{"id":86251,"date":"2016-08-25T08:15:00","date_gmt":"2016-08-25T10:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.duploexpresso.com\/?p=86251"},"modified":"2016-08-25T08:15:00","modified_gmt":"2016-08-25T10:15:00","slug":"neymar-e-a-opressao-nossa-de-cada-dia-por-romulus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=86251","title":{"rendered":"Neymar e a opress\u00e3o nossa de cada dia, por Romulus"},"content":{"rendered":"<p>\n          <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/sites\/default\/files\/u28333\/fotorcreated_15_copy_7.jpg\"\/>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Neymar e a opress\u00e3o nossa de cada dia: no Brasil ser homem \u00e9 objetificar a mulher e reproduzir a homofobia. Todo dia, o dia todo.<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Por Romulus<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Compartilho abaixo o texto \u201c<u><a href=\"http:\/\/www.brasilpost.com.br\/diego-semerene\/nossos-herois-ainda-sao-os-mesmos_b_5395869.html\">Nossos her\u00f3is ainda s\u00e3o os mesmos<\/a><\/u>\u201d, de Diego Semerene no Huffpost Brasil, porque achei a an\u00e1lise boa e o epis\u00f3dio analisado paradigm\u00e1tico. \u00c9 antigo (2014), mas n\u00e3o o conhecia e, por acaso, algu\u00e9m o compartilhou hoje no Facebook.\n<\/p>\n<p>Sim, compartilho&#8230; mas o fa\u00e7o sem esperan\u00e7a nenhuma: quem j\u00e1 acha que \u00e9 um absurdo vai continuar achando e quem d\u00e1 risadinha achando um barato vai continuar vendo gra\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00c9 como a dicotomia contr\u00e1rios vs. favor\u00e1veis ao golpe: cada qual na sua bolhinha unicolor do Facebook\/twitter. Ali\u00e1s essas bolhinhas s\u00e3o em grande parte coincidentes, mas deixa pra l\u00e1&#8230;<\/p>\n<p>No Brasil, a masculinidade &#8211; a ser afirmada e reafirmada todo dia o dia todo &#8211; est\u00e1 profundamente ligada a dois elementos:<\/p>\n<p>(1) objetifica\u00e7\u00e3o das mulheres (no plural); e<\/p>\n<p>(2) homofobia.<\/p>\n<p>Nas rodinhas quem &#8220;tira onda&#8221; \u00e9 quem &#8220;pega&#8221; mulher &#8211; em quantidade e em variedade. E a maneira de debochar de outro membro da rodinha invariavelmente \u00e9 insinuar em tom de farsa a sua homossexualidade diante dos demais &#8211; &#8220;olha a\u00ed que veadinho! hehehe&#8221;<\/p>\n<p>Assim, a masculinidade se <em>afirma<\/em> atrav\u00e9s de duas <em>negativas<\/em>:<\/p>\n<p>(i) nega-se \u00e0 mulher condi\u00e7\u00e3o equivalente \u00e0 sua; e<\/p>\n<p>(ii) nega-se a homosexualidade em si, pendurando-a, em tom de galhofa, no pesco\u00e7o do outro.<\/p>\n<p>Ou seja &#8211; foco na patologia psico-social! &#8211; a masculinidade n\u00e3o se <em>afirma <\/em>pela <em>afirma\u00e7\u00e3o<\/em> (\u00e9 para ser pleon\u00e1stico mesmo) de que &#8220;homem (heterossexual) gosta de mulher&#8221;. Mas por uma dupla <em>nega\u00e7\u00e3o<\/em>: o desprezo (i) pela condi\u00e7\u00e3o feminina e (ii) pelo gay.<\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Morando e trabalhando na Europa h\u00e1 7 anos, nunca vi aqui esse mesmo tipo de papo de rodinha.<\/p>\n<p>Nunca ouvi algu\u00e9m contando vantagem das tantas que &#8220;pegou&#8221; &#8211; as mesmas das quais malandramente se desvencilhou no dia seguinte. Claro: isso tamb\u00e9m faz parte de &#8220;tirar onda&#8221;, ora! Como tamb\u00e9m faz parte antes ter dado &#8220;bal\u00e3o&#8221;, &#8220;perdido&#8221;, &#8220;bolada nas costas&#8221; (quantos sin\u00f4nimos haver\u00e1?) &#8230; na companheira \u201coficial\u201d. E ainda &#8211; perdoem a vulgaridade; n\u00e3o \u00e9 minha, mas deles &#8211; o n\u00famero de &#8220;caba\u00e7os&#8221; que o malandr\u00e3o, \u201csagaz\u201d e \u201cpegador\u201d, &#8220;tirou&#8221;.<\/p>\n<p>Tampouco ouvi nesses 7 anos piada de gay (ou de minoria racial!). Nem abstratamente (&#8220;j\u00e1 ouviu aquela do gay que&#8230;&#8221;), nem de maneira concreta, com o tal deboche de um membro da rodinha para cima de outro, insinuando a sua homossexualidade.<\/p>\n<p>N\u00e3o que aqui n\u00e3o haja mais machismo&#8230; \u00e9 claro que h\u00e1. Mas certamente est\u00e1 muitos n\u00edveis abaixo do brasileiro. Baixo o suficiente, inclusive, para n\u00e3o se ousar tais piadinhas em p\u00fablico. E muito menos em cadeia nacional de televis\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>* * *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Ufa! S\u00f3 ia compartilhar o texto e acabei escrevendo um mini-post.<\/p>\n<p>Mas se o fa\u00e7o \u00e9 tamb\u00e9m sem nenhuma pretens\u00e3o maior: todos seguiremos nas nossas <strong>bolhinhas estanques no Facebook\/Twitter: pr\u00f3-golpe vs. pr\u00f3-legalidade, pr\u00f3-minorias vs. pr\u00f3-opress\u00e3o da maioria; (sangue) vermelho vs. (sangue) azul<\/strong>&#8230; cada lado cada vez mais convencido do m\u00e9rito da sua causa e da torpeza da rival \u2013 a qual convenientemente nem mais v\u00ea na sua timeline.<\/p>\n<p>Santo algor\u00edtimo, Sr. Zuckerberg!<\/p>\n<p>E assim caminha \u2013 online \u2013 a humanidade&#8230; cada vez mais <strong>certa<\/strong> de tudo e cada vez menos <strong>con-certada<\/strong>.<\/p>\n<p>Sim, caminha&#8230;<\/p>\n<p>Para onde, hein?<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>* * *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Do HuffPost Brasil:<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong><br \/>\n            <u><br \/>\n              <a href=\"http:\/\/www.brasilpost.com.br\/diego-semerene\/nossos-herois-ainda-sao-os-mesmos_b_5395869.html\">Nossos her\u00f3is ainda s\u00e3o os mesmos<\/a><br \/>\n            <\/u><br \/>\n          <\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Por Diego Semerene<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Publicado: 27\/05\/2014<br \/>\nAtualizado: 22\/08\/2016<\/p>\n<p>No \u00faltimo &#8220;Doming\u00e3o do Faust\u00e3o&#8221;, o jogador Neymar Jr. foi entrevistado direto de sua casa via v\u00eddeo. Neymar tinha em colo seu filho Davi, de 2 anos. A novidade que se tornou viral foi o fato do jogador ter dito, sobre a atriz Bruna Marquezine, que &#8220;A gente sempre esteve junto&#8221;. Mas a grande not\u00edcia vinda da entrevista deveria ter sido a duvidosa maneira que Neymar parece educar seu filho. No fim da entrevista, Neymar, rodeado de uma dezena de amigos, como um rapper americano e sua entourage de groupies \u00fcber-masculinos, pediu a Davi que mostrasse &#8220;como \u00e9 que d\u00e1 um beijo no papai&#8221;. O menino obedeceu de imediato fazendo biquinho com os l\u00e1bios. Logo depois, dando sequ\u00eancia \u00e0 segunda parte do que se tornou evidente ser uma brincadeira constante entre pai e filho, Neymar perguntou a Davi como se d\u00e1 beijo nas meninas. A crian\u00e7a, visivelmente constrangida, se recusou a mostrar. Neymar insistiu mais quatro vezes, &#8220;Como que d\u00e1 beijo nas menininha?&#8221;, colocando sua pr\u00f3pria l\u00edngua pra fora e fazendo uma esp\u00e9cie de m\u00edmica de um beijo de l\u00edngua, cuni- ou anilingus. Finalmente, Davi obedeceu o pai e demonstrou, como um golfinho que sucumbe \u00e0 insist\u00eancia de seu treinador, colocando sua l\u00edngua de 2 anos para fora e imitando os movimentos er\u00f3ticos do pai.<\/p>\n<p>Essa esp\u00e9cie de pedagogia infanto-sexual tosca demonstra n\u00e3o s\u00f3 como o processo de hetero-sexualiza\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a se d\u00e1 de maneira coerciva, e como somos t\u00e3o cegos a ela, mas como o sexismo continua sendo pr\u00e9-requisito de masculinidade no Brasil. Quais seriam os alvos desse beijo molhado que Neymar coage seu filho a dar em rede nacional? Mulheres mais velhas que Davi, ou &#8220;as menininha&#8221; de sua idade? E essas meninas, tamb\u00e9m est\u00e3o recebendo instru\u00e7\u00f5es similares de seus pais e m\u00e3es, ou serem pegas de surpresa faz parte do jogo? E imaginem se fosse Ang\u00e9lica prostrada em seu home theatre no Jo\u00e1 dando aulas de beijo \u00e0 pequena Eva para que a garota n\u00e3o fizesse feio quando n\u00e3o fosse mais virgem de l\u00edngua?<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a din\u00e2mica de &#8220;dois pesos, duas medias&#8221; de um sistema que prev\u00ea ao menino (sem qualquer idade m\u00ednima) tudo e \u00e0 menina absolutamente nada. Esse \u00e9 o machismo que Neymar j\u00e1 revelava, entre um clich\u00ea e outro para reiterar sua f\u00e9 na &#8220;fam\u00edlia&#8221;, no in\u00edcio da mesma entrevista, quando indagado sobre ci\u00fames de filhos. Ele respondeu, essencialmente, que seu filho poderia fazer o que bem quisesse, mas que com menina tem que ser &#8220;linha dura&#8221;. A plateia, provavelmente coagida como Davi por algum animador de audit\u00f3rio, respondeu com aplausos.<\/p>\n<p>Esse \u00e9, tamb\u00e9m, o machismo que manifestou de maneira ululante, e covarde, o Pastor Eurico, ao hostilizar a apresentadora Xuxa, que por sua vez n\u00e3o tinha voz, literalmente, por ser convidada na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania da C\u00e2mara. Max Milliano Melo ofereceu uma brilhante an\u00e1lise do ocorrido, que demonstra como somos t\u00e3o r\u00e1pidos a achincalhar as mulheres em se tratando de crian\u00e7as, e t\u00e3o incapazes de culpar os homens. Melo revela como Xuxa, que por vezes foi acusada de respons\u00e1vel pela sexualiza\u00e7\u00e3o de toda uma gera\u00e7\u00e3o (como se crian\u00e7as, inocentes e meigas, n\u00e3o fossem sexuais por si s\u00f3, desde o \u00fatero), \u00e9 tida como corrompedora de menores por um papel que ela fez aos 16 anos num filme de fic\u00e7\u00e3o (&#8220;a fita sequer \u00e9 uma pornochanchada&#8221;), mas os atores homens e o diretor jamais s\u00e3o questionados pelo suposta inadequa\u00e7\u00e3o do filme.<\/p>\n<p>Esse treinamento de beijo de l\u00edngua entre pai-her\u00f3i da na\u00e7\u00e3o e um filho acuado em rede nacional, cercado por 10 representantes da \u00fcber-masculinidade brasileira em peso, nos mostra como a heterossexualidade \u00e9 passada pra frente de maneira necessariamente violenta, como uma irrecus\u00e1vel heran\u00e7a e uma demanda policiada. Para o pequeno Davi, n\u00e3o h\u00e1 alternativas. Antes mesmo de sua puberdade, antes mesmo que ele possa dominar sua l\u00edngua (portuguesa), antes mesmo que ele possa ser exposto \u00e0s diversas formas de amar e obter prazer: o pai escolhe para ele quem ser\u00e1 seu objeto de desejo (&#8220;as menininha&#8221;) e o que ele h\u00e1 de fazer com elas &#8211; com v\u00e1rias delas. Pois esse beijo, molhado e safado (um esp\u00e9cie de lepo-lepo kids via oral), \u00e9 uni-direcional. No discurso do pai, o menino beija a menina que, sem ter sido adestrada a beijar, h\u00e1 de ficar ali parada, como uma lady. Ali\u00e1s, com sorte, v\u00e1rias delas estar\u00e3o a postos. N\u00e3o pode ser s\u00f3 uma. Neymar j\u00e1 se refere a elas no plural, presumindo que seu filho de 2 anos ser\u00e1 um pegador &#8211; outra conting\u00eancia para a hetero-masculinidade brasileira.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a mec\u00e2nica que d\u00e1 vida \u00e0 famosa cultura do estupro, que os reacion\u00e1rios amam desqualificar como exagero progressista e da qual Davi, e tantos outros, est\u00e1 sendo treinado para ser um ex\u00edmio soldado. Nessa cultura, o menino \u00e9 o agente, a menina \u00e9 uma coisa e um n\u00famero. E o sexo n\u00e3o \u00e9 uma parceria, mas um ato de esperteza no qual o homem tira vantagem do despreparo e da ingenuidade da mulher. Jaz a\u00ed, nessa assimetria de poder, o gozo do homem &#8211; e, muitas vezes, o da mulher. Nesta cultura, a heterossexualidade s\u00f3 faz sentido quando o prazer \u00e9 garantido pro homem pela desumaniza\u00e7\u00e3o da mulher &#8211; ou melhor, de tudo aquilo que n\u00e3o \u00e9 homem, que n\u00e3o \u00e9 branco, ou que \u00e9 pobre. N\u00e3o \u00e9 Xuxa a respons\u00e1vel por fazer a inf\u00e2ncia no Brasil um per\u00edodo mais curto poss\u00edvel para que se tornem consumidores logo, mas pais como Neymar, loucos para colocar seus filhos dentro de um microondas hetero-masculinizante, para que n\u00e3o haja qualquer possibilidade de se seduzirem por algo al\u00e9m do que lhes \u00e9 decretado como imagin\u00e1vel.<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Sobre o post, Maria, minha leitora xod\u00f3 e guru diz:<\/strong>\n        <\/p>\n<p>&#8220;Compreender verdadeiramente como o imagin\u00e1rio permeia nossa percep\u00e7\u00e3o da realidade n\u00e3o \u00e9 tarefa simples. N\u00e3o se trata de \u201cdesmascarar\u201d a mentira para mostrar a verdade, nem de opor boa ou m\u00e1 f\u00e9, informa\u00e7\u00e3o ou ignor\u00e2ncia, algo a que a compet\u00eancia da mera educa\u00e7\u00e3o formal pudesse dar jeito. Trata-se de efeito de amplos processos hist\u00f3ricos e sociais que se repetem e se reproduzem no cotidiano, sem que as pessoas se deem conta. E n\u00e3o se deve menosprezar suas consequ\u00eancias sociais e pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o se enfatizou suficientemente o quanto o \u00f3dio irracional presente nas manifesta\u00e7\u00f5es do \u201cFora Dilma\u201d, na origem do tr\u00e1gico processo de impeachment que encobre um golpe de Estado, colocando o pa\u00eds \u00e0 beira do abismo, se deve a um simples fato: DILMA \u00c9 MULHER. E esta evid\u00eancia biol\u00f3gica impede que se percebam as m\u00faltiplas camadas de significado que se sobrep\u00f5em \u00e0 sua imagem p\u00fablica. Elementos de uma cultura do \u00f3dio, infelizmente hoje uma presen\u00e7a indisfar\u00e7\u00e1vel em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>O machismo faz parte da cultura brasileira, traduzindo um valor profundamente enraizado no imagin\u00e1rio que constr\u00f3i a nossa percep\u00e7\u00e3o da vida social. Imagens que condensam ideias, sentimentos, valores, e que se sustentam gra\u00e7as \u00e0 for\u00e7a de poderosos s\u00edmbolos que elas mobilizam, na linguagem do inconsciente. E ocorre que tais imagens nunca s\u00e3o isoladas, mas agrupam-se em conglomerados de significa\u00e7\u00f5es que se expressam em atitudes e modelos de comportamento (re)produzidos de forma cotidiana no conv\u00edvio social, transitando imperceptivelmente de uma a outra \u00e1rea.<\/p>\n<p>Assim se constr\u00f3i o sentimento de \u201csuperioridade\u201d que supostamente \u201cautoriza\u201d e legitima a desqualifica\u00e7\u00e3o, o ataque e, no limite, a viol\u00eancia aberta contra tudo o que seja visto como \u201cinferior\u201d, transformado em \u201cinimigo\u201d a ser vencido. Em primeiro lugar, naturalmente, a mulher \u2013 e seu amb\u00edguo hom\u00f3logo, o homossexual. Mas tamb\u00e9m o negro, o \u00edndio, o cigano, o estrangeiro, aquele que tem cren\u00e7as religiosas diferentes das suas, que mostra h\u00e1bitos, costumes e formas de comportamento \u201cexc\u00eantricos\u201d, diferentes dos seus, aquele que n\u00e3o compartilha suas convic\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. Machismo, homofobia, cultura do estupro, racismo, xenofobia, intoler\u00e2ncia, preconceito, discrimina\u00e7\u00e3o formam complexos que \u00e9 preciso compreender nas m\u00faltiplas inter-rela\u00e7\u00f5es de um imagin\u00e1rio comum que os sustenta, porque s\u00f3 deste modo se pode combater seus tenebrosos efeitos sociais e pol\u00edticos.<\/p>\n<p>No artigo que aqui compartilhamos, Romulus faz um minucioso invent\u00e1rio do cotidiano em que se expressa o machismo e seu par necess\u00e1rio, a homofobia, e atrav\u00e9s do exemplo de um \u201cher\u00f3i nacional\u201d mostra como se reproduzem formas de comportamento onde o imagin\u00e1rio continua a multiplicar seus estere\u00f3tipos, indiferentes \u00e0 opress\u00e3o de suas v\u00edtimas&#8221;.<\/p>\n<p>\n          <strong>Ao que acrescento:<\/strong>\n        <\/p>\n<p>O problema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 ela ser mulher. \u00c9 ela n\u00e3o se encaixar no &#8220;papel de mulher&#8221;: assertiva, exerce a sua autoridade, altiva, divorciada, forte&#8230;<\/p>\n<p>Compare com a persona p\u00fablica de Marina Silva, por exemplo. Ou a de Marcela &#8211; &#8220;bela, recatada e do lar&#8221; &#8211; Temer.<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p><strong>(i) <\/strong>Acompanhe-me no Facebook:<\/p>\n<p>\n          <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100008108688607\"><br \/>\n            <strong>Maya Vermelha, a Chihuahua socialista<\/strong><br \/>\n          <\/a>\n        <\/p>\n<p>(perfil da minha brava e fiel escudeirinha)<\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p><strong>(ii)<\/strong> No Twitter:<\/p>\n<p>\n          <a href=\"https:\/\/twitter.com\/rommulus_\"><br \/>\n            <strong>@rommulus_<\/strong><br \/>\n          <\/a>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p><strong>(iii)<\/strong> E, claro, aqui no GGN: <a href=\"http:\/\/jornalggn.com.br\/blogs\/romulus\"><strong>Blog de Romulus<\/strong><\/a><\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <em>Quando perguntei, uma deputada su\u00ed\u00e7a se definiu em um jantar como &#8220;uma esquerdista que sabe fazer conta&#8221;. Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim tamb\u00e9m.<\/em>\n        <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[583],"tags":[],"class_list":["post-86251","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-romulus-maya-posts-antigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/86251","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=86251"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/86251\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=86251"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=86251"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=86251"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}