bolsonaro sai do foco, deixa de ser o epicentro do desastre que é seu governo, e, paradoxalmente, cola esse rótulo em quem era o porto-seguro do mesmo. Agora, ora ora, quem mantém Moro no governo é Bolsonaro, e não mais o contrário.

15) Pela mais que evidente incompetência cognitiva e política de Bolsonaro, apenas alienados ainda acreditam que é ele que manda no governo. Está cada vez mais conclusivo de que a mão que manda na mão de Bolsonaro é o núcleo militar do governo.

(sobre isso, mais aqui)

16) Interessaria aos militares saírem da sombra de Bolsonaro e se tornarem vitrine de vidro desse (des)governo?

17) Certamente não e, talvez, isso explique por que enfraqueceram Moro e fortaleceram Bolsonaro, por mais que isso parecesse impossível há quinze dias.

18) Estamos sendo governados por uma espécie de Shadow State subvertido, ou seja, um espectro, escondido e protegido, que, ao invés de ser a oposição referência ao governo, como o termo em inglês cunhou, é, ao contrário, o núcleo que, de fato, dá as ordens, porém refletido por meio de Bolsonaro às avessas. Um controle absoluto do tabuleiro político, o conhecido “ganha-ganha”: “se der certo, ótimo, se der errado, melhor ainda porque seremos sempre a SOLUÇÃO de qualquer maneira”.

18.1) Em 3 de junho, a mão que segura a mão de Bolsonaro assinou o Decreto 9.818, que, literalmente esvazia o poder real dos ministérios centrais, inclusive Ministério da Justiça, e super empodera o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), chefiado pelo todos-poderosos Generais Heleno e Stumpf, homem de Etchegoyen (mais sobre isso aqui).

18.2) O que poderá explicar a possibilidade do desMOROnamento ser contido publicamente, pois, na prática, ele já perdeu autonomia e poder efetivo. Moro, portanto, ficaria como um peão de alegoria e distração no tabuleiro.

18.3) O General Santos Cruz foi demitido do cargo-chave de Secretário do Governo, no meio do furacão.

18.3.1) Isso pode significar que Santos Cruz não quer mais ser cúmplice do jogo, ou

18.3.2) hipótese que prefiro: Esse “racha” é apenas aparente, trata-se de uma encenação para que ele organize uma ala dissidente dentro do corpo das Forças Armadas, assim, expande a estratégia do “ganha-ganha” e mapeia os nomes descontentes com os rumos do “Poder Militar”.

18.3.2.1) Se Santos Cruz abriu, de fato, a fase de dominar a oposição interna dos militares, significa, então, que ampliaram seu controle até mesmo de possíveis (e necessárias) revoluções internas e externas.

18.3.2.2) A guerra hibrida tem como pressuposto trabalhar com o controle absoluto das forças. Ou seja, situação e oposição, por isso a importância de infiltrados na oposição, no caso, a Esquerda/ Progressista/ Nacionalista. Pois, assim, eles controlam e antecipam tudo.

18.3.2.3) Percebe que, então, até as derrotas do Golpe são planejadas? Sendo assim, se o contexto exigir, e for preciso, por exemplo, encenar uma troca de poder entre os militares, ou ate mesmo o retorno da”Esquerda” ao poder… tudo estará sob controle.

19) Tal jogo político é extremamente sofisticado, tipicamente executado em guerras híbridas, aquelas que são tão importantes e mortais, porém sem sangue, canhão, e, principalmente, sem a consciência do povo de que está sendo bombardeado.

20) Pergunto: nossas Forças Armadas teriam tal capacidade intelectual, estratégica e estrutural para planejar e executá-la com tal maestria, como se percebe até então? Por mais que a formação militar brasileira seja muito boa para aqueles que ocupam o topo das patentes, certamente o “QG” principal está além das nossas fronteiras.

21) Por que raios o Brasil se tornou tão estratégico a ponto do Deep State/ CIA ter instalado, desde 2013, ao menos, o caos politico e institucional aqui?

22) Eis a resposta de quase toda desgraça do mundo moderno: Petróleo.

23) O Pré-Sal brasileiro se tornou fundamental para adiar a decadência econômica e militar dos EUA perante China e Rússia. Como?

24) O controle da fonte de uma das maiores reservas petrolíferas do mundo permite impedir o acesso da China a ele, e, assim frear sua ascensão econômica.

25) Para além do poder econômico do mercado petrolífero, os derivados do petróleo, que estão presentes até no xampu com que você lava a cabeça, compõem a fórmula básica dos principais agro-químicos da industria agropecuária, a qual o Brasil se impõe como um dos protagonistas mundiais.

26) China e Rússia possuem territórios gigantescos, porém grande parte é infértil ou congelado, portanto, dependem da importação de alimentos e, consequentemente, de agro-químicos.

27) Ao controlar o Pré-sal, o Deep State norte-americano, atual e real Império vigente, controla também a indústria de alimentos brasileira, e, em curto e médio prazo, poderá, portanto, controlar a “fome” de seus maiores adversários.

(mais sobre isso aqui)

28) Percebe-se, portanto, que te distrair com o afeto da curiosidade de saber qual será o próximo vazamento do The Intercept, e quem é o vazador, inteligentemente rotulado como “hacker criminoso RUSSO”, faz com que você sequer perceba as jogadas que realmente importam, e que impactam no seu cotidiano, como o preço do seu botijão de gás (e do xampu, claro, rs).

28.1) Note que quando a Esquerda alimenta a narrativa de uma possível “atuação do governo russo”, trabalha para confirmar as teorias “bolso-olavistas-militares” de que a Rússia (aliada a Venezuela, URSAL, FÓRUM de São Paulo, Hezbollah, PCC e o “diabo a quatro”) está tramando um ataque ideológico e político para devolver o poder a Lula e ao PT.

28.1.2) Eu sei que parece um delírio, mas essa narrativa já está disseminada na base e alta patente militar, e no eleitorado bolsonarista. Duvida? Visite o site “Defesa. Net” e confira você mesma generais assinando artigos desse naipe.

28.1.3) A equação “Convulsão social + invasão russa-comunista-satanista” é a gasolina no incêndio que poderia legitimar, se necessário, um regime ainda mais autoritário, violento e militarizado.

28.1.4) Lembre que tal regime já está amparado legalmente pelo Decreto mencionado acima.

29) Instigar a curiosidade pelos vazamentos e, principalmente, pelo “hacker-de-Taubaté-Russo”, nesse momento, é fazer o papel do peão da distração, aquele que é intencionalmente colocado para ser derrubado, enquanto, seu Rei é cercado.

29.1) Fica a pergunta: quando experientes e calejadas lideranças esquerdistas fazem coro à narrativa que serve, na prática, aos interesses do Deep State, significa que são ingênuas e despreparadas ou que estão convenientemente fazendo jogo-duplo para emplacar o roteiro ensaiado?

30) É urgente que a Esquerda tenha foco no tabuleiro maior que sustenta esse tabuleiro-menor, chamado Brasil. Há muito mais em jogo do que o Glenn quer (e pode) vazar a qualquer minuto.

30.1) É inegociável que mídias, movimentos e partidos esquerdistas exijam que The Intercept publique ABSOLUTAMENTE tudo que é de interesse público e sem mais demora.

30.2) Advogados de todos os condenados, a começar por Lula, devem entrar na Justiça para terem acesso imediato ao material que tem sido – irresponsavelmente – publicado a conta gotas, enquanto o maior líder político, verdadeiro Presidente de direito (fato que só não se consumou porque a soberania popular foi golpeada nas últimas eleições) encontra-se sequestrado em Curitiba.

30.3) É inadmissível que mídias e lideranças esquerdistas continuem propagando narrativas que engrandeçam tal estratégia do site The Intercept quando já está óbvio que estamos sob Estado de exceção e, consequentemente, sem nenhuma garantia de que o mesmo e qualquer outra “persona” envolvida no caso não será cooptada ou eliminada.

30.4) O povo trabalhador brasileiro não pode e não merece esperar os caprichos do The Intercept, pois, enquanto o mesmo controla a novela em questão, a Reforma da Previdência continua sendo votada no Congresso; nossas riquezas naturais e institucionais são privatizadas e desnacionalizadas; e nossa soberania nacional escorre pelo ralo, estabelecendo um cenário futuro, porém breve, de morte e sofrimento da população mais vulnerável. Um verdadeiro genocídio: a tática imperialista de equacionar crises econômicas matando, silenciosamente, o excedente de pobres.

31) Essa novela da Vaza-Jato não pode ser apenas desvio de atenção e escape emocional para a Esquerda brasileira.

31.1) Essa tem que tirar o dedo do F5 (botão de atualização de sites), que tem apertado freneticamente desde domingo, e exigir, sem pacificação e paciência, que esse escândalo deixe de ser cozido em banho-maria e, principalmente, que todos os absurdos – a saber: Reformas Constitucionais, prisões, eleições que foram corrompidas e manipuladas pela Lava Jato – sejam revogados.

31.2) Fora disso, não passaremos de telespectadores boçais do grande “Big Brother Brasil”. Ou seria, na verdade, “Big Brother… America“? Glenn Greenwald, certamente, sabe a resposta para essa pergunta.

_______
*com a colaboração imprescindível de Romulus Maya, Piero Leirner, Carlos Krebs, Pepe Escobar, Gabriela, Marcoz Antonioz Gavérioz, Patricia Vauquier, Maíra Valente, YorkShire Tea, Marcelo Pimentel Jorge de Souza, Rafael Guerreiro e demais pessoas, que podem ter fugido da minha mente agora.

 

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Atualizações C.Q.D.!!!
(Na matemática, costuma-se marcar a abreviação C.Q.D., ao final de uma prova, a saber, demonstração de que, dados certos axiomas, algum enunciado de interesse é necessariamente verdadeiro.  Tal abreviação significa: como queríamos demonstrar.)

Poucas horas se passaram desde que publicamos o artigo, e já emplacamos alguns C.D.Q. – confira:

 

    • C.Q.D.1

4) Eu, desde segunda, acho que é o próprio Deltan Dallagnol. (…) >>>

 

O Marcelo Odebrecht do MPF – POR LAURO JARDIM – Na Polícia Federal ninguém entendeu até agora porque Deltan Dallagnol guardou tantos anos de trocas de mensagens em seu Telegram. Descuido que só tem paralelo em Marcelo Odebrecht, que arquivou cerca de 10 mil anotações em seu celular, apreendido pela PF quando ele foi preso.”

https://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/o-marcelo-odebrecht-do-mpf.html

 

  • C.Q.D. 2

7.2.3) Eis que, sem mais, nem menos, um texto apócrifo (mas muito bem elaborado) viralizou, por meio do whatsapp, afirmando que o responsável pelo vazamento seria o procurador Diogo Castor de Mattos, devido a ameaças e pressões que vem sofrendo por ter participado, com seu irmão, de um esquema de venda de delação premiada. Esquema antigo e já denunciado e comprovado por Tacla Duran, além de intensamente repercutido pelo Duplo Expresso, enquanto outras mídias e lideranças petistas fizeram enorme esforço para esconder, infelizmente.

7.2.4) Quanta coincidência, não é mesmo? Na mesma noite em que The Intercept lança uma matéria que cria um falso “álibi” para Dallagnol, diversas bolhas são furadas com um artigo “impactante” revelando um esquema antigo de um desconhecido/insignificante membro da procuradoria, que, pelo vista, já está encrencado até o topete.

7.2.5) Portanto, só não enxerga quem gosta do conforto quentinho das narrativas prontas. Ou seja, está escancarado que o tal o procurador foi lançado como “boi de piranha” para Dallagnol (e Moro?) sair(em) do holofote de – cada vez mais provável – fonte(s) do escândalo da vez.

7.2.6) O que ganharia(m) atirando no próprio pé? No tabuleiro da guerra híbrida, a auto-mutilação, além de planejar exatamente onde a bala (ou “facada” – rs) vai atingir, evitando ferimento realmente grave, abre imprevisíveis e invisíveis dimensões de ataque e proteção. Nada como ter o álibi de ser o maior prejudicado, não é mesmo?

 

 

>> https://www.boatos.org/politica/descoberto-vazador-conversas-moro-diogo-castor-mattos.html?fbclid=IwAR3Is34kJvWJMmHENmyvzqamAtLwzkB_Rmrc7ruSnVDOeL61HX4xmXJFtoU

 

    • C.Q.D.3

16) Interessaria aos militares saírem da sombra de Bolsonaro e se tornarem vitrine de vidro desse (des)governo?

17) Certamente não e, talvez, isso explique por que enfraqueceram Moro e fortaleceram Bolsonaro, por mais que isso parecesse impossível há quinze dias.

18) Estamos sendo governados por uma espécie de Shadow State subvertido, ou seja, um espectro, escondido e protegido, que, ao invés de ser a oposição referência ao governo, como o termo em inglês cunhou, é, ao contrário, o núcleo que, de fato, dá as ordens, porém refletido por meio de Bolsonaro às avessas. Um controle absoluto do tabuleiro político, o conhecido “ganha-ganha”: “se der certo, ótimo, se der errado, melhor ainda porque seremos sempre a SOLUÇÃO de qualquer maneira”.

18.1) Em 3 de junho, a mão que segura a mão de Bolsonaro assinou o Decreto 9.818, que, literalmente esvazia o poder real dos ministérios centrais, inclusive Ministério da Justiça, e super empodera o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), chefiado pelo todos-poderosos Generais Heleno e Stumpf, homem de Etchegoyen (mais sobre isso aqui).

18.2) O que poderá explicar a possibilidade do desMOROnamento ser contido publicamente, pois, na prática, ele já perdeu autonomia e poder efetivo. Moro, portanto, ficaria como um peão de alegoria e distração no tabuleiro.

 

A matéria segue:

“A declaração foi feita um dia após novas conversas divulgadas pelo site The Intercept Brasil indicarem que Moro teria pedido aos procuradores da Lava Jato a produção de uma nota à imprensa para responder o que chamou de “showzinho” da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois do depoimento do petista no caso do triplex do Guarujá. O ministro não reconheceu a autenticidade da mensagem. Com idas e vindas, a tática para blindar Moro e afastar a crise do Planalto consiste em jogar a opinião pública contra deputados, senadores e até ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que tentarem vincular os diálogos vazados a ilegalidades em julgamentos, como o de Lula, preso desde abril do ano passado. O argumento usado contra os críticos é o de que existe uma “orquestração” para esvaziar a Lava Jato. Quem conversou com Moro, nos últimos dias, encontrou um homem abatido. Apesar de dizer que não cometeu conduta imprópria à época em que era o superpoderoso juiz de Curitiba, ele pareceu constrangido de ter o nome envolvido em um escândalo. De julgador, passou a ser julgado.

“Fui vítima de um ataque criminoso de hackers”, afirmou Moro ao Estado. “A Operação Lava Jato foi um trabalho muito sério, profissional e difícil, feito a um grande custo pessoal de todos os envolvidos no caso. Sempre me pautei pela legalidade.”

Sob pressão do Congresso e até do Judiciário, Moro virou uma espécie de curinga para Bolsonaro. Se o cenário não levar a uma reviravolta, o titular da Justiça poderá ocupar uma vaga de ministro do Supremo, segundo o presidente. Antes dos vazamentos, Moro também era citado como possível candidato ao Planalto, em uma disputa sem Bolsonaro na corrida à reeleição, em 2022. Ou mesmo em uma dobradinha como vice. “Eu aceitei o convite para ser ministro da Justiça e Segurança Pública. Não há outro projeto na minha vida”, garantiu o ministro. Todos esses planos, no entanto, podem ruir dependendo da próxima temporada política. No dia 25, a Segunda Turma do Supremo vai retomar o julgamento em que Lula acusa Moro de ter sido parcial ao condená-lo no caso do triplex e, depois, entrar para a equipe de Bolsonaro. Para reforçar a acusação, os advogados do ex-presidente encaminharam à Corte as conversas atribuídas a Moro, nas quais ele daria dicas aos procuradores.

“Tenho receio de que isso venha a tomar um vulto que possa prejudicar o País”, admitiu o general Eduardo Villas Bôas, assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

No Congresso, o movimento da oposição e de partidos do Centrão ainda não é para abrir a “CPI da Vaza Jato”, mas, sim, para deixar Moro “sangrar” em praça pública. Quando juiz, ele foi algoz de vários parlamentares e até hoje enfrenta resistências para a tramitação de seu pacote anticrime, que prevê o combate à corrupção, ao crime organizado e à criminalidade violenta

“Acho que Moro já sabia que não teria vida fácil na política”, comentou o deputado Capitão Augusto (PL-SP), presidente da Frente Parlamentar de Segurança e relator do grupo de trabalho que analisa a proposta. “Agora, querem aproveitar a turbulência para emplacar no Senado o projeto que coíbe o abuso de autoridade, mas não é momento de resgatar isso. Fica parecendo jus sperniandi”, emendou, em referência à expressão usada no meio jurídico para o direito de “espernear”.

Nem mesmo no PT de Lula, porém, há acordo sobre o melhor caminho a seguir para enfrentar Moro. Na quarta-feira, a deputada Gleisi Hoffmann (PR), presidente do partido, subiu à tribuna para defender a CPI. “Moro, o grande orientador do Ministério Público Federal, montou, armou, produziu testemunhas. Para quê? Para condenar e prender o Lula”.

Para o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), no entanto, seu partido erra ao adotar essa tática. “Eu, por exemplo, não quero CPI para Moro. Quero sua demissão. E também sou contra convocá-lo para vir aqui, porque a gente fala dez minutos e ele, três horas. É um palanque”, argumentou o petista. Moro prestará depoimento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na próxima quarta-feira. Na tentativa de evitar mais desgaste, ele próprio se ofereceu para falar em um território no qual a oposição não faz tanto barulho.

“A imagem do ministro está em jogo e essa é a Casa da moderação”, observou a senadora Simone Tebet (MDB-MS), presidente da CCJ. Logo depois, porém, a Câmara aprovou convite para que Moro também explique as mensagens atribuídas a ele em uma sessão de duas comissões, marcada para o dia 26.

Congresso está dividido sobre como tratar o caso

O Congresso está dividido sobre como tratar o “caso Moro”. O ministro da Justiça e Segurança Pública ainda conta com apoio popular, como mostrou na quarta-feira, quando foi aplaudido no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, ele vestiu a camisa do Flamengo, na partida contra o CSA, apesar de ser torcedor do Athletico Paranaense.

“Atendi a um pedido do presidente e da torcida que ali estava. Em Roma, faça como os romanos”, disse Moro ao Estado

Deputados e senadores temem que a estratégia do ministro de transformar o escândalo das mensagens atribuídas a ele – em conversas com procuradores – numa espécie de plebiscito da Lava Jato tenha o mesmo efeito do carimbo de “velha política” sobre o Legislativo. Desde que Bolsonaro lançou essa expressão, parlamentares viraram alvo de hostilidades.

Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre(DEM-AP), são contra abrir, nesse momento, a chamada “CPI da Vaza Jato”. Nos bastidores, Maia e Alcolumbre dizem que o Congresso daria “um tiro no pé” ao promover uma ação contra Moro agora, quando ele ainda conta com respaldo da população, embora sua imagem tenha sido arranhada. 

A avaliação da cúpula do Congresso é de que qualquer iniciativa puxada pelo Legislativo poderia fazer do ministro da Justiça uma “vítima” e, como consequência, teria impacto negativo sobre o Parlamento.

O movimento Vem pra Rua, por exemplo, está convocando manifestação de apoio a Moro, à Lava Jato e ao pacote anticrime para o próximo dia 30. “

> https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,moro-tenta-fazer-de-crise-um-plebiscito-da-lava-jato,70002875021?fbclid=IwAR2Wo_aNMNoNnj7irGf-Y1BL7XtFT7Qfdb6BrEYSTA8g-vUfy_yzertt63k

 

    • C.Q.D. 4

18.3) O General Santos Cruz foi demitido do cargo-chave de Secretário do Governo, no meio do furacão.

18.3.1) Isso pode significar que Santos Cruz não quer mais ser cúmplice do jogo, ou

18.3.2) hipótese que prefiro: Esse “racha” é apenas aparente, trata-se de uma encenação para que ele organize uma ala dissidente dentro do corpo das Forças Armadas, assim, expande a estratégia do “ganha-ganha” e mapeia os nomes descontentes com os rumos do “Poder Militar”.

18.3.2.1) Se Santos Cruz abriu, de fato, a fase de dominar a oposição interna dos militares, significa, então, que ampliaram seu controle até mesmo de possíveis (e necessárias) revoluções internas e externas.

18.3.2.2) A guerra hibrida tem como pressuposto trabalhar com o controle absoluto das forças. Ou seja, situação e oposição, por isso a importância de infiltrados na oposição, no caso, a Esquerda/ Progressista/ Nacionalista. Pois, assim, eles controlam e antecipam tudo.

18.3.2.3) Percebe que, então, até as derrotas do Golpe são planejadas? Sendo assim, se o contexto exigir, e for preciso, por exemplo, encenar uma troca de poder entre os militares, ou ate mesmo o retorno da”Esquerda” ao poder… tudo estará sob controle.

 

 

Demissão de Santos Cruz incomoda militares do governo Bolsonaro – Medida foi recebida como recado do presidente para reforçar sua autoridade

A decisão do presidente Jair Bolsonaro de demitir o general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz de seu Ministério incomodou militares de alta patente que integram o governo. A medida foi interpretada como um recado do chefe do Executivo sobre a relação que manterá com esse grupo daqui para frente. Ainda na visão desses militares, a demissão piorou a maneira como o governo é visto pelasForças Armadas . Nas palavras de um general ouvido pelo GLOBO, sob a condição de anonimato, Bolsonaro “sabe muito bem o quanto admiramos o chefe militar que é Santos Cruz”. O general da reserva perdeu o cargo de ministro da Secretaria de Governo na última quinta-feira, depois de protagonizar um duro embate com o ideólogo de direita Olavo de Carvalho. Em uma reunião no Palácio do Planalto, foi avisado que estava demitido.”

> https://oglobo.globo.com/brasil/demissao-de-santos-cruz-incomoda-militares-do-governo-bolsonaro-23743266

 

  • C.Q.D. 5

21) Por que raios o Brasil se tornou tão estratégico a ponto do Deep State/ CIA ter instalado, desde 2013, ao menos, o caos politico e institucional aqui?

22) Eis a resposta de quase toda desgraça do mundo moderno: Petróleo.

23) O Pré-Sal brasileiro se tornou fundamental para adiar a decadência econômica e militar dos EUA perante China e Rússia. Como?

24) O controle da fonte de uma das maiores reservas petrolíferas do mundo permite impedir o acesso da China a ele, e, assim frear sua ascensão econômica.

 

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,petrobras-faz-a-maior-descoberta-desde-o-pre-sal-em-sergipe-e-alagoas,70002874821

 

Por enquanto, é só (tudo isso) 😉

 

 

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Mais sobre o tema em:

“Melhores inimigos”: falso “duelo” entre Intercept & Moro (made in CIA) está fazendo água

 

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