{"id":99702,"date":"2018-10-05T04:53:42","date_gmt":"2018-10-05T07:53:42","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=99702"},"modified":"2018-10-05T04:53:42","modified_gmt":"2018-10-05T07:53:42","slug":"a-questao-nacional-nao-entrou-na-questao-eleitoral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=99702","title":{"rendered":"A quest\u00e3o nacional n\u00e3o entrou na quest\u00e3o eleitoral"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Pedro Augusto Pinho*, para o Duplo Expresso<\/strong><\/p>\n<p>Desde o momento que o capitalismo financeiro, que denomino banca, dominou o mundo capitalista, novas prioridades passaram a definir a luta dos povos por suas independ\u00eancias. E, como \u00e9 \u00f3bvio, este novo poder dominante criou novos mitos, novas quest\u00f5es para desviar desta luta seus principais conte\u00fados, quais sejam as a\u00e7\u00f5es nacionais pela soberania e pela cidadania.<\/p>\n<p>Ter col\u00f4nia de escravos, e no m\u00ednimo n\u00famero necess\u00e1rio para produzir seus lucros, \u00e9 o objetivo da banca.<\/p>\n<p>Temos, por exemplo, a viol\u00eancia e a corrup\u00e7\u00e3o como temas eleitorais, em 2018, enquanto se entregam bens insubstitu\u00edveis de propriedade do Brasil aos estrangeiros. Bens naturais, d\u00e1divas de um territ\u00f3rio rico, e bens intelectuais, fruto do esfor\u00e7o e dos investimentos dos brasileiros como a Embraer e a tecnologia de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em \u00e1guas ultraprofundas.<\/p>\n<p><strong>A banca e suas a\u00e7\u00f5es no poder<\/strong><\/p>\n<p>A banca assumiu o poder em 1990. Pode-se estabelecer data diversa, mas foi naquele ano &#8211; ap\u00f3s as desregula\u00e7\u00f5es financeiras adotadas pelo Reino Unido (Margaret Thatcher) e pelos Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA) (Ronald Reagan) e tendo fim o socialismo industrial da Uni\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas Sovi\u00e9ticas (URSS) &#8211; que a banca pode incorporar em seus ativos toda imensa fortuna dos il\u00edcitos &#8211; tr\u00e1ficos de droga, das escravid\u00f5es humanas, com\u00e9rcio de \u00f3rg\u00e3os humanos, vendas de armas, enfim, dos valores colossais de todos os crimes &#8211; uma vez revogadas as regulamenta\u00e7\u00f5es financeiras que impediam ou criavam dificuldade para suas \u00a0inclus\u00f5es formais nas transa\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>A banca j\u00e1 constitu\u00edra os para\u00edsos fiscais mas, com esta liberdade de a\u00e7\u00e3o, eles seriam estimulados e fortalecidos. O economista Gabriel Zucmann, em not\u00edcia no BBC News, afirma que 55% dos lucros das empresas estadunidenses passa por para\u00edsos fiscais.<\/p>\n<p>Usando dados do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI &#8211; World Economic Outlook) verificamos que a economia, formalizada, em valores constantes, cresceu 2,1 vezes entre 1980 e 2000, e 1,5 vezes entre 1990 e 2000. Pode-se entender, que este acr\u00e9scimo no \u00faltimo dec\u00eanio do s\u00e9culo XX foi poss\u00edvel, em boa parte, pela inclus\u00e3o de valores at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o pass\u00edveis de contabiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E a banca, especialista em lavagem de dinheiro, passa a constituir fundos financeiros com os quais comprar\u00e1 as grandes empresas internacionais. Meu prezado leitor j\u00e1 sabe que a Unilever, a General Motors, a Exxon, a BP, a Ford, a Colgate-Palmolive, a IBM, e toda multinacional que queira conferir, ter\u00e1 entre seus principais acionistas o Blackrock, o Vanguard, o State Street e outros trilion\u00e1rios fundos de investimentos. E que seus investidores, em significativo montante financeiro, tem origem em para\u00edsos fiscais.<\/p>\n<p>Com a expans\u00e3o desregulamentadora pelo mundo &#8211; por fraudes eleitorais, golpes e compra de congressos\/dirigentes &#8211; criou-se o mito da globaliza\u00e7\u00e3o, que apenas se aplica \u00e0s finan\u00e7as; para tudo mais, ser\u00e3o necess\u00e1rias permiss\u00f5es, de um passaporte, de uma autoriza\u00e7\u00e3o para constitui\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cio comercial ou industrial ou para constru\u00e7\u00e3o de estrada etc.<\/p>\n<p><strong>A tomada do Estado pela banca<\/strong><\/p>\n<p>Como \u00e9 evidente, para conseguir as desregula\u00e7\u00f5es, mant\u00ea-las e evitar os custos e constrangimentos de burocracias individualizadas por Estados, assim como \u00f4nus tribut\u00e1rios redutores dos lucros, a banca passar a tomar os Estados Nacionais ou demoli-los por revoltas provocadas (primaveras \u00e1rabes).<\/p>\n<p>Fiquemos, tanto quanto poss\u00edvel, no Brasil. Em 1989, por fraude nas informa\u00e7\u00f5es, os brasileiros votaram em Collor, cujas primeiras medidas, a t\u00edtulo de desburocratizar, criar o Estado m\u00ednimo e outras baboseiras, congelou as poupan\u00e7as e investimentos (valeriam menos ao serem descongelados) e abriu o caminho para banca. Em seguida a banca passa ao programa de privatiza\u00e7\u00f5es, retirando poder do Estado e transferindo para as empresas que seriam ou j\u00e1 estavam sendo compradas pelos fundos financeiros. Com Fernando Cardoso a banca foi o pr\u00f3prio governo, revogando tudo que fora conseguido pelas for\u00e7as nacionalistas e progressistas na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. Conseguiu at\u00e9 extinguir os minist\u00e9rios militares, no embalo da oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 ditadura.<\/p>\n<p>Neste momento, a banca j\u00e1 constru\u00eda sua nova ditadura jur\u00eddico-midi\u00e1tica, expandindo para parlamentar, pela press\u00e3o das m\u00eddias e da Lava Jato.<\/p>\n<p>Veja o caro leitor, que n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para amadorismo. A banca chega ao poder com a academia, que lhe proporciona os melhores c\u00e9rebros para simula\u00e7\u00f5es, e com a comunica\u00e7\u00e3o de massa, em todos os ve\u00edculos, inclusive aqueles que influenciar\u00e3o os novos acad\u00eamicos e a intelectualidade progressista.<\/p>\n<p>Assim como j\u00e1 utilizara a ecologia, na primeira metade do s\u00e9culo XX, para combater o capitalismo industrial, a banca incentiva as quest\u00f5es transversais &#8211; feminismo, liberdade sexual, uso de drogas, homoafetividade, religiosidades &#8211; para desfocar a luta nacionalista e desenvolvimentista.<\/p>\n<p>Para combater os partidos e lideran\u00e7as contra os projetos da banca, esta usa seu aliado: o judici\u00e1rio. Em outro tempo, o capitalismo industrial incentivou, a partir da pr\u00f3pria na\u00e7\u00e3o colonizadora, a jun\u00e7\u00e3o com os militares: complexo industrial-militar. Foi assim que se construiram, majoritariamente, os golpes no s\u00e9culo XX.<br \/>\nAgora se dar\u00e3o pelas Lava Jato, pela luta contra corrup\u00e7\u00e3o, o que chega a ser incrivelmente c\u00ednico pois a corrup\u00e7\u00e3o \u00e9, sempre foi, arma da banca.<\/p>\n<p>Equador, Argentina est\u00e3o sofrendo suas Lava Jato para Presidentes que n\u00e3o se curvaram \u00e0 banca. Como o judici\u00e1rio venezuelano n\u00e3o se deixou comprar, a amea\u00e7a sobre a Venezuela \u00e9 a invas\u00e3o dos EUA com suas col\u00f4nias vizinhas: Brasil e Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p><strong>Mudando paradigmas de poder<\/strong><\/p>\n<p>Em sint\u00e9tica refer\u00eancia hist\u00f3rica, a partir da Idade M\u00e9dia europeia, o poder se expressou pela propriedade fundi\u00e1ria e pela propriedade da d\u00edvida, sucessivamente. Tanto o mercantilismo, como o impulso colonial estiveram a servi\u00e7o destes poderes nacionais. O fen\u00f4meno industrial \u00e9 moderno e teve seu empoderamento com o desenvolvimento estadunidense.<\/p>\n<p>O poder da d\u00edvida, que se expressa na banca, difere n\u00e3o apenas pelas tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o, mas pelas novas demandas da sociedade. Por isso, a banca global, do s\u00e9culo XXI, n\u00e3o repete o financismo das oligarquias rurais brasileiras da I Rep\u00fablica, ou Rep\u00fablica Velha, secundando o financisamo ingl\u00eas.<\/p>\n<p>Hoje h\u00e1, efetivamente, o poder do capital sem p\u00e1tria, como o qualificava Karl Marx, e at\u00e9 financismos regionalizados, como da Rep\u00fablica Popular da China (China).<\/p>\n<p>\u00c9 de suma import\u00e2ncia saber retirar as maquiagens e verificar o que representa, efetivamente, o poder nacional e que outros poderes, nosso poder nacional pode, eventualmente, ter como aliado e como opositor.<\/p>\n<p>Com todas ressalvas da an\u00e1lise pessoal, apontaria cinco manifesta\u00e7\u00f5es de poder atuando no mundo, nesta segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI:<br \/>\n1) a banca, o mais poderoso e com maior atua\u00e7\u00e3o, dominando estruturas de Estados e, por \u00f3bvio, o sistema financeiro internacional e seus organismos: Banco Mundial, Fundo Monet\u00e1rio Internacional, Banco Central Europeu (BCE), e a quase a totalidade dos Bancos Centrais, principalmente os que n\u00e3o sejam do Estado Nacional, como o Banco da Inglaterra e o estadunidense (Sistema de Reserva Federal &#8211; FED), e os que tenham total autonomia como o Banco do Jap\u00e3o;<br \/>\n2) renascimento industrial dos EUA, surgido com a elei\u00e7\u00e3o de Donald Trump, que pretende retomar a condi\u00e7\u00e3o de \u00e1rbitro dos neg\u00f3cios internacionais, com acordos preferenciais, perdido para a banca e, na an\u00e1lise estadunidense, tamb\u00e9m para a China, ao tempo que incentiva, igualmente, seu \u00a0complexo industrial-militar. A bem da verdade, este sistema j\u00e1 vem produzindo frutos, aumentou o n\u00famero de empregados e o valor de sal\u00e1rios estadunidenses e, gradualmente, as taxas de juro;<br \/>\n3) desenvolvimentismo russo. Ap\u00f3s a queda do comunismo, a Federa\u00e7\u00e3o Russa (R\u00fassia) foi tomada pela banca e pela marginalidade que vivia no submundo sovi\u00e9tico. A chegada de Putin renovou o industrialismo e a pesquisa cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica. Hoje a R\u00fassia disp\u00f5e de armamentos mais avan\u00e7ados do que os EUA e tem presen\u00e7a marcante nos conflitos em seu entorno. Est\u00e1 lutando em v\u00e1rias frentes, com bloqueios e san\u00e7\u00f5es, mas conseguindo manter apoio interno e desenvolvimento e sua expans\u00e3o asi\u00e1tica, velha pol\u00edtica dos czares;<br \/>\n4) desenvolvimentismo chin\u00eas, com financismo \u00e0 margem da banca. \u00c9 sempre complexa a an\u00e1lise de um imp\u00e9rio milenar, que foi a grande pot\u00eancia do s\u00e9culo XV, mas n\u00e3o se dedicou \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o, fora de seus espa\u00e7os geogr\u00e1ficos mais restritos. Ainda hoje, a China se especializa na batalha comercial e, mais recentemente, nos empr\u00e9stimos internacionais. Mas seu uso da d\u00edvida \u00e9 comercial, tanto para venda de produtos como para garantia de insumos, e n\u00e3o, por enquanto,\u00a0 da domina\u00e7\u00e3o colonial;<br \/>\n5) desenvolvimentismos aut\u00f4nomos. S\u00e3o casos de pa\u00edses de pequena popula\u00e7\u00e3o e express\u00e3o internacional, como pa\u00edses n\u00f3rdicos e a Bol\u00edvia, com caracter\u00edsticas diversas. O Brasil tentou e fracassou nos governos do Partido dos Trabalhadores (PT). Mas n\u00e3o \u00e9 objetivo deste artigo estudar esta quest\u00e3o.<br \/>\nDesde o fim dos governos militares (1967-1985) o Brasil perdeu um projeto nacional de poder.<br \/>\n\u00c9 at\u00e9 curioso verificar quantas semelhan\u00e7as encontramos no tenentismo com o Brasil p\u00f3s-golpe.<br \/>\nOs governos de Collor e Fernando Cardoso conduziram o Pa\u00eds para a Rep\u00fablica Velha, talvez para o Imp\u00e9rio. Nenhum projeto de na\u00e7\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o das conquistas industriais, tecnol\u00f3gicas, submiss\u00e3o vergonhosa ao interesses coloniais. \u00c9 preciso ter claro que os interesses da banca e dos EUA se conjugavam no novo modelo colonizador, assimilado pelas elites brasileiras.<\/p>\n<p>Cabe pequena reflex\u00e3o sobre esta elite.<\/p>\n<p>Darcy Ribeiro, este g\u00eanio brasileiro, antrop\u00f3logo, pedagogo, pensador, afirmava serem nossas elites maldosas e mesquinhas, acrescento ignorantes e covardes. Parodiando Euclides da Cunha, diria que lhe agrada a postura servil, curvada ao estrangeiro, embora invejosa e cruel com os que dela dependam.<\/p>\n<p>Os raros momentos em que parcela desta elite, cr\u00edtica e nacionalista, buscou um projeto ou o fortalecimento da na\u00e7\u00e3o foi-lhe atirada, com injusti\u00e7a e apoio estrangeiro, a pecha de corrupto. Assim ocorreu com Get\u00falio Vargas (morreu mais pobre do que nasceu, tendo sido ditador e presidente eleito por quase 20 anos), Juscelino Kubitschek, Jo\u00e3o Goulart e Lula.<\/p>\n<p>A Era Vargas, que juntou o poder nacional ao reconhecimento dos direitos sociais, tem sido objeto da destrui\u00e7\u00e3o de todos governantes, representantes desta alienada elite brasileira e, em consequ\u00eancia, de interesses estrangeiros. O per\u00edodo militar tamb\u00e9m n\u00e3o foi o da express\u00e3o desta elite, principalmente no Governo Geisel, mas a opress\u00e3o do poder e a covardia calaram estas elites.<\/p>\n<p>Quem s\u00e3o seus representantes? Os escravistas, os racistas, os que se envergonham da nacionalidade brasileira e buscam, mesmo remotamente, origens europeias para se justificarem. Os que fraudam impostos e direitos dos outros, Mas, s\u00e3o, principalmente, os ignorantes, como a imensa maioria da denominada classe m\u00e9dia, que, sem qualquer capacidade de entender nossa realidade, acusam o pobre, por ser pobre, de prejudicar o pa\u00eds.<br \/>\nEsta elite, s\u00f3 a contragosto ou por interesse pol\u00edtico, mora no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Reconstruindo um paradigma para o Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Os tenentistas tiveram esta an\u00e1lise e seus movimentos, ainda que desarticulados, nos anos 1920, buscavam a sa\u00edda pela educa\u00e7\u00e3o e pela industrializa\u00e7\u00e3o. O golpe de 2016 buscou retroceder exatamente na industrializa\u00e7\u00e3o e na educa\u00e7\u00e3o; a Lava Jato, o corte de gastos s\u00e3o a demonstra\u00e7\u00e3o, como se fosse necess\u00e1ria, t\u00e3o evidente \u00e9 sua a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os partidos pol\u00edticos do atraso foram, no passado, a Uni\u00e3o Democr\u00e1tica Nacional (UDN), hoje, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e seus parceiros Democratas (DEM) e Partido Progressista (PP). A imensa maioria dos pol\u00edticos e dos partidos n\u00e3o tem posi\u00e7\u00e3o nacional, por incr\u00edvel que possa parecer. S\u00e3o paroquiais: pelas regi\u00f5es ou prop\u00f3sitos clientelistas. O que n\u00e3o exclui, evidentemente, algumas poucas figuras pol\u00edticas.<\/p>\n<p>O professor Andr\u00e9 Martin, da Universidade de S\u00e3o Paulo, em palestra no Congresso, defendeu a ideologia \u201cmeridional\u201d para o desenvolvimento nacional. Sem d\u00favida uma proposta bem fundamentada e interessante. Mas, entendo que mais importante, neste momento, \u00e9 desconstruir a pedagogia colonial. Esta est\u00e1 de tal modo entranhada em nossas mentes que, mesmo com quase trinta anos de dom\u00ednio da banca, ainda h\u00e1, e n\u00e3o poucos, brasileiros que raciocinam em termos de guerra fria. Ou com receio do comunismo ou com novos \u201ccomunismos\u201d, os bolivarianismos.<\/p>\n<p>O professor Martin, com clareza e corre\u00e7\u00e3o, afirmou que sem uma ideologia nacional n\u00e3o se constr\u00f3i uma na\u00e7\u00e3o. E deve ser generosa, n\u00e3o imperialista. Realmente, os EUA, antes de vender o anticomunismo, construiram o \u201c<em>american way of life<\/em>\u201d como ideologia conquistadora.<\/p>\n<p>Na constru\u00e7\u00e3o da cidadania, como venho escrevendo, \u00e9 parte integrante a constru\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia, de sua pr\u00f3pria exist\u00eancia, da aceita\u00e7\u00e3o de seu ser, do respeito aos outros, e, certamente, da consci\u00eancia nacional brasileira.<\/p>\n<p>A campanha eleitoral revelou, al\u00e9m de toda farsa e fraude que o poder jur\u00eddico-midi\u00e1tico nos imp\u00f4s, um sentimento de reerguimento nacional que pode e deve, no sentido da constru\u00e7\u00e3o do poder nacional, se dar pelas For\u00e7as Armadas.<\/p>\n<p>O fortalecimento das For\u00e7as Armadas, como visto pelos tenentes, se efetiva pela educa\u00e7\u00e3o e pela industrializa\u00e7\u00e3o. Sem esta importa\u00e7\u00e3o imbecil da luta contra a corrup\u00e7\u00e3o, como ideal brasileiro.<\/p>\n<p>Este n\u00e3o \u00e9 projeto de um antagonismo, impr\u00f3prio para nosso momento, mas da reconstru\u00e7\u00e3o do Brasil, soberano e cidad\u00e3o.<br \/>\n\u2022\u00a0\u2022\u00a0\u2022\u00a0\u2022\u00a0\u2022<\/p>\n<p><em>*Pedro Augusto Pinho, av\u00f4, administrador aposentado<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o momento que o capitalismo financeiro, que denomino banca, dominou o mundo capitalista, novas prioridades passaram a definir a luta dos povos por suas independ\u00eancias. E, como \u00e9 \u00f3bvio, este novo poder dominante criou novos mitos, novas quest\u00f5es para desviar desta luta seus principais conte\u00fados, quais sejam as a\u00e7\u00f5es nacionais pela soberania e pela cidadania.<br \/>\nTer col\u00f4nia de escravos, e no m\u00ednimo n\u00famero necess\u00e1rio para produzir seus lucros, \u00e9 o objetivo da banca.<\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":99707,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[977,8,2,1599,14,6],"tags":[1842,1844,769,507,1843,995],"class_list":["post-99702","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","category-exclusivo","category-home","category-pedro-augusto-pinho","category-politica-2","category-redacao","tag-banca","tag-capitalismo-financeiro","tag-ditadura-da-toga","tag-eleicoes-2018","tag-financismo","tag-reconstrucao-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/99702","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=99702"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/99702\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/99707"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=99702"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=99702"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=99702"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}