{"id":87384,"date":"2018-02-03T21:16:46","date_gmt":"2018-02-03T23:16:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.duploexpresso.com\/?p=87384"},"modified":"2018-02-05T16:34:45","modified_gmt":"2018-02-05T18:34:45","slug":"itaguai-o-coracao-do-canteiro-naval-dos-submarinos-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=87384","title":{"rendered":"Itagua\u00ed, o cora\u00e7\u00e3o do canteiro naval dos submarinos brasileiros"},"content":{"rendered":"<p>GROIZELAU, Vincent. 03\/07\/2017. Itagua\u00ed: au coeur du chantier des sousmarins br\u00e9siliens in: Mer et Marine<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o livre Patricia Vauquier<\/p>\n<p>Itagua\u00ed, o cora\u00e7\u00e3o do canteiro naval dos submarinos brasileiros<\/p>\n<p>\u00c9 um projeto gigantesco e \u00fanico no mundo, resultado do programa de transfer\u00eancia de tecnologia mais abrangente at\u00e9 o momento. Itagua\u00ed, a 70 quil\u00f4metros a sudoeste do Rio de Janeiro. \u00c9 a\u00ed que nascem os novos submarinos brasileiros do tipo Scorpene, dentro de uma nova e particularmente impressionante infraestrutura industrial,<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou em dezembro de 2008, quando os presidentes Lula e Sarkozy chegaram a um acordo estrat\u00e9gico atrav\u00e9s do qual o Brasil escolheu a Fran\u00e7a para ajudar a construir seus novos submarinos. Em setembro de 2009, o grupo franc\u00eas DCNS (agora Grupo Naval) assinou um acordo de contrato com seu parceiro brasileiro Odebrecht por um total de 6,7 bilh\u00f5es de euros. Eles entraram em vigor em fevereiro de 2010.<\/p>\n<p>O programa, chamado PROSUB, se concentra na implementa\u00e7\u00e3o, na transfer\u00eancia de tecnologia, de quatro submarinos com propuls\u00e3o convencional da fam\u00edlia Scorpene, denominados SBR, bem como assist\u00eancia francesa para o desenvolvimento de partes n\u00e3o-nucleares do primeiro SNA brasileiro, o SNBR . O Grupo Naval tamb\u00e9m forneceu experi\u00eancia em design e equipamentos do novo estaleiro para construir esses navios, bem como a base naval adjacente a partir da qual os submarinos operar\u00e3o e ser\u00e3o mantidos.<\/p>\n<p>Desenvolver uma capacidade submarina soberana<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil quer desenvolver o seu componente submarino porque precisamos de meios modernos e eficientes para garantir a prote\u00e7\u00e3o do nosso territ\u00f3rio mar\u00edtimo, que \u00e9 muito grande. Temos 8,500 quil\u00f4metros de litoral e 4,5 milh\u00f5es de km2 de zona econ\u00f4mica exclusiva. O mar representa 90% dos nossos recursos de hidrocarbonetos e 95% do nosso com\u00e9rcio exterior. A seguran\u00e7a da nossa \u00e1rea mar\u00edtima \u00e9, portanto, crucial, especialmente porque sua riqueza atrai muita gan\u00e2ncia. Mas o mundo \u00e9 inst\u00e1vel e n\u00e3o podemos saber o que acontecer\u00e1 em 50 ou 100 anos. Com o PROSUB, o Brasil lidera pela primeira vez uma pol\u00edtica de defesa e independ\u00eancia nacional pela aquisi\u00e7\u00e3o da tecnologia necess\u00e1ria para o projeto e constru\u00e7\u00e3o de submarinos, al\u00e9m de desenvolver suas pr\u00f3prias compet\u00eancias no campo da propuls\u00e3o nuclear. Embora tenhamos fabricado submarinos de design alem\u00e3o nas d\u00e9cadas anteriores e agora estamos construindo os SBRs, estamos fazendo nosso pr\u00f3prio projeto de submarino pela primeira vez com o SNA &#8220;, diz o Almirante Gilberto Max Roff\u00e9 Hirschfeld, Coordenador Geral do Programa Brasileiro de Novos Submarinos. Este \u00faltimo lembra que esses dois tipos de edif\u00edcios s\u00e3o complementares: &#8220;O SNA possui uma grande autonomia, pode ir r\u00e1pido e longe, \u00e9 muito m\u00f3vel e oferece uma grande capacidade de dissuas\u00e3o, enquanto os submarinos cl\u00e1ssicos s\u00e3o usados \u200b\u200bmais perto das \u00e1reas costeiras, especialmente em torno de pontos estrat\u00e9gicos &#8220;.<\/p>\n<p>Um canteiro criado na Ba\u00eda de Sepetiba<br \/>\nDirigido pela Odebrecht, com quem o Grupo Naval criou uma joint venture, Itagua\u00ed Constru\u00e7\u00f5es Navais (59% Odebrecht, 41% NG), respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o de futuros submarinos, a constru\u00e7\u00e3o da infra-estrutura come\u00e7ou em 2010.<br \/>\nA implata\u00e7\u00e3o do canteiro est\u00e1 localizada no meio da magn\u00edfica ba\u00eda de Sepetiba, cercado de montanhas, incluiu apenas um terminal portu\u00e1rio civil, onde os graneleiros s\u00e3o carregados de carv\u00e3o e tamb\u00e9m servem tr\u00e1fego em cont\u00eaineres. O \u00fanico p\u00f3lo industrial j\u00e1 existente e integrado no programa foi o da Nuclep, uma empresa p\u00fablica ligada ao Minist\u00e9rio da Defesa do Brasil, que j\u00e1 havia feito o casco resistente dos submarinos alem\u00e3es do tipo 209 constru\u00eddos em transfer\u00eancia de tecnologia no Brasil e colocados em servi\u00e7o entre 1994 e 2005. Para as necessidades da PROSUB, a empresa foi modernizada e, em particular, equipada com uma prensa hidr\u00e1ulica Schuller, a mais poderosa da Am\u00e9rica Latina com uma capacidade de 8000 toneladas. \u00c9 usado para dobrar chapas de a\u00e7o com um alto limite el\u00e1stico.<\/p>\n<p>At\u00e9 20 mil pessoas mobilizaram-se<br \/>\nPara o resto, foi necess\u00e1rio inventar tudo e construir, o que representou, e ainda representa, um colossal trabalho de engenharia civil. Assim, n\u00e3o menos de 2000 pessoas, e at\u00e9 20 mil com empregos indiretos, foram mobilizados para construir os diferentes sites de Itagua\u00ed, envolvendo cerca de 600 empresas brasileiras. &#8220;Os spinoffs econ\u00f4micos s\u00e3o extremamente importantes e esse programa gerou muitos empregos, especialmente para as pessoas da regi\u00e3o, mas tamb\u00e9m al\u00e9m disso. Tamb\u00e9m tem havido muita organiza\u00e7\u00e3o do trabalho e log\u00edstica para acomodar toda essa for\u00e7a de trabalho. Tivemos que construir casas, escolas e at\u00e9 mesmo desenvolver capacidades agr\u00edcolas locais para alimentar as milhares de pessoas que trabalham no site. \u00c9 importante ressaltar que existe um grande programa a favor do meio ambiente, o canteiro est\u00e1 sendo compensado \u200b\u200bpor um plano de reflorestamento cobrindo 196 mil m2 &#8220;, explica um oficial brasileiro.<\/p>\n<p>Diferentes p\u00f3los constru\u00eddos ao redor da montanha<br \/>\nTodo o complexo estaleiro \/ base naval, chamado EBN (Estaleiro e Base Naval), \u00e9 dividido em diferentes p\u00f3los em torno de uma montanha que faz fronteira com o mar. O primeiro novo canteiro a ser aberto \u00e9 a Unidade de Fabrica\u00e7\u00e3o de Montagens Met\u00e1licas (UFEM), operacional desde mar\u00e7o de 2013 ap\u00f3s 28 meses de constru\u00e7\u00e3o. Constru\u00eddo ao lado do Nuclep, que fornece os an\u00e9is de casco grossos, este estabelecimento imponente \u00e9 respons\u00e1vel por fazer as partes n\u00e3o resistentes dos edif\u00edcios, bem como o pr\u00e9-armamento com a integra\u00e7\u00e3o de equipamentos nas v\u00e1rias se\u00e7\u00f5es que constituem o casco. Na imponente nave principal, onde encontramos as quatro se\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em o casco de cada submarino, as opera\u00e7\u00f5es de manuseio s\u00e3o realizadas gra\u00e7as a guindastes capazes de levantar cargas de 150 toneladas.<\/p>\n<p>Uma vez que as se\u00e7\u00f5es s\u00e3o equipadas e pr\u00e9-montadas, elas s\u00e3o transferidas para o Estaleiro de Constru\u00e7\u00e3o (ESC), o grande galp\u00e3o de montagem da EBN que foi constru\u00eddo \u00e0 beira da ba\u00eda, do outro lado da montanha, o que exigiu a conclus\u00e3o de uma estrada de 3,5 km levando a um t\u00fanel de 703 metros de comprimento e 14 metros de di\u00e2metro perfurado na rocha e abrindo para a infra-estrutura constru\u00edda \u00e0 beira da ba\u00eda.<\/p>\n<p>O grande galp\u00e3o de montagem:<br \/>\nCom uma \u00e1rea de 5200 m2, o galp\u00e3o de montagem \u00e9 um dos edif\u00edcios mais impressionantes do complexo. Recentemente conclu\u00edda, a nave gigantesca, com 160 metros de comprimento, 33 metros de largura e 52 metros de altura, \u00e9 grande o suficiente para acomodar simultaneamente dois submarinos. Sua base \u00e9 projetada para suportar uma carga de 10 toneladas por m2. \u00c9 uma vers\u00e3o moderna do estaleiro Lauboeuf em Cherbourg, que tem em sua extens\u00e3o um elevador para o lan\u00e7amento dos edif\u00edcios. Este movimento de sincroniza\u00e7\u00e3o, com uma capacidade de eleva\u00e7\u00e3o de 8 mil toneladas, \u00e9 dimensionado para acomodar futuros submarinos de ataque nuclear brasileiros, que ser\u00e3o significativamente maiores do que o Scorpene.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o estaleiro, a base naval<br \/>\nSe esta parte do EBN estiver completa, o local ainda \u00e9 um enorme canteiro de constru\u00e7\u00e3o. Devemos tamb\u00e9m imaginar que h\u00e1 6 anos, havia apenas uma praia cercada pela vegeta\u00e7\u00e3o exuberante da montanha. Foram realizados enormes trabalhos de dragagem e de preenchimento (300.000 m3 de material tratado), para ganhar no mar e criar o exnihilo no local de constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vista do futuro complexo de Itagua\u00ed<br \/>\nEnquanto os edif\u00edcios adjacentes do Grande galp\u00e3o ainda est\u00e3o em constru\u00e7\u00e3o, uma nova fase come\u00e7ou com a constru\u00e7\u00e3o da base naval adjacente. Isso incluir\u00e1, em particular, duas docas secas cobertas de 140 metros de comprimento, o que continua a escavar. Eles v\u00e3o abrigar os futuros SNAs e ser\u00e3o usados \u200b\u200bpara paradas t\u00e9cnicas importantes, um grande terreno parcialmente coberto que tamb\u00e9m ser\u00e1 instalado ao lado do galp\u00e3o de montagem para realizar opera\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o a seco do Scorpene. Estes ser\u00e3o retirados da \u00e1gua por meio do Syncrolift. Colocado em um &#8220;carrinho&#8221; m\u00f3vel, eles ser\u00e3o levados para a \u00e1rea de manuten\u00e7\u00e3o, que ter\u00e1 estruturas cobertas.<\/p>\n<p>Modelo do ESC e da futura base naval<br \/>\nPadr\u00f5es s\u00edsmicos muito severos<br \/>\nSer\u00e3o tamb\u00e9m criados 280 metros de ancoradouros para os submarinos, sendo o todo protegido por grandes diques. Deve-se notar que toda essa infra-estrutura atende a padr\u00f5es s\u00edsmicos particularmente graves e s\u00e3o erguidas a 5 metros acima do n\u00edvel do mar, em particular para resistir a um tsunami como o que causou o desastre de Fukushima. O EBN ir\u00e1 hospedar n\u00e3o s\u00f3 o ANS, mas tamb\u00e9m as instala\u00e7\u00f5es radiol\u00f3gicas utilizadas para apoi\u00e1-los, como os dos elementos combust\u00edveis dos n\u00facleos nucleares. Uma piscina que hospeda barras irradiadas ser\u00e1 constru\u00edda. Um edif\u00edcio dedicado, com 16 pisos de altura, ser\u00e1 conectado aos dois blocos secos cobertos atrav\u00e9s de uma estrutura met\u00e1lica blindada usada para o carregamento e descarregamento de salas de caldeiras.<\/p>\n<p>Com uma \u00e1rea de 487 000 m2, esta parte sul do complexo, que incluir\u00e1 o galp\u00e3o de montagem e a base naval, dever\u00e1 ser conclu\u00edda at\u00e9 2020, com exce\u00e7\u00e3o das duas pranchas secas para os futuros SNA. Eles surgir\u00e3o mais tarde, em conex\u00e3o com a condu\u00e7\u00e3o desta parte do programa, que \u00e9 da responsabilidade \u00fanica dos brasileiros.<br \/>\nUm p\u00f3lo importante tamb\u00e9m est\u00e1 levantando, aquele que hospedar\u00e1 os simuladores em que ser\u00e1 treinado e treinar\u00e1 os marinheiros brasileiros. \u00c9 uma escola real, em constru\u00e7\u00e3o, que abrir\u00e1 uma gama completa de ferramentas de simula\u00e7\u00e3o para aprendizagem, qualifica\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de tripula\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSimulador de condu\u00e7\u00e3o m\u00f3vel, seguran\u00e7a de mergulho e propuls\u00e3o<br \/>\nCentro de Treinamento e Treinamento<br \/>\nExiste um centro de treinamento de resgate individual, com sua &#8220;torre de escape&#8221;, que \u00e9 na forma de uma piscina vertical de 5 metros de di\u00e2metro por 8 metros de altura. Equipados com uma roupa inflada, os marinheiros passam por uma camara para deixar a estrutura, aprendendo as a\u00e7\u00f5es que teriam que fazer se fossem levados a evacuar o submarino sozinhos.<br \/>\nTreinamento individual de resgate<br \/>\nOutro simulador permite descobrir e interpretar um vazamento ou via naveg\u00e1vel. Esta estrutura em forma de t\u00fanel est\u00e1 equipada com tubos e v\u00e1lvulas, nas quais v\u00e1rios problemas s\u00e3o reproduzidos. Os jatos s\u00e3o enviados nas paredes de metal, outros no t\u00fanel. Ao agir sobre a press\u00e3o da \u00e1gua que flui atrav\u00e9s dele, os instrutores podem reproduzir os efeitos de um vazamento em diferentes profundidades de imers\u00e3o. &#8220;O pessoal que treina l\u00e1 aprende a reconhecer as diferen\u00e7as entre os ru\u00eddos causados \u200b\u200bpor diferentes tipos de vazamentos e fechar as v\u00e1lvulas correspondentes para cortar o poder dos tubos a montante do vazamento. Eles tamb\u00e9m aprendem a se comunicar rapidamente com algu\u00e9m fora da sala, em um ambiente mais ou menos ruidoso com pouca ou nenhuma ilumina\u00e7\u00e3o. O resultado da simula\u00e7\u00e3o, muito pr\u00f3ximo \u00e0 realidade, \u00e9 impressionante &#8220;, explica Marc Deliancourt, gerente de servi\u00e7os de marketing do Grupo Naval, cujo centro em Ruelle, Charente, \u00e9 especialista em simuladores.<\/p>\n<p>Aclimata\u00e7\u00e3o ao meio aquatico<br \/>\nO centro tamb\u00e9m incluir\u00e1 um simulador t\u00e1tico para treinamento em navega\u00e7\u00e3o, combate ou reconhecimento auditivo (com base em registros fornecidos pela Marinha do Brasil). Este local reproduz um PCNO submarino com seus consoles e at\u00e9 um periscopio retornando imagens de acordo com os cen\u00e1rios. &#8220;N\u00f3s podemos jogar nas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, no estado do mar e na visibilidade. O instrutor confronta os estagi\u00e1rios com diferentes situa\u00e7\u00f5es t\u00e1ticas, a presen\u00e7a de outro submarino, barcos, aeronaves &#8230; Desde a detec\u00e7\u00e3o at\u00e9 o lan\u00e7amento das armas e as manobras evasivas, isso permite desenvolver os reflexos dos marinheiros em uma variedade de situa\u00e7\u00f5es, treinando a reatividade r\u00e1pida.<\/p>\n<p>Simulador t\u00e1tico<br \/>\nUma das outras pe\u00e7as centrais do centro de treinamento de Itaguai ser\u00e1 a imponente cabine hex\u00e1poda, produzida como simulador t\u00e1tico pelo Ruelle Naval Group Center, que projetou o centro de resgate individual. e o da habitua\u00e7\u00e3o \u00e0 via naveg\u00e1vel (derivado daqueles dispon\u00edveis para a Marinha em Brest), mas que s\u00e3o feitos diretamente no Brasil. Montado em cilindros, a cabine pode reproduzir com precis\u00e3o os movimentos do pr\u00e9dio de acordo com sua inclina\u00e7\u00e3o, os efeitos da superf\u00edcie do swell ou o mergulho. Este simulador \u00e9 dedicado a dirigir a plataforma, seguran\u00e7a de mergulho e propuls\u00e3o. Os formandos aprender\u00e3o como navegar o submarino e lidar com o inesperado, gerenciar propuls\u00e3o e energia, auxiliares, \u00e1gua, oxig\u00eanio, di\u00f3xido de carbono, purga &#8230; &#8220;Tamb\u00e9m formamos aos bons reflexos e ao trabalho em equipe, especialmente em situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas com condi\u00e7\u00f5es extremamente realistas que n\u00e3o podem ser reproduzidas, por raz\u00f5es de seguran\u00e7a, a bordo de um submarino real. A vantagem dos simuladores \u00e9, na verdade, a capacidade de fazer com que as tripula\u00e7\u00f5es confrontem todas as situa\u00e7\u00f5es poss\u00edveis at\u00e9 as mais extremas&#8221;.<\/p>\n<p>Simulador (cabine) de condu\u00e7\u00e3o m\u00f3vel, mergulho de seguran\u00e7a e propuls\u00e3o O EBN est\u00e1 em 65% da sua conclus\u00e3o, sem contar as instala\u00e7\u00f5es nucleares para um custo de constru\u00e7\u00e3o de infra-estrutura, com 1,24 bilh\u00e3o de reais (mais de 330 milh\u00f5es de euros).<\/p>\n<p>Do outro lado da montanha, pouco antes do t\u00fanel, \u00e9 a base traseira do estaleiro, a &#8220;\u00c1rea Norte&#8221;, que ser\u00e1 posteriormente reposta. Localizado sobre uma extens\u00e3o de 103.000 m2, este site abrir\u00e1 um centro de descontamina\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica, um laborat\u00f3rio ambiental, edif\u00edcios administrativos e um quartel para um batalh\u00e3o especializado em opera\u00e7\u00f5es NRBC (nuclear, radiol\u00f3gica, bacteriol\u00f3gica e qu\u00edmica).<\/p>\n<p>Programa atrasado por cortes or\u00e7ament\u00e1rios<br \/>\nEm compara\u00e7\u00e3o com o planejamento inicial, o projeto levou dois anos de atraso. Isso \u00e9 explicado, segundo as for\u00e7as armadas e industriais, por dois motivos principais. Primeiro, o Brasil enfrenta as conseq\u00fc\u00eancias do colapso do mercado do petr\u00f3leo, que \u00e9 um dos principais recursos e levou a grandes cortes no or\u00e7amento, especialmente pelos seus ex\u00e9rcitos. A marinha brasileira n\u00e3o escapou, sendo for\u00e7ada a adiar muitos projetos. No entanto, conseguiu manter a PROSUB atrav\u00e9s de spreads de investimento. Mas o trabalho de engenharia civil est\u00e1 a progredir mais devagar, uma vez que atualmente existem apenas 2.000 pessoas no local de constru\u00e7\u00e3o (excluindo o pessoal dedicado \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de submarinos), em compara\u00e7\u00e3o com 6.000 em 2014. &#8220;Desde 2015, fomos confrontados com graves restri\u00e7\u00f5es de or\u00e7amento que afetaram a constru\u00e7\u00e3o de infra-estrutura e, como resultado, atrasaram os submarinos que dependem dela. Mas as coisas est\u00e3o avan\u00e7ando e estamos nos concentrando no lan\u00e7amento planejado no pr\u00f3ximo ano do primeiro pr\u00e9dio &#8220;, disse Eric Berthelot, presidente da DCNS do Brasil. Alguns turnos de calend\u00e1rio tamb\u00e9m s\u00e3o devidos \u00e0 complexidade do programa: &#8220;Come\u00e7amos do zero, devemos criar tudo e transferir conhecimentos avan\u00e7ados, ao mesmo tempo subaqu\u00e1tico para construir e toda uma infra-estrutura para construir. H\u00e1 inevitavelmente, neste tipo de projeto, incertezas e ajustes a serem feitos ao longo do caminho.<\/p>\n<p>PROSUB, prioridade m\u00e1xima da Marinha do Brasil<\/p>\n<p>Embora o lado brasileiro tenha certeza de que os atrasos registrados pelo programa n\u00e3o est\u00e3o relacionados aos neg\u00f3cios, mas principalmente \u00e0s restri\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias, o PROSUB continua a progredir. &#8220;A conclus\u00e3o do novo programa de constru\u00e7\u00e3o de submarinos \u00e9 nossa primeira prioridade&#8221;, diz um oficial da Marinha do Brasil. O \u00faltimo tamb\u00e9m tem um sinal muito revelador, dedicado ao show LAAD no Rio, em abril, a maior parte do seu stand no PROSUB. &#8220;O financiamento da constru\u00e7\u00e3o do estaleiro e da base naval \u00e9 or\u00e7ado em 95%&#8221;, afirma, entretanto, um gerente da COGESN, estrutura brasileira que assegura a coordena\u00e7\u00e3o do programa.<\/p>\n<p>Transfer\u00eancia da primeira se\u00e7\u00e3o do SBR1 para o galp\u00e3o de montagem<br \/>\nA constru\u00e7\u00e3o dos submarinos, que avan\u00e7a no ritmo de novas infra-estruturas, est\u00e1 entrando em uma fase crucial. A primeira se\u00e7\u00e3o do SBR 1, que se chamar\u00e1 Riachuelo, ser\u00e1 transferida este ver\u00e3o para o galp\u00e3o de montagem, onde os quatro elementos principais que constituem o casco ser\u00e3o gradualmente unidos. Como as outras tr\u00eas se\u00e7\u00f5es, ela est\u00e1 atualmente sendo equipada na UFEM.<\/p>\n<p>Treinamento de soldadores brasileiros em Cherbourg<\/p>\n<p>Um extenso programa de treinamento<br \/>\nA primeira parte da constru\u00e7\u00e3o, incluindo as se\u00e7\u00f5es 3 e 4, foi realizada numa cidade francesa que abriga o canteiro naval de DCNS Cherbourg. Essa primeira parte serviu de suporte para o treinamento das primeiras equipes brasileiras que trabalham hoje em Itagua\u00ed. &#8220;Como parte da transfer\u00eancia de tecnologia, treinamos mais de 250 brasileiros, desde soldadores at\u00e9 engenheiros. Com as duas se\u00e7\u00f5es de casco produzidas em Cherbourg, formadores de soldadores, formadores, tubuladores e eletricistas brasileiros se formaram ao lado de nossas equipes. Ent\u00e3o eles voltaram aqui com um know-how t\u00e9cnico que eles espalharam para o outro pessoal que recrutamos, sabendo que n\u00f3s, em particular, criamos em Itagua\u00ed uma escola de soldagem. Cherbourgers tamb\u00e9m vieram aqui para completar o treinamento &#8220;, explica Eric Berthelot.<br \/>\nLonge de ser completa, a transfer\u00eancia de tecnologia ligada a este programa, que \u00e9 o maior e mais bem sucedido desse tipo para um contrato de exporta\u00e7\u00e3o, continuar\u00e1 por v\u00e1rios anos, n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, mas tamb\u00e9m na Fran\u00e7a. Al\u00e9m dos marinheiros brasileiros, dezenas de empresas locais s\u00e3o acolhidas pelo Grupo Naval e seus principais fornecedores para aprender a construir, operar e manter os equipamentos, tais como manipula\u00e7\u00e3o de torpedos (os da SBR1 foram produzidos em Ruelle), os mastros, elementos do aparelho de propuls\u00e3o ou o sistema de combate. Uma parte significativa do equipamento do futuro SBR beneficia de um programa de nacionaliza\u00e7\u00e3o. &#8220;O objetivo \u00e9 permitir que as empresas brasileiras se tornem independentes para projetos futuros. A transfer\u00eancia de tecnologia permite a nacionaliza\u00e7\u00e3o de equipamentos e sistemas &#8220;, observa o Almirante Gilberto Max Roff\u00e9 Hirschfeld. Assim, as empresas brasileiras, uma vez treinadas, s\u00e3o respons\u00e1veis \u200b\u200bpela produ\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as e, a montagem de sistemas, para finalmente gerenciar toda a cadeia at\u00e9 a comissionamento e manuten\u00e7\u00e3o. Essa transfer\u00eancia de tecnologia tamb\u00e9m permitir\u00e1 que os brasileiros, de acordo com suas necessidades, fa\u00e7am adapta\u00e7\u00f5es e evolu\u00e7\u00f5es no equipamento de seus submarinos.<br \/>\nP<br \/>\nara criar esta vasta rede de fornecedores locais, foi necess\u00e1rio, no in\u00edcio, um importante trabalho de identifica\u00e7\u00e3o das empresas capazes de participar do programa, gerando compet\u00eancia e a aquisi\u00e7\u00e3o de know-how, bem como a organiza\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para integrar a empreitada. Neste contexto, um componente importante dedicado ao treinamento \u00e9 implementado pelo ICN, em colabora\u00e7\u00e3o com a organiza\u00e7\u00e3o brasileira SENAI e o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o franc\u00eas. O objetivo \u00e9 fortalecer e desenvolver a ind\u00fastria brasileira, formando futuros engenheiros, t\u00e9cnicos e trabalhadores brasileiros.<\/p>\n<p>Lan\u00e7amento do SBR1 agendado para o final de 2018<br \/>\nDesde a chegada em maio de 2013 da parte da SBR1 produzida em Cherbourg, a ICN ganhou impulso. Operadora do estaleiro de Itagua\u00ed em nome da Marinha do Brasil, a empresa, que agora emprega 1.600 pessoas (incluindo apenas alguns franceses), com os elementos fornecidos pela Nuclep o resto do casco do submarino e a integra\u00e7\u00e3o de Equipamentos diferentes: blocos desacoplados, tubos, divis\u00f3rias, caixas, ap\u00eandices externos<\/p>\n<p>Originalmente programado para janeiro de 2016, o lan\u00e7amento do Riachuelo est\u00e1 agendado para o segundo semestre de 2018. Os pr\u00f3ximos dois anos ser\u00e3o dedicados a treinamentos, primeiro no ancoradouro e depois no mar, para entrega \u00e0 Marinha do Brasil. at\u00e9 2020. O segundo Scorpene, o futuro Humaita (SBR 2), cujas se\u00e7\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o na UFEM, dever\u00e1 navegar em setembro de 2020 (em vez de agosto de 2017). SBR 3 (Tonelero) e SBR 4 (Angostura), que, de acordo com o planejamento mais recente, ser\u00e1o lan\u00e7ados em dezembro de 2020 e dezembro de 2022, em vez de fevereiro de 2019 e julho de 2020, respectivamente. &#8220;O objetivo \u00e9 entregar a \u00faltima obra em dezembro de 2023, sabendo que uma cad\u00eancia de 18 meses \u00e9 planejada entre cada submarino. No entanto, devemos ter cuidado com os calend\u00e1rios porque estamos mais uma vez falando sobre um programa extremamente complexo, com as coisas feitas pela primeira vez aqui, mas estamos confiantes &#8220;, lembra Eric Berthelot.<\/p>\n<p>Maior que o anterior Scorpene<br \/>\nMaior que o Scorpene feito anteriormente para o Chile (2), a Mal\u00e1sia (2) e a \u00cdndia (6), o SBR medir\u00e1 71,6 metros e exibir\u00e1 um deslocamento de 1870 toneladas em superf\u00edcie, contra 66,4 metros e 1700 toneladas para outros submarinos desta fam\u00edlia. O aumento de tamanho aumentar\u00e1 as reservas de combust\u00edvel e alimentos, para ganhar autonomia, uma condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria dada a extens\u00e3o das \u00e1guas brasileiras.<br \/>\nComposto por uma equipe de 45 homens, o SBR ter\u00e1 seis tubos de 533mm para implementar 12 torpedos pesados, a saber, o novo F21 franc\u00eas, cujo Brasil \u00e9 o primeiro cliente de exporta\u00e7\u00e3o, bem como m\u00edsseis anti-navio Exocet SM 39. Estes submarinos oce\u00e2nicos multiusos ser\u00e3o capazes de realizar todos os tipos de miss\u00f5es, como navios de superf\u00edcie, guerra anti-submarina, opera\u00e7\u00f5es especiais e coleta de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Um SNA como objetivo de um programa<br \/>\nO EBN tamb\u00e9m ser\u00e1 usado para fazer o primeiro submarino de ataque nuclear brasileiro, um projeto que remonta aos anos 80 e que o pa\u00eds pretende, gra\u00e7as ao PROSUB, finalmente realizar na pr\u00f3xima d\u00e9cada. O SNA tamb\u00e9m \u00e9 claramente considerado localmente como o elemento-chave do programa lan\u00e7ado em 2009. Foi ele que guiou a escolha da Fran\u00e7a como parceiro para o projeto e produ\u00e7\u00e3o de novos submarinos brasileiros. &#8220;Apenas alguns pa\u00edses dominam a tecnologia de submarinos alimentados por energia nuclear e havia apenas dois para atender \u00e0s nossas necessidades: Fran\u00e7a e R\u00fassia&#8221;, admite o Almirante Gilberto Max Roff\u00e9 Hirschfeld. Para quest\u00f5es pol\u00edticas e geoestrat\u00e9gicas, especialmente as rela\u00e7\u00f5es com os Estados Unidos, o Brasil preferiu Paris.<\/p>\n<p>Treinar os brasileiros para projetar um submarino<br \/>\nNo entanto, a coopera\u00e7\u00e3o com o DCNS diz respeito apenas \u00e0s partes n\u00e3o-nucleares do edif\u00edcio, toda a plataforma, com exce\u00e7\u00e3o da unidade de reator. Ao contr\u00e1rio do Scorpene e sua variante brasileira, o SNBR n\u00e3o ser\u00e1 o trabalho dos engenheiros franceses. Embora o objetivo dos SBRs seja fornecer ao Brasil as capacidades industriais e o know-how necess\u00e1rio para a constru\u00e7\u00e3o de submarinos, a parte SNA do PROSUB teve como objetivo treinar engenheiros brasileiros no projeto de tais embarca\u00e7\u00f5es. \u00c9 com isso em mente que uma escola de design submarino foi criada em Lorient, onde as equipes foram formadas por dois anos, para se juntarem ao departamento de pesquisa da Marinha do Brasil em S\u00e3o Paulo. para projetar o SNBR. Este plano de treinamento foi conclu\u00eddo no in\u00edcio deste ano.<\/p>\n<p>Canteiro a partir de 2020<br \/>\nAp\u00f3s uma primeira fase dedicada aos estudos de viabilidade lan\u00e7ados em 2012, os brasileiros trabalharam no projeto preliminar de seu futuro SNA de agosto de 2013 a janeiro de 2017. A terceira etapa, de estudos detalhados, est\u00e1 prevista para come\u00e7ar em julho de 2018. As equipes de design, agora compostas por 200 pessoas, aumentar\u00e3o e dever\u00e3o ver sua for\u00e7a de trabalho triplicar. Se tudo correr bem, a marinha brasileira estima que a constru\u00e7\u00e3o do submarino pode ser lan\u00e7ada no in\u00edcio de 2020, com o objetivo de colocar na \u00e1gua no final de 2027 e uma entrega at\u00e9 2030. Este calend\u00e1rio oficial pode, no entanto, ser modificado, por quest\u00f5es de custo devido \u00e0 complexidade de tal programa. &#8220;\u00c9 preciso lembrar que um submarino nuclear \u00e9 um dos objetos mais complicados feitos pelo homem e que um projeto como esse permanece extremamente complexo mesmo para as na\u00e7\u00f5es que dominam esse know-how, como o Reino Unido e a Fran\u00e7a, que levou mais de 10 anos para construir o Astute e o Barracuda &#8220;.<\/p>\n<p>Portanto, \u00e9 prefer\u00edvel deixar um tempo maior entre o in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o (at\u00e9 2022) e o lan\u00e7amento em 2029. O desafio da propuls\u00e3o nuclear Para o Almirante Gilberto Max Roff\u00e9 Hirschfeld, &#8220;O maior desafio deste programa \u00e9 a propuls\u00e3o nuclear porque n\u00e3o h\u00e1 transfer\u00eancia de tecnologia neste ponto. Esta parte \u00e9 de responsabilidade exclusiva do Brasil e, portanto, devemos, de forma independente, desenvolver tecnologias de ponta, com a m\u00e1xima seguran\u00e7a, pois em termos de energia nuclear \u00e9 necess\u00e1rio risco zero. Eventualmente, teremos plena soberania nesta \u00e1rea. &#8220;No campo nuclear, o Brasil, que n\u00e3o tem ambi\u00e7\u00e3o de usar o \u00e1tomo para fabricar armas, tem desde 1982 uma central el\u00e9trica localizada em Angra, no sul do pa\u00eds, no estado do Rio.<\/p>\n<p>Projetado pelo americano Westinghouse foi originalmente equipado com um reator de \u00e1gua pressurizada de 640 MW desenvolvido na \u00e9poca pelos grupos alem\u00e3es Siemens e KWU. Com base neste modelo, um segundo reator de 1350 MW foi contratado em 2001. O projeto de um terceiro reator de mesma potencia, relan\u00e7ado em 2007 e para o qual o Brasil assinou um acordo de coopera\u00e7\u00e3o com a francesa Areva em v\u00e1rios equipamentos auxiliares est\u00e1 sendo constru\u00eddo.<\/p>\n<p>Os brasileiros adquiriram deste modo conhecimentos diferentes no campo das usinas nucleares civis, que eles usam para projetar um reator a bordo. Mas isso continua sendo um grande desafio, pois este equipamento deve atender a restri\u00e7\u00f5es extremamente severas, especialmente em termos de compacidade e pot\u00eancia, bem como de seguran\u00e7a. Porque \u00e9 o volume da caldeira que constitui o elemento mais dimensionador do submarino. As obras s\u00e3o realizadas em S\u00e3o Paulo. \u00c9 aqui que foi criado um centro dedicado, que pode ser considerado o equivalente ao site franc\u00eas de pesquisa e desenvolvimento do CEA em Cadarache, onde s\u00e3o realizados desde 1971, os testes de reatores terrestres para submarinos nucleares da marinha francesa.<\/p>\n<p>Um prot\u00f3tipo do reator testado em terra.<br \/>\nAtualmente, os brasileiros est\u00e3o montando nesse centro o prot\u00f3tipo do reator que eles criaram para o projeto. SNBR. Uma vez que a montagem esteja conclu\u00edda, ser\u00e1 necess\u00e1rio proceder \u00e0 diverg\u00eancia, depois testar a sala da caldeira e verificar se o seu funcionamento e seu desempenho correspondem ao planejado. Segundo a sua potencia real, o design do reator SNA pode ser refinado, seguindo o mesmo quebra-cabe\u00e7a: a potencia, o volume e a massa definindo o tamanho do barco, em particular o seu di\u00e2metro. Antes dos testes, podemos, portanto, falar apenas de hip\u00f3teses. Essas, por enquanto, relacionam-se a um submarino de 107 metros de comprimento para um deslocamento oficial da ordem de 6000 toneladas, o que poderia ser maior.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do seu reator, o SNBR ter\u00e1 uma turbina, uma caixa de velocidades e um motor el\u00e9trico, fornecido pela Jeumont Electric (tamb\u00e9m presente em Scorpene). Dois anos atr\u00e1s, a empresa francesa entregou uma m\u00e1quina \u00e0 Marinha do Brasil como parte do projeto LABGENE, um laborat\u00f3rio projetado para simular no solo o funcionamento completo da cinem\u00e1tica do futuro SNA brasileiro (excluindo caldeira nuclear). O equipamento produzido para este fim pela Jeumont foi anunciado em 2015 como o maior e mais potente motor s\u00edncrono de \u00edman permanente do mundo. Com um peso de 72 toneladas, tem 6 metros de comprimento, 3 metros de largura e 4,5 metros de altura e vem com seus arm\u00e1rios conversores de energia.<\/p>\n<p>Sistema Nacional de Combate<br \/>\nO SNBR, que pode incluir torpedos pesados, minas anti-navio e m\u00edsseis, e at\u00e9 mesmo m\u00edsseis de cruzeiro, ter\u00e1 um sistema de combate nacional. Para esse fim, a DCNS voltou a fazer uma transfer\u00eancia significativa de tecnologia treinando engenheiros brasileiros no ao projeto, design, constru\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o do sistema de combate SUBTICS para equipar o Scorpene SBR.<br \/>\nAs trocas, que continuam, come\u00e7aram em 2011 no site DCNS Mourillon, perto de Toulon (transferido h\u00e1 alguns meses para Ollioules) e depois em uma plataforma de integra\u00e7\u00e3o em Saint Mandrier. Isso deve ser transferido para o Brasil, onde ser\u00e1 usado para manuten\u00e7\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o do SBR CMS, bem como no sistema de combate SNA, que provavelmente ser\u00e1 baseado em uma evolu\u00e7\u00e3o do SUBTICS.<\/p>\n<p>Outros submarinos em perspectiva<br \/>\nEste primeiro submarino com propuls\u00e3o nuclear, que deve ser chamado Alvaro Alberto, deve, obviamente, ser seguido de sisterships, das quais n\u00e3o se sabe ainda, o n\u00famero e o ritmo da produ\u00e7\u00e3o. Tudo depender\u00e1 da constru\u00e7\u00e3o do primeiro, do custo final do programa e da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do Brasil na pr\u00f3xima d\u00e9cada. Uma coisa \u00e9 certa em qualquer caso, \u00e9 notadamente o programa SNBR que deve permitir, ap\u00f3s a conclus\u00e3o Scorpene, para manter a atividade do novo estaleiro de Itagua\u00ed. Porque esta \u00e9 uma quest\u00e3o importante que os marinheiros brasileiros est\u00e3o plenamente conscientes: a longo prazo, devemos garantir que n\u00e3o percamos um know-how que foi dif\u00edcil e longo de adquirir. Da\u00ed a necessidade, de construir outros submarinos ap\u00f3s os cinco atualmente planejados no PROSUB.<\/p>\n<p>Itagua\u00ed, um futuro trampolim para o mercado de exporta\u00e7\u00e3o?<br \/>\nOutros SNAs esperam seguir o Alvaro Alberto. Mas pode haver, tamb\u00e9m, oportunidades de exporta\u00e7\u00e3o. Pode-se imaginar que o Grupo Naval est\u00e1 aliado do Brasil para fazer Itagua\u00ed uma plataforma de constru\u00e7\u00e3o para contratos internacionais. O industrial franc\u00eas, que j\u00e1 fez Scorpene para o Chile na d\u00e9cada de 2000, est\u00e1 cobi\u00e7ando os mercados de renova\u00e7\u00e3o de submarinos de muitas marinhas da Am\u00e9rica do Sul. Gra\u00e7as \u00e0 sua impressionante infra-estrutura e equipamentos industriais de ponta, Itagua\u00ed tamb\u00e9m poderia, se necess\u00e1rio, diversificar sua atividade em dire\u00e7\u00e3o a constru\u00e7\u00f5es de superf\u00edcie, onde tamb\u00e9m h\u00e1 um potencial comercial significativo, particularmente para a Marinha do Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":3,"featured_media":87385,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-87384","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-wellington-calasans"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/87384","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=87384"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/87384\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/87385"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=87384"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=87384"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=87384"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}