{"id":86269,"date":"2016-07-27T10:51:00","date_gmt":"2016-07-27T12:51:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.duploexpresso.com\/?p=86269"},"modified":"2016-07-27T10:51:00","modified_gmt":"2016-07-27T12:51:00","slug":"vol-2-traga-sim-o-amado-em-7-dias-mas-ninguem-pode-saber-ok-por-romulus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=86269","title":{"rendered":"Vol. 2: \u201cTraga sim o amado em 7 dias: mas ningu\u00e9m pode saber, Ok?\u201d, por Romulus"},"content":{"rendered":"<p>\n          <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/sites\/default\/files\/u28333\/fotorcreated_12_5.jpg\" style=\"width: 800px; height: 526px;\"\/>\n        <\/p>\n<p>\n          <span style=\"font-size:16px;\"><br \/>\n            <strong>Vol. 2: \u201cTraga sim o meu homem amado em 7 dias: mas em segredo! Ningu\u00e9m pode ficar sabendo, Ok?\u201d<\/strong><br \/>\n          <\/span>\n        <\/p>\n<p>Ou:<\/p>\n<p>\n          <strong>O Camdombl\u00e9 n\u00e3o \u00e9 anti-establishment. O establishment \u00e9 que \u00e9 anti-Candombl\u00e9. Isto \u00e9: at\u00e9 onde convir \u00e0 hipocrisia brasileira<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <span style=\"font-size:16px;\"><br \/>\n            <strong>Por Romulus<\/strong><br \/>\n          <\/span>\n        <\/p>\n<p>O post de segunda-feira, \u201c<u><a href=\"http:\/\/jornalggn.com.br\/blog\/romulus\/golpe-de-licenca-santeria-candomble-e-calypso-pedem-passagem-por-romulus\">Golpe, d\u00ea licen\u00e7a: Santer\u00eda, Candombl\u00e9 e Calypso pedem passagem<\/a><\/u>\u201d, possibilitou trocas muito ricas com os leitores. Primeiro aqui no GGN, mas tamb\u00e9m no Facebook, no twitter e por email.<\/p>\n<p>Trocas de muito valor, que v\u00e3o desde o acad\u00eamico, com a recomenda\u00e7\u00e3o de artigo \u201cda maior especialista contempor\u00e2nea das religi\u00f5es afro em Cuba\u201d, ao rico relato pessoal de um dos comentaristas mais ass\u00edduos aqui do GGN.<\/p>\n<p>Ele \u00e9 mais conhecido pelo dom\u00ednio \u00edmpar do mundo das armas (quem ser\u00e1?) que pela sua devo\u00e7\u00e3o aos Orix\u00e1s.<\/p>\n<p>Agrade\u00e7o e sigo o exemplo de generosidade deles dividindo com os demais leitores aquilo que ofereceram.<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>\u201cPrazer, sou Professora Doutora na C\u00e1tedra &#8216;Macumba Cubana&#8217; na Universidade Nova de Lisboa, ora pois\u201d<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Pedi, ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do post, a opini\u00e3o do antrop\u00f3logo Gabriel Banaggia, cuja tese de doutorado versou justamente sobre a religi\u00e3o de matriz africana praticada pelos quilombolas da Chapada Diamantina (BA).<\/p>\n<p>Sua tese, ali\u00e1s, resultou no <u><a href=\"http:\/\/www.saraiva.com.br\/as-forcas-do-jare-religiao-de-matriz-africana-na-chapada-diamantina-9084468.html?pac_id=33169&amp;utm_source=zoom&amp;utm_medium=comparador&amp;utm_campaign=cpc_Livros9084468_33169\">livro<\/a><\/u> abaixo, publicado pela Editora Garamond no ano passado:<\/p>\n<p>\n          <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/sites\/default\/files\/u28333\/download.png\" style=\"width: 402px; height: 600px;\"\/>\n        <\/p>\n<p>Gabriel n\u00e3o \u201couviu dizer\u201d nem leu em livros. Sou testemunha, como amigo que sentiu a sua aus\u00eancia, dos anos passados por ele in loco com os quilombolas.<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es do acad\u00eamico est\u00e3o no livro&#8230;<\/p>\n<p>Mas quais ser\u00e3o as impress\u00f5es \u2013 nada objetivas e totalmente subjetivas por favor \u2013 daquele que cresceu em um ambiente evang\u00e9lico de classe m\u00e9dia no Rio de Janeiro e fez uma imers\u00e3o, literalmente, no mundo dos Orix\u00e1s?<\/p>\n<p>Quem sabe ele se anima e escreve um post contando para a gente?<\/p>\n<p>Hein, Gabriel?<\/p>\n<p>Enquanto esse post n\u00e3o sai, recomendou a leitura do artigo \u201c<u><a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-93132014000100003\">Plasticidade e pessoalidade no espiritismo crioulo cubano<\/a><\/u>\u201d, da antrop\u00f3loga portuguesa Diana Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>As aspas do in\u00edcio do post v\u00eam do Gabriel. Ou seja, segundo o amigo trata-se \u201cda maior especialista contempor\u00e2nea das religi\u00f5es afro em Cuba\u201d.<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>E a\u00ed chegamos ao relato do nosso \u201c<u><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/The_War_Lord\">Senhor da Guerra<\/a><\/u>\u201d particular aqui do GGN, <u><a href=\"http:\/\/jornalggn.com.br\/usuario\/junior50\">junior50<\/a><\/u>.<\/p>\n<p>E fa\u00e7o j\u00e1 um <em>spoiler<\/em> do final do post:<\/p>\n<p>\u2013N\u00e3o, ele n\u00e3o \u00e9 filho de Ogum!<\/p>\n<p>Segue a nossa troca nos coment\u00e1rios ao <u><a href=\"http:\/\/jornalggn.com.br\/blog\/romulus\/golpe-de-licenca-santeria-candomble-e-calypso-pedem-passagem-por-romulus\">post de segunda-feira<\/a><\/u>, em que junior50 d\u00e1 sucessivas aulas:<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong><br \/>\n            <u><br \/>\n              <a href=\"http:\/\/jornalggn.com.br\/comment\/962483#comment-962483\">Dandalunda, Gum, Oss\u00fam, Yem\u00f2nj\u00e1<\/a><br \/>\n            <\/u><br \/>\n          <\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Por junior50<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\u00c9 pol\u00edtico, social e antropol\u00f3gico, pois no Candombl\u00e9 existem as &#8220;na\u00e7\u00f5es&#8221;, muito diversas, as quais n\u00e3o necessitam de &#8220;territ\u00f3rio&#8221; para continuarem prosperando, que mesmo dispersas h\u00e1 s\u00e9culos, ainda possuem comunica\u00e7\u00e3o familiar, de tronco, pois se chegar em Havana, onde existem v\u00e1rios &#8220;terreiros&#8221;, em Santiago de Cuba est\u00e3o os melhores, achar\u00e1 correspond\u00eancia entre eles e os da Bahia e Rio de Janeiro, que cultuam o candombl\u00e9 da na\u00e7\u00e3o de Ket\u00fa.<\/p>\n<p>Ou no Maranh\u00e3o\/Piau\u00ed, em que certas casas de santo seguem o culto da na\u00e7\u00e3o gege, no qual os &#8220;oris\u00e1s&#8221; s\u00e3o chamados de &#8220;voduns&#8221; ou &#8220;vodunsis&#8221;, igual a cerim\u00f4nias que s\u00e3o praticadas no Haiti, Louisiana e sul da Fl\u00f3rida, as quais os crist\u00e3os erroneamente classificam como &#8220;bruxaria&#8221; ou voodo. Ali poder\u00e1 conhecer Yemonj\u00e1, Oss\u00fam (Oxum), Gum (Ogum), Ossowassy ( Ox\u00f3ssi ) e os &#8220;legb\u00e1&#8221; (aqui conhecemos como ex\u00fas &#8211; a divindade que nos comunica com os orix\u00e1s ou os \u201coris\u00e1s\u201d)<\/p>\n<p>J\u00e1 no Recife os terreiros s\u00e3o conhecidos como Xangos, em homenagem a &#8220;Sang\u00f3&#8221;, pois na \u00e9poca da coloniza\u00e7\u00e3o a\u00e7ucareira, s\u00e9culos XVII a XVIII, com o grande afluxo de trafico escravo, era a Xang\u00f4\/Sang\u00f3 a que eles pediam justi\u00e7a.<\/p>\n<p>J\u00e1 em Cuba e no Caribe o culto principal dos escravos era para Ossumar\u00e9 (o arco \u00edris), a esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Dandalunda \u00e9 um dos &#8220;nomes&#8221; de Yemanj\u00e1\/Yemonj\u00e1, reverenciados por exemplo na foz do Rio Parna\u00edba, onde os pescadores, por tradi\u00e7\u00e3o, oferecem \u00e1gua salgada para Oxum-menina, e \u00e1gua doce para Dandalunda (pela tradi\u00e7\u00e3o uma crian\u00e7a, uma &#8220;Janaina&#8221;). Fazem isso de forma a alcan\u00e7ar o equil\u00edbrio, pois, ao sa\u00edrem para o mar, devem prestar tributo. Tanto \u00e0 \u00e1gua doce, de onde eles zarpam, como para o mar, de onde eles tiram seu sustento.<\/p>\n<p>A Cosmogonia da \u00c1frica Ocidental, e sua influ\u00eancia nas Am\u00e9ricas (Brasil, Col\u00f4mbia, Panam\u00e1, Belize, Haiti, Caribe, Sul dos Estados Unidos), \u00e9 muito abrangente. Tipo um estudo da Torah, o qual nunca ter\u00e1 um fim \u2013 e nem vou comentar a influ\u00eancia isl\u00e2mica sobre o culto dos oris\u00e1s em Benim e na Nig\u00e9ria, onde a expans\u00e3o isl\u00e2mica utilizou-se dessas divindades tradicionais (animistas) para propagar sua religi\u00e3o, igual ao que a Igreja Cat\u00f3lica fez nas Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <u><br \/>\n            <a href=\"http:\/\/jornalggn.com.br\/comment\/962499#comment-962499\"><br \/>\n              <strong>Obrigado!<\/strong><br \/>\n            <\/a><br \/>\n          <\/u>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Por Romulus<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Obrigado pelo coment\u00e1rio enriquecedor!<\/p>\n<p>Superou em muito a minha expectativa ao convida-lo para ler e comentar o post, inclusive com a corre\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 sim terreiros em Cuba.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o for invas\u00e3o demais, pergunto:<\/p>\n<p>Como vc, aqui a voz dos &#8220;homens maus do mercado&#8221; (como vc mesmo diz \u2013 rs), portanto parte do &#8220;establishment&#8221; desde sempre, foi parar nesse meio t\u00e3o anti-establishment?<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <u><br \/>\n            <a href=\"http:\/\/jornalggn.com.br\/comment\/962825#comment-962825\"><br \/>\n              <strong>Palo Mayombe<\/strong><br \/>\n            <\/a><br \/>\n          <\/u>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Por junior50<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Al\u00e9m da &#8220;Santer\u00eda&#8221;, semelhante aos candombl\u00e9s brasileiros, em Cuba, Sul dos Estados Unidos, Rep. Dominicana, Venezuela e Col\u00f4mbia, subsiste a cultura religiosa africana do &#8220;Palo&#8221;, origin\u00e1ria da \u00e1rea da Bacia do Rio Congo, e com uma diferen\u00e7a significativa em rela\u00e7\u00e3o ao candombl\u00e9\/voodo, pois n\u00e3o \u00e9 do tronco lingu\u00edstico yorub\u00e1, mas kikongo.<\/p>\n<p>Sobre o &#8220;anti-establishment&#8221;:<\/p>\n<p>\u00c9 muito &#8220;establishment &#8221; a pr\u00e1tica e\/ou cren\u00e7a nesses rituais, apesar de a maioria da popula\u00e7\u00e3o achar que se trata de &#8220;macumba&#8221; de perif\u00e9ricos, &#8220;gente baixa&#8221;, &#8220;inculta&#8221;, &#8220;pobre&#8221;, &#8220;de cor&#8221;. Os &#8220;espa\u00e7os de culto&#8221; (terreiros) assemelham-se muito \u00e0 realidade de nossa sociedade, desde alguns incrustados em favelas e\/ou &#8220;comunidades&#8221; paup\u00e9rrimas, cuja aflu\u00eancia de \u201cfilhos\u201d \u00e9 desse estrato social, at\u00e9 alguns sediados em bairros nobres de S\u00e3o Paulo, como Higien\u00f3polis, Jardins e Alto de Pinheiros, que atendem a pessoas de classes B para cima.<\/p>\n<p>Pol\u00edticos, de todos os partidos, banqueiros, pessoal do &#8220;mercado&#8221;, professores universit\u00e1rios, etc. s\u00e3o facilmente encontrados em alguns &#8220;terreiros&#8221; de S\u00e3o Paulo e outras capitais.<\/p>\n<p>J\u00e1 tive um Pai de Santo que foi Secret\u00e1rio da Cultura de um Estado nordestino, outro que \u00e9 &#8220;Comendador&#8221;, e outro, um grande amigo, infelizmente j\u00e1 falecido, o Pai Doda de Ossayn, que nos anos 90 foi capa da &#8220;Veja SP&#8221;, alcunhado como o &#8220;Pai de Santo do PSDB&#8221;.<\/p>\n<p>Detalhe: mesmo sendo \u201cde mercado\u201d, do &#8220;establishment financista\u201d, \u201cexplorador dos povos\u201d, \u201cservo do globalismo imperialista\u201d, nestes anos, longos anos, mesmo sem veleidades acad\u00eamicas ou estudos sociol\u00f3gicos, por interesse religioso, de necessidade de cren\u00e7a, constatei que os cultos afro-brasileiros me levaram a conhecer um universo muito interessante de pessoas, muito d\u00edspares de origem e forma\u00e7\u00e3o. Como, por exemplo, ter no mesmo espa\u00e7o de culto uma &#8220;Dora de Oxum&#8221;, filha de um rabino, moradora de Higien\u00f3polis, convivendo com <u>o<\/u> Roberto (nome ne nascen\u00e7a), que \u00e9 na realidade da sua op\u00e7\u00e3o de g\u00eanero &#8220;conhecida&#8221; como <u>a<\/u> Andr\u00e9ia de Oxumar\u00e9, uma transg\u00eanero, &#8220;m\u00e3e de santo&#8221;, que tinha um terreiro no Jd. Guarani, periferia da Brasil\u00e2ndia.<\/p>\n<p>Meu filho, a &#8220;macumba&#8221;, aqui na Am\u00e9rica latina e Caribe, n\u00e3o \u00e9 apenas uma religi\u00e3o. Posso at\u00e9 estar errado, mas se trata de um \u00f3timo espa\u00e7o de conviv\u00eancia, onde pessoas despem-se de alguns de seus valores e pr\u00e1ticas. E interagem.<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong><br \/>\n            <u><br \/>\n              <a href=\"http:\/\/jornalggn.com.br\/comment\/962904#comment-962904\">Traga sim o meu homem amado em 7 dias: mas ningu\u00e9m pode saber, Ok?<\/a><br \/>\n            <\/u><br \/>\n          <\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Por Romulus<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Ou:<\/p>\n<p>\n          <strong>O Camdombl\u00e9 n\u00e3o \u00e9 anti-establishment. O establishment \u00e9 que \u00e9 anti-Candombl\u00e9. Isto \u00e9: at\u00e9 onde convir \u00e0 hipocrisia brasileira<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Tem toda a raz\u00e3o \u2013 nessa sua (nova) aula.<\/p>\n<p>(mais uma vez obrigado!)<\/p>\n<p>Expressei-me mal.<\/p>\n<p>N\u00e3o queria dizer exatamente que as religi\u00f5es afro s\u00e3o &#8220;anti-establishment&#8221;. Queria, isso sim, dizer que o establishment \u00e9 que \u00e9 anti-religi\u00f5es afro.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o de fundo, como voc\u00ea mesmo aponta com os tantos exemplos que d\u00e1, ao menos na superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Reina a hipocrisia \u2013 caracter\u00edstica humana a que a sociedade brasileira elevou a alturas in\u00e9ditas.<\/p>\n<p>Sim&#8230; todos sabemos dos pol\u00edticos, em especial os da velha guarda, que tinham seus pais de santo particulares. Aqueles a quem sempre consultavam antes de grandes movimentos.<\/p>\n<p>Mas&#8230;<\/p>\n<p>\n          <strong>\u2013 Qu\u00e3o comum \u00e9 algu\u00e9m na vida p\u00fablica, como Sergio Gabrielli, responder, quando perguntado em entrevista, que a sua religi\u00e3o \u00e9 o Candombl\u00e9?<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Disse isso numa \u201cp\u00e1ginas amarelas\u201d da Veja, salvo engano.<\/p>\n<p>Arrisco dizer, inclusive, que a pergunta foi l\u00e1 colocada para lhe <strong>denegrir <\/strong>a imagem.<\/p>\n<p>\n          <strong>\u2013 Denegrir? Ou seria <em>enegrecer<\/em>?<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Mal comparando, como quando Boris Casoy perguntou a FHC se acreditava em Deus na disputa pela prefeitura de SP. Recebeu, em resposta, a negativa do \u201cPr\u00edncipe dos Soci\u00f3logos\u201d.<\/p>\n<p>A li\u00e7\u00e3o da derrota que se seguiu foi bem aprendida por FHC. Em 94 frequentava missas e quase rezava ter\u00e7os diante das c\u00e2meras. Tudo devidamente registrado, \u00e9 claro. Inclusive pela Veja!<\/p>\n<p>Ah, a hipocrisia&#8230;<\/p>\n<p>Mas voltando ao Candombl\u00e9:<\/p>\n<p>\n          <strong>Sim, madame faz trabalho &#8220;para trazer o homem amado em 7 dias&#8221;, todos sabemos.<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Mas&#8230; em segredo absoluto!<\/strong>\n        <\/p>\n<p>As religi\u00f5es de matriz afro sempre foram marginalizadas, discriminadas. De in\u00edcio social e racialmente, pelo sua indissociabilidade dos negros e da negritude. Todos, ent\u00e3o, ainda por cima pobres e sem educa\u00e7\u00e3o formal.<\/p>\n<p>Mas, posteriormente, tamb\u00e9m foram discriminadas politicamente.<\/p>\n<p>Primeiro, ali no Estado Novo, quando Get\u00falio louva \u201ca dignidade do trabalho\u201d em contraposi\u00e7\u00e3o aos \u201cvagabundos\u201d, \u201cvadios\u201d, \u201cmalandros da Lapa\u201d, \u201ccapoeiras\u201d frequentadores das rodas de samba e&#8230; dos terreiros!<\/p>\n<p>Aqueles que, como mostrado na Revolta da Vacina e em outras ocasi\u00f5es na (ent\u00e3o) Capital, n\u00e3o eram exatamente <strong>in<em><u>D<\/u><\/em>olentes <\/strong>mas sim <strong>in<em><u>S<\/u><\/em>olentes<\/strong> \u2013 na melhor acep\u00e7\u00e3o do termo.<\/p>\n<p>\n          <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/sites\/default\/files\/u28333\/madame-sata-affiche.jpg\" style=\"width: 426px; height: 600px;\"\/>\n        <\/p>\n<p>Est\u00e1 a\u00ed <strong><u><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Madame_Sat%C3%A3\">Madame Sat\u00e3<\/a><\/u> \u2013 lenda da \u201cvelha Lapa\u201d<\/strong>, no Rio de Janeiro, que n\u00e3o me deixa mentir.<\/p>\n<p>Primeiro ouvi a seu respeito, ainda menino (certamente descuido de papai&#8230;), pelo meu av\u00f4, que, ent\u00e3o jovem na Marinha, sa\u00eda correndo com seus camaradas da farra na Zona quando algu\u00e9m soava o alarme de que \u201cchegava Madame Sat\u00e3\u201d.<\/p>\n<p>\n          <strong>Esse, al\u00e9m de \u201cvagabundo\u201d, \u201cmalandro da Lapa\u201d, capoeira e \u201cmacumbeiro\u201d, ainda por cima era explosivo e \u201caltivo\u201d \u2013 n\u00e3o levava desaforo para casa. E, pior de tudo, \u201cveado\u201d e \u201cprostitu\u00eddo\u201d!<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Confus\u00e3o garantida, ora pois.<\/p>\n<p>Madame Sat\u00e3, sim, <em>anti-<\/em>establishment \u2013 mais do que (\u201capenas\u201d) <em>marginalizado pelo<\/em> establishment.<\/p>\n<p>\n          <strong>Jovens militares brancos \u2013 embriagados, \u00e9 certo, e na companhia de \u201cdamas da noite\u201d \u2013 fugirem do negro gay macumbeiro que n\u00e3o levava desaforo para casa?<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Quer mais subvers\u00e3o da ordem do que isso?<\/p>\n<p>Mas, ainda na dimens\u00e3o de marginaliza\u00e7\u00e3o do Candombl\u00e9, e n\u00e3o propriamente oposi\u00e7\u00e3o ao establishment, concordamos que gente de todos os estratos sociais vai l\u00e1 ao Terreiro se consultar com a m\u00e3e de santo.<\/p>\n<p>(j\u00e1 tratamos do segredo dessas visitas a\u00ed em cima&#8230;)<\/p>\n<p>Mas lembremos de outras caracter\u00edsticas que refor\u00e7am a sua marginaliza\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\n          <strong>\u2013 A aus\u00eancia total de manique\u00edsmo no seu pante\u00e3o de deuses \u2013 todos ambivalentes e d\u00fabios (&#8220;tr\u00edbios&#8221;? &#8220;quadr\u00edbios&#8221;?&#8230; &#8220;ENE\u00edbios&#8221;?). Quando n\u00e3o contradit\u00f3rios, como somos todos.<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Toleramos deus que n\u00e3o \u00e9 o bem absoluto? E pior: o \u201cinimigo\u201d que n\u00e3o \u00e9 o mal absoluto?!<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\u201cCruz-credo!\u201d<\/p>\n<p>\n          <strong>\u2013 Como tolerar um culto em que seus sacerdotes \u2013 muitos negros e\/ou mulheres e\/ou pobres e\/ou gays \u2013 at\u00e9 trans, como voc\u00ea aponta! \u2013 e\/ou sem educa\u00e7\u00e3o formal \u2013 sentam em \u201ctronos\u201d enquanto os devotos \u2013 talvez homens brancos heterossexuais ricos com p\u00f3s-doutorado \u2013 sentam-se no ch\u00e3o?<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>\u00c9 subvers\u00e3o da ordem (deste mundo) demais!<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Sim ou n\u00e3o?<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Interl\u00fadio<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Ligo para a minha m\u00e3e para lhe contar do post.<\/p>\n<p>Conversa vai, conversa vem, e ela me conta que as guias de \u201cYemany\u00e1\u201d, cuidadosamente trazidas e mantidas pelo seu companheiro da sua \u00faltima viagem a Cuba, romperam-se.<\/p>\n<p>\n          <strong>\u2013 \u00ca-\u00ea!!<\/strong>\n        <\/p>\n<p>O \u201cateu\u201d filho da Orix\u00e1 zelosamente catou cada uma das missanguinhas no ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Antes, recusara-se a falar muito do encontro com essa sua m\u00e3e divina na ilha. Mas uma coisa lhe escapou:<\/p>\n<p>\u2013 Justamente a reprimenda e a ordem para que \u201cn\u00e3o brincasse tanto com o seu nome\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u2013 \u00ca-\u00ea!! <\/strong>(2)<\/p>\n<p>Minha m\u00e3e, com pena por causa das guias arrebentadas e do filho estranhado da \u201cm\u00e3e\u201d, procurou saber onde haveria um terreiro para que as guias fossem reparadas. Ou para que lhe fossem dadas novas.<\/p>\n<p>Disse-me que \u00e9 tarefa dific\u00edlima encontrar um hoje no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>A esse prop\u00f3sito&#8230;<\/p>\n<p>Salvo engano, em algum coment\u00e1rio perdido neste mar do GGN (mar&#8230; de Iemanj\u00e1?), voc\u00ea comentava que \u201ctinha\u201d um terreiro na Barra da Tijuca.<\/p>\n<p>Confere?<\/p>\n<p>De repente \u00e9 justamente desse, logo nas margens da praia, de que o \u201cateu\u201d cubano est\u00e1 carecido.<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>E por que meto esse interl\u00fadio aqui no meio da minha resposta?<\/p>\n<p>Para anotar que os terreiros do Rio de Janeiro \u2013 cidade cujo porto foi o que <strong>mais recebeu escravos negros no mundo! <\/strong>\u2013 sumiram.<\/p>\n<p>Foram dilapidados&#8230;<\/p>\n<p><strong\/> \u201cDilapidar\u201d \u2013 do Latim <em>dilapidare<\/em>, \u201carruinar, destruir, estragar a pedradas\u201d, de <em>dis<\/em>-, \u201cem peda\u00e7os\u201d, mais <em>lapidare<\/em>, \u201catirar pedras\u201d, de <em>lapis<\/em>, \u201cpedra\u201d. <strong\/><\/p>\n<p>Ter\u00e1 sido \u00e0 base das mesmas pedras de intoler\u00e2ncia que acertaram a cabe\u00e7a daquela menininha da foto?<\/p>\n<p>\n          <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/sites\/default\/files\/u28333\/fotorcreated_12_6.jpg\" style=\"width: 800px; height: 221px;\"\/>\n        <\/p>\n<p>Sim, os evang\u00e9licos avan\u00e7am com voracidade nas antigas \u201chinterlands\u201d (\u201c\u00e1reas atendidas\u201d, \u201c\u00e1reas de influ\u00eancia\u201d) dos terreiros, todos sabemos.<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>O avan\u00e7o do fundamentalismo crist\u00e3o deixa suas marcas na sociedade. Mas tamb\u00e9m na pol\u00edtica, ora n\u00e3o.<\/p>\n<p>Pequena retrospectiva das estelas (pedras?) marcando esse avan\u00e7o que me v\u00eam \u00e0 cabe\u00e7a:<\/p>\n<p><strong>(i) Jos\u00e9 Serra<\/strong> \u2013 o \u201cpastor maluco\u201d da elei\u00e7\u00e3o de 2010 \u2013 fora anos antes fotografado \u00e0 dist\u00e2ncia por fot\u00f3grafo da Veja quando, em viagem a Cuba como Ministro da Sa\u00fade, tivera um encontro casual com uma m\u00e3e de santo nas ruas de Havana \u2013 devidamente paramentada de \u201cbaiana\u201d \u2013 que \u201clera a sua m\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\n          <strong>\u2013 Hoje Jos\u00e9 Serra posaria para foto semelhante?<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>\u2013 Hoje a revista Veja publicaria o flagrante?<\/strong>\n        <\/p>\n<p><strong>(ii) <\/strong>Lembremos ainda do malfadado apoio dado pelo <strong>casal Garotinho<\/strong>, proeminente entre os Evang\u00e9licos, ao <em>Opus Dei <\/em><strong>Geraldo Alckmin<\/strong> no segundo turno de 2006.<\/p>\n<p>Primeira recomenda\u00e7\u00e3o de Rosinha Garotinho, ent\u00e3o governadora do Rio?<\/p>\n<p>\n          <strong>\u2013 Sabemos bem como s\u00e3o com\u00edcios e campanhas pelo Brasil&#8230; mas, pelo amor de Deus (?), n\u00e3o se deixe fotografar tomando banho de pipoca. E nem com baianas amarrando fitinhas nos seus pulsos!<\/strong>\n        <\/p>\n<p><strong>(iii) <\/strong>Mais recentemente, lembremos do epis\u00f3dio em que <strong>Fernando Collor<\/strong> \u2013 esse sim sempre \u201cbateu cabe\u00e7a\u201d! \u2013 veio a sofrer repres\u00e1lias da Rede Globo pelos intermin\u00e1veis ataques que fazia \u00e0 emissora no Senado.<\/p>\n<p>A forma da vingan\u00e7a?<\/p>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o no Fant\u00e1stico, como principal atra\u00e7\u00e3o da noite, de \u201centrevista-bomba\u201d com Rosane (ex) Collor, \u201cdevidamente convertida ao Evangelho\u201d (Aleluia!), em que ela revelaria os \u201crituais de magia negra\u201d a que o (ex) marido se submetia.<\/p>\n<p>Relatou, inclusive, \u201cnoites dormidas banhado em sangue de boi num por\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Oh, que horror!<\/p>\n<p><strong>\u2013 <\/strong>\u201cQueima, Jesus!\u201d<\/p>\n<p><strong>\u2013 <\/strong>\u201cEst\u00e1 amarrado e repreendido em Seu nome\u201d!<\/p>\n<p><strong>[Nota: <\/strong>n\u00e3o coloco link para a entrevista por ser abjeta. Tanto pela dimens\u00e3o de vendeta pol\u00edtica rasteira (da Globo) \u2013 e tamb\u00e9m pessoal (de Rosane), como por incitar a discrimina\u00e7\u00e3o e o \u00f3dio religioso. N\u00e3o precisamos de mais do que aquele que j\u00e1 existe.<strong>]<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Ep\u00edlogo<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Sendo indiscreto novamente:<\/p>\n<p>\u2013 Quando perguntam a sua religi\u00e3o, como a Veja perguntou a Gabrielli naquelas \u201cp\u00e1ginas amarelas\u201d, o que responde?<\/p>\n<p>\u2013 A resposta varia de acordo com o local e com quem pergunta?<\/p>\n<p>\u2013 Em caso negativo, a resposta alguma vez j\u00e1 causou constrangimento se dada no meio \u201cinadequado\u201d?<\/p>\n<p>\u2013 E para fechar: voc\u00ea, nosso expert da ind\u00fastria b\u00e9lica, \u00e9 filho de Ogum? \ud83d\ude09<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <u><br \/>\n            <a href=\"http:\/\/jornalggn.com.br\/comment\/962972#comment-962972\"><br \/>\n              <strong>Tecnicamente<\/strong><br \/>\n            <\/a><br \/>\n          <\/u>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Por Junior50<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Oy\u00e1 &#8211; inl\u00e1 &#8211; kekere (a &#8220;pequena senhora do tempo&#8221;, j\u00e1 idosa ), que responde por Os\u00e1 &#8211; o &#8211; gyan (Oxal\u00e1 jovem). J\u00e1 o Gum \u00e9 &#8220;S\u00f3rok\u00e9&#8221;, que anda com ele.<\/p>\n<p>Nada \u00e9 simples.<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <u><a href=\"http:\/\/jornalggn.com.br\/comment\/962978#comment-962978\"><strong>Ainda bem<\/strong><\/a>!<\/u>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Por Romulus<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Simplifica\u00e7\u00e3o \u00e9 para facilitar explica\u00e7\u00f5es, para ensinar.<\/p>\n<p>Para dar as ferramentas com que se poder\u00e1 come\u00e7ar a compreender, apreciar &#8211; e atrair para? &#8211; as complexidades.<\/p>\n<p>Vale para tudo.<\/p>\n<p>Ci\u00eancias e religi\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Mas estou falando s\u00e9rio:<\/p>\n<p>Deixa as dire\u00e7\u00f5es do terreiro da Barra!<\/p>\n<p>O cubano t\u00e1 carecido.<\/p>\n<p>Imagina se o meu post e as suas respostas levarem ele de novo pro colo da m\u00e3e?<\/p>\n<p>J\u00e1 fica tudo pago.<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p><strong>(i) <\/strong>Acompanhe-me no Facebook:<\/p>\n<p>\n          <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100008108688607\"><br \/>\n            <strong>Maya Vermelha, a Chihuahua socialista<\/strong><br \/>\n          <\/a>\n        <\/p>\n<p>(perfil da minha brava e fiel escudeirinha)<\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p><strong>(ii)<\/strong> No Twitter:<\/p>\n<p>\n          <a href=\"https:\/\/twitter.com\/rommulus_\"><br \/>\n            <strong>@rommulus_<\/strong><br \/>\n          <\/a>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p><strong>(iii)<\/strong> E, claro, aqui no GGN: <a href=\"http:\/\/jornalggn.com.br\/blogs\/romulus\"><strong>Blog de Romulus<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[583],"tags":[],"class_list":["post-86269","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-romulus-maya-posts-antigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/86269","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=86269"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/86269\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=86269"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=86269"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=86269"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}