{"id":96448,"date":"2018-07-27T19:49:45","date_gmt":"2018-07-27T22:49:45","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=96448"},"modified":"2018-07-27T19:49:45","modified_gmt":"2018-07-27T22:49:45","slug":"a-grande-disputa-geopolitica-do-seculo-xxi-mobilidade-meio-ambiente-e-inteligencia-artificial-serie-em-10-artigos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=96448","title":{"rendered":"A grande disputa geopol\u00edtica do s\u00e9culo XXI: mobilidade, meio ambiente e intelig\u00eancia artificial \u2013 S\u00e9rie em 10 artigos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Gustavo Galv\u00e3o, para o Duplo Expresso<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=96173\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Aqui, <em>link<\/em> para <\/strong><strong>parte<\/strong><strong>\u00a09<\/strong><\/span><\/a><\/p>\n<p><strong>Parte X: Guerra ambiental ou crise: China, Ocidente e Brasil<\/strong><\/p>\n<p>A aus\u00eancia de compromisso chin\u00eas com a ind\u00fastria do petr\u00f3leo e a velha ind\u00fastria automobil\u00edstica deve acelerar o processo substitui\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Esses setores sempre resistiram nos EUA e Europa \u00e0 expans\u00e3o do carro el\u00e9trico, como pode ser constatado no filme \u201cQuem matou o carro el\u00e9trico?\u201d.<\/p>\n<p>Na China, as empresas de petr\u00f3leo e autom\u00f3veis s\u00e3o na grande maioria estatais e seguem o governo, que v\u00ea o carro el\u00e9trico de uma forma muito especial. Para eles, essa \u00e9 a \u00fanica chance de difundir o autom\u00f3vel por sua popula\u00e7\u00e3o (o que \u00e9 essencial para a moderniza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica) sem causar um s\u00e9rio desastre ambiental nas j\u00e1 polu\u00eddas cidades chinesas e em todo planeta. Al\u00e9m disso, a oferta mundial de petr\u00f3leo n\u00e3o tem como suprir a demanda, com pre\u00e7os razo\u00e1veis, a populariza\u00e7\u00e3o do autom\u00f3vel na China.<\/p>\n<p>O autom\u00f3vel \u00e9 imprescind\u00edvel para a continuidade do crescimento chin\u00eas. Nos EUA h\u00e1 75 ve\u00edculos para cada 100 habitantes. Na China, em 2007, havia pouco mais de 4 ve\u00edculos por 100 habitantes. Isso significa que os chineses estavam mais de 60 anos atrasados em rela\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses desenvolvidos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o do autom\u00f3vel. E esse \u00e9 um dos motivos pelo qual ainda \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds do mundo em que a ind\u00fastria tem um peso no PIB maior do que os servi\u00e7os, respectivamente 49% e 40%, em dados de 2007. Normalmente, em qualquer pa\u00eds, os servi\u00e7os correspondem ao triplo ou ao menos o dobro da participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria no PIB. O espa\u00e7o para crescimento dos servi\u00e7os mostra o potencial latente de continuidade do alto de crescimento na China. Potencial que s\u00f3 pode ser aproveitado com uma mudan\u00e7a no padr\u00e3o de vida e aumento do consumo de servi\u00e7os, que precisam do autom\u00f3vel para acontecer.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es industriais puxaram o crescimento chin\u00eas nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Mas com a crise, elas mostraram claramente que bateram no teto em muitos setores. A sa\u00edda agora deve ser o mercado interno e os servi\u00e7os. A quest\u00e3o \u00e9 como fazer com que os chineses aumentem o consumo de servi\u00e7os. Uma das solu\u00e7\u00f5es \u00e9 aumentando a renda das pessoas atrav\u00e9s dos gastos p\u00fablicos. A outra \u2013 complementar a essa \u2013 \u00e9 mudando os h\u00e1bitos de consumo. E o autom\u00f3vel \u00e9 chave para essa mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>O crescimento da ind\u00fastria automobil\u00edstica \u00e9 uma das poucas coisas que podem fazer com que a China continue crescendo pr\u00f3ximo a 7% ao ano. A ind\u00fastria de servi\u00e7os \u00e9 altamente dependente do f\u00e1cil e r\u00e1pido deslocamento individual, porque os servi\u00e7os s\u00e3o normalmente dependentes do contato humano direto ou dependem do deslocamento humano para se realizarem. As empresas de servi\u00e7os podem ampliar significativamente sua \u00e1rea de mercado, se seus consumidores ou empregados puderem contar com o autom\u00f3vel. Podem assim aumentar sua escala, reduzir custos, assim como, sofisticar e inovar na oferta. O que seria dos <em>shopping centers <\/em>e dos centros de lazer em geral sem o autom\u00f3vel? Al\u00e9m disso, o autom\u00f3vel em si \u00e9 um grande demandante de infra-estrutura p\u00fablica vi\u00e1ria e de servi\u00e7os, como manuten\u00e7\u00e3o, seguro, limpeza, organiza\u00e7\u00e3o do sistema de transporte etc.<\/p>\n<p>Toda a mudan\u00e7a do paradigma urbano do s\u00e9culo XX, que teve o autom\u00f3vel como carro-chefe ainda est\u00e1 para ser constru\u00edda na China onde mais de 40% da popula\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 rural.<\/p>\n<p>A populariza\u00e7\u00e3o do autom\u00f3vel \u00e9 absolutamente necess\u00e1ria para a continuidade do crescimento chin\u00eas. Mas a populariza\u00e7\u00e3o do autom\u00f3vel a gasolina \u00e9 algo impens\u00e1vel l\u00e1 por raz\u00f5es ambientais e de oferta de petr\u00f3leo. Por isso \u00e9 inevit\u00e1vel que invistam pesadamente no carro el\u00e9trico.<\/p>\n<p>O governo chin\u00eas quer transformar o pa\u00eds em uma pot\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de carros el\u00e9tricos para o consumidor comum. Para isso, investe no financiamento em pesquisa de novas tecnologias e d\u00e1 subs\u00eddios de at\u00e9 US$ 8.800 para os consumidores trocarem seus carros com motor a combust\u00e3o pelos ve\u00edculos el\u00e9tricos.<\/p>\n<p><strong>A resposta do Ocidente<\/strong><\/p>\n<p>Dada a velocidade da expans\u00e3o chinesa nos carros el\u00e9tricos, pode-se esperar que a ind\u00fastria automobil\u00edstica vigente estar\u00e1 decadente em menos de 12 anos. Muitos sucumbir\u00e3o em raz\u00e3o da deprecia\u00e7\u00e3o de seus ativos. Os governos, mais uma vez, salvar\u00e3o suas marcas e Campe\u00f5es Nacionais, para salvar o seu pr\u00f3prio futuro. Enquanto se adaptam ao carro el\u00e9trico e aos asi\u00e1ticos, muitos campe\u00f5es ser\u00e3o estatais, para-estatais ou simplesmente viver\u00e3o \u00e0 custa do Estado. O governo americano, franc\u00eas, japon\u00eas e ingl\u00eas j\u00e1 anunciaram pesados subs\u00eddios \u00e0 pesquisa. A ind\u00fastria automobilista vive uma grande corrida em busca do Santo Graal el\u00e9trico. H\u00e1 quem preveja que 86% das vendas de autom\u00f3veis em 2030 ser\u00e1 de carros el\u00e9trico<sup><sup><a id=\"post-96448-endnote-ref-2\" href=\"#post-96448-endnote-2\">[1]<\/a><\/sup><\/sup>.<\/p>\n<p>Mas o desempenho do carro el\u00e9trico \u00e9 t\u00e3o superior, que boa parte dos lan\u00e7amentos no ocidente inicialmente tem sido de carros el\u00e9tricos esportivos. A primeira foi a Tesla Motors da Calif\u00f3rnia.<sup><sup><a id=\"post-96448-endnote-ref-3\" href=\"#post-96448-endnote-3\">[2]<\/a><\/sup><\/sup>.<\/p>\n<p>A corrida tecnol\u00f3gica pelo carro el\u00e9trico, o aumento da demanda por usinas el\u00e9tricas e as formas alternativas de produ\u00e7\u00e3o de eletricidade s\u00e3o a grande esperan\u00e7a para elevar o investimento e o consumo privado no mundo. S\u00e3o tamb\u00e9m uma grande esperan\u00e7a de crescimento sustent\u00e1vel a m\u00e9dio prazo para o Planeta.<\/p>\n<p><strong>Brasil em uma rua sem sa\u00edda?<\/strong><\/p>\n<p>Por\u00e9m, esse quadro auspicioso para o mundo, \u00e9 terr\u00edvel para o Brasil.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma grande probabilidade de uma segunda onda de crise a curto prazo e de estagna\u00e7\u00e3o por muitos anos. Em contraposi\u00e7\u00e3o, a populariza\u00e7\u00e3o do carro el\u00e9trico e novas fontes de energia el\u00e9trica s\u00e3o as possibilidades mais cr\u00edveis de crescimento vigoroso e sustent\u00e1vel. Mas qualquer dos dois cen\u00e1rios pode ser p\u00e9ssimo para o Brasil dada nossas atuais apostas de desenvolvimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Em ambas situa\u00e7\u00f5es, crise econ\u00f4mica ou sa\u00edda pelo carro el\u00e9trico, prev\u00ea-se redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os e demanda da maioria das nossas commodities. O carro el\u00e9trico tamb\u00e9m ser\u00e1 um choque contra nossas atuais apostas. O carro el\u00e9trico n\u00e3o usa gasolina, diesel ou etanol. Portanto, a populariza\u00e7\u00e3o dele acabar\u00e1 com o <strong>imenso pr\u00eamio<\/strong> que esses <strong>combust\u00edveis l\u00edquidos <\/strong>tem sobre o <strong>carv\u00e3o mineral, o \u00f3leo combust\u00edvel e o g\u00e1s natural<\/strong>. A populariza\u00e7\u00e3o do carro el\u00e9trico deve reduzir o pre\u00e7o dos combust\u00edveis l\u00edquidos frente aos s\u00f3lidos, viscosos e gasosos.<\/p>\n<p>A outra prejudicada ser\u00e1 nossa cadeia metal-mec\u00e2nica, muito concentrada na cadeia automobil\u00edstica tradicional. O carro el\u00e9trico tem menos pe\u00e7as mec\u00e2nicas e utiliza menos a\u00e7o, a\u00e7os especiais, ferro-ligas, ferro-gusa, servi\u00e7os de fundi\u00e7\u00e3o, forja e usinagem. Em todos esses setores o Brasil \u00e9 altamente competitivo e exportador.<\/p>\n<p>Nossas exporta\u00e7\u00f5es de alimentos de maior valor agregado, como carnes, e de produtos manufaturados tamb\u00e9m podem ser prejudicadas, porque s\u00e3o fortemente direcionadas para os pa\u00edses exportadores de petr\u00f3leo. Somos o maior exportador mundial de carnes e mais de 70% dessas exporta\u00e7\u00f5es v\u00e3o para pa\u00edses exportadores de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem ache que o carro el\u00e9trico demorar\u00e1 muitos anos para se popularizar. Mas os modelos h\u00edbridos j\u00e1 est\u00e3o entre os mais vendidos no Jap\u00e3o, EUA, Cor\u00e9ia e China. O carro h\u00edbrido de primeira gera\u00e7\u00e3o consome metade da gasolina dos ve\u00edculos tradicionais e por si s\u00f3 j\u00e1 pode causar um forte impacto no consumo de combust\u00edveis l\u00edquidos a m\u00e9dio prazo. O carro h\u00edbrido de segunda gera\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 um carro el\u00e9trico e utilizar\u00e1 muito pouca gasolina. Utilizar\u00e1 basicamente nas estradas a longas dist\u00e2ncias e n\u00e3o na transum\u00e2ncia di\u00e1ria.<\/p>\n<p>O Brasil n\u00e3o pode parar esses processos, que, como vimos, ser\u00e3o prejudiciais \u00e0s atuais nossas apostas em exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, etanol, metal-mec\u00e2nica tradicional e at\u00e9 de carnes.<\/p>\n<p>Mas podemos nos preparar para n\u00e3o sermos atropelados. Para isso, o pa\u00eds deve no m\u00ednimo implantar f\u00e1bricas de carros h\u00edbridos e el\u00e9tricos. Por\u00e9m, pode fazer mais. O Brasil tem um enorme potencial hidroel\u00e9trico a ser explorado, grandes volumes de g\u00e1s natural, sol abundante e outras formas de produ\u00e7\u00e3o de eletricidade com baixa emiss\u00e3o de carbono a serem aproveitadas. N\u00e3o precisamos ficar dependentes apenas da incerta manuten\u00e7\u00e3o do atual pr\u00eamio obtido pelos combust\u00edveis l\u00edquidos, ao mesmo tempo em que n\u00e3o podemos abrir m\u00e3o da riqueza do pr\u00e9-sal.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma chance em 100 anos. Uma nova ind\u00fastria automobil\u00edstica e energ\u00e9tica est\u00e3o para serem constru\u00eddas. A revolu\u00e7\u00e3o do carro el\u00e9trico vai desestruturar todo o mercado automobil\u00edstico. Muitas das empresas vencedoras ser\u00e3o novatas com a BYD, na China, e a Tesla, pois n\u00e3o precisar\u00e3o se preocupar com grandes volumes de capital que ficar\u00e3o obsoletos. O Brasil pode pela primeira vez na hist\u00f3ria ter Campe\u00e3o em tecnologia de vanguarda, uma vez que a Embraer j\u00e1 era, foi entregue quase de gra\u00e7a para a Boeing que vai desativar aos poucos e enviar tudo para os EUA.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-96449\" src=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/c-users-beatriz-pictures-china-electric-car-sales.png\" alt=\"C:\\Users\\Beatriz\\Pictures\\China-Electric-Car-Sales-2016-YTD.png\" width=\"600\" height=\"599\" srcset=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/c-users-beatriz-pictures-china-electric-car-sales.png 1221w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/c-users-beatriz-pictures-china-electric-car-sales-150x150.png 150w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/c-users-beatriz-pictures-china-electric-car-sales-300x300.png 300w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/c-users-beatriz-pictures-china-electric-car-sales-768x766.png 768w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/c-users-beatriz-pictures-china-electric-car-sales-1024x1021.png 1024w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/c-users-beatriz-pictures-china-electric-car-sales-144x144.png 144w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Temos capacidade empresarial, tecnol\u00f3gica e capital para construirmos um Campe\u00e3o nos ve\u00edculos el\u00e9tricos e h\u00edbridos. Basta que o governo acorde para essas grandes mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>E depois de todo esse investimento ser\u00e1 necess\u00e1rio ter grandes empresas interessadas em bancar a introdu\u00e7\u00e3o do mercado e competir com tecnologias mais consolidadas. Nenhuma empresa privada far\u00e1 isso por livre e espont\u00e2nea vontade.<\/p>\n<p>Sem um campe\u00e3o nacional em carros el\u00e9tricos, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma possibilidade de manuten\u00e7\u00e3o de nossa posi\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria global.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas de toda essa s\u00e9rie de artigos<\/strong><\/p>\n<p>Abramo, Pedro (1995) A regula\u00e7\u00e3o urbana e o regime urbano: a estrutura urbana, sua reprodutibilidade e o capital, Ensaios FEE Vol. 16, No 2 (1995)<\/p>\n<p>Bresser-Pereira, Luiz Carlos, Gala, Paulo (2007) \u201c Por que a poupan\u00e7a externa n\u00e3o promove crescimento\u201d rev. Econ. Polit. vol.27 no.1 S\u00e3o Paulo Jan.\/Mar. ;<\/p>\n<p>Campos, Bruno Cesar (2005), Aspectos da padroniza\u00e7\u00e3o setorial das inova\u00e7\u00f5es na ind\u00fastria Brasileira: uma an\u00e1lise multivariada a partir da pintec 2000, ANPEC 2005<\/p>\n<p>CUNHA, Maria Soares da; SILVA. Maria Geane Bezerra da (2007) O impulso \u00e0 an\u00e1lise espacial a partir do trabalho de fred schaefer \u201cexcepcionalismo em geografia: um estudo metodol\u00f3gico\u201d (1953): quest\u00f5es contextuais e te\u00f3rico-metodol\u00f3gicaS Revista de Geografia. Recife: UFPE \u2013 DCG\/NAPA, v. 24, no 1, jan\/abr. 2007<\/p>\n<p>Dos Santos, Gustavo A. G. (2005), \u201cUma Releitura das Finan\u00e7as Funcionais\u201d, Tese Doutorado, IE-UFRJ.<\/p>\n<p>Dos Santos, Gustavo Ant\u00f4nio Galv\u00e3o, Silva, Jos\u00e9 Francisco Sanches da, Medeiros, Rodrigo Loureiro, Barbosa, Eduardo Kaplan, Dos Santos, Bruno Galv\u00e3o (2009), \u201cO Nordeste na tomada do crescimento\u201d. Custo Brasil. Mar\/abr 2009, pp.26-39.<\/p>\n<p>Fani Ana Alessandri Carlos (2005) Novos caminhos da geografia ed.Contexto<\/p>\n<p>Freitas, F\u00e1bio (2003), Uma an\u00e1lise cr\u00edtica do modelo kaldoriano de crescimento liderado pelas exporta\u00e7\u00f5es &#8211; XXXI Encontro Nacional de Economia.<\/p>\n<p>Giucci, Guillermo (2004), Ed. Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, A vida cultural do autom\u00f3vel &#8211; percursos da modernidade cin\u00e9tica.<\/p>\n<p>Malerba, Franco &amp; Orsenigo, Luigi, 1995. &#8220;Schumpeterian Patterns of Innovation,&#8221; Cambridge Journal of Economics, Oxford University Press, vol. 19(1), pages 47-65, February.<\/p>\n<p>Paulo Nogueira Batista Jr. (2002), \u201cVulnerabilidade externa da economia brasileira\u201d Estudos Avan\u00e7ados Estud. av. vol.16 no.45 S\u00e3o Paulo May\/Aug. 2002<\/p>\n<p>ROBSON, M.; TOWNSEND, J.; PAVITT, K. (1988). \u201cSectoral Patterns of Production and Use of Innovations in the U.K.: 1945-1983\u201d. Research Policy, v. 17, p. 1-14.<\/p>\n<p>Santos, Antonio Tiago Loureiro Ara\u00fajo dos; Lima, Gilberto Tadeu; Carvalho, Veridiana Ramos da Silva (2005), A restri\u00e7\u00e3o externa como fator limitante do crescimento econ\u00f4mico brasileiro: um teste emp\u00edrico em: Anais do XXXIII Encontro Nacional de Economia<\/p>\n<p>Santos, Fabricio Marques (2008) Crescimento sob restri\u00e7\u00e3o externa: uma an\u00e1lise utilizando t\u00e9cnicas de din\u00e2mica de sistemas, Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado, FEA-USP<\/p>\n<p>S\u00e1vio, Marco Ant\u00f4nio Cornacioni (2002) \u201cA Modernidade Sobre Rodas: tecnologia automotiva, cultura e sociedade\u201d, Educ, 2002, S\u00e3o Paulo<\/p>\n<ol>\n<li id=\"post-96448-endnote-2\"><sup>http:\/\/oglobo.globo.com\/economia\/mat\/2009\/07\/13\/carros-eletricos-podem-dominar-ruas-dos-eua-em-2030-756790731.asp<\/sup> <a href=\"#post-96448-endnote-ref-2\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-96448-endnote-3\"><sup>http:\/\/gazetaweb.globo.com\/v2\/supermaquinas\/texto_completo.php?c=7184<\/sup> <a href=\"#post-96448-endnote-ref-3\">\u2191<\/a><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dada a velocidade da expans\u00e3o chinesa nos carros el\u00e9tricos, pode-se esperar que a ind\u00fastria automobil\u00edstica vigente estar\u00e1 decadente em menos de 12 anos. 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