{"id":98179,"date":"2018-09-02T08:45:55","date_gmt":"2018-09-02T11:45:55","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=98179"},"modified":"2018-09-02T08:45:55","modified_gmt":"2018-09-02T11:45:55","slug":"as-violacoes-do-regime-temer-parte-iii-o-avanco-da-violencia-cultural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=98179","title":{"rendered":"As viola\u00e7\u00f5es do Regime Temer (Parte III) &#8211; O avan\u00e7o da viol\u00eancia cultural"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><b>Por Wellington Calasans, para o Duplo Expresso<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Esta \u00e9 a Parte III (Leia a <a href=\"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=97752\"><span class=\"s2\">Parte I aqui<\/span><\/a> e a <a href=\"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=97899\"><span class=\"s2\">Parte II aqui<\/span><\/a>) da s\u00e9rie que visa promover um debate sobre o trabalho de c\u00e9lulas da justi\u00e7a, do Regime Temer e outras esferas p\u00fablicas e privadas brasileiras no aprofundamento de uma hist\u00f3rica ofensiva racista (com requintes de nazismo) que tem como meta principal o Holocausto dos Nordestinos Pobres. Nesta terceira parte vamos falar sobre a viol\u00eancia cultural como parte da constru\u00e7\u00e3o da \u201cLimpeza \u00c9tnica\u201d no Brasil. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Como foi anunciado na Parte II, trataremos aqui da viol\u00eancia cultural. Esta que \u00e9 considerada a mais sutil, indireta e perene das viol\u00eancias ao longo da hist\u00f3ria.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Alguns seguidores do Duplo Expresso sugeriram o que estava indiretamente anunciado sobre a persegui\u00e7\u00e3o \u00e0s religi\u00f5es e tradi\u00e7\u00f5es afrodescendentes como forma de \u201cmatar\u201d culturalmente a autoestima de grande parte dos pobres brasileiros, sobretudo porque a escravatura n\u00e3o foi abolida na pr\u00e1tica. As diferentes formas de explora\u00e7\u00e3o apenas ganharam novas leis que legitimam, como no S\u00e9culo IXX,<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>esta pr\u00e1tica desumana.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">As cren\u00e7as e costumes africanos, principalmente aqueles transmitidos de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, s\u00e3o alvo de uma ofensiva brutal de alguns setores fascistas que ocupam as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, cargos pol\u00edticos e concess\u00f5es p\u00fablicas da comunica\u00e7\u00e3o social. Dif\u00edcil de ser<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>identificada, pois trabalha na t\u00e9nue esfera simb\u00f3lica, esta ofensiva (aqui chamada de viol\u00eancia cultual) se utiliza e se apropria das cren\u00e7as e costumes, manipula a sua ess\u00eancia e os reduz a estere\u00f3tipos. Com isso, cria uma esp\u00e9cie de \u201cfato consumado\u201d (atrav\u00e9s da repeti\u00e7\u00e3o da mentira &#8211; t\u00e1tica nazista) de que a distor\u00e7\u00e3o sobre essas mesmas cren\u00e7as e costumes \u00e9 a imagem real que a sociedade deve ter sobre esse arcabou\u00e7o cultural e\/ou religioso. Tudo isso ajuda a tornar distante dos verdadeiros art\u00edfices a vis\u00edvel persegui\u00e7\u00e3o a que s\u00e3o submetidos os cidad\u00e3os que herdaram valores e costumes que &#8211; de alguma maneira &#8211; representam um \u201cempoderamento\u201d, um poder de rea\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">No Regime Temer, as pr\u00e1ticas racistas t\u00eam sido legitimadas atrav\u00e9s das perdas dos direitos trabalhistas, descaso ao combate do trabalho escravo e parceria direta com a \u201cbancada da b\u00edblia\u201d. No entanto, antes de falarmos sobre as religi\u00f5es, como sugerido pelo nosso p\u00fablico, gostaria de resgatar duas outras maneiras utilizadas pelos opressores (maioria composta de brancos, descendentes de europeus) que se utilizam dos poderes do Estado ou econ\u00f4mico para a promo\u00e7\u00e3o da, aqui denunciada, \u201cLimpeza \u00c9tnica\u201d. S\u00e3o eles: as produ\u00e7\u00f5es audiovisuais &#8211; com \u00eanfase para as<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>novelas e s\u00e9ries da TV &#8211; e o uso de afrodescendentes assimilados como forma de terceiriza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica opressora.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O sucesso da novela \u201cA escrava Isaura\u201d, por exemplo, a despeito do sucesso internacional que conquistou, de um modo geral, se d\u00e1 muito menos pelo sofrimento da escrava branca. Recordemos que no in\u00edcio dos anos dois mil, esta produ\u00e7\u00e3o foi reeditada pela TV Record, num momento em que as pol\u00edticas dos Governos Lula buscavam &#8211; atrav\u00e9s da pol\u00edtica &#8211; assegurar o respeito \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es e costumes afrodescendentes. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Isto n\u00e3o ocorreu por um acaso do destino ou mero oportunismo de mercado. As frases racistas e desrespeitosas contra os \u201cescravos\u201d eram &#8211; do ponto de vista subliminar &#8211; muito mais marcantes para os telespectadores do que o choro e resigna\u00e7\u00e3o da escrava branca. Esta observa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 original do autor deste texto. Eu estava em Angola e integrei uma equipe de debates sobre \u201ca influ\u00eancia da parab\u00f3lica na sociedade angolana\u201d, uma s\u00e9rie de debates extraoficiais com autoridades e intelectuais daquele pa\u00eds, onde trat\u00e1vamos &#8211; entre outras coisas &#8211; do papel secund\u00e1rio dos negros nas produ\u00e7\u00f5es brasileiras e a forma desrespeitosa como os afrodescendentes eram tratados nelas.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Filmes como \u201cFaroeste Caboclo\u201d, \u201cCidade de Deus\u201d e as duas vers\u00f5es de \u201cTropa de Elite\u201d, por exemplo, denunciavam poeticamente a exist\u00eancia de um \u201csistema\u201d, mas eram ricos em detalhes no refor\u00e7o do estere\u00f3tipo atribu\u00eddo aos afrodescendentes brasileiros. Estas \u201csutilezas\u201d s\u00e3o mais facilmente identificadas pelo observador distante &#8211; como \u00e9 o caso do autor deste texto &#8211; visto que a rotina (que possui grande poder de contamina\u00e7\u00e3o das an\u00e1lises) que normaliza esta viol\u00eancia cultural no Brasil n\u00e3o faz parte do seu universo de percep\u00e7\u00e3o acerca dos avan\u00e7os contra diferen\u00e7as culturais e \u00e9tnicas que s\u00e3o praticados a todo instante contra tudo o que seja genu\u00edno e caracterize como um povo organizado os afrodescendentes do nosso pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A apropria\u00e7\u00e3o da palavra \u201cholocausto\u201d, por exemplo, em si \u00e9 uma forma de excluir os milh\u00f5es de negros que foram v\u00edtimas do nazismo durante a Segunda Guerra Mundial. O brasileiro, que na sua maioria possui descend\u00eancia africana, \u00e9 muito mais emp\u00e1tico com o sofrimento do povo judeu (e tem que ser emp\u00e1tico, sim) quando comparado aos seus semelhantes. A cor da pele num pa\u00eds de mesti\u00e7os como o Brasil \u00e9 ainda utilizada como argumento, por exemplo, para justificar a \u201cmeritocracia\u201d, abismo entre sal\u00e1rios, quem \u00e9 o bandido e quem \u00e9 o mocinho, criminaliza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via dos afrodescendentes e todas as formas utilizadas para estigmatizar pessoas e grupos sociais. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Gra\u00e7as \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o social entre fam\u00edlias de brancos ricos, no Brasil sabemos menos sobre Martin Luther King do que sobre as pr\u00e1ticas da organiza\u00e7\u00e3o racista Ku Klux Klan. Numa realidade mais \u201cbrasileira\u201d, ignorar o percentual de afrodescendentes assassinados e presos \u00e9 tamb\u00e9m uma maneira de consolidar o estere\u00f3tipo a eles atribu\u00eddo. \u00c9 necess\u00e1rio, portanto, que tenhamos mais aten\u00e7\u00e3o quando formos avaliar a origem e o combate \u00e0 viol\u00eancia. Como vimos na Parte II desta s\u00e9rie, a \u201cSeguran\u00e7a P\u00fablica\u201d \u00e9 parte da engrenagem de criminaliza\u00e7\u00e3o dos afrodescendentes, na sua maioria nordestinos pobres (mesmo em periferias dos grandes centro urbanos de outras regi\u00f5es mais ao Sul).<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Sobre o papel dos \u201cassimilados\u201d, Darcy Ribeiro <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/O_Povo_Brasileiro\"><span class=\"s2\">no seu livro \u201cO povo brasileiro\u201d<\/span><\/a> \u00e9 cir\u00fargico na sua pesquisa. \u00c9 poss\u00edvel constatar nesta obra como o poder econ\u00f4mico e a \u201cdisparidade de armas\u201d entre opressores e oprimidos imp\u00f5em a determinados extratos do universo de descendentes africanos no Brasil a submiss\u00e3o que chega a culminar com a reafirma\u00e7\u00e3o do pensamento do opressor. Como podemos ver neste trecho em destaque:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><i>As atuais classes dominantes brasileiras, feitas de filhos e netos de antigos senhores de escravos, guardam, diante do negro, a mesma atitude de desprezo vil. Para seus pais, o negro escravo, o forro, bem como o mulato, eram mera for\u00e7a energ\u00e9tica, como um saco de carv\u00e3o, que desgastado era facilmente substitu\u00eddo por outro que se comprava. Para seus descendentes, o negro livre, o mulato e o branco pobre s\u00e3o tamb\u00e9m o que h\u00e1 de mais reles, pela pregui\u00e7a, pela ignor\u00e2ncia, pela criminalidade inatas e inelut\u00e1veis. Todos eles s\u00e3o tidos consensualmente como culpados de suas pr\u00f3prias desgra\u00e7as, explicadas como caracter\u00edsticas da ra\u00e7a e n\u00e3o como resultado da escravid\u00e3o e da opress\u00e3o. Essa vis\u00e3o deformada \u00e9 assimilada tamb\u00e9m pelos mulatos e at\u00e9 pelos negros que conseguem ascender socialmente, os quais se somam ao contingente branco para discriminar o negro-massa. <\/i><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Sobre a persegui\u00e7\u00e3o no Brasil \u00e0s religi\u00f5es africanas e afro brasileiras, temos vasto material na internet. Nunca \u00e9 demais lembrar que a moria dos brasileiro se declara cat\u00f3lica e uma segunda camada \u201ccrist\u00e3\u201d (membros de outras igrejas que derivam, na sua maioria, do Protestantismo). No \u00ednfimo universo que resta aos afrodescendentes que tentam a manuten\u00e7\u00e3o de tradi\u00e7\u00f5es e costumes, temos aqueles que o fazem atrav\u00e9s da f\u00e9. Como sabemos, a f\u00e9 \u00e9 algo intang\u00edvel, algo que est\u00e1 em quem a possui. Da\u00ed a necessidade da radicaliza\u00e7\u00e3o por parte dos opressores em rela\u00e7\u00e3o aos que praticam esta f\u00e9. <a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2015-07\/negros-e-religioes-africanas-sao-os-que-mais-sofrem-discriminacao\"><span class=\"s2\">Neste artigo da EBC<\/span><\/a>, de 2015, temos um bom retrato da viol\u00eancia cultural relacionada \u00e0s religi\u00f5es africanas. Entre outras informa\u00e7\u00f5es, destaco deste texto esta aqui:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\"><i>Embora sejam praticadas por 0,3% da popula\u00e7\u00e3o, de acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), as religi\u00f5es de origem africana s\u00e3o as que mais sofrem discrimina\u00e7\u00e3o. De acordo com os dados do Disque Direitos Humanos, o Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica (SDH), de 2011 a 2014, do total de 504 den\u00fancias, 213 informaram a religi\u00e3o atacada. Em 35% desses casos, trata-se de religi\u00f5es de matriz africana.<\/i><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Ainda sem uma data precisa ou ordem definida, nas duas \u00faltimas partes desta s\u00e9rie de artigos sobre o \u201cHolocausto dos Nordestinos Pobres\u201d, pretendemos trazer para o debate dois pontos j\u00e1 mencionados neste terceiro artigo: o papel da comunica\u00e7\u00e3o social e a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria. Veremos como &#8211; assim como a escravatura era prevista por Lei &#8211; nos dias de hoje estamos a normalizar pr\u00e1ticas inaceit\u00e1veis em uma sociedade civilizada do S\u00e9culo XXI. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O debate \u00e9 o que fortalece uma democracia. Defendemos no Duplo Expresso o contradit\u00f3rio e estamos abertos \u00e0s sugest\u00f5es que visam tratar cientificamente e, posteriormente, atrav\u00e9s de den\u00fancias nos Tribunais Internacionais, a constru\u00e7\u00e3o de uma \u201cLimpeza \u00c9tnica\u201d no Brasil, aprofundada como nunca antes nos \u00faltimos dois anos de vig\u00eancia do Regime Temer. Os seus coment\u00e1rios e observa\u00e7\u00f5es &#8211; desde que feitos com o necess\u00e1rio zelo \u00e0s regras de conviv\u00eancia social &#8211; s\u00e3o important\u00edssimos.\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gra\u00e7as \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o social entre fam\u00edlias de brancos ricos, no Brasil sabemos menos sobre Martin Luther King do que sobre as pr\u00e1ticas da organiza\u00e7\u00e3o racista Ku Klux Klan. Numa realidade mais \u201cbrasileira\u201d, ignorar o percentual de afrodescendentes assassinados e presos \u00e9 tamb\u00e9m uma maneira de consolidar o estere\u00f3tipo a eles atribu\u00eddo. \u00c9 necess\u00e1rio, portanto, que tenhamos mais aten\u00e7\u00e3o quando formos avaliar a origem e o combate \u00e0 viol\u00eancia. Como vimos na Parte II desta s\u00e9rie, a \u201cSeguran\u00e7a P\u00fablica\u201d \u00e9 parte da engrenagem de criminaliza\u00e7\u00e3o dos afrodescendentes, na sua maioria nordestinos pobres (mesmo em periferias dos grandes centro urbanos de outras regi\u00f5es mais ao Sul).<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":98180,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[773,1099,977,8,16,14,20,18,5],"tags":[1696,1697,1174,187,1154],"class_list":["post-98179","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-direito-justica","category-economia","category-exclusivo","category-historia","category-politica-2","category-politica-internacional","category-religiao","category-wellington-calasans","tag-afro","tag-escravatura","tag-holocausto-dos-pobres","tag-racismo","tag-regime-temer"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/98179","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=98179"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/98179\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/98180"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=98179"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=98179"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=98179"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}