{"id":95137,"date":"2018-06-25T16:59:08","date_gmt":"2018-06-25T19:59:08","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=95137"},"modified":"2018-06-25T18:29:58","modified_gmt":"2018-06-25T21:29:58","slug":"sionismo-projeto-neocolonial-do-imperialismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=95137","title":{"rendered":"Sionismo, projeto neocolonial do imperialismo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Lejeune Mirhan*, para o Duplo Expresso<\/strong><\/p>\n<p>O tema sionismo \u00e9 dos mais controversos quando se aborda temas de geopol\u00edtica internacional. \u00c9 comum os pr\u00f3prios sionistas e judeus de direita prontamente nos acusarem de sermos \u201cantissemitas\u201d (sic). Ainda mais quando relacionamos essa tem\u00e1tica ao sistema neocolonial. Com este artigo pretendo abordar essa quest\u00e3o, falando sobre as origens do sionismo no s\u00e9culo XIX proposta pelo controverso jornalista austr\u00edaco Theodor Herzl (1860-1904). Falarei de forma resumida da hist\u00f3ria da Palestina, tratado de dois fatos espec\u00edficos e muito importantes, ocorridos no s\u00e9culo XX, que foram os acordos de Sykes-Picot e a Declara\u00e7\u00e3o Balfour. Pretendo tratar de pelo menos quatros dos principais mitos judaicos\/sionistas que eles propalam aos quatro cantos. Por fim, tipificar os pelo menos quatro tipos de sionismo identificados e mais preponderantes. E sigo a postura do grande jornalista ingl\u00eas Robert Fisk, talvez o maior conhecedor do mundo \u00e1rabe quando ele disse certa vez em um dos seus magn\u00edficos artigos: \u201cSem medo de ser antissemita\u201d.<\/p>\n<p><strong>Breve hist\u00f3ria da Palestina<\/strong><\/p>\n<p>A Palestina \u00e9 terra milenar. Vem de tempos imemoriais. Se formos pegar estritamente a lenda b\u00edblica, ela pode se situar h\u00e1 pelo menos tr\u00eas mil anos antes de Cristo. A cidade palestina de Jeric\u00f3 \u00e9 considerada a cidade mais antiga do mundo com vida continuada (eu a visitei em duas das minhas tr\u00eas idas \u00e0 Palestina). Fala-se que ela teria algo pr\u00f3ximo a dez mil anos. Na \u00e9poca do Imp\u00e9rio Romano \u2013 um dos pelo menos nove imp\u00e9rios que ocuparam aquela regi\u00e3o desde ent\u00e3o \u2013 ela era chamada de S\u00edria-Palestina.<\/p>\n<p>Nessa regi\u00e3o moraram povos \u2013 muitos extintos \u2013 entre eles os amorreus, mohabitas, cananeus, filisteus e tantos outros. Os palestinos descendem desses povos todos e moram ali h\u00e1 pelo menos cinco mil anos. Jamais me esque\u00e7o de quando visitei a aldeia de Nabih Sal\u00e9h, e me encontrei com a fam\u00edlia Tamimi, pais e av\u00f3s de Ahed Tamimi, adolescente palestina presa por enfrentar o ex\u00e9rcito israelense (eu a conheci com cerca de 10 anos) e perguntei ao chefe da aldeia: \u2013 h\u00e1 quanto tempo voc\u00eas moram aqui na aldeia? Ao que ele me respondeu: \u2013 h\u00e1 mais ou menos cinco mil anos!<\/p>\n<p>Sobre esses imp\u00e9rios (ou povos), podemos listar pelos menos os seguintes, que ocuparam a Palestina: eg\u00edpcios, hebreus, ass\u00edrios, babil\u00f4nios, persas, grego\/maced\u00f4nicos, \u00e1rabes, turcos e ingleses. Estes \u00faltimos entraram na Palestina sob o comando do general Edmund Allenby ainda em 1917, antes do final da 1\u00aa Guerra Mundial.<\/p>\n<p>Com a imin\u00eancia da derrota na guerra da Tr\u00edplice Alian\u00e7a, formada por Alemanha e os imp\u00e9rios Austro-H\u00fangaro e Otomano, a chamada Tr\u00edplice Entente, formada pela Fran\u00e7a, Inglaterra e imp\u00e9rio Russo iniciam as conversa\u00e7\u00f5es desde o final de 1915, para repartir entre si os esp\u00f3lios de guerra, os territ\u00f3rios do Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-95158\" src=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/fullsizeoutput_36f.jpeg\" alt=\"\" width=\"666\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/fullsizeoutput_36f.jpeg 666w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/fullsizeoutput_36f-195x300.jpeg 195w\" sizes=\"auto, (max-width: 666px) 100vw, 666px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foi nesse momento que os dois chanceleres dos principais pa\u00edses \u2013 Inglaterra e Fran\u00e7a \u2013 come\u00e7am as conversas. Mark Sykes e Fran\u00e7ois Georges Picot, que posteriormente viria a ficar conhecido como acordos de Sykes-Picot, assinaram formalmente e secretamente os acordos em 16 de maio de 1916. Acabou sendo o l\u00edder da revolu\u00e7\u00e3o bolchevique da R\u00fassia em outubro de 1917, Vladimir L\u00eanin, quem divulgou uma c\u00f3pia desses acordos para o mundo. A Inglaterra ficaria com a Palestina, Jord\u00e2nia (antes chamava-se Transjord\u00e2nia) e Iraque e a Fran\u00e7a com a S\u00edria e o L\u00edbano. Na verdade, aqui ocorre uma trai\u00e7\u00e3o da Inglaterra ao que ela havia prometido aos \u00e1rabes \u2013 qual seja, a sua independ\u00eancia \u2013 em acordos negociados pelo seu enviado especial Thomas Edward Lawrence, imortalizado no cinema no filme Lawrence da Ar\u00e1bia (de David Lean, com Peter O\u2019Toole). Ele viria a escrever o belo livro <em>Os sete pilares da sabedoria<\/em>, ou <em>Seven pillars of winsdow<\/em>. Os ditos deste acordo foram posteriormente ratificados pelo tratado de San Remo de 26 de abril de 1920 e referendados pela Sociedade das Na\u00e7\u00f5es, antecessora da ONU, em 24 de julho de 1922.<\/p>\n<p>A segunda quest\u00e3o importante na hist\u00f3ria da palestina \u00e9 a famigerada carta escrita pelo secret\u00e1rio de assuntos estrangeiros da Inglaterra, lorde Arthur James Balfour endere\u00e7ada ao tamb\u00e9m lorde e bar\u00e3o Lionel Walter Rothschild, maior capitalista financeiro da Inglaterra e de toda a Europa. Nessa carta, em nome de sua majestade a Rainha, ele promete o que n\u00e3o lhe pertencia a um povo que n\u00e3o tinha direito a ela: a cria\u00e7\u00e3o de um lar nacional judaico nas terras da Palestina. Mas, prometeu mais que isso. Disse que a Inglaterra auxiliaria na imigra\u00e7\u00e3o de judeus europeus para a Palestina, atendendo ao programa sionista, como veremos a seguir.<\/p>\n<p><strong>Origens do sionismo<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Shlomo Sand, um dos maiores historiadores n\u00e3o sionistas hoje em Israel, o conceito de \u201cp\u00e1tria\u201d e \u201cna\u00e7\u00e3o\u201d ou mesmo de \u201cpatriotismo\u201d s\u00e3o estranhos ao juda\u00edsmo. O principal livro sagrado dos judeus, o Talmude (e n\u00e3o o Tor\u00e1 ou pentateuco, como a maioria das pessoas pensam que \u00e9) n\u00e3o menciona nada parecido com isso. Ali\u00e1s, nem o conceito de \u201cTerra de Israel\u201d \u00e9 mencionado (ele trata desses temas pol\u00eamicos em seus dois livros editados no Brasil, sucessos at\u00e9 mesmo em Israel, que s\u00e3o <em>A inven\u00e7\u00e3o do povo judeu<\/em> e <em>A inven\u00e7\u00e3o da terra de Israel<\/em> ambos publicados pela Benvir\u00e1\/Saraiva; aguardamos ansiosos a tradu\u00e7\u00e3o do \u00faltimo da trilogia que ser\u00e1 intitulado <em>A inven\u00e7\u00e3o do judeu secular<\/em>).<\/p>\n<p>O termo <em>Sion<\/em> significa \u201celevado\u201d em hebraico e trata de montanhas que cercam Jerusal\u00e9m, que eles chamam de terra de Sion. Na antiguidade b\u00edblica quando os hebreus rezavam e sonhavam com a sua \u201cterra prometida por deus\u201d (sic), eles oravam e diziam sempre assim: \u201cno ano que vem em Jerusal\u00e9m\u201d. Dizem as profecias b\u00edblicas de que a segunda vinda do Messias (a primeira para os judeus) s\u00f3 iria ocorrer quando estes vivessem em Jerusal\u00e9m e em Israel. \u00c9 exatamente a partir dessa tese b\u00edblica que surge o chamado sionismo crist\u00e3o, como veremos mais adiante.<\/p>\n<p>Grosso modo podemos definir sionismo como um movimento nacional judaico que defende a autodetermina\u00e7\u00e3o do povo judeu na sua busca pela edifica\u00e7\u00e3o de sua Na\u00e7\u00e3o e Estado judeu. E essa na\u00e7\u00e3o teria que ser constru\u00edda exatamente onde vivem e moram h\u00e1 milhares de anos o povo palestino. Com base na lenda b\u00edblica de que deus teria prometido uma terra para a descend\u00eancia de Izaac, segundo filho de Abra\u00e3o.<\/p>\n<p>Aqui temos que registrar que os primeiros sionistas \u2013 com Theodor Herzl \u00e0 frente \u2013 jamais foram religiosos. Eram seculares. Alguns eram at\u00e9 ateus. Mas, para dar for\u00e7as \u00e0s suas teses coloniais, tinham que lan\u00e7ar m\u00e3o da cren\u00e7a religiosa da maioria dos aderentes ao juda\u00edsmo em todo o mundo, qual seja, de que, de fato, aquelas terras pertencem ao povo judeu por eles ser escolhido de deus e por que foi deus quem as deu a eles. \u00c9 como se tiv\u00e9ssemos um deus como corretor de im\u00f3veis e de terras.<\/p>\n<p>No final do s\u00e9culo XIX, os historiadores mencionam o fato de que as teses sionistas n\u00e3o ganharam corpo entre os judeus no mundo pelo fato de que a grande maioria deles era \u201cassimilacionista\u201d, ou seja, defendiam a ideia de que deveriam ser mesmo assimilados nos pa\u00edses e nas culturas dos povos em que viviam, falar sua l\u00edngua. Defendiam simplesmente o direito de poder praticar a sua religi\u00e3o com liberdade.<\/p>\n<p>Aqui, o epis\u00f3dio de repercuss\u00e3o internacional ocorrido na Fran\u00e7a com em 1894 com a condena\u00e7\u00e3o do capit\u00e3o Alfred Dreyfus, judeu e oficial do ex\u00e9rcito franc\u00eas caiu como uma luva para fortalecer as teses sionistas, de que os judeus deveriam ter sim o seu lar nacional em um pa\u00eds s\u00f3 deles. Herzl argumentou a partir disso que mesmo os judeus tendo sido assimilados em todos os pa\u00edses eles sempre seriam discriminados (as raz\u00f5es disso s\u00e3o tema para outro trabalho).<\/p>\n<p>Herzl n\u00e3o foi o primeiro a empregar o termo sionismo. Quem o fez foi o judeu chamado Natham Birnbaum, um escritor e jornalista, no ano de 1892. Ele publicou um artigo na revista que ele pr\u00f3prio havia fundado, chamada \u201cAutodetermina\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, Theodor Herzl \u00e9 considerado o \u201cpai do sionismo\u201d. Herzl organizou o 1\u00ba Congresso Sionista Mundial, que ocorreu em 29 de agosto de 1897, na cidade su\u00ed\u00e7a de Basileia. A prova que a maioria dos judeus rejeitava o sionismo \u00e9 que Herzl tentou realizar esse congresso na Alemanha e outras localidades, mas era rejeitado pelos rabinos mais influentes da \u00e9poca. A principal obra de Herzl foi <em>O Estado judeu<\/em>, onde ele descreve como seria esse estado, tentando descrever como seriam as leis, a organiza\u00e7\u00e3o, os costumes, fala sobre a imigra\u00e7\u00e3o de judeus de todo o mundo para Israel (eles usavam o termo Palestina), falava at\u00e9 dos pr\u00e9dios e edifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Esse Congresso contou com a presen\u00e7a de 200 delegados de v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es judaicas no mundo e aprovou o seu \u201cPrograma Sionista\u201d e fundou a Organiza\u00e7\u00e3o Sionista Mundial que iria organizar todos os congressos decorrentes e escolheu Herzl como seu primeiro presidente. O principal dessa plataforma seria a edifica\u00e7\u00e3o desse estado judeu na Palestina, ainda que diversas outras propostas tenham sido apresentadas, mas perderam nas vota\u00e7\u00f5es (falou-se em Congo, Uganda, Patag\u00f4nia, Amaz\u00f4nia etc.).<\/p>\n<p>Interessante registrar como, de certa forma Herzl foi prof\u00e9tico quanto \u00e0 data da instala\u00e7\u00e3o do seus estado judeu na Palestina. Em seu di\u00e1rio, ap\u00f3s o Congresso, ele escreveu: \u201cse eu pudesse resumir o Congresso da Basileia eu diria: \u2018eu fundei o estado judeu!\u2019&#8230; se eu dissesse isso hoje seria objeto de risos&#8230; mas, em cinco anos, talvez 50 anos, todos ver\u00e3o\u201d. A ONU votou a partilha da Palestina em 29 de novembro de 1947, exatamente 50 anos ap\u00f3s o Congresso da Basileia. Na verdade, isso n\u00e3o foi profecia alguma. A Inglaterra contribuiu decisivamente para que isso ocorresse e anunciou a sa\u00edda da Palestina nesse ano, sendo concretizada no dia 14 de maio de 1948, fato esse que no dia seguinte, 15 de maio, os judeus, sob a lideran\u00e7a de David Ben Gurion, proclamavam a instala\u00e7\u00e3o do Estado judeu (esse dia, para os palestinos e \u00e1rabes em geral \u00e9 chamado de <em>Al Nakba<\/em>, \u201ca cat\u00e1strofe\u201d).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_95141\" aria-describedby=\"caption-attachment-95141\" style=\"width: 646px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-95141\" src=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/al-nakba.jpg\" alt=\"\" width=\"646\" height=\"465\" srcset=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/al-nakba.jpg 646w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/al-nakba-300x216.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 646px) 100vw, 646px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95141\" class=\"wp-caption-text\"><em>Al Nakba<\/em>, \u00caxodo dos palestinos em 1948<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Os quatro principais tipos de sionismo<\/strong><\/p>\n<p>Aqui mencionarei, de forma resumida, as quatro principais correntes de sionismo existentes \u00e0 \u00e9poca de Herzl ou criadas depois dele. A maior e mais importante, claro, \u00e9 a dele pr\u00f3prio, a que chamamos de \u201csionismo pol\u00edtico\u201d. Ela tem aspectos essencialmente diplom\u00e1ticos para a sua efetiva\u00e7\u00e3o, ou seja, parte-se do princ\u00edpio de que a constru\u00e7\u00e3o dessa organiza\u00e7\u00e3o estatal deveria dar-se a partir de conversa\u00e7\u00f5es e articula\u00e7\u00f5es com as pot\u00eancias hegem\u00f4nicas da \u00e9poca \u2013 especialmente Inglaterra e Fran\u00e7a \u2013 do que pela for\u00e7a da luta popular e mesmo militar.<\/p>\n<p>A segunda corrente mais importante, que viria a ser inclusive majorit\u00e1ria a partir do 18\u00ba Congresso Sionista Mundial ocorrido em 1933 na cidade de Praga, atual Rep\u00fablica Tcheca, \u00e9 chamada pelos historiadores de \u201csionismo socialista\u201d. Na verdade, essa corrente vai fundar o <em>Labor<\/em> ou Partido Trabalhista de Israel, nos moldes do Ingl\u00eas, de fei\u00e7\u00f5es nitidamente social-democrata. Nada tinham de socialistas. Seu l\u00edder maior foi David Ben Gurion, fundador do Estado de Israel. Esse Congresso ocorre sob o impacto da vit\u00f3ria do Partido Nacional Socialista de Hitler na Alemanha (pela divis\u00e3o ocorrida entre comunistas e sociais democratas). Esses sionistas fundaram as primeiras fazendas coletivas, chamadas <em>Kibutz<\/em>, na Palestina. Al\u00e9m de Gurion, figuras expressivas na pol\u00edtica israelenses como Shimon Peres e Yitzhak Rabin pertenciam a essa corrente (ambos foram primeiro ministros de Israel, sendo Rabin assassinado por um fan\u00e1tico judeu em 4 de novembro de 1995, por ele ter assinado os acordos de Oslo com a OLP de Yasser Arafat em 1993).<\/p>\n<p>A terceira corrente \u2013 tamb\u00e9m muito influente \u2013 \u00e9 chamada pelos historiadores de \u201csionismo revisionista\u201d. Ela teve como seu maior te\u00f3rico Vladimir Jabotinsky, talvez o sionista mais violento e radical antipalestino que j\u00e1 se conheceu. Ele defendia a volta aos princ\u00edpios do sionismo de Herzl, mas como t\u00e1tica, discordava dos \u201cpol\u00edticos\u201d e da sua via diplom\u00e1tica. Ele defendia a militariza\u00e7\u00e3o do movimento sionista, ou seja, pregava a cria\u00e7\u00e3o de mil\u00edcias terroristas que atacassem indistintamente alvos ingleses e aldeias palestinas. As principais organiza\u00e7\u00f5es paramilitares terroristas sionistas conhecidas s\u00e3o: Irgun, Haganah e Stern. A a\u00e7\u00e3o mais conhecida desses terroristas foi o massacre de aldeia de Deir Yassim entre 9 e 11 de abril de 1948, ainda sob o mandato da ocupa\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica da Palestina, onde morreram brutalmente 120 palestinos, crian\u00e7as, velhos e mulheres em sua maioria. Tal massacre foi assumido pelas organiza\u00e7\u00f5es terroristas Stern e Irgun.<\/p>\n<p>Por fim, temos o \u201csionismo crist\u00e3o\u201d. Este talvez dos mais radicais de todos eles. Esse \u00e9 um termo provavelmente criado pelo linguista estadunidense, Noam Chomsky, hoje um dos maiores analistas de pol\u00edtica internacional. Se para os crist\u00e3os a profecia b\u00edblica da volta de Jesus est\u00e1 associada diretamente a que os judeus voltem para Jerusal\u00e9m e para a Palestina, ent\u00e3o \u00e9 preciso incentivar ao m\u00e1ximo que a imigra\u00e7\u00e3o ocorra em todo o mundo e que eles devem ajudar a fortalecer o Estado de Israel.<\/p>\n<p>Para esses crist\u00e3os fundamentalistas, a servi\u00e7o do sionismo e do racismo de Israel contra os palestinos, o marco principal dessa profecia foi a instala\u00e7\u00e3o de Israel em 15 de maio de 1948. \u00c9 como se a profecia estivesse sendo realizada a partir daquele momento. O maior expoente dessa corrente foi exatamente Lorde James Balfour, crist\u00e3o anglicano, autor da famigerada carta de 1917 que prometia que a Inglaterra tudo faria para garantir uma terra aos judeus na Palestina e ajudaria na imigra\u00e7\u00e3o para l\u00e1.<\/p>\n<p>Nos EUA o pastor tele evangelista mais famoso, e crist\u00e3o sionista fervoroso \u00e9 Pat Robertson. Ainda nesse pa\u00eds, ningu\u00e9m menos que seu pr\u00f3prio presidente Donald Trump \u00e9 adepto dessa corrente do sionismo crist\u00e3o, fazendo o jogo dos sionistas que, em seu pa\u00eds, s\u00e3o extremamente fortes e atuam atrav\u00e9s do <em>lobby<\/em> chamado <em>AIPAC<\/em> (<em>American Israel Public Affair Commitee<\/em>, ou Escrit\u00f3rio de Neg\u00f3cios P\u00fablicos Israel-Estados Unidos). Apenas para registro, no Brasil dois deputados federais fascistas defendem abertamente essas teses. S\u00e3o ele Jair Messias Bolsonaro e Marcos Feliciano, este \u00faltimo pastor evang\u00e9lico. N\u00e3o podemos nos esquecer que os crist\u00e3os puritanos, os que imigraram da Inglaterra em busca de um \u201cnovo mundo\u201d nas Am\u00e9ricas, passaram a ler a b\u00edblia e a consider\u00e1-la um livro hist\u00f3rico muito antes que os sionistas.<\/p>\n<p><strong>As tr\u00eas principais mentiras dos sionistas<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 se disse que uma mentira dita mil vezes torna-se uma verdade. Era essa a forma de fazer propaganda do nazismo adotada pelo ministro Goebels sob o governo nazista de Hitler. Assim, j\u00e1 desde o in\u00edcio de sua propaganda sionista no final do s\u00e9culo XIX, foi preciso falar muitas mentiras de forma insistente de tal maneira que as pessoas passassem a acreditar que elas seriam verdades. Quero comentar aqui tr\u00eas dessas principais mentiras (existem autores que enumeram dez grandes mentiras).<\/p>\n<p><strong>1\u00aa] Uma terra sem povo a um povo sem terra<\/strong> <strong>\u2013<\/strong> Talvez a mais importante de todas, pois se apoia em literatura exclusivamente religiosa, m\u00edtica, fantasiosa, lend\u00e1ria, sem prova factual alguma. Trata daquela que diz que o povo judeu seria o povo \u201cescolhido\u201d por deus (sic) e que este lhe prometera uma terra exclusivamente para eles. Aqui reporta-se ao velho testamento, ao chamado pentateuco (cinco principais livros do chamado velho testamento, que para os judeus chama-se Tor\u00e1). Est\u00e1 no G\u00eanesis, primeiro livro da b\u00edblia. L\u00e1 conta-se a hist\u00f3ria de um patriarca chamado Abra\u00e3o, casado com Sara que n\u00e3o tinha filhos. Em certo momento \u2013 ele que falava com deus de forma ami\u00fade ou com seu intermedi\u00e1rio chamado Gabriel, na forma de anjo \u2013 deus, com pena de Abr\u00e3o que n\u00e3o tinha filhos pois sua esposa era inf\u00e9rtil, manda Abr\u00e3o fazer um rebento com sua escrava eg\u00edpcia chamada Agar. Com ela, ele tem Ismael, seu primog\u00eanito e considerado patriarca de todos os \u00e1rabes. Tempos depois deus muda de ideia e fala que ele agora poder\u00e1 ter filhos com sua leg\u00edtima esposa Sara (que se chamava antes de Sarau\u00ed e j\u00e1 tinha mais de 90 anos!). E com ela surge seu segundo filho chamado Izaac. Deus \u2013 sabe-se l\u00e1 seus motivos \u2013 promete a Abr\u00e3o que lhe daria uma grande terra para toda a descend\u00eancia de seu segundo filho. Nada contra que deuses lend\u00e1rios prometam terras para os povos que nele creem, mas n\u00e3o se pode dar uma terra a algu\u00e9m que n\u00e3o lhes pertence e que tinha um ou muitos povos nela morando. Mas, deus fez mais que isso: mandou que todos os que morassem nessa terra, chamada de Cana\u00e3, fossem eliminados. E a partir da\u00ed, a b\u00edblia est\u00e1 eivada de relatos de carnificinas contra os povos locais perpetradas pelos conquistadores, em especial contra os palestinos. Aqui fica uma pergunta: porque deus destituiu Ismael dessa terra? Ser\u00e1 porque ele n\u00e3o seria filho leg\u00edtimo de Abr\u00e3o? Seria discrimina\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>2\u00aa] Israel \u00e9 um estado democr\u00e1tico \u2013<\/strong> Essa mentira \u00e9 a mais propalada pelos sionistas desde a instala\u00e7\u00e3o de seu estado em 15 de maio de 1948. Israel est\u00e1 cercada de 22 pa\u00edses \u00e1rabes onde, na sua imensa maioria, a democracia, de fato, \u00e9 ainda embrion\u00e1ria ou mesmo inexistente. No caso dos nove pa\u00edses de monarquias absolutistas do golfo P\u00e9rsico a\u00ed ent\u00e3o inexiste democracia. Na Ar\u00e1bia Saudita n\u00e3o h\u00e1 sequer constitui\u00e7\u00e3o, pois como estado teocr\u00e1tico eles dizem que n\u00e3o precisam disso pois t\u00eam o Alcor\u00e3o. N\u00e3o existem sequer partidos. No Egito e no Iraque ocorrem elei\u00e7\u00f5es e os partidos funcionam, mas nada que se compare com as amplas liberdades que estamos acostumados no Ocidente (ainda que por nossas bandas brasileiras a democracia hoje esteja comprometida). Talvez apenas na S\u00edria e na Tun\u00edsia possamos dizer que temos democracias um pouco mais avan\u00e7adas. Assim, a dita democracia de Israel, quando comparada com a de seus vizinhos, em um primeiro olhar, pode parecer, de fato, bastante avan\u00e7ada. Engano. Mentira. Israel jamais foi uma democracia. E marchar\u00e1 para piorar as coisas ainda mais se e quando for aprovado projeto de lei em tramita\u00e7\u00e3o no <em>Knesset<\/em> (seu parlamento) que assegura o car\u00e1ter judeu ao Estado. Os palestinos que l\u00e1 residem (em torno de dois milh\u00f5es), s\u00e3o cidad\u00e3os de segunda categoria. N\u00e3o s\u00f3 porque recebem menos da metade pelo trabalho que realizam (quando empregados) do que os trabalhadores judeus, mas porque s\u00e3o praticamente de uma religi\u00e3o n\u00e3o oficial do Estado. Fala-se que Israel n\u00e3o \u00e9 estado teocr\u00e1tico. De meu ponto de vista \u00e9 sim, exatamente porque discrimina praticante de outras religi\u00f5es que n\u00e3o seja a judaica. \u00c9 um dos poucos pa\u00edses no mundo que a carteira de identidade de seus cidad\u00e3os tem uma campo que pergunta a qual religi\u00e3o a pessoa pertence. Imagine se com um nome j\u00e1 claramente identificado com \u00e1rabe e na carteira de identidade estiver escrito que ele \u00e9 mu\u00e7ulmano. Ser\u00e1 cidad\u00e3o fadado a ser uma pessoa de segunda classe.<\/p>\n<p><strong>3\u00aa] O holocausto matou seis milh\u00f5es de judeus \u2013<\/strong> Aqui \u00e9 preciso deixar claro desde logo: jamais negaremos o que Hitler fez contra judeus em 12 anos de poder (1933-1945). Isso n\u00e3o se pode negar, ainda que exista uma corrente de historiadores \u2013 chamados de \u201cnegacionistas\u201d \u2013 que possuem outra interpreta\u00e7\u00e3o desse epis\u00f3dio. O que apenas se quer dizer \u00e9 que n\u00e3o foram apenas judeus que foram perseguidos e mortos. Foram tamb\u00e9m crist\u00e3os, protestantes, comunistas, socialistas, ciganos e outras etnias. Mas, a quest\u00e3o colocada por muitos \u00e9: que culpa t\u00eam os palestinos sobre esse massacre, de forma a que deveriam perder suas terras para receber esse povo perseguido? Porque a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o devesse ser encontrada pela pr\u00f3pria Europa que viveu esse triste epis\u00f3dio? Ser\u00e1 quem um dia teremos a verdade completa sobre todas essas mentiras? A hist\u00f3ria mostrar\u00e1.<\/p>\n<p><strong>O sionismo hoje<\/strong><\/p>\n<p>Gostaria de iniciar esta parte final deste texto sobre sionismo relembrando um per\u00edodo da ONU em que o sionismo foi condenado como sendo racismo. A resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 3.379 foi votada em 10 de novembro de 1975 e aprovada por 72 votos a favor e 35 contr\u00e1rios. Dizia que sionismo \u00e9 uma forma de racismo e deveria ser condenada. Essa era uma \u00e9poca ainda da chamada guerra fria e de um mundo dividido em dois grandes campos. Cham\u00e1vamos esse mundo de bipolar. Ap\u00f3s a vit\u00f3ria dos EUA na primeira guerra (agress\u00e3o na verdade) contra o Iraque em janeiro de 1991, o mundo viveria uma profunda mudan\u00e7a. Com o fim da URSS no final desse ano, passar\u00edamos a viver a unipolaridade, ou seja, o mundo passaria a ter um xerife, um dono, um chefe, que seriam os Estados Unidos. Pois nesse sentido, nesse fat\u00eddico ano de 1991, no dia 16 de dezembro, a mesma ONU vota uma nova resolu\u00e7\u00e3o, de n\u00famero 4.686, que revogava a anterior, de forma que sionismo havia deixado de ser racismo por 111 votos a apenas 25. A resolu\u00e7\u00e3o de condena\u00e7\u00e3o do sionismo havia resistido por apenas 26 anos.<\/p>\n<p>O sionismo pol\u00edtico controla hoje o aparelho de Estado de Israel e tem maioria esmagadora no seu parlamento. O governo fascista de Benjamin Netanyah\u00fa com seus aliados judeus ortodoxos professa a ideologia sionista com uma f\u00e9 cega. Jamais aceitar\u00e1 minimamente as reivindica\u00e7\u00f5es dos palestinos para o estabelecimento de seu estado nacional. E s\u00e3o tr\u00eas as quest\u00f5es b\u00e1sicas postas \u00e0 mesa de negocia\u00e7\u00f5es: 1. Direito de retorno aos que quiserem voltar (a imensa maioria que imigrou para dezenas e pa\u00edses no mundo desde 1948 ou j\u00e1 faleceram ou j\u00e1 constitu\u00edram grande descend\u00eancia, realizaram-se na vida com ac\u00famulos de propriedades e riquezas em muitos casos e dificilmente abandonariam tudo para voltar \u00e0 Palestina); 2. Defini\u00e7\u00e3o de fronteira da Palestina em pelo menos a que existia antes da guerra de 1967 e 3. Estabelecimento de Jerusal\u00e9m (pelo menos a parte Oriental) como capital do futuro Estado Palestino. N\u00e3o s\u00f3 os sionistas negam tudo isso, como tomam \u2013 dia-a-dia \u2013 medidas que v\u00e3o dificultando cada vez mais a obten\u00e7\u00e3o da paz.<\/p>\n<p>Os sionistas controlam hoje em todo o mundo a maioria dos bancos centrais que emitem as moedas mais fortes que circulam no mundo, em especial o d\u00f3lar como o Federal Reserve Bank (banco da Reserva Federal, o BC estadunidense). Praticamente todos os seus presidentes foram judeus sionistas. A fam\u00edlia Rothschild, de judeus ingleses, controla os BCs da pr\u00f3pria Inglaterra e da Fran\u00e7a. O maior descaramento sobre isso \u00e9 o que ocorre no Brasil dos golpistas do PMDB e do PSDB (o partido que mais apoia o sionismo no pa\u00eds). O presidente do BC do Brasil, Illan Goldfajn \u00e9 israelense nascido em Haifa (a primeira cidade exclusivamente judaica fundada por sionistas no come\u00e7o do s\u00e9culo XX), nem brasileiro \u00e9.<\/p>\n<p>Desde 1948 quando o Estado de Israel foi proclamado em 15 de maio, os Estados Unidos tudo fazem para proteger Israel. Gastaram trilh\u00f5es de d\u00f3lares para isso em v\u00e1rias guerras que fizeram e apoiaram direta ou indiretamente. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o que irrita boa parte dos cidad\u00e3os estadunidenses, ainda que n\u00e3o sua maioria. \u00c9 como se Israel fosse a prioridade n\u00famero um dos Estados Unidos, como se Israel estivesse mesmo acima dos pr\u00f3prios interesses norte-americanos. Uma situa\u00e7\u00e3o esdr\u00faxula, mas que jamais foi modificada por qualquer que tenha sido o presidente desse pa\u00eds nestes \u00faltimos 70 anos. E talvez n\u00e3o venha a ser modificada t\u00e3o cedo.<\/p>\n<p>Por fim, a quest\u00e3o do entretenimento e da ind\u00fastria do cinematogr\u00e1fica. N\u00e3o vamos entrar em detalhes, mas todas as grandes empresas de m\u00eddia e de cinema de Hollywood nos Estados Unidos est\u00e3o sob o controle de sionistas. E ningu\u00e9m esconde isso. Os maiores est\u00fadios de Hollywood que produzem os filmes que mais vendem e de maiores sucessos de bilheteria est\u00e3o em m\u00e3os de not\u00f3rios sionistas, alguns at\u00e9 nascidos em Israel.<\/p>\n<p>Os tempos que vivemos hoje \u00e9 de transi\u00e7\u00e3o de um sistema mundial de unipolaridade para um mundo multipolar. Isso gera muito tensionamento, conflitos e mesmo guerras regionais, como hoje ocorre \u2013 por procura\u00e7\u00e3o \u2013 na S\u00edria. Quem sofre com isso s\u00e3o os povos mais pobres e oprimidos do mundo. E nesse contexto, os palestinos s\u00e3o hoje o povo que vive a mais longa domina\u00e7\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o por outro povo da hist\u00f3ria moderna.<\/p>\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 ir\u00e1 se alterar quando conseguirmos modificar a correla\u00e7\u00e3o adversa de for\u00e7as e caminharmos para uma ampla unidade dos povos e for\u00e7as pol\u00edticas que defendem um outro mundo, socialista, como poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Assista ao coment\u00e1rio sobre este tema no Programa Duplo Expresso de 21 de junho de 2018:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/z_-94N8Ajv0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>* Soci\u00f3logo, professor (aposentado), escritor e analista internacional. Foi presidente do Sindicato dos Soci\u00f3logos do Estado de SP e da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Soci\u00f3logos. Ministrou aulas na Unimep por 20 anos. \u00c9 autor de nove livros nas \u00e1reas de Sociologia e Pol\u00edtica Internacional, dos quais seis sobre mundo \u00e1rabe, onde esteve v\u00e1rias vezes. \u00c9 colaborador da revista Sociologia da Editora Escala, do portal Vermelho e dos sites Duplo Expresso (onde \u00e9 comentarista internacional \u00e0s quintas-feiras 6h30) e Resist\u00eancia.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O tema sionismo \u00e9 dos mais controversos quando se aborda temas de geopol\u00edtica internacional. \u00c9 comum os pr\u00f3prios sionistas e judeus de direita prontamente nos acusarem de sermos \u201cantissemitas\u201d (sic). Ainda mais quando relacionamos essa tem\u00e1tica ao sistema neocolonial. Com este artigo pretendo abordar essa quest\u00e3o, falando sobre as origens do sionismo no s\u00e9culo XIX proposta pelo controverso jornalista austr\u00edaco Theodor Herzl (1860-1904). Falarei de forma resumida da hist\u00f3ria da Palestina, tratado de dois fatos espec\u00edficos e muito importantes, ocorridos no s\u00e9culo XX, que foram os acordos de Sykes-Picot e a Declara\u00e7\u00e3o Balfour.<\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":95139,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[773,19,16,2,976,20,6,18,10],"tags":[125,1048,1184,890,1183,1182,1185],"class_list":["post-95137","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-educacao","category-historia","category-home","category-lejeune-mirhan","category-politica-internacional","category-redacao","category-religiao","category-videos","tag-imperialismo","tag-israel","tag-judeus","tag-oriente-medio","tag-palestina","tag-sionismo","tag-theodor-herzl"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/95137","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=95137"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/95137\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/95139"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=95137"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=95137"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=95137"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}