{"id":99826,"date":"2018-10-10T14:50:33","date_gmt":"2018-10-10T17:50:33","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=99826"},"modified":"2018-10-10T14:50:33","modified_gmt":"2018-10-10T17:50:33","slug":"os-camaleoes-estao-no-poder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=99826","title":{"rendered":"Os Camale\u00f5es Est\u00e3o no Poder"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Pedro Augusto Pinho, para o Duplo Expresso<\/strong><\/p>\n<p>Nenhuma pesquisa social \u00e9 necess\u00e1ria para que saibamos serem os pobres a maioria da sociedade. Podemos ter pobres com melhores condi\u00e7\u00f5es de vida (pa\u00edses n\u00f3rdicos no s\u00e9culo XXI) e outros sem qualquer meio de subsist\u00eancia, dependentes da vontade de outras pessoas, mas, qualquer limite que se estabele\u00e7a, a parte inferior da quantifica\u00e7\u00e3o ser\u00e1 algumas vezes maior do que a superior.<\/p>\n<p>Para manuten\u00e7\u00e3o desta situa\u00e7\u00e3o, os poderes, n\u00e3o os governos que s\u00e3o uma esp\u00e9cie de gerentes, empregados do dono, promovem toda sorte de ilus\u00f5es, cren\u00e7as, fantasias, mistifica\u00e7\u00f5es para que a minoria mantenha sua situa\u00e7\u00e3o poderosa e confort\u00e1vel distante daquela maioria.<\/p>\n<p>Feita esta abertura, tratemos do Brasil neste per\u00edodo que antecede as elei\u00e7\u00f5es gerais para o governo federal e os estaduais (executivo e legislativo).<\/p>\n<p>Por que a express\u00e3o de poder sem voto manda no Brasil?<\/p>\n<p>Temos, por in\u00edcio, uma incongru\u00eancia. Se todo poder emana do povo, como uma categoria n\u00e3o eleita pelo povo se transforma em poder? E ainda mais, passa a dirigir as a\u00e7\u00f5es dos escolhidos pelo povo?<br \/>\nPara isso precisamos entender o cen\u00e1rio pol\u00edtico que nos envolve e como se montou esta dramaturgia.<\/p>\n<p><strong>Quest\u00f5es social e nacional ou quest\u00e3o moral<\/strong><\/p>\n<p>Para n\u00e3o voltar muito longe na hist\u00f3ria, vejamos as sa\u00eddas dos totalitarismos no mundo ocidental no s\u00e9culo XX.<br \/>\nExceto os Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA), cuja situa\u00e7\u00e3o \u00e9 peculiar e ser\u00e1 tratada adiante, os pa\u00edses da Europa, das Am\u00e9ricas e da \u00c1frica passaram, no s\u00e9culo passado, por governos autorit\u00e1rios, totalit\u00e1rios, por ditaduras. As pouqu\u00edssimas \u00a0exce\u00e7\u00f5es n\u00e3o criaram op\u00e7\u00f5es significativas.<\/p>\n<p>Mas a derrota do autoritarismo, com ingredientes raciais, na Europa e no Jap\u00e3o, com a II Grande Guerra, permitiu diversas independ\u00eancias, novos acordos de governabilidade e uma pacifica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que refletia o desejo de paz dos povos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio esmiu\u00e7ar acordos locais, regionais nem mesmo nacionais. Tomo com exemplo dois acordos que refletem bem esta situa\u00e7\u00e3o, os Pactos de la Moncloa.<\/p>\n<p>A Espanha saia da guerra civil que a levara a 37 anos de ditadura franquista. Francisco Franco governou de 30\/janeiro\/1938 at\u00e9, praticamente, sua morte em 20\/novembro\/1975, embora afastado pela doen\u00e7a desde junho de 1973..<\/p>\n<p>Mortes, torturas, corrup\u00e7\u00f5es, trai\u00e7\u00f5es, persegui\u00e7\u00f5es foram o cotidiano espanhol ao logo destes anos do poder de Franco. Era necess\u00e1rio, antes de tudo, estabelecer entre os beneficiados e os prejudicados, entre os que seguraram as armas e a quem foram dirigidos os tiros, entre os sempre ricos e os sempre pobres, acordos de conviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Estes foram o \u201cAcordo sobre o Programa de Saneamento e Reforma da Economia\u201d e \u201cAcordo sobre o Programa de Atua\u00e7\u00e3o Jur\u00eddica e Pol\u00edtica\u201d, firmados pelos partidos pol\u00edticos com representa\u00e7\u00e3o parlamentar em 1977, associa\u00e7\u00f5es empresariais e tr\u00eas grandes organiza\u00e7\u00f5es sindicais.<\/p>\n<p>Mas, como \u00e9 \u00f3bvio, acordos para sair de crises s\u00e3o datados, a vontade da maioria da popula\u00e7\u00e3o acabar\u00e1 por se impor, salvo se este povo esteja iludido, sejam-lhe colocadas op\u00e7\u00f5es que n\u00e3o correspondem aos seus verdadeiros problemas e nem \u00e0s suas solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>A banca \u00e9 o lado mais nefasto do capitalismo<\/strong><\/p>\n<p>Desde meados do s\u00e9culo XX, o capital financeiro internacional (banca) buscou derrotar o poder industrial, seja capitalista seja socialista. Para tanto come\u00e7ou a colocar as denominadas \u201cquest\u00f5es transversais\u201d.<\/p>\n<p>A primeira, que atingiu fortemente o mundo industrializado, foi a ecol\u00f3gica, em todas as suas manifesta\u00e7\u00f5es, desde a preservacionista radical at\u00e9 o uso racional dos recursos naturais.<\/p>\n<p>Reflita comigo o caro leitor. O \u201csalve as baleias\u201d tem apelo suficiente para reunir tanto dinheiro que compre barcos, pague p\u00e1gina de jornais de influ\u00eancia como \u201cThe New York Times\u201d, vire protesto em cidades europeias? Ou houve dinheiro de quem \u00e9 especialista na multiplica\u00e7\u00e3o deste \u201cvil metal\u201d?<\/p>\n<p>A banca soube iniciar sua campanha pelo poder comprando a m\u00eddia, os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o para o povo. Da r\u00e1dio regional aos produtores de Hollywood, do jornal de bairro \u00e0s mais c\u00e9lebres publica\u00e7\u00f5es, cita\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias at\u00e9 em teses acad\u00eamicas. E tamb\u00e9m as academias, que lhe passam a dar o suporte dos cientistas, dos pr\u00eamios Nobel, dos \u201cg\u00eanios\u201d \u00e0s maquina\u00e7\u00f5es da banca.<\/p>\n<p>Criaram-se assim, e em pouqu\u00edssimo tempo, navegando nas tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o, as certezas que reviraram a sociedade. Das drogas nas liberdades de 1968 \u00e0 criminaliza\u00e7\u00e3o da ideologia socialista.<\/p>\n<p>Permitam-me transcrever um desmentido \u00e0 verdade da austeridade econ\u00f4mica ou financeira pelo professor de economia da Sorbonne, autor de numerosos trabalhados e ex-presidente do Conselho Cient\u00edfico da Associa\u00e7\u00e3o pela Tributa\u00e7\u00e3o das Transa\u00e7\u00f5es Financeiras para A\u00e7\u00e3o da Cidadania (ATTAC), Ren\u00e9 Passet, em tradu\u00e7\u00e3o livre:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cH\u00e1 incontest\u00e1vel rela\u00e7\u00e3o entre a redu\u00e7\u00e3o do tempo de trabalho e o n\u00famero de empregos. Por exemplo, entre 1973 e 1994, na Fran\u00e7a e na Alemanha, o n\u00famero total de assalariados, malgrado a crise, passou respectivamente de 21 para 22 milh\u00f5es e de 26,65 para 28 milh\u00f5es, no mesmo per\u00edodo em que o tempo m\u00e9dio de trabalho baixou de 1.900 para 1.600 e de 1.870 para 1.580 horas, tanto para um quanto para outro pa\u00eds\u201d (\u201c\u00c9loge du mondialisme par un \u2018anti\u2019 pr\u00e9sum\u00e9\u201d, Fayard, 2001).<\/p><\/blockquote>\n<p>Vejamos apenas mais um caso, que toma enorme espa\u00e7o nos discursos eleitorais deste ano: a viol\u00eancia. Leonel Brizola, dos maiores pol\u00edticos brasileiros, escreveu dois artigos, dentre seus c\u00e9lebres Tijola\u00e7os, que denominou \u201cO Ovo da Serpente\u201d, em 09\/01\/1992, e \u201cO Ovo da Serpente (3)\u201d, em 31\/01\/1993.<\/p>\n<p>Neles est\u00e1 demonstrado pelo trabalho de equipe de pesquisadores, como a Rede Globo incentivou e glamourizou a viol\u00eancia. Nas palavras de Brizola:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cO que esses pesquisadores encontraram foi uma verdadeira escola do crime e da viol\u00eancia\u201d. \u201cE n\u00e3o se diga que isso \u00e9 veiculado nos chamados programas para adultos. A programa\u00e7\u00e3o infantil \u00e9 repleta de imagens de viol\u00eancia, inclusive em desenhos animados, com 58 cenas di\u00e1rias de viol\u00eancia\u201d (em 09\/01\/1992).<\/p>\n<p>\u201cUma nova pesquisa, realizada por uma equipe de 11 pesquisadores &#8211; pedagogos, jornalistas e outros profissionais &#8211; revelou (um ano depois) n\u00fameros ainda mais alarmantes. Durante 111 horas, os pesquisadores assistiram 83 programas e verificaram que a Globo exibiu nada menos que 288 homic\u00eddios ou tentativas de homic\u00eddio, 386 agress\u00f5es, 248 amea\u00e7as, 56 sequestros, 11 crimes sexuais, 71 casos de condu\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos sob efeito de drogas ou com perigo para terceiros, 7 de uso ou tr\u00e1fico de drogas, 65 de forma\u00e7\u00e3o de quadrilha, 43 roubos, 16 furtos, 7 de estelionato e mais 183 crimes. Em apenas uma semana&#8230;. O mais triste destaque, por\u00e9m, \u00e9 aquilo que se constatou na programa\u00e7\u00e3o infantil. Ali, as cenas de viol\u00eancia, que h\u00e1 um ano representavam 34,9% do total, chegam agora a nada menos que 51,1% de toda a viol\u00eancia na TV\u201d (em 31\/01\/1993).<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>A excentricidade estadunidense<\/strong><\/p>\n<p>Os EUA tiveram na guerra civil &#8211; a guerra da secess\u00e3o de 1861\/1865 -, mais do que nas lutas pela independ\u00eancia, a compreens\u00e3o da relatividade do poder fundi\u00e1rio que a aristocracia europeia entenderia ap\u00f3s o passeio militar de Napole\u00e3o, alterando as tradi\u00e7\u00f5es de duques e bar\u00f5es.<\/p>\n<p>Assim, a classe dirigente do Pa\u00eds construiu um sistema pol\u00edtico-administrativo que incentivasse a produ\u00e7\u00e3o industrial. Como n\u00e3o havia a vulnerabilidade das importa\u00e7\u00f5es, pelos volumes produzidos na Europa e pelos direitos alfandeg\u00e1rios implantados desde 1860, pode prosperar o \u201cSistema Americano de Fabrica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A m\u00e3o-de-obra n\u00e3o era problema para o pa\u00eds que a popula\u00e7\u00e3o mais do que dobrou, entre 1860 e 1900, de 30 para 76 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a concorr\u00eancia e as crises destes primeiros tempos proporcionaram a concentra\u00e7\u00e3o de capital, logo do poder, que, ent\u00e3o, definiria as regras para sua manuten\u00e7\u00e3o. Morre a \u201cAm\u00e9rica Jeffersoniana\u201d que serviu para o mito estadunidense, muito bem aproveitado por Donald Trump em sua campanha.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o da na\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria, de pequenos fazendeiros, do esfor\u00e7o da vontade e da honestidade, se desfaz, abalada pelo padr\u00e3o do lucro e da concentra\u00e7\u00e3o de renda.<\/p>\n<p>Mas persistiu, levada pela habilidade da pedagogia colonial interna, pelo uso da comunica\u00e7\u00e3o de massa, de quem j\u00e1 nos anos 1920 produz industrialmente a televis\u00e3o, o conjunto de valores para o povo quem nem de longe era o da elite.<br \/>\nE esta hipocrisia do poder ser\u00e1 levado a todo mundo com o empoderamento dos EUA ap\u00f3s a II Grande Guerra. Tamb\u00e9m este pa\u00eds conhecer\u00e1 as novas regras da banca. Os conflitos, que a administra\u00e7\u00e3o Trump vive, n\u00e3o s\u00e3o devidos a sua personalidade mas ao jogo do industrialismo com o financismo, em toda estrutura de poder, e da press\u00e3o geopol\u00edtica-jur\u00eddico-midi\u00e1tica.<\/p>\n<p>Ainda \u00e9 cedo, em minha percep\u00e7\u00e3o, para definir a resultante destes embates. Mas, para o Brasil, teremos o recrudescimento colonial, j\u00e1 atuando fortemente no golpe de 2016 e nas press\u00f5es sobre o governo que vier a dirigir nossa Na\u00e7\u00e3o em 2019.<\/p>\n<p><strong>A ditadura jur\u00eddico-militar-midi\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p>O Portal P\u00e1tria Latina, comentando a designa\u00e7\u00e3o de um general quatro estrelas para assessor do novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), escreveu:<br \/>\n<em>\u201cEsta jun\u00e7\u00e3o jur\u00eddico-militar poder\u00e1 dar a Dias Toffoli um lugar em nossa hist\u00f3ria pol\u00edtico-administrativa\u201d (\u201cRecrutando generais: o STF atual lembra a Idade M\u00e9dia europeia\u201d<\/em>, 24\/09\/2018).<\/p>\n<p>As ditaduras militares, deixando a personalidade e o voluntarismo dos chefes se imporem nas decis\u00f5es, n\u00e3o interessa \u00e0 banca. Ela prefere os que se submetam a seu mais competente argumento: a corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um parlamento funcionando \u00e9 muito melhor do que um ditador governando. A \u201cliberdade de imprensa\u201d, principalmente quando est\u00e1 quase inteiramente comprada, \u00e9 um valor democr\u00e1tico insubstitu\u00edvel, como o poder sem voto dos magistrados \u00e9 da mais pura ess\u00eancia da \u201ctriparti\u00e7\u00e3o de poderes\u201d, harm\u00f4nicos e interdependentes.<\/p>\n<p>E os novos \u201c<em>fakes<\/em>\u201d &#8211; not\u00edcias, senten\u00e7as, processos, inimigos &#8211; v\u00e3o surgindo como nas distopias mais perversas, da novil\u00edngua, do Minist\u00e9rio da Verdade, em \u201c1984\u201d, de George Orwell.<\/p>\n<p>No Evangelho de Lucas (9, 18-22), lido no dia de hoje, 28\/setembro, nas Igrejas Cat\u00f3licas em todo mundo, Jesus pergunta: \u201c<em>quem dizeis que eu sou<\/em>?\u201d<\/p>\n<p>Pergunte-se, caro leitor, quem est\u00e1 defendendo as condi\u00e7\u00f5es mais importantes para voc\u00ea, sua fam\u00edlia, seu Pa\u00eds?<\/p>\n<p>Os que seguem os temas e os projetos da banca? Os que se deixam iludir, por boa f\u00e9 ou por ignor\u00e2ncia, que as \u201cinstitui\u00e7\u00f5es est\u00e3o s\u00f3lidas e funcionando\u201d, que foi a corrup\u00e7\u00e3o de quinze anos, e n\u00e3o a das elites que sempre governaram o Brasil, que nos deixaram esta pedagogia e esta economia coloniais?<\/p>\n<p>No Eclesiastes (3, 1-11) da Missa de hoje se l\u00ea: &#8220;<em>(H\u00e1) tempo de atirar pedras e tempo de as amontoar&#8221;<\/em>.<\/p>\n<p>No exemplo dos pactos de Moncloa, o tempo era de amontoar.<\/p>\n<p>E concluo com a magn\u00edfica mensagem que o historiador franc\u00eas, Pierre Vilar, no Ep\u00edlogo de janeiro de 1978, encerra seu livro \u201cHist\u00f3ria da Espanha\u201d, em tradu\u00e7\u00e3o livre da vers\u00e3o de M. Dolores Folch, para o Editorial Cr\u00edtica, Barcelona:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cO Pacto de Moncloa comprometeu todos partidos com parlamentares, inclu\u00eddos os comunistas, a repartir equitativamente os sacrif\u00edcios entre todas as classes sociais. Por\u00e9m, o que quer dizer equitativo? Que pensar\u00e3o sobre isso os oper\u00e1rios e os desempregados? E, se \u00e9 aplicada uma aut\u00eantica justi\u00e7a fiscal, o descontentamento n\u00e3o alcan\u00e7ar\u00e1 tamb\u00e9m as empresas em crise? Nem a luta de classes, nem os abalos conjunturais do capitalismo desaparecem pelos acordos pol\u00edticos, como o Pacto referido. E n\u00e3o se pode ficar sem apresentar algumas quest\u00f5es: quem acredita governar e quem governa na realidade? O que querem as massas, os grupos, os homens? Aspiram apenas a troca pol\u00edtica ou, tamb\u00e9m, a mudan\u00e7a social? Somente liberdade ou, tamb\u00e9m, a igualdade? As autonomias regionais ou, por meio delas, uma federa\u00e7\u00e3o de socialismos? Quem sonha uma revolu\u00e7\u00e3o e quem aspira um cargo ministerial? Tem in\u00edcio uma nova batalha, demasiadamente parecida com as de 1931, 1934 e 1936*. Felizmente a hist\u00f3ria nunca se repete\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>*Nestes anos a direita se manifestou, gerando conflitos, em Sevilha, Catalunha e Ast\u00farias. O bi\u00eanio 1934-1936 \u00e9 designado \u201cbi\u00eanio negro\u201d. Em 1936 tem in\u00edcio a guerra civil na Espanha.<br \/>\n\u2022\u00a0\u2022\u00a0\u2022\u00a0\u2022\u00a0\u2022<\/p>\n<p><em><strong>Pedro Augusto Pinho, av\u00f4, administrador aposentado<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nenhuma pesquisa social \u00e9 necess\u00e1ria para que saibamos serem os pobres a maioria da sociedade. Podemos ter pobres com melhores condi\u00e7\u00f5es de vida (pa\u00edses n\u00f3rdicos no s\u00e9culo XXI) e outros sem qualquer meio de subsist\u00eancia, dependentes da vontade de outras pessoas, mas, qualquer limite que se estabele\u00e7a, a parte inferior da quantifica\u00e7\u00e3o ser\u00e1 algumas vezes maior do que a superior.<br \/>\nPara manuten\u00e7\u00e3o desta situa\u00e7\u00e3o, os poderes, n\u00e3o os governos que s\u00e3o uma esp\u00e9cie de gerentes, empregados do dono, promovem toda sorte de ilus\u00f5es, cren\u00e7as, fantasias, mistifica\u00e7\u00f5es para que a minoria mantenha sua situa\u00e7\u00e3o poderosa e confort\u00e1vel distante daquela maioria.<\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":99845,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1099,977,2,1599,14,6],"tags":[1842,1865,1864,1672,408],"class_list":["post-99826","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-direito-justica","category-economia","category-home","category-pedro-augusto-pinho","category-politica-2","category-redacao","tag-banca","tag-ditadura-juridico-militar-midiatica","tag-pacto-de-mocloa","tag-pedro-augusto-pinho","tag-rentismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/99826","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=99826"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/99826\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/99845"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=99826"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=99826"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=99826"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}