{"id":89873,"date":"2018-03-05T01:25:45","date_gmt":"2018-03-05T04:25:45","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=89873"},"modified":"2019-01-31T20:57:40","modified_gmt":"2019-01-31T22:57:40","slug":"a-percepcao-da-verdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=89873","title":{"rendered":"A Percep\u00e7\u00e3o da Verdade"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Carlos Krebs*, para o Duplo Expresso<\/strong><\/p>\n<p><strong>Simulacro <\/strong>\u00e9 a imagem usada para imitar algo ou algu\u00e9m. Mas a defini\u00e7\u00e3o do fil\u00f3sofo Jean Baudrillard (1929 &#8211; 2007), \u00e9 mais intrigante. Ela come\u00e7a com uma nega\u00e7\u00e3o para definir o termo: <em>&#8220;O simulacro <strong>nunca \u00e9<\/strong> o que esconde a verdade; \u00e9 a verdade que esconde o que n\u00e3o h\u00e1. O simulacro \u00e9 verdade.&#8221;<\/em> (NA1)<\/p>\n<p>\u2013\u2013\u2013\u2013\u2013<\/p>\n<p>Roteiros cinematogr\u00e1ficos transportados do universo teatral para a tela s\u00e3o muito comuns. Alguns, inclusive, s\u00e3o apresentados como se estiv\u00e9ssemos na plateia de um teatro, e n\u00e3o nas poltronas de uma sala de cinema, ou no conforto do sof\u00e1 da sala. Entretanto, este tipo de filme pode exigir um grau maior de aten\u00e7\u00e3o para quem assiste. H\u00e1 alguns bons exemplos:<\/p>\n<p><strong>\u201cO Cozinheiro, o Ladr\u00e3o, sua Mulher e o Amante\u201d<\/strong> (<em>The Cook, The Thief, His Wife &amp; Her Lover<\/em>, GBR, de Peter Greenaway, 1989), onde h\u00e1 uma apresenta\u00e7\u00e3o do exagero, do mau-gosto e da maldade que nos tipifica como humanos. O filme acontece basicamente em quatro ambientes de um restaurante, onde o banquete visual sacia a gula e a lux\u00faria do espectador com pitadas de viol\u00eancia. Merece ser visto porque \u00e9 tido como uma alegoria da Gr\u00e3-Bretanha da cartilha liberal dos anos 80, com o cozinheiro representando os trabalhadores, o ladr\u00e3o como a m\u00e3o poderosa de Margaret Thatcher, a esposa como a p\u00e1tria presa a um casamento insatisfat\u00f3rio com o partido no poder, e o amante atuando como a oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Outro exemplo \u00e9 <strong><em>\u201cDogville\u201d<\/em><\/strong> (DEN, de Lars von Trier, 2003), parte inicial da trilogia sobre os Estados Unidos como a \u201cTerra das Oportunidades\u201d. Contrapondo falsa bondade com rela\u00e7\u00f5es de toma-l\u00e1-d\u00e1-c\u00e1, o filme desfila em um cen\u00e1rio a arrog\u00e2ncia humana fazendo jus ao t\u00edtulo \u2013 Cidade do C\u00e3o, com os personagens atuando de forma instintiva e cruel. Um filme onde as verdadeiras inten\u00e7\u00f5es s\u00e3o veladas, e ouve-se a todo momento os moradores dizendo para Nicole Kidman como &#8220;eu s\u00f3 estou pensando no seu bem&#8221;. O diretor faz uma (auto) cr\u00edtica ao movimento do qual \u00e9 um dos idealizadores \u2013 Manifesto Dogma 95, o qual invocava por um cinema mais real e menos comercial.<\/p>\n<p>Entretanto, meu favorito \u00e9 outro: <strong>\u201c12 Homens e uma Senten\u00e7a\u201d<\/strong> (<em>12 Angry Men<\/em>, USA, de Sidney Lumet, 1957). Oriundo de uma pe\u00e7a para televis\u00e3o em 1954 (por Reginald Rose), a linha argumentativa deste cl\u00e1ssico do cinema \u00e9 bem simples: trata-se do julgamento de um jovem de origem hisp\u00e2nica acusado de assassinar o pai. Os doze jurados convocados para decidir a senten\u00e7a est\u00e3o isolados em uma sala abafada em um dia de semana muito quente. Seguindo raz\u00f5es que evidenciam ego\u00edsmo ou preconceito pr\u00f3prios, onze deles abrem o voto pela condena\u00e7\u00e3o assim que sentam-se em volta da longa mesa de reuni\u00f5es. Apenas o jurado de n\u00famero oito \u2013 Henry Fonda \u2013 vota inicialmente contra a acusa\u00e7\u00e3o (o conhecido <em>&#8220;not guilty<\/em><em>&#8220;<\/em>). Ele defende a presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia do jovem.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89874\" aria-describedby=\"caption-attachment-89874\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-89874\" src=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1-12-Angry-Men-1024x455.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"355\" srcset=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1-12-Angry-Men-1024x455.jpg 1024w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1-12-Angry-Men-300x133.jpg 300w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1-12-Angry-Men-768x341.jpg 768w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1-12-Angry-Men.jpg 1594w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89874\" class=\"wp-caption-text\">Imagem esq: cartaz do filme &#8220;12 Homens e uma Senten\u00e7a&#8221; (12 Angry Men) por \u00a9 United Artists Corp. (1957) | Imagem centro: rascunhos sobre os personagens do filme por \u00a9 Sean Phillips (2012) | Imagem dir: cena do filme com o ator Henry Fonda por \u00a9 MGM Studios (1957)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Este jurado interpreta um <strong>arquiteto<\/strong> e serve como fio condutor da hist\u00f3ria. O que mais chama minha aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o requinte na <strong>desconstru\u00e7\u00e3o de uma verdade<\/strong>. Mesmo que claustrof\u00f3bico \u2013 dos 96min do filme, 90min s\u00e3o dentro de uma mesma sala \u2013 a narrativa \u00e9 \u00e1gil, e nos obriga a pensar a todo instante:<\/p>\n<p>\u2013 E se eu estivesse julgando, o que eu teria para por naquela mesa?<\/p>\n<p>Conhe\u00e7o muito pouco de filosofia. Ou muito menos do que minha curiosidade gostaria de ver saciada. Mas acho que sempre \u00e9 interessante em alimentar-se das proposi\u00e7\u00f5es de fil\u00f3sofos (o estudioso acad\u00eamico) e pensadores (o autodidata) em prol da constru\u00e7\u00e3o da verdade. Ou melhor, da percep\u00e7\u00e3o da verdade. Comecei o texto aqui comentando sobre o fil\u00f3sofo Baudrillard porque ele antecipou em d\u00e9cadas que nossa sociedade estaria trocando a <strong>realidade pela simula\u00e7\u00e3o dela<\/strong>. Por uma quest\u00e3o de simplifica\u00e7\u00e3o pessoal, estipulo que <strong>realidade seja verdade<\/strong>. Ent\u00e3o assumo que na Arquitetura a verdade estar\u00e1 na materializa\u00e7\u00e3o do discurso projetivo: uma vez constru\u00eddo, ele passa a existir, e portanto, torna-se verdadeiro, real.<\/p>\n<p>Mas em qual dimens\u00e3o? N\u00e3o h\u00e1 algo que possa servir como refer\u00eancia a n\u00e3o ser o desenho do projeto que lhe d\u00e1 origem. Se Arquitetura \u00e9 uma arte aplicada, e n\u00e3o uma arte representativa que possa representar ou copiar, n\u00e3o se pode afirmar &#8220;\u00e9 falso!&#8221; ou &#8220;\u00e9 verdadeiro!&#8221;.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o em qual verdade se aplica a explica\u00e7\u00e3o entre o que \u00e9 edificado e aquilo que abriga? Ao abrir a porta qualquer dentro de um arranha-c\u00e9u chin\u00eas de 70 andares, e olhar dentro do apartamento identifica-se que ele \u00e9 uma c\u00e9lula onde cozinha-quarto-banheiro poder\u00e3o estar no mesmo ambiente, ent\u00e3o ele parecer\u00e1 <strong>falso<\/strong> como moradia de acordo com a realidade que vivo, com a minha experi\u00eancia. Se estivermos em S\u00e3o Paulo, caminhando distraidamente e observarmos um destes pr\u00e9dios novos com cara antiga, com fachada estilizando um padr\u00e3o neocl\u00e1ssico, de cor creme e textura rugosa imitando pedra, mas que apresenta apartamentos convencionais com paredes fininhas e uma quantidade enorme de coisas agregadas ao condom\u00ednio (sala de gin\u00e1stica, spa, cozinha <em>gourmet<\/em>, cinema, brinquedoteca, biblioteca, enoteca, eca, eca, eca) fora da resid\u00eancia, ent\u00e3o ele tamb\u00e9m parecer\u00e1 <strong>falso<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 expectativa que sua imagem sugere.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89875\" aria-describedby=\"caption-attachment-89875\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-89875\" src=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/2-Parque-Cidade-Jardim-1024x455.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"355\" srcset=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/2-Parque-Cidade-Jardim-1024x455.jpg 1024w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/2-Parque-Cidade-Jardim-300x133.jpg 300w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/2-Parque-Cidade-Jardim-768x341.jpg 768w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/2-Parque-Cidade-Jardim.jpg 1594w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89875\" class=\"wp-caption-text\">Imagem esq: Auguste Palais cercle des Beaux-Arts por CC Henri Adolphe Deglane (1881) | Imagem dir: Condom\u00ednio Parque Cidade Jardim \u2013 Pablo Slemenson + JHSF (2008) por \u00a9 Igor_SP (2015)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Independente da situa\u00e7\u00e3o e do entendimento de cada um, o que se apresenta de um jeito e \u00e9 vendido de outro, \u00e9 apenas um <strong>truque<\/strong>.<\/p>\n<p>Um pouco disso est\u00e1 exemplificado em &#8220;12 Homens e uma Senten\u00e7a&#8221;. H\u00e1 necessidade de questionar-se onde est\u00e1 <strong>a percep\u00e7\u00e3o da verdade<\/strong>. Em qual l\u00f3gica? Sob quais argumentos? A verdade se apresenta pela voz de algu\u00e9m, ou por nossa voz interna com base em nossa viv\u00eancia?<\/p>\n<p>Como descreve o cientista social Maur\u00edcio Puls (NA3) parafraseando Karl Marx:<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u201cNenhuma obra arquitet\u00f4nica alcan\u00e7ar\u00e1 o efeito desejado se n\u00e3o incorporar, em seu significado manifesto, algo da vis\u00e3o de mundo das demais classes. \u00c9 por isso que a arquitetura n\u00e3o \u00e9 apenas um discurso ideol\u00f3gico, mas tamb\u00e9m uma express\u00e3o da consci\u00eancia coletiva de cada sociedade.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Novamente Baudrillard antecipa-se ao tempo presente quando antes da virada do mil\u00eanio afirma que <strong>a arquitetura n\u00e3o est\u00e1 na realidade<\/strong>, mas na fic\u00e7\u00e3o do que a sociedade pretende para ela (NA4). Imagine-se na frente do pr\u00e9dio da Procuradoria Geral da Rep\u00fablica, em Bras\u00edlia \u2013 uma das \u00faltimas obras inauguradas na capital federal com Niemeyer vivo. Um pr\u00e9dio todo envidra\u00e7ado e sem arestas vivas; um desejo por transpar\u00eancia no local que abrigaria a reserva moral dos poderes do pa\u00eds. Novamente, apenas um<strong> truque<\/strong>\u2026<\/p>\n<figure id=\"attachment_89876\" aria-describedby=\"caption-attachment-89876\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-89876\" src=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/3-PGR-Niemeyer-1024x455.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"355\" srcset=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/3-PGR-Niemeyer-1024x455.jpg 1024w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/3-PGR-Niemeyer-300x133.jpg 300w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/3-PGR-Niemeyer-768x341.jpg 768w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/3-PGR-Niemeyer.jpg 1594w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89876\" class=\"wp-caption-text\">Imagem maior: &#8221; Sede da Procuradoria Geral da Rep\u00fablica&#8221; por CC Luis Dantas (2008) | Desenho do projeto da PGR por \u00a9 Oscar Niemeyer (1995) \u2013 pr\u00e9dio inaugurado em 2002<\/figcaption><\/figure>\n<p>Todo aquele vidro n\u00e3o mostra; serve muito mais para esconder, para mimetizar o pr\u00e9dio com a claridade do Planalto Central. A ideia de leveza dos blocos, que n\u00e3o tocam o solo tentam transmitir que ali a justi\u00e7a paira sobre todos. Entretanto, os usu\u00e1rios \u2013 aqueles que sempre acabam com as boas inten\u00e7\u00f5es do projetista \u2013 poder\u00e3o usar isso como afirma\u00e7\u00e3o de suas pr\u00f3prias divindades. E n\u00f3s, que assistimos do lado de fora, que verdade reconhecemos nesta obra?<\/p>\n<p>A Arquitetura \u00e9 importante porque ela se manifesta nas ruas. Ou melhor, \u00e9 percebida nos intervalos entre as ruas, ou entre o espa\u00e7o que n\u00e3o \u00e9 meu e aquele que deveria ser nosso: O espa\u00e7o p\u00fablico. A cidade restrita, demarcada e impedida faz com que a resposta arquitet\u00f4nica \u00e0s press\u00f5es de quem contrata o of\u00edcio provoquem uma resposta excludente, individual, um simulacro que nos espelha. Mudemos n\u00f3s, antes que todos mudos, sejamos condenados por antecipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2013\u2013\u2013\u2013\u2013<\/p>\n<p>NA1 \u2013 &#8220;Le simulacre n&#8217;est jamais ce qui cache la v\u00e9rit\u00e9 \u2013 c&#8217;est la v\u00e9rit\u00e9 qui cache qu&#8217;il n&#8217;y en a pas. Le simulacre est vrai&#8221;, por Jean Baudrillard, <strong>&#8220;<em>Simulacres et Simulation&#8221;<\/em><\/strong>, ed. Galil\u00e9e, Paris, 1981, pg 9.<\/p>\n<p>NA2 \u2013 H\u00e1 uma vers\u00e3o mais recente, chamado simplesmente <strong>&#8220;12&#8221;<\/strong>, (RUS, Nikita Mikhalkov, 2007). Esta vers\u00e3o russa transporta a a\u00e7\u00e3o para o gin\u00e1sio de esportes em uma escola, onde um jovem checheno (um estrangeiro, assim como o porto-riquenho do original) est\u00e1 sendo acusado da morte de seu padrasto, um oficial do ex\u00e9rcito russo. A diferen\u00e7a \u00e9 que o personagem\/jurado discordante tem menor import\u00e2ncia na condu\u00e7\u00e3o da narrativa, que est\u00e1 centrada no valor da vida e nas respostas que a consci\u00eancia de cada um tem para oferecer.<\/p>\n<p>NA3 \u2013 Maur\u00edcio Mattos Puls, <strong>\u201cArquitetura e Filosofia\u201d<\/strong>, Centro de Documenta\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o Polis Instituto de Estudos, Forma\u00e7\u00e3o e Assessoria em Pol\u00edticas Socias, Annablume, S\u00e3o Paulo, 2006, pg 523.<\/p>\n<p>NA4 \u2013 Jean Baudrillard, artigo <strong>&#8220;Verdade ou Radicalidade na Arquitetura&#8221;<\/strong>, tradu\u00e7\u00e3o de Haifa Yazigi Sabbag, Revista AU, 84, ed. PINI, S\u00e3o Paulo, 1999, pgs 49-50.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><em><strong>* Carlos Krebs\u00a0<\/strong>\u00e9 arquiteto, cin\u00e9filo, explorador de sinapses, conector de pontinhos, e mais um que acredita que o Brasil ainda tem tudo para dar certo.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para Boudrillard, &#8220;o simulacro nunca \u00e9 o que esconde a verdade; \u00e9 a verdade que esconde o que n\u00e3o h\u00e1. O simulacro \u00e9 verdade.&#8221; Roteiros cinematogr\u00e1ficos transportados do universo teatral para a tela s\u00e3o muito comuns. Alguns, inclusive, s\u00e3o apresentados como se estiv\u00e9ssemos na plateia de um teatro, e n\u00e3o nas poltronas de uma sala de cinema, ou no conforto do sof\u00e1 da sala. Entretanto, este tipo de filme pode exigir um grau maior de aten\u00e7\u00e3o para quem assiste. O que dizer ent\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o da verdade na Arquitetura, se ela n\u00e3o est\u00e1 firmada na realidade, mas na fic\u00e7\u00e3o do que a sociedade pretende para ela? <\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":89878,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[593,592,2],"tags":[618,137,616,617],"class_list":["post-89873","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-carlos-krebs","category-comentaristas","category-home","tag-baudrillard","tag-simulacao","tag-simulacro","tag-verdade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/89873","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=89873"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/89873\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/89878"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=89873"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=89873"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=89873"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}