{"id":92512,"date":"2018-04-20T15:01:10","date_gmt":"2018-04-20T18:01:10","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=92512"},"modified":"2018-06-22T10:20:05","modified_gmt":"2018-06-22T13:20:05","slug":"de-retorno-a-antiga-idade-moderna-e-o-contemporaneo-retorno-aos-tempos-antigos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=92512","title":{"rendered":"De retorno \u00e0 antiga Idade Moderna e o contempor\u00e2neo retorno aos tempos antigos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Jo\u00e3o de Athayde, para o Duplo Expresso<\/strong><\/p>\n<p><em> Sebastianismo \u00e9 crer na volta redentora de um l\u00edder que foi dado por desaparecido.<\/em><br \/>\n<em>Defender um Lula livre e concorrendo \u00e0 presid\u00eancia em elei\u00e7\u00f5es transparentes, \u00e9 consci\u00eancia pol\u00edtica e resist\u00eancia, n\u00e3o sebastianismo, posto que Lula \u00e9 vivo, provou que fez e que poder\u00e1 fazer ainda mais. &#8220;Sebastianizar&#8221; a figura de Lula \u00e9 o que a Globo tenta perpetrar, tentando transformar em mero mito folcl\u00f3rico, a for\u00e7a e o carisma de um l\u00edder popular que \u00e9 uma real possibilidade de mudan\u00e7a.<\/em><br \/>\n<em> Pens\u00e1vamos que \u00e9ramos pa\u00eds navegando de vento em popa na Era Contempor\u00e2nea, numa p\u00f3s-contemporaneidade ou ao menos seguindo nesse rumo, com os \u00edndices sociais do Brasil melhorando \u00e0 olhos vistos para o mundo. No entanto, o que vem retornando \u00e9 a tecnologia rudimentar do tacape. For\u00e7as de uma elite, de apar\u00eancia muy ass\u00e9ptica e tecnocr\u00e1tica \u2013e falsamente bonitinha em seus ternos e gravatas de marca\u2013 se mostram mercen\u00e1rios tentando nos fazer retroceder \u00e0 uma antiga Idade Moderna (1453-1789), para tempos de antes de uma Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, quando o p\u00e3o, o brioche e os privil\u00e9gios eram todos para os amigos da realeza.<\/em><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><span class=\"s1\">*<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_92523\" aria-describedby=\"caption-attachment-92523\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-92523 size-large\" src=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Fig01-1024x315.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"246\" srcset=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Fig01-1024x315.png 1024w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Fig01-300x92.png 300w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Fig01-768x236.png 768w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Fig01.png 1594w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-92523\" class=\"wp-caption-text\">Imagem esq: &#8220;Vue panoramique&#8221;, cart\u00e3o postal de El-Ksar (ou Alca\u0301cer-Quibir), MAR (1900) | Imagem dir: &#8220;Batalha de Alca\u0301cer-Quibir_1578&#8221; no \u00a9 Museu do Forte da Ponta da Bandeira, em Lagos, POR (1952)<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Em 1578, deu-se a batalha de Alc\u00e1cer-Quibir (grande castelo ou fortaleza em \u00e1rabe), no norte do Marrocos. Portugueses, liderados pelo rei Dom Sebasti\u00e3o, mercen\u00e1rios Europeus e seus aliados Mouros (o Sult\u00e3o deposto Moulay al-Mutawakkil) foram aniquilados pelas for\u00e7as numericamente superiores comandadas pelo Sult\u00e3o Moulay Abd Al-Malik. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Desaparecido em pleno campo de Batalha, o corpo de Dom Sebasti\u00e3o nunca foi encontrado. O rei certamente foi morto no calor do combate, porque se tivesse sobrevivido provavelmente seria feito prisioneiro, e teria a liberdade barganhada em troca de um alto resgate, como na \u00e9poca era de praxe. A partir desta derrota, Portugal passaria por uma s\u00e9rie de crises pol\u00edticas, econ\u00f4micas e sucess\u00f3rias vindo a culminar na sua submiss\u00e3o ao Reino de Espanha, algo que duraria sessenta longos anos. Por\u00e9m, sem corpo, sem morto; no misticismo popular portugu\u00eas, toma forma a id\u00e9ia de que o rei Dom Sebasti\u00e3o n\u00e3o morrera, e um dia viria, dos c\u00e9us, dos desertos ou de algum lugar, para redimir o reino e trazer um tempo de justi\u00e7a e abund\u00e2ncia. A cren\u00e7a alastrou-se por Portugal e por suas possess\u00f5es ultramarinas, fincou tamb\u00e9m \u00e2ncora no Brasil, em especial nos sert\u00f5es nordestinos, e perdurou, adaptando-se, tomando diferentes formas e inspirando at\u00e9 revoltas. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> O leitor perspicaz j\u00e1 dever\u00e1 ter percebido muitas semelhan\u00e7as entre os eventos tr\u00e1gicos de Alc\u00e1cer-Quibir, sua subsequente crise pol\u00edtica e o dom\u00ednio estrangeiro do Reino de Portugal com o que vivemos no Brasil atual. Por\u00e9m, ao contr\u00e1rio do que alguns sustentam, eu digo que as semelhan\u00e7as param a\u00ed: o sebastianismo \u00e9 a cren\u00e7a de cunho m\u00edtico em um l\u00edder desaparecido que retornar\u00e1 e redimir\u00e1 um reino ou uma popula\u00e7\u00e3o, sendo considerado hoje coisa ilus\u00f3ria e ing\u00eanua. As diferen\u00e7as da atualidade brasileira com o sebastianismo ent\u00e3o se fazem ver: Lula est\u00e1 no c\u00e1rcere, no Alc\u00e1cer da grande fortaleza jur\u00eddico-midi\u00e1tica, mas vivo, ainda vivo e muito vivo. (E deve manter sobretudo o olho vivo para escapar aos maus conselhos&#8230;). Querer lev\u00e1-lo de volta ao governo \u2013 o qual segundo as sondagens, lhe pertencer\u00e1 por direito \u2013 n\u00e3o \u00e9 mitologia, \u00e9 possibilidade real de retorno ao poder atrav\u00e9s do voto popular. N\u00e3o h\u00e1 sebastinismo em rela\u00e7\u00e3o a um l\u00edder que h\u00e1 pouco reunia multid\u00f5es atrav\u00e9s do pa\u00eds e est\u00e1 na frente das pesquisas. O que existem, por outra parte, s\u00e3o certos candidatos que tentam se reinventar em mitos, gestores ou santos perante eleitores perdidos e mercados muito sabidos. <b>O que h\u00e1, \u00e9 um Lula Cora\u00e7\u00e3o-de-Le\u00e3o: generoso de cora\u00e7\u00e3o, e se soltar, ele abocanha a elei\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Alguns buscam transformar Lula subliminarmente num personagem mitol\u00f3gico, tentando tolher-lhe a for\u00e7a vital com a qual ele se comunica com as camadas populares. <b>Lula, no entanto, \u00e9 o pr\u00f3prio anti-Dom Sebasti\u00e3o<\/b>. O rei portugu\u00eas era elitista. N\u00e3o foi especialmente bom administrador, e buscava insanas e v\u00e3s gl\u00f3rias militares. J\u00e1 Lula e seu legado proporcionaram o melhor per\u00edodo da economia brasileira e um projeto de inclus\u00e3o social, al\u00e9m de ser h\u00e1bil em alian\u00e7as pac\u00edficas internacionais, coisa que definitivamente, Dom Sebasti\u00e3o n\u00e3o foi. Nos Sert\u00f5es-Brasils, o governo Lula foi sim, o come\u00e7o do fim do sebastinismo de coronel, porque n\u00e3o se limitou \u00e0s promessas e migalhas, mas trouxe uma mudan\u00e7a pot\u00e1vel: \u00e1gua, peixe e vara de pescar (respectivamente: cisternas e transposi\u00e7\u00e3o do rio S. Francisco\/Bolsa-Fam\u00edlia\/melhor acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o). Um agricultor \u2013 n\u00e3o de trator, mas de enxada \u2013 de Gl\u00f3ria do Goit\u00e1, l\u00e1 pelos agrestes pernambucanos, debaixo de seu chap\u00e9u e do sol-\u00e0-sol de suas rugas, me disse:<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span><i>\u201co sr. chegou aqui&#8230; eu fiquei s\u00f3 c\u00e1 olhando pra ver de que lado o sr. era, mas agora eu posso dizer: eu sou Lula, s\u00f3 com o Lula \u00e9 que o pobre teve um pouco de comida na mesa\u201d<\/i>. <\/span><\/p>\n<p><strong>A antiga Idade Moderna, que pode parecer coisa distante ao vento, <\/strong><br \/>\n<strong>est\u00e1 \u00e9 muito viva em nossa carne e em nosso tempo.<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">No in\u00edcio da Idade moderna parece que dois tempos conjugavam-se: castelos, espadas e muralhas de um lado \u2013 tal qual na Idade M\u00e9dia \u2013, afrontando tecnol\u00f3gicas bombas de canh\u00e3o e balas de outro. Hoje, modernas s\u00e3o as armas da Idade M\u00eddia, \u00e0 base de bombas semi\u00f3ticas, rajadas de tu\u00edtes, muralhas de algoritmos zuckerberianos e armas de propaganda t\u00f3xica de massa \u2013 no Brasil, essas s\u00e3o as perigosas armas qu\u00edmicas \u2013<b> as bombas de efeito amoral.<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> Alguns parecem at\u00e9 que j\u00e1 regrediram para eras no tempo ainda mais long\u00ednquas: a\u00ed a arma utilizada \u00e9 a tecnologia pr\u00e9-hist\u00f3rica do tacape \u2013 do pol\u00edcia, do mil\u00edcia, do bolsominion, do ruralista.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> Lula foi surpreendente na s\u00e1bia estrat\u00e9gia de defesa, retornando \u00e0 fonte e reduto de<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>sua origem, o Sindicato dos Metal\u00fargicos em S\u00e3o Bernardo do Campo. Ergueu-se r\u00e1pido o basti\u00e3o, a muralha ali foi espont\u00e2nea, foi povo e foi humana: massa que aumentava, aliados presentes, cora\u00e7\u00f5es e c\u00e2meras ligados nas mentes. A guerra de cerco ali se prometia longa, e<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>muito desgastante para o algoz gorila. O impasse fez-se palp\u00e1vel e p\u00f4s enfim, em xeque, a oligarquia. Ataques ao basti\u00e3o do Sindicato de Luta foram operados por uma emissora que envia m\u00edsseis midi\u00e1ticos a partir de seus pr\u00f3prios bunkers; basta observar a arquitetura de seus pr\u00e9dios. Seria ela um <i>think tank?<\/i> N\u00e3o; trata-se de um <b><i>fake tank<\/i><\/b>: um sat\u00e9lite blindado que dispara mentiras.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> As imagens que correram Brasil e mundo afora foram de um Lula nos bra\u00e7os do povo. Um povo-escudo que pode virar lan\u00e7a quando o \u00e2nimo \u00e9 guerreiro. Em conflito, resiste-se para negociar em posi\u00e7\u00e3o de for\u00e7a. A derrota por\u00e9m, n\u00e3o veio do lado do <b><i>fake tank<\/i><\/b>, do <b>sult\u00e3o da x\u00e1ria da toga<\/b>, nem do tacape da tropa de choque: veio de uma rendi\u00e7\u00e3o demasiado r\u00e1pida, mal-aconselhada por certos elementos \u2013 e sabe-se l\u00e1 com que intentos. O povo bra\u00e7o-de-defesa n\u00e3o concordou, e mostrou que resistiria, e que o faria n\u00e3o s\u00f3 por Lula, mas por toda uma democracia. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> Mas foi-se Lula l\u00e1 para uma moderna masmorra, a <b>Guant\u00e2namo de Curitiba<\/b>. A\u00ed mesmo \u00e9 que o Brasil ent\u00e3o parece coisa m\u00edtica, porque quem est\u00e1 mantida a\u00ed prisioneira, vejam s\u00f3\u2026 \u00e9 a Dona Justi\u00e7a. Aquela que diziam que trabalhava de vista vendada mostrou-se, de todas, a que foi mais enganada. O ent\u00e3o governador de Pernambuco Miguel Arraes, por ousar falar em reforma agr\u00e1ria e resistir ao golpe em 1964, foi rapidamente levado para Fernando de Noronha \u2013 a ilha. Se fosse hoje em nossa <b>Idade M\u00eddia<\/b>, provavelmente apareceria, como que por encanto, um jornalista cara-simp\u00e1tica para dizer que <i>\u201c\u2026Arraes estava melhor ali do que no pal\u00e1cio do governo\u201d<\/i>, que <i>\u201c\u2026estava \u00e9 tirando f\u00e9rias numa praia paradis\u00edaca&#8221;<\/i>. Como o acampamento e a consci\u00eancia da esquerda e dos legalistas tendem a aumentar l\u00e1 nas Curitibas, risco h\u00e1 de que removam Lula para o interior do Brasil-Continente, para uma long\u00ednqua ilha de terra cercada de canalhas de toda gente.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_92524\" aria-describedby=\"caption-attachment-92524\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-92524\" src=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Fig02-1024x340.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Fig02-1024x340.png 1024w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Fig02-300x100.png 300w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Fig02-768x255.png 768w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Fig02.png 1594w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-92524\" class=\"wp-caption-text\">Imagem esq: &#8220;Taking of the Bastille&#8221; por \u00a9 Period Paper (1921) | Imagem dir: &#8220;Prise de la Bastille&#8221; por Charles The\u0301venin \u00a9 Museum of Fine Arts of Boston (1793)<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> Se o tempo eleitoral agora corre contra, cabe mobilizarmo-nos e articularmo-nos nacionalmente e internacionalmente. A Idade moderna, que come\u00e7ou em 1453 com a queda de Constantinopla e de suas muralhas (que \u2013 dizem \u2013 ca\u00edram enquanto alguns dos encastelados discutiam quantos anjos cabem numa cabe\u00e7a de alfinete), acabou com o povo invadindo e derrubando outra muralha, a pris\u00e3o-s\u00edmbolo da realeza francesa, a Bastilha. Vivemos ainda sob as reverbera\u00e7\u00f5es do legado desse momento hist\u00f3rico. Na sequencia dos fatos da revolu\u00e7\u00e3o Francesa \u00e9 que proclama-se a declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos do Homem (leia-se hoje, Direitos Humanos), e que difundem-se as no\u00e7\u00f5es de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, e se enganam os que pensam que as temos por direitos adquiridos. Fraternidade traduz-se por estado social; Igualdade, \u00e9 lei justa e sem privil\u00e9gios, casta jur\u00eddica inclusa (e acusa\u00e7\u00e3o s\u00f3 com prova); quanto \u00e0 Liberdade, esta nem \u00e9 preciso explicar. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><span class=\"s1\">\u00c9 Lula livre, uma na\u00e7\u00e3o livre, hoje e agora.<b><span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 \u00a0<\/span><\/b><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2013\u2013\u2013\u2013\u2013<\/p>\n<p><strong>Jo\u00e3o de Athayde<\/strong> \u00e9 antrop\u00f3logo, carioca residente na Fran\u00e7a (Aix en Provence). Ligado ao <em>IMAF \u2013 Institut des Mondes Africains\u00a0<\/em>(Instituto dos Mundos Africanos), Universidade de Aix-Marselha, Fran\u00e7a. Realiza doutorado sobre as heran\u00e7as culturais ligadas ao tr\u00e1fico de escravos no contexto do Atl\u00e2ntico Negro, em especial sobre identidade, religi\u00e3o e festa popular entre os Agud\u00e0s, descendentes dos escravos retornados do Brasil ao Benim e Togo, numa perspectiva comparativa entre a \u00c1frica e o Nordeste Brasileiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sebastianismo \u00e9 crer na volta redentora de um l\u00edder que foi dado por desaparecido.<br \/>\nDefender um Lula livre e concorrendo \u00e0 presid\u00eancia em elei\u00e7\u00f5es transparentes, \u00e9 consci\u00eancia pol\u00edtica e resist\u00eancia, n\u00e3o sebastianismo, posto que Lula \u00e9 vivo, provou que fez e que poder\u00e1 fazer ainda mais. &#8220;Sebastianizar&#8221; a figura de Lula \u00e9 o que a Globo tenta perpetrar, tentando transformar em mero mito folcl\u00f3rico, a for\u00e7a e o carisma de um l\u00edder popular que \u00e9 uma real possibilidade de mudan\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":92522,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[592,8,16,2,764,14],"tags":[798,49,797,796],"class_list":["post-92512","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comentaristas","category-exclusivo","category-historia","category-home","category-joao-de-athayde","category-politica-2","tag-alcacer-quibir","tag-lula","tag-queda-da-bastilha","tag-sebastianismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/92512","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=92512"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/92512\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/92522"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=92512"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=92512"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=92512"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}