{"id":95843,"date":"2018-07-14T21:28:17","date_gmt":"2018-07-15T00:28:17","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=95843"},"modified":"2018-07-16T10:43:47","modified_gmt":"2018-07-16T13:43:47","slug":"economia-gira-quando-ha-consumo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=95843","title":{"rendered":"Economia gira quando h\u00e1 consumo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Vladimir Micheletti[i]<\/strong><\/p>\n<p><strong>Enviado pelo Coletivo Vila Vudu<\/strong><\/p>\n<p>Eu estava preparando uma mensagem-convite (&#8220;Convite para trabalho em conjunto \u2013 Reforma do Judici\u00e1rio&#8221;, come\u00e7ando pelo cart\u00f3rio). Tive de parar. O artigo do prof. Delfim Netto na <em>Carta Capital<\/em> desta semana \u2013 &#8220;<strong>A Sociedade perfeita e a poss\u00edvel<\/strong>&#8220;[ii] \u2013 me obrigou a parar tudo, para escrever o que aqui vai.<\/p>\n<p>Adquiri e estou lendo o livro <strong><em>Animal Econ\u00f4mico: os principais textos publicados na Folha de S. Paulo pelo mais influente economista brasileiro<\/em><\/strong>, 2018, de Delfim Netto[iii]\u2028\u2028.<\/p>\n<p>O livro traz o artigo publicado em 27\/03\/1991, com o t\u00edtulo &#8211;\u00a0\u00a0<strong><em>Simmel e o Brasil<\/em><\/strong>\u00a0\u2013 que cont\u00e9m, al\u00e9m da apresenta\u00e7\u00e3o de Georg Simmel (at\u00e9 hoje \u00e9 pouco conhecido) o seguinte par\u00e1grafo:<\/p>\n<blockquote><p><em>\u2028&#8221;H\u00e1 pouco mais de quarenta anos, os privilegiados estudantes da turma de 1949 da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas e Administrativas da USP (pouco mais de uma d\u00fazia) esperavam ansiosamente o\u00a0<span style=\"text-decoration: underline;\">semin\u00e1rio de sociologia promovido aos s\u00e1bados de manh\u00e3<\/span>\u00a0pelo extraordin\u00e1rio professor Heraldo Barbuy&#8230; Visto \u00e0 dist\u00e2ncia, aquele semin\u00e1rio nos parece hoje uma esp\u00e9cie de ant\u00eddoto contra a \u00eanfase profissional que nos preparava, quase imperceptivelmente, para o exerc\u00edcio da interven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Eram pequenas doses de uma vacina que deveria imunizar-nos contra o exerc\u00edcio da engenharia social&#8230;&#8221; (p. 89)[iv].<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Infelizmente, o caro prof. Delfim n\u00e3o foi eficazmente imunizado. No final do artigo, ele acrescenta:<\/p>\n<p>&#8220;Nota: o livro de Simmel \u00e9 de 1907. Existe uma tradu\u00e7\u00e3o inglesa,\u00a0<em>The Philosophy of Money<\/em>&#8220;[v].<\/p>\n<p>Ora! Se nesses &#8220;75 anos depois dos seus 17&#8243;[vi] at\u00e9 hoje, o professor Delfim tivesse lido o livro <em>Soziologie: Untersuchungen \u00fcber Die Formen Der Vergesellschaftung<\/em> [Sociologia: Investiga\u00e7\u00e3o sobre Formas de Socia\u00e7\u00e3o][vii] de Simmel, teria notado que a primeira quest\u00e3o do primeiro cap\u00edtulo desse livro, de 1908, \u00e9 anterior, no plano l\u00f3gico, \u00e0 pergunta de Delfim, em 2018. Simmel pergunta, logo no primeiro cap\u00edtulo: &#8220;<em>como \u00e9 poss\u00edvel a sociedade?<\/em>&#8221; Pergunta, pois, pela possibilidade de <em>qualquer<\/em> sociedade e de todas as sociedades, sem procurar perfei\u00e7\u00f5es nem pr\u00e9-delimitar possibilidades.<\/p>\n<p>Mas \u2013 o mais importante! \u2013 Simmel responde, sim a pr\u00f3pria pergunta. Sua resposta \u00e9 a &#8216;imuniza\u00e7\u00e3o&#8217; em que Delfim Netto tamb\u00e9m pensou. E, ao responder a quest\u00e3o, Simmel explica, em termos anal\u00f3gicos, que s\u00f3 se consegue fritar um punhado de carne mo\u00edda e temperada sem que se espalhe por toda a frigideira e de modo que se mantenha como alm\u00f4ndega, porque naquele caso se agregam farinha e ovo para manter coesa a carne mo\u00edda, na frigideira.<\/p>\n<p>J\u00e1 o prof. Delfim Netto, depois de se declarar socialista (ainda que \u2018fabiano\u2019) na juventude, pergunta, para se autorresponder e j\u00e1 se autorrespondendo:<\/p>\n<blockquote><p><em>\u2028&#8221;Mas, ent\u00e3o, por que ela [a sociedade harm\u00f4nica] ainda n\u00e3o se tornou uma realidade? Talvez porque em toda literatura em que se prop\u00f5e tal sociedade n\u00e3o h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica para a seguinte quest\u00e3o: como nela se coordenam os desejos e as prefer\u00eancias de <span style=\"text-decoration: underline;\">milh\u00f5es de <strong>consumidores<\/strong> livres<\/span>, com a a\u00e7\u00e3o de milhares de agentes p\u00fablicos que operar\u00e3o os bens de produ\u00e7\u00e3o para satisfaz\u00ea-los? Em outras palavras, como os burocratas honestos que controlar\u00e3o a produ\u00e7\u00e3o de sapatos saber\u00e3o quais produtos (tamanho, modelo, cor, etc.) est\u00e3o nos planos de milh\u00f5es de consumidores, para produzi-los?&#8221;<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>O prof. Delfim comete logo dois erros crassos a\u00ed nesse par\u00e1grafo.<\/p>\n<p>O primeiro, que desconsidera a propalada &#8220;demanda efetiva&#8221; (Keynes) e s\u00f3 considera &#8220;consumidores livres&#8221;. Mas&#8230; livres de qu\u00ea? Livres de quem? A ningu\u00e9m se permite esquecer que &#8220;consumidor&#8221; pressup\u00f5e o consumo. Importante n\u00e3o \u00e9 satisfazer desejos por tamanhos, modelos, cor, etc. da comida. Importante \u00e9 satisfazer a absoluta necessidade de comida, sobretudo quando falte comida aos famintos e descal\u00e7os no caso do chamado &#8220;consumidor&#8221; que n\u00e3o tem dinheiro para consumir <em>nenhuma<\/em> comida e nenhum sapato.<\/p>\n<p>Da\u00ed a import\u00e2ncia de se considerar a &#8220;demanda efetiva&#8221; (Keynes): todos n\u00f3s (10 pessoas, por exemplo) demandamos p\u00e3es para o caf\u00e9 da manh\u00e3, mas muitos de n\u00f3s (6 pessoas) n\u00e3o t\u00eam dinheiro para comprar o p\u00e3o. Logo, a &#8220;demanda efetiva&#8221; \u00e9 de 4 pessoas, n\u00e3o de 10 ditos &#8220;consumidores&#8221;, mas que nada consomem.<\/p>\n<p>At\u00e9 alguns anos atr\u00e1s, essa diferen\u00e7a entre consumidores n\u00e3o era percebida nos pa\u00edses desenvolvidos ou centrais, e a explica\u00e7\u00e3o de Keynes era deixada de lado, porque s\u00f3 explicaria a situa\u00e7\u00e3o dos anos 30 do s\u00e9culo passado \u2013 a Grande Depress\u00e3o ou Crise de 1929 que resultou na cria\u00e7\u00e3o do Estado do Bem-Estar (<em>welfare state<\/em>).<\/p>\n<p>Na nossa parte do mundo e na nossa situa\u00e7\u00e3o (perif\u00e9rica), os estudantes de Economia eram for\u00e7ados a engolir a teoria neocl\u00e1ssica (dominante desde ent\u00e3o) e a fazer cursos fora do hor\u00e1rio normal \u2013 como este que o prof. Delfim fez e que de t\u00e3o pouco lhe serviu \u2013 seja em termos institucionais seja para &#8216;imuniz\u00e1-lo&#8217;.<\/p>\n<p>O segundo erro \u00e9 que o prof. Delfim manteve no controle da sociedade, como se fossem uma fatalidade da natureza, os burocratas. Numa sociedade que superar\u00e1 a capitalista atual, o controle ser\u00e1 &#8220;social&#8221; \u2013 <strong><em>controle social<\/em><\/strong> \u2013, n\u00e3o o velho controle de e por burocratas. Ouso reproduzir aqui o par\u00e1grafo final de meu trabalho:<\/p>\n<blockquote><p><em>&#8220;Se se toma a crise financeira de 2008, descobre-se n\u00e3o s\u00f3 a fal\u00e1cia da chamada proposta de &#8216;desregula\u00e7\u00e3o&#8217;, mas a rica e profunda proposta de debate quase completamente perdida, porque deixada de lado ao longo desse tempo e que se refere ao livro de Maurice Dobb \u2013Teorias do valor e distribui\u00e7\u00e3o desde Adam Smith: ideologia e teoria econ\u00f4mica[viii].<\/em><\/p>\n<p><em>Dado que a ci\u00eancia nos permite (e instiga) a mergulhar fundo e para tr\u00e1s, para resgatar a porta aberta do futuro, \u00e9 preciso saber que nada se alcan\u00e7ar\u00e1 se n\u00e3o incorporarmos o pensamento de Karl Marx e o pensamento de Georg Simmel.<\/em><\/p>\n<p><em>Ambos contribu\u00edram para construir a porta aberta do futuro; o primeiro, no mundo das mercadorias (mundo material); o segundo, no mundo da, digamos, afetividade.<\/em><\/p>\n<p><em>N\u00e3o podemos perder o \u00f4nibus te\u00f3rico e hist\u00f3rico que passa, porque esse coletivo (como dizemos c\u00e1 no Brasil, para &#8220;transporte coletivo&#8221;) certamente nos tira do mundo da mercadoria, para o mundo da, digamos, afetividade, onde se pode aspirar a encontrar a <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>fam\u00edlia feliz de Tolstoy[ix] como ag\u00eancia reguladora do mundo imaterial com fortes potencialidades para consolidar o controle social sobre o mundo da mercadoria e sobre o mundo da, digamos, afetividade<\/strong><\/span>.&#8221;<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Nos dias atuais, a elite burra e idiotizada pela m\u00eddia (Globo) s\u00f3 falta reclamar pela volta dos &#8220;terceiro-mundistas&#8221;, pela &#8220;teoria da depend\u00eancia&#8221; do [Ruy Mauro] Marini, porque o Lula\/Dilma\/PT fez ver at\u00e9 a quem nunca quis ver que existe uma parcela enorme da popula\u00e7\u00e3o que tem de ser inclu\u00edda nos prop\u00f3sitos econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Portanto, de nada adianta falar em consumidores, em mercados, se se desconsidera essa enorme parcela da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 bobagem insistir em que haveria algo a aprender &#8216;da crise&#8217;. Deve-se aprender, isso sim, de Marx, Simmel, Marini, Lula, Dilma, PT e tantos outros. Aprende-se seja do que for, exceto &#8216;da crise&#8217;. Parte significativa da classe trabalhadora n\u00e3o consegue reproduzir-se (efeito da superexplora\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Interessant\u00edssimo, a\u00ed, \u00e9 que essa superexplora\u00e7\u00e3o s\u00f3 era vista, at\u00e9 recentemente, nos pa\u00edses subdesenvolvidos ou atrasados. O momento atual, contudo, est\u00e1 tornando vis\u00edvel essa superexplora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m nas sociedades desenvolvidas ou centrais (EUA e parte da Europa, digo, Uni\u00e3o Europeia). Da\u00ed o desespero (e destempero) do Trump, enlouquecido para fazer a roda da hist\u00f3ria girar para tr\u00e1s. N\u00e3o conseguir\u00e1. \u00c9 imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Essa elite burra merece uns tabefes na cara, \u2013 e os tabefes vir\u00e3o nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Quanto ao prof. Delfim, encerra assim o artigo de <em>Carta Capital<\/em> dessa semana:<\/p>\n<blockquote><p><em>&#8220;n\u00e3o tenhamos ilus\u00f5es. Essa sociedade n\u00e3o ser\u00e1 constru\u00edda nem pela judicializa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica, nem pela politiza\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a, nem pela confus\u00e3o de poderes delas emergentes que hoje nos afligem. S\u00f3 o exerc\u00edcio pleno da Pol\u00edtica num regime democr\u00e1tico poder\u00e1 gest\u00e1-la&#8221;[x].<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Quer dizer: o prof. Delfim n\u00e3o foi imunizado naqueles idos de 1949, nem depois, mas continua a pensar coerentemente. Grande Delfim Netto!<\/p>\n<p>Lula livre j\u00e1!<\/p>\n<p>A luta continua! \u00c0 Revolu\u00e7\u00e3o Permanente!<\/p>\n<p>Abra\u00e7os.<br \/>\nVladimir D. Micheletti<\/p>\n<p><strong>NOTAS<\/strong><br \/>\n[i] <strong>Vladimir D. Micheletti<\/strong> \u00e9 professor na Universidade Federal de Alagoas\/Faculdade de Economia, Administra\u00e7\u00e3o e Contabilidade, UFAL\/Feac, Brasil. Esse artigo foi distribu\u00eddo como msg de e-mail, para v\u00e1rios destinat\u00e1rios, dia 11\/7\/2018. Aqui, vers\u00e3o editada e revista autor [NdR].<\/p>\n<p>[ii] DELFIM NETTO, Ant\u00f4nio. &#8220;A sociedade perfeita e a poss\u00edvel&#8221;, S\u00e3o Paulo: <em>Carta Capital<\/em>, 11\/7\/2018, p. 21.<\/p>\n<p>[iii] DELFIM NETTO, Ant\u00f4nio. <em>Animal Econ\u00f4mico: os principais textos publicados na Folha de S.Paulo pelo mais influente economista brasileiro<\/em>, S\u00e3o Paulo, Editora Tr\u00eas Estrelas, 2018.<a href=\"http:\/\/www.editora3estrelas.folha.uol.com.br\">Divulgado na p\u00e1gina da editora<\/a>.<\/p>\n<p>[iv] DELFIM NETTO, Ant\u00f4nio. &#8220;Simmel e o Brasil&#8221;, 27\/03\/1991, <em>Folha de S.Paulo, in _____ Animal Econ\u00f4mico: os principais textos publicados na Folha de S.Paulo pelo mais influente economista brasileiro<\/em>, S\u00e3o Paulo, Editora Tr\u00eas Estrelas, 2018.<\/p>\n<p>[v] Idem, ibidem.<\/p>\n<p>[vi] DELFIM NETTO, <em>Carta Capital<\/em>, loc.cit.<\/p>\n<p>[vii] <strong>Para os interessados<\/strong>: encontramos de Simmel [1858-1918] em portugu\u00eas: <a href=\"https:\/\/pt.scribd.com\/document\/342731645\/SIMMEL-Georg-Questoes-fundamentais-da-sociologia-Rio-de-Janeiro-Jorge-Zahar-Ed-2006-pdf\"><em>Quest\u00f5es Fundamentais da Sociologia<\/em><\/a>, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2006; <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1nfSEu8J3Owkwh7LBydRZtsoqCbKy8_KN\/view\"><em>A Filosofia do Amor<\/em><\/a>; e duas colet\u00e2neas dos seus ensaios: uma organizada por Jess\u00e9 Souza e Berthold \u00d6elze (<a href=\"https:\/\/www.saraiva.com.br\/simmel-e-a-modernidade-2-edicao-421739.html\"><em>Simmel e a Modernidade<\/em><\/a>) e outra, por Evaristo de Moraes Filho (<a href=\"https:\/\/www.estantevirtual.com.br\/livros\/evaristo-de-moraes-filho-org\/georg-simmel-sociologia\/1849630392\"><em>Simmel: Sociologia<\/em><\/a>). No blog <a href=\"https:\/\/farofafilosofica.com\/2018\/01\/01\/georg-simmel\/\">Farofa Filos\u00f3fica<\/a> encontram-se alguns ensaios, dentre os quais &#8220;<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1rnTS1ciT1cf9RApMEEITJaxZG5RuUqbu\/view\">O Dinheiro na Cultura Moderna<\/a>&#8221; [1896]. At\u00e9 o momento, n\u00e3o h\u00e1 tradu\u00e7\u00e3o ao portugu\u00eas das suas obras fundamentais <em>Philosophie des Geldes<\/em> (esp. <a href=\"https:\/\/pt.scribd.com\/document\/119692453\/Simmel-Filosofia-Del-Dinero-Completo\"><em>Filosofia del Dinero<\/em><\/a>) [1900]; e <em>Soziologie: Untersuchungen \u00fcber Die Formen Der Vergesellschaftung<\/em> [Sociologia: Investiga\u00e7\u00e3o sobre Formas de Socia\u00e7\u00e3o] [1908], embora a primeira possa ser adquirida em ingl\u00eas. Demais livros, incluindo aqueles nos quais Simmel analisa as obras de Rembrandt, Rodin, Kant, Goethe, Schopenhauer e Nietzsche, s\u00e3o ainda mais dif\u00edceis de encontrar por aqui, mesmo na l\u00edngua inglesa. Tampouco h\u00e1 tradu\u00e7\u00e3o ao portugu\u00eas das excelentes colet\u00e2neas dos seus textos j\u00e1 publicados em ingl\u00eas e espanhol, os livros <a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/Simmel-Individuality-Social-Heritage-Sociology\/dp\/0226757765\"><em>On individuality and social forms: selected writings<\/em><\/a>, organizado por Donald N. Levine, e <a href=\"https:\/\/yalebooks.yale.edu\/book\/9780300061109\/essays-religion\"><em>Essays on Religion<\/em><\/a>, editado por Horst Jirgen Helle, al\u00e9m de outros. Em espanhol: SIMMEL, G. 2002. <em>Sobre la Individualidad y las formas sociales<\/em>. Escritos Escogidos. Buenos Aires: Universidad Nacional de Quilmes; e SIMMEL, G. 2002 [1917]. <em>Cuestiones Fundamentales de Sociolog\u00eda. Barcelona<\/em>: Gedisa.&#8221; [NdR, com informa\u00e7\u00f5es de &#8220;Resenhas: Georg Simmel&#8221;, <a href=\"http:\/\/www.antropologia.com.br\/res\/res35.htm\">Clark Mangabeira<\/a>.]<\/p>\n<p>[viii] Ver, principalmente, <a href=\"https:\/\/pt.scribd.com\/doc\/175460100\/Maurice-Dobb-Teorias-Do-Valor-e-Da-Distribuicao-Desde-Adam-Smith\"><em>Teoria do Valor e Distribui\u00e7\u00e3o desde Adam Smith: Ideologia e Teoria Econ\u00f4mica<\/em><\/a> [1973], trad. \u00c1lvaro de Figueiredo, Lisboa: Editorial Presen\u00e7a\/S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1977.<\/p>\n<p>[ix] &#8220;As fam\u00edlias felizes s\u00e3o todas iguais; mas cada fam\u00edlia infeliz \u00e9 infeliz \u00e0 sua maneira&#8221;, o narrador, na abertura do romance <em>Anna Karenina<\/em> [1877] de Leon Tolstoi [1828-1910] [NdR].<\/p>\n<p>[x] DELFIM NETTO, <em>Carta Capital<\/em>, loc.cit.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu estava preparando uma mensagem-convite (&#8220;Convite para trabalho em conjunto \u2013 Reforma do Judici\u00e1rio&#8221;, come\u00e7ando pelo cart\u00f3rio). Tive de parar. O artigo do prof. Delfim Netto na Carta Capital desta semana \u2013 &#8220;A Sociedade perfeita e a poss\u00edvel&#8221;[ii] \u2013 me obrigou a parar tudo, para escrever o que aqui vai.<br \/>\n\u00c9 bobagem insistir em que haveria algo a aprender &#8216;da crise&#8217;. Deve-se aprender, isso sim, de Marx, Simmel, Marini, Lula, Dilma, PT e tantos outros. Aprende-se seja do que for, exceto &#8216;da crise&#8217;. Parte significativa da classe trabalhadora n\u00e3o consegue reproduzir-se (efeito da superexplora\u00e7\u00e3o).<\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":95846,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[977,2,6],"tags":[1015,1203,421,803,1341,1230,1343],"class_list":["post-95843","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","category-home","category-redacao","tag-consumo","tag-crise","tag-delfim-netto","tag-economia","tag-simmel","tag-vila-vudu","tag-vladimir-micheletti"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/95843","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=95843"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/95843\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/95846"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=95843"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=95843"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=95843"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}