{"id":86212,"date":"2016-10-31T13:28:00","date_gmt":"2016-10-31T15:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.duploexpresso.com\/?p=86212"},"modified":"2016-10-31T13:28:00","modified_gmt":"2016-10-31T15:28:00","slug":"velha-questao-vol-3-a-complicada-relacao-pt-x-psol-por-romulus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=86212","title":{"rendered":"Velha quest\u00e3o Vol. 3: a complicada rela\u00e7\u00e3o PT x PSOL, por Romulus"},"content":{"rendered":"<p>\u2013 <em>Post originalmente publicado em 15\/8\/2016.<\/em><\/p>\n<p>\n          <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/sites\/default\/files\/u28333\/fotorcreated_15_copy_5.jpg\"\/>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Velha quest\u00e3o: direita unida, esquerda estilha\u00e7ada. <\/strong><br \/>\n          <strong>Vol. 3: a complicada rela\u00e7\u00e3o PT x PSOL<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Por Romulus<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <em>\u2013 A esquerda \u201cpura\u201d: \u201cn\u00e3o fazer pol\u00edtica\u201d \u00e9 tamb\u00e9m \u201cfazer pol\u00edtica\u201d, ora.<\/em>\n        <\/p>\n<p>\n          <em>\u2013 Nicho nanico mas certo: o conforto do pequeno, mas seguro, quartinho na casa dos pais.<\/em>\n        <\/p>\n<p>\n          <em>\u2013 Minorias relevantes da sociedade a quem o \u201cpetismo\u201d n\u00e3o apela: esquerda \u201cpura\u201d, anti-petistas e \u201ccentristas\u201d.<\/em>\n        <\/p>\n<p>\n          <em>\u2013 Perspectivas temporais diferentes: (i) a &#8220;Guerra&#8221; e (ii) as &#8220;batalhas&#8221;. Ou seja, a luta de 10 mil anos entre propriet\u00e1rios e despossu\u00eddos; e a luta de cada gera\u00e7\u00e3o em particular dentro desse conflito (eterno).<\/em>\n        <\/p>\n<p>\n          <em>\u2013 Da met\u00e1fora \u00e0 realidade: PT, lesa ao Estado e fim do Estado do bem-estar.<\/em>\n        <\/p>\n<p>\n          <em>\u2013 Exemplos concretos: diferen\u00e7a entre exce\u00e7\u00f5es e avessos. As atua\u00e7\u00f5es de Jean Wyllys, Paulo Pimenta, Tarso &amp; Luciana Genro.<\/em>\n        <\/p>\n<p>\n          <em>\u2013 B\u00f4nus (de peso): Delfim Netto, a cabe\u00e7a por tr\u00e1s do fim do Estado social da Constitui\u00e7\u00e3o de 88. Resisto e n\u00e3o usarei <\/em><br \/>\n          <em>a express\u00e3o &#8220;g\u00eanio do mal&#8221; (bem&#8230; n\u00e3o usarei de novo, n\u00e9?).<\/em>\n        <\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>(a) Minorias relevantes no cen\u00e1rio pol\u00edtico partid\u00e1rio fora do \u201cpetismo\u201d: esquerda \u201cpura\u201d, anti-petistas e \u201ccentristas\u201d<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>(i) Esquerda \u201cpura\u201d<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Met\u00e1fora:<\/p>\n<p>\u2013 <em>De um lado, o conforto do pequeno, mas seguro, quartinho na casa dos pais, onde a m\u00e3e n\u00e3o exige muitas concess\u00f5es do rebento querido.<\/em><\/p>\n<p>\u2013 <em>Do outro, o desafio de &#8220;crescer&#8221;, sair e ter de &#8220;comprar a casa pr\u00f3pria&#8221;, \u201cfazendo o que tiver de fazer\u201d para consegui-lo. Ou, falhando, ficar pelo caminho. Sem nada.<\/em><\/p>\n<p>\n          <em>Os dois tem vantagens e desvantagens, n\u00e3o?<\/em>\n        <\/p>\n<p>Como muitos analistas constatam, a esquerda &#8220;pura&#8221;, por defini\u00e7\u00e3o, renega a pol\u00edtica \u201ccomo ela \u00e9&#8221; (\u201csuja\u201d).<\/p>\n<p>Mas notem bem: <strong>negar a \u201cpol\u00edtica como ela \u00e9 \u201d tamb\u00e9m \u00e9 fazer pol\u00edtica!<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Hmmm<\/strong>&#8230; ser\u00e1 aqui tamb\u00e9m fazer pol\u00edtica \u201ccomo ela \u00e9?<strong>\u201d]<\/strong><\/p>\n<p>Por qu\u00ea?<\/p>\n<p>Ora, porque a esquerda \u201cpura\u201d ocupa, com esse posicionamento, o nicho pol\u00edtico-eleitoral dos idealistas da esquerda &#8220;n\u00e3o pragm\u00e1ticos&#8221;. Assim, toca-lhe conduzir politicamente o nicho correspondente no todo da sociedade. Ou seja, d\u00e1 representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-partid\u00e1ria \u00e0s franjas mais \u00e0 esquerda da sociedade.<\/p>\n<p>Dessa forma, <strong>constitui \u2013 e mant\u00e9m seguramente, longe da cobi\u00e7a dos \u201cn\u00e3o puros\u201d \u2013 um feudo cativo para cada rodada eleitoral<\/strong>. Com esse expediente mant\u00e9m \u2013 sem um grande esfor\u00e7o \u2013 um coeficiente eleitoral que n\u00e3o \u00e9 grande, mas que \u00e9 seguro e est\u00e1vel em tamanho. Tal estabilidade \u2013 e a decorrente previsibilidade \u2013 possibilitam carreiras pol\u00edticas e seus planejamentos anos adiante.<\/p>\n<p><strong>\u2013 Calma, esquerda \u201cpura\u201d pol\u00edtico-partid\u00e1ria!<\/strong> N\u00e3o me xingue (ainda). Nada contra&#8230; \u00e9 da natureza humana buscar, em alguma medida, seguran\u00e7a, n\u00e3o?<\/p>\n<p>Isso, evidentemente, casado \u2013 em maior ou menor grau, como em qualquer campo pol\u00edtico \u2013  com apego a ideais e convic\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Notem:<\/strong> esse coeficiente eleitoral, como disse, n\u00e3o \u00e9 grande.<\/p>\n<p>E \u00e9 infinitamente menor que:<\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>(ii) Anti-petistas<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Bem sabemos, inclusive, que a esquerda \u201cpura\u201d dificilmente (nunca?) ser\u00e1 majorit\u00e1ria. Isto \u00e9, provavelmente jamais ganhar\u00e1 \u201celei\u00e7\u00e3o para Presidente&#8221; enquanto se mantiver como tal. Isso porque a sociedade brasileira tem <strong>um bloco minorit\u00e1rio relevante \u2013 antigo e consolidado \u2013 de conservadores + reacion\u00e1rios<\/strong>.<\/p>\n<p>Hoje essa banda da sociedade \u00e9 facilmente identific\u00e1vel: trata-se do 1\/3 de anti-petistas ferrenhos. Aqueles que chegam a ser hidr\u00f3fobos em alguns casos. Bem&#8230; como sabemos, cada vez mais casos, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Para completar o todo, a essas duas minorias relevantes \u2013 esquerda radical e anti-petistas \u2013 deve ser somada ainda um <strong>outro \u201c1\/3\u201d da sociedade: o dos &#8220;centristas&#8221;<\/strong>:<\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>(iii) \u201cCentristas\u201d<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Escrevo a palavra \u201ccentristas\u201d entre aspas de caso (bem) pensado. Isso porque, em geral, seus membros tendem a pertencer \u00e0 parcela <em>despolitizada<\/em> da popula\u00e7\u00e3o. Parcela essa <em>a priori<\/em> aberta \u00e0 sedu\u00e7\u00e3o \u2013 seguindo considera\u00e7\u00f5es pragm\u00e1ticas. \u00c9, portanto, objeto de disputa e conquista pelos dois polos antag\u00f4nicos da pol\u00edtica. De novo e de novo. A cada rodada eleitoral.<\/p>\n<p>\u00c9 o fiel da balan\u00e7a, que pende ora para um lado, ora para outro. E o faz muito mais pela conjuntura \u2013 aquilo que indicam \u201cos ventos\u201d e as \u201cnuvens no c\u00e9u\u201d \u2013 do que propriamente por convic\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-ideol\u00f3gicas \u201ccentristas\u201d (em sentido estrito). Ou seja, n\u00e3o t\u00eam nada a ver, por exemplo, com o ide\u00e1rio sint\u00e9tico de uma democracia crist\u00e3 europeia.<\/p>\n<p>A seu respeito, fa\u00e7o uma <strong>provoca\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><em>\u2013<\/em> Como disse, trata-se de uma \u201c<strong>parcela despolitizada, pragm\u00e1tica, aberta \u00e0 disputa e conquista pelos dois polos antag\u00f4nicos a cada rodada eleitoral. Fiel da balan\u00e7a, decide-se muito mais pela conjuntura \u2013 \u201cventos e nuvens\u201d \u2013 do que propriamente por convic\u00e7\u00f5es pol\u00edticas<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>Soa familiar?<\/p>\n<p>L\u00f3gico que sim!<\/p>\n<p><em>\u2013<\/em> S\u00e3o os \u201c<strong>PMDBistas<\/strong>\u201d<strong> da sociedade!<\/strong><\/p>\n<p><strong>[<\/strong>hehehe<strong>]<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>(b) A (grande) \u201cGuerra da Hist\u00f3ria\u201d<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong><br \/>\n            <em>\u2013 <\/em><br \/>\n          <\/strong><br \/>\n          <strong>E mais um b\u00f4nus de peso: Delfim Netto<\/strong>\n        <\/p>\n<p>O PT um dia j\u00e1 abrigou a tal esquerda \u201cpura\u201d. De si sa\u00edram PCO, PSTU, PSOL, etc., conforme o partido se moveu para uma posi\u00e7\u00e3o de centro <em>mezzo <\/em>esquizofr\u00eanica:<\/p>\n<p>\n          <strong><br \/>\n            <em>\u2013 <\/em><br \/>\n          <\/strong><br \/>\n          <strong>Ide\u00e1rio socialdemocrata combinado com pr\u00e1tica econ\u00f4mico-liberal.<\/strong>\n        <\/p>\n<p>A contradi\u00e7\u00e3o em termos dessa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 flagrante, n\u00e3o?<\/p>\n<p>E bem reflete o fio da navalha sobre o qual o lulismo sambou nesses 13 anos de &#8220;petismo&#8221; (qual?) na presid\u00eancia.<\/p>\n<p>Como na brilhante s\u00edntese de Felipe Gonzalez, ex-chefe de governo espanhol, falando sobre o governo do PSOE na Espanha, o PT <strong>\u201cgovernou como se tocasse um violino: pegou e segurou com a esquerda, mas tocou com a direita!\u201d<\/strong><\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Vale discuss\u00e3o e a cr\u00edtica sobre essa contradi\u00e7\u00e3o, certo?<\/p>\n<p>Certo.<\/p>\n<p>Mas isso foi ontem.<\/p>\n<p>Limito esta an\u00e1lise ao momento atual.<\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>E hoje, fora do governo, o que \u00e9 o PT (da &#8220;concilia\u00e7\u00e3o social&#8221; lulista)?<\/strong>\n        <\/p>\n<p>(Bem, o que tiver sobrevivido dele&#8230;)<\/p>\n<p>Pela capilaridade do PT \/ CUT \/ Movimentos sociais alinhados, \u00e9 dif\u00edcil que surja, no curto e m\u00e9dio prazo, for\u00e7a pol\u00edtica capaz de canalizar o mesmo potencial pol\u00edtico e\/ou eleitoral do PT. Isso \u00e9 certo. Mesmo hoje quando, por circunstancias que todos conhecemos, esse potencial foi reduzido a uma sombra daquilo que fora.<\/p>\n<p>Diante dessa (inexor\u00e1vel) realidade, na a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o campo da esquerda deve seguir \u2013 concomitantemente \u2013 dois horizontes distintos, que obedecem, cada um, a uma perspectiva temporal diferente.<\/p>\n<p>(i) A primeira, a grande &#8220;<strong>Guerra da Historia<\/strong>&#8220;. Ou seja, a luta sem fim \u2013 sim&#8230; sem fim, meus caros! \u2013 que come\u00e7ou no dia em que, mais ou menos 10 mil anos atr\u00e1s, um agricultor pioneiro teve a ideia de colocar uma cerquinha no peda\u00e7o de ch\u00e3o que arava e de dizer, depois, que era (apenas) seu.<\/p>\n<p>Essa luta, como disse, \u00e9 sem fim.<\/p>\n<p>Ou melhor:<\/p>\n<p>Terminar\u00e1 apenas no dia em que o animal homem, \u201co terceiro chimpanz\u00e9\u201d \u2013 express\u00e3o cunhada pelo genial bi\u00f3logo evolucionista e pol\u00edmata Jared Diamond em livro hom\u00f4nimo \u2013 for extinto do planeta em um grande \u201cColapso\u201d \u2013 titulo de outro livro do autor, de quem sou f\u00e3.<\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Pois bem.<\/p>\n<p>\n          <strong>Ficamos ent\u00e3o em grande \u201cGuerra da Historia\u201d e \u201cluta sem fim\u201d.<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>E o que \u00e9 que anima o \u201cnosso campo\u201d nessa grande guerra?<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>&#8220;Solidariedade e combate \u00e0s injusti\u00e7as&#8221;<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Grosso modo, <strong>a luta pela:<\/strong><\/p>\n<p><strong>(i) <em>elimina\u00e7\u00e3o<\/em><em>, tanto quanto poss\u00edvel,<\/em> dos privil\u00e9gios (&#8220;meritocr\u00e1ticos\u201d??) na sa\u00edda<\/strong>, de forma a n\u00e3o perpetuar aquilo que Delfim Netto chamou de \u201cloteria do nascimento\u201d. Nessa perspectiva, tornam-se capitais acesso a moradia, sa\u00fade \u2013 com boa comida, \u00e9 claro \u2013 e educa\u00e7\u00e3o de qualidade.<\/p>\n<p>Isto \u00e9: sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e moradia dignas para todas as crian\u00e7as \u2013 seja &#8220;do morro&#8221;, seja &#8220;do asfalto&#8221;. Se isso \u00e9 um ideal distante, cumpre pautar todas as a\u00e7\u00f5es do presente pela busca \u2013 incessante \u2013 desse ideal;<\/p>\n<p>(ii) <strong><em>mitiga\u00e7\u00e3o<\/em> das desigualdades &#8220;na chegada&#8221;: pol\u00edticas sociais compensat\u00f3rias \u00e0 la Bolsa Fam\u00edlia, mas n\u00e3o apenas. Ou seja:<\/strong><strong> a <em>garantia de um m\u00ednimo existencial, <\/em>englobando acesso a moradia, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o (continuada ao longo da vida, por que n\u00e3o?), cultura, seguran\u00e7a, etc<\/strong><strong>.<\/strong><\/p>\n<p>Isso porque o acesso a direitos b\u00e1sicos como esses <strong>n\u00e3o decorrem<\/strong> \u2013 ou n\u00e3o deveriam decorrer \u2013 <strong>nem do nascimento nem da trajet\u00f3ria individual pela vida.<\/strong><\/p>\n<p>\n          <strong>Decorrem da dignidade da pessoa humana.<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>S\u00e3o direitos inerentes \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de ser humano. Sem qualifica\u00e7\u00f5es do ser humano em quest\u00e3o ou outros sen\u00f5es.<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Ponto.<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Ao que parece, n\u00e3o estou s\u00f3 nesse entendimento. <strong>Todo o planeta concorda<\/strong>.<\/p>\n<p>Bem, pelo menos de boca&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e1 tudo isso consagrado na <strong>Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos, da ONU<\/strong>, de 1948?<\/p>\n<p>Novamente: se isso \u00e9 um ideal distante, cumpre pautar todas as a\u00e7\u00f5es do presente pela busca \u2013 incessante \u2013 desse ideal.<\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>B\u00f4nus (de peso): Delfim Netto<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Mencionei a\u00ed em cima Delfim Netto.<\/p>\n<p>Sim&#8230; aquele que, para minha grande decep\u00e7\u00e3o, mostrou que a ele tamb\u00e9m faltou, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua biografia, a tal autocr\u00edtica que hoje se cobra tanto do PT. Sua <strong>ades\u00e3o (de novo!) a um golpe e o embasamento intelectual que d\u00e1 \u00e0 chacina do incipiente Estado do bem-estar social<\/strong>, criado pela Constitui\u00e7\u00e3o de 88, doem em quem, apesar de estar em campo oposto, admira seu intelecto, sua l\u00edngua ferina e sua perspic\u00e1cia. Tr\u00eas elementos que, combinados, nos renderam tantas tiradas memor\u00e1veis. Mordazes e geniais.<\/p>\n<p>Inesquec\u00edvel tamb\u00e9m sua trajet\u00f3ria na Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica \u2013 malgrado a <strong>mancha autorit\u00e1ria que sobre ela pesa<\/strong>. Mancha essa, inclusive, que hoje est\u00e1 ainda mais escura.<\/p>\n<p>Escura?<\/p>\n<p>Sim: <strong>foi da lama para o piche<\/strong> quando um senhor \u2013 de quase 90 anos! \u2013 mostra n\u00e3o ter aprendido tanto quanto se supunha \u2013 e fazia-nos crer \u2013 no \u00faltimo meio s\u00e9culo. Isto \u00e9, grosso modo, de 1964 para c\u00e1: o \u00faltimo meio s\u00e9culo da sua vida. E tamb\u00e9m da do Brasil!<\/p>\n<p>\n          <strong>E olha que se trata de testemunha privilegiad\u00edssima da Hist\u00f3ria desse Brasil, hein?<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Prefiro n\u00e3o reproduzir aqui trechos de incont\u00e1veis artigos seus dos \u00faltimos anos \u2013 leituras sempre prazerosas e enriquecedoras. Textos nos quais defendia que <strong>\u201cmercado\u201d e \u201cdemocracia\u201d funcionariam um como freio aos excessos do outro, numa dial\u00e9tica rumo ao progresso geral<\/strong>. E onde se insurgiu, diversas vezes, contra reacion\u00e1rios que pontificavam contra o aumento do \u201ccusto\u201d da m\u00e3o-de-obra, quando viv\u00edamos o pleno emprego. \u201c\u00c9 inflacion\u00e1rio!\u201d, queixavam-se. Delfim ent\u00e3o os desnudava: <strong>\u201clutam contra o avan\u00e7o da civiliza\u00e7\u00e3o!\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>Mas me permito, aqui, retorquir, Professor Delfim:<\/p>\n<p>\n          <strong>\u2013 N\u00e3o \u00e9 isso que o Sr. faz agora?<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>\u2013 Onde est\u00e1 aquela tal <em>democracia<\/em> (\u201curnas\u201d, lembra?), que <em>freava os excessos<\/em> do mercado?<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>\u2013 Mudou de ideia?<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>\u2013 Ou melhor, voltou \u00e0s antigas?<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>\u2013 Ou, na verdade, nunca as tinha deixado, l\u00e1 no seu \u00e2mago?<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Juro que n\u00e3o s\u00e3o perguntas ret\u00f3ricas!<\/p>\n<p>Gostaria de verdade de ter respostas para essas indaga\u00e7\u00f5es. Como j\u00e1 disse aqui, o drama humano me fascina. Mesmo quando me choca. <strong>Curiosidade de observador, Professor Delfim. N\u00e3o de juiz.<\/strong><\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Mas, deixando o drama de Delfim e decep\u00e7\u00f5es de lado, voltemos \u00e0s duas perspectivas na a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que proponho.<\/p>\n<p>O (re?) nascimento de &#8220;um novo PT&#8221; (com esse nome ou outro), a se levantar da carca\u00e7a daquele que hoje \u00e9 derrotado e, em verdade, escorra\u00e7ado para fora da luta pol\u00edtico-eleitoral-institucional, \u00e9 <strong>desej\u00e1vel<\/strong>!<\/p>\n<p>Diria at\u00e9 <em>imprescind\u00edvel<\/em> para seguirmos lutando na tal grande &#8220;Guerra da Hist\u00f3ria&#8221;. Caso contr\u00e1rio, periga de, em breve, ser imposto longo armist\u00edcio, com termos muuuuuuito favor\u00e1veis ao campo advers\u00e1rio \u2013 o campo inaugurado pelo sujeito da cerquinha de 10 mil anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Isso porque a degrada\u00e7\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-eleitoral-institucional da esquerda levar\u00e1 a uma vit\u00f3ria por W.O. do outro lado.<\/p>\n<p>Sim, eu sei: vit\u00f3ria feia.<\/p>\n<p>Mas, ainda assim, vit\u00f3ria. E sair\u00e1 derrotado, \u201csem luta\u201d, o campo inaugurado por todos aqueles que, naquele fat\u00eddico dia \u2013 mil\u00eanios atr\u00e1s \u2013 ficaram do lado de fora da tal cerquinha.<\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Pois bem.<\/p>\n<p>Coberta a grande \u201cGuerra da Hist\u00f3ria\u201d, qual seria a outra perspectiva temporal?<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>(c) A &#8220;Batalha\u201d: o golpe de 2016<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>(ou: a perspectiva da luta desta gera\u00e7\u00e3o em particular)<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Trata-se da perspectiva dos que \u2013 hoje \u2013 est\u00e3o na \u201cidade de combate\u201d e escrevem o seu \u201ccapitulozinho\u201d no intermin\u00e1vel livro da guerra ancestral \u2013 a da Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>No meu esquema, h\u00e1, pois, a &#8220;Guerra&#8221; e as suas &#8220;batalhas&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Uma advert\u00eancia<\/strong> (tamb\u00e9m a mim):<\/p>\n<p>Temos de ter humildade para aceitar que a guerra nunca ser\u00e1 vencida. Pelo menos n\u00e3o pelo lado que n\u00e3o \u00e9 dono dos meios.<\/p>\n<p>Para nosso horror, vemos agora \u2013 chocados \u2013 que n\u00e3o h\u00e1 sequer trincheira garantida. O avan\u00e7o para frente n\u00e3o \u00e9 inexor\u00e1vel. Pelo contr\u00e1rio: nosso ex\u00e9rcito pode, como hoje, ser for\u00e7ado para tr\u00e1s, perdendo territ\u00f3rios que conquistara havia d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Sim, muitos estamos chocados&#8230; e tal choque decorre de tratar-se da primeira vez que esta gera\u00e7\u00e3o \u2013 a que cresceu da redemocratiza\u00e7\u00e3o para c\u00e1 \u2013 testemunha um retrocesso. Sempre and\u00e1ramos para frente ou, na pior das hip\u00f3teses, fic\u00e1ramos parados no mesmo lugar.<\/p>\n<p>N\u00e3o mais. Hoje nos empurram bem para tr\u00e1s. E o objetivo \u00e9 claro: seguir empurrando at\u00e9 nos arremessarem para dentro do abismo que conseguem enxergar ao longe. Veem esse abismo j\u00e1 com um sorriso discreto no rosto, que n\u00e3o chega a nublar a sua determina\u00e7\u00e3o. Fica mais adiante, no limite do campo de batalha.<\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Queixo de vidro<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Passando da met\u00e1fora militar para a esportiva, nos toca debelar definitivamente esse choque, decorrente do retrocesso at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito, e fechar a guarda para depois partir, sem muita demora, para um contra-ataque.<\/p>\n<p>Ou seja, cabe-nos mostrar que n\u00e3o temos \u201cqueixo de vidro\u201d.<\/p>\n<p>Sim, levamos um gancho arrasador nesse queixo.<\/p>\n<p>\u00c9 fato.<\/p>\n<p>E ainda estamos atordoados.<\/p>\n<p>Talvez com les\u00f5es importantes&#8230;<\/p>\n<p>Cientes disso, temos de lutar da maneira mais esperta e eficiente poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Aceitemos: a for\u00e7a bruta est\u00e1 com o outro lado agora.<\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Muito bem.<\/p>\n<p>\n          <strong>Ficamos ent\u00e3o em \u201cBatalha de 2016\u201d e \u201cluta de uma gera\u00e7\u00e3o\u201d.<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>E o que \u00e9 que anima o \u201cnosso campo\u201d <em>nesta batalha<\/em>?<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Grosso modo, <strong>a luta pela <em>mitiga\u00e7\u00e3o<\/em> das perdas de territ\u00f3rio, aumentando, ainda, tanto quanto poss\u00edvel, o custo da vit\u00f3ria para o outro lado.<\/strong><\/p>\n<p>Como na terr\u00edvel Batalha de Verdun, na 1a Guerra Mundial, da mesma forma que os Alem\u00e3es, mesmo perdendo nominalmente, temos de causar tantas baixas quanto for poss\u00edvel ao outro lado.<\/p>\n<p>E isso inclui \u2013 n\u00f3s sabemos e eles tamb\u00e9m \u2013 a <strong>disputa da narrativa hist\u00f3rica do golpe<\/strong>. A luta \u2013 no mercado de opini\u00e3o \u2013 entre, de um lado, o golpe e os seus \u00e1ulicos da velha m\u00eddia familiar, e, do outro, as novas plataformas de comunica\u00e7\u00e3o e os pensadores cr\u00edticos aos quais essas plataformas d\u00e3o voz.<\/p>\n<p>O objetivo central da batalha \u00e9<strong> deixar o maior \u201cterrit\u00f3rio\u201d poss\u00edvel \u2013 com o m\u00e1ximo de <em>buffer zones<\/em><\/strong> (\u201cgordura territorial\u201d para queimar)<strong> \u2013 para a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Isso porque <strong>as armas \u201cda direita\u201d s\u00e3o heredit\u00e1rias \u2013 e s\u00f3 se acumulam no passar de cada gera\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo <strong>os bra\u00e7os que as empunham permanecem<\/strong>: ora, empresas \u2013 pessoas jur\u00eddicas \u2013 n\u00e3o morrem de velhice!<\/p>\n<p>J\u00e1 o <strong>\u201cex\u00e9rcito da esquerda\u201d \u00e9 quase que sazonal<\/strong>. Como nas esta\u00e7\u00f5es do ano,<strong> ele nasce, cresce, floresce, frutifica e&#8230; morre.<\/strong><\/p>\n<p>A cada gera\u00e7\u00e3o, tudo de novo&#8230;<\/p>\n<p>Em vista disso,<strong> temos de deixar<\/strong>, tanto quanto poss\u00edvel, <strong>mais e melhores recursos para o pr\u00f3ximo ex\u00e9rcito.<\/strong><\/p>\n<p>\n          <strong>Para que possa se formar vigoroso e construir, a seu turno, as armas, as estrat\u00e9gias e as t\u00e1ticas de que dispor\u00e1 na luta do seu dia.<\/strong>\n        <\/p>\n<p>E, oxal\u00e1, consiga vencer algumas das batalhas que travar\u00e3o contra \u201co outro lado\u201d.<\/p>\n<p>Lado que, pela hereditariedade e pela petrifica\u00e7\u00e3o da estratifica\u00e7\u00e3o social, est\u00e1 nos nossos dias <strong>mais para feudal do que propriamente capitalista<\/strong>.<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>(d) Da met\u00e1fora \u00e0 realidade: PT, lesa ao Estado e fim do Estado do bem-estar<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Da \u201cguerra\u201d j\u00e1 tratamos, ao dizer ser necess\u00e1rio um \u201cnovo PT para o amanh\u00e3\u201d.<\/p>\n<p>E na batalha?<\/p>\n<p>\n          <strong>\u2013 O PT \u201cvelho\u201d (mais CUT e movimentos sociais alinhados) \u00e9 &#8220;o que tem para o jantar&#8221; nesta noite escura e fria.<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Ponto.<\/p>\n<p>Sem perder de vista o longo prazo e a necess\u00e1ria autocritica para a sobreviv\u00eancia de um n\u00facleo forte de centro-esquerda \u2013 com potencial eleitoral majorit\u00e1rio \u2013 \u00e9 preciso n\u00e3o perder nunca de vista que esse PT \u201cvelho\u201d, &#8220;obeso&#8221;, &#8220;corcunda&#8221; e &#8220;caolho&#8221; \u2013 agora, al\u00e9m de tudo, <strong>&#8220;coxo&#8221;!*<\/strong> \u2013 \u00e9 a arma mais eficiente de que o nosso campo disp\u00f5e para (i) aumentar o custo do golpe e (ii) mitigar ao m\u00e1ximo a \u201cperda de territ\u00f3rio\u201d que entregaremos \u00e0 pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>[*Pe\u00e7o<\/strong> perd\u00e3o pelas met\u00e1foras politicamente incorretas<strong>]<\/strong><\/p>\n<p>E que perda \u00e9 essa?<\/p>\n<p><strong>(i) A in\u00e9dita lesa ao patrim\u00f4nio do Estado<\/strong>, com a aliena\u00e7\u00e3o dos seus ativos artificialmente depreciados.<\/p>\n<p>Essa ocorre, agora, em circunstancias ainda mais descaradas e ambiciosas que as da \u201cprivataria\u201d dos anos 90.<\/p>\n<p>E aqui &#8220;<strong>ambi\u00e7\u00e3o<\/strong>&#8221; tem dois sentidos distintos:<\/p>\n<p>\u2013 O primeiro refere-se \u00e0 gigantesca <strong>escala da lesa<\/strong> que planejam; e<\/p>\n<p>\u2013 O segundo, ao <strong>custo de \u201copera\u00e7\u00e3o\u201d<\/strong> dessa lesa. Ou seja, <strong><em>a<\/em><em>quantidade de \u201cgraxa\u201d requerida pelos \u201coperadores\u201d das m\u00e1quinas para fazer as engrenagens rodarem para o \u201clado certo\u201d<\/em>.<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Salve o \u201cPrograma de Parceria de Investimentos\u201d do golpe, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p>\u2013 Salve o Ministro Moreira Franco!<\/p>\n<p>\n          <strong>(ii) o sacrif\u00edcio (completo) \u2013 no altar de Mamon \u2013 do nosso incipiente Estado do bem-estar social.<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Notem:<\/p>\n<p>Somando os itens (i) e (ii) atende-se \u201cao Mercado\u201d.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 a\u00ed <strong>dois &#8220;mercados&#8221; distintos<\/strong>.<\/p>\n<p>Como assim?<\/p>\n<p>Ora, tamb\u00e9m ele \u2013 o mercado \u2013 n\u00e3o \u00e9 um bloco monol\u00edtico.<\/p>\n<p>Portanto, com o item (i) \u2013 a nova <strong>\u201cprivataria\u201d<\/strong>, atende-se ao interesse das <strong>for\u00e7as &#8220;produtivas&#8221; do capitalismo<\/strong>. Ou seja, aquelas que desenvolvem, de fato, atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>\n          <strong>Mas um mercado <em>com sotaque<\/em>&#8230;<\/strong>\n        <\/p>\n<p>At\u00e9 onde se v\u00ea \u2013 em virtude da concomitante implos\u00e3o das empreiteiras (ter\u00e1 sido coincid\u00eancia?) \u2013 atende-se a interesses \u201cde mercado\u201d exclusivamente <em>estrangeiros<\/em> \u2013 privados e\/ou de Estado.<\/p>\n<p>J\u00e1 com o item (ii) \u2013 <strong>o sacrif\u00edcio da sa\u00fade, da educa\u00e7\u00e3o, dos investimentos p\u00fablicos e da seguridade social<\/strong> \u2013 atende-se ao interesse das <strong><em>for\u00e7as do capitalismo financeiro<\/em><\/strong> \u2013 os famosos <strong>rentistas<\/strong>. No caso, tanto as dom\u00e9sticas \u2013 FEBRABAN e as tais \u201c<u><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=cmOVNxJaMZI\">10 mil fam\u00edlias<\/a><\/u>\u201d credoras da d\u00edvida p\u00fablica \u2013  como as estrangeiras. Grosso modo, grandes fundos de investimento operados de Nova York ou de Londres.<\/p>\n<p>\u00c9 seguro afirmar que os interesses estrangeiros &#8211; que existem! \u2013 do bloco rentista s\u00e3o quase exclusivamente privados. N\u00e3o enxergo ganho estrat\u00e9gico (direto) para Estado estrangeiro em agir comissivamente para permitir ganhos <em>financeiros<\/em> \u2013 diferente de ganhos <em>econ\u00f4micos<\/em> \u2013 de particulares sob a sua jurisdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esses particulares pagam t\u00e3o pouco imposto sobre seus ganhos que nem s\u00f3cio deles o Estado estrangeiro acaba sendo.<\/p>\n<p>\n          <strong>E o que querem os vorazes rentistas brasileiros e estrangeiros?<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>\u2013 Arrancar peito, coxa e sobrecoxa do \u201cperu gordo\u201d que \u00e9 o or\u00e7amento brasileiro.<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Sim&#8230; peito, coxa e sobrecoxa.<\/p>\n<p>\n          <strong>E o que sobra para o campo da sociedade que a esquerda defende?<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>\u2013 Pesco\u00e7o, tripas, pele e osso.<\/strong>\n        <\/p>\n<p>E, ainda assim, com peso <strong>limitado a um m\u00e1ximo pr\u00e9-estabelecido!<\/strong><\/p>\n<p>(a tal fixa\u00e7\u00e3o de teto nominal para gasto p\u00fablico n\u00e3o financeiro de Henrique Meirelles \/ Temer)<\/p>\n<p>Mesmo porque pele, osso, pesco\u00e7o e tripas, diferentemente da suculenta carne e da densa gordura, n\u00e3o mudam de tamanho em diferentes conjunturas econ\u00f4micas, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<p>Pelo menos n\u00e3o tanto quanto carne e gordura, que incham sem igual em tempos de \u201cvacas gordas\u201d.<\/p>\n<p>Ou seria \u201cperu gordo\u201d?.<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>(e) Diferen\u00e7a entre exce\u00e7\u00f5es <em>e<\/em> avessos (do avesso): Jean Wyllys, Paulo Pimenta, Tarso &amp; Luciana Genro<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Assim como o PT n\u00e3o \u00e9 monol\u00edtico, tamb\u00e9m n\u00e3o o s\u00e3o as demais for\u00e7as de esquerda.<\/p>\n<p>Nem mesmo o PSOL!<\/p>\n<p>E isso j\u00e1 sem contar a primeira dissid\u00eancia: Heloisa Helena.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o h\u00e1 como comparar, por exemplo, a atua\u00e7\u00e3o e a postura de um Jean Wyllys<\/strong> \u2013 bendito Big Brother Brasil? Bendita Rede Blogo?! \u2013 <strong>com as de uma Luciana Genro<\/strong>.<\/p>\n<p>E isso vindo l\u00e1 de tr\u00e1s&#8230; desde as marchas de junho de 2013, passando pela explora\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-eleitoral da Lavajato, pelo posicionamento no segundo turno de 2014 e chegando, finalmente, \u00e0 tramita\u00e7\u00e3o: (i) do impeachment, patrocinado por Eduardo Cunha; e (ii) da cassa\u00e7\u00e3o da chapa Dilma\/Temer no TSE, patrocinada \u2013 em estrat\u00e9gico \u201cbanho-maria\u201d \u2013 por Gilmar Mendes.<\/p>\n<p>E olha que Luciana cresceu na pol\u00edtica. Testemunhou \u2013 na pr\u00f3pria casa! &#8211; a frustra\u00e7\u00e3o com os limites impostos pela \u2013 \u201cmaldita\u201d mas inexor\u00e1vel \u2013 realidade pol\u00edtico-administrativo-eleitoral.<\/p>\n<p>E \u2013 coisa rara \u2013 tem um pai que conseguiu passar razoavelmente bem pela (\u201cmaldita\u201d) realidade das urnas e da Administra\u00e7ao P\u00fablica, mantendo-se como uma refer\u00eancia de coer\u00eancia pol\u00edtica, responsabilidade, equil\u00edbrio e integridade.<\/p>\n<p>\u00c9, n\u00e9, Luciana&#8230;<\/p>\n<p>Como ensina o Evangelho, \u201cningu\u00e9m \u00e9 profeta na sua pr\u00f3pria terra\u201d.<\/p>\n<p>Se nem o messias o foi, n\u00e3o haveria de s\u00ea-lo o Tarso Genro, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>(d) E ent\u00e3o?<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Assim, &#8220;na Batalha de 2016&#8221;, a \u00fanica esperan\u00e7a para o \u201cpov\u00e3o\u201d \u2013 com o peru j\u00e1 a caminho do abatedouro \u2013 \u00e9, <em>necessariamente<\/em>, a articula\u00e7\u00e3o e uni\u00e3o de todas as for\u00e7as da resist\u00eancia democr\u00e1tica. Das mais \u201csujas\u201d \u00e0s mais \u201climpinhas\u201d.<\/p>\n<p>Isso inclui, na dimens\u00e3o pol\u00edtico-partid\u00e1ria, um Jean Wyllys, do PSOL, mas tamb\u00e9m um Paulo Pimenta, do PT, e um Alessandro Molon, da Rede, por exemplo.<\/p>\n<p>E \u00e9 justamente essa frente a tal \u201c\u00faltima trincheira da cidadania\u201d. E n\u00e3o o STF, como propunha, com sinceridade, o Min. Marco Aur\u00e9lio Mello meses atr\u00e1s, no alvorecer do golpe.<\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Desfalque<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Com pesar constato, contudo, que haver\u00e1 desfalques nas fileiras de combatentes.<\/p>\n<p>Na dimens\u00e3o pol\u00edtico-partid\u00e1ria dessa frente \u2013 desesperada! \u2013 n\u00e3o vejo o engajamento sincero de uma Luciana Genro \u2013 que cada hora diz uma coisa \u2013 ou de um Rui Falc\u00e3o \u2013 <u><a href=\"http:\/\/jornalggn.com.br\/blog\/romulus\/mal-do-malandro-e-achar-que-outros-sao-otarios-por-romulus\">que ainda n\u00e3o decidiu se \u00e9 malandro ou man\u00e9<\/a><\/u>.<\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>\u201c<em>No pasar\u00e1n<\/em>\u201d<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Gosto de Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes alguns epis\u00f3dios me v\u00eam \u00e0 mente&#8230;<\/p>\n<p>Decidam voc\u00eas se o relato abaixo tem algo a ver com o que se discute aqui ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Na Espanha, precedendo em um par de anos a vit\u00f3ria final de Franco, houve uma (pequena) \u201cguerra civil\u201d dentro da (grande) \u201cGuerra Civil Espanhola\u201d.<\/p>\n<p>Refiro-me ao sangrento conflito \u2013 dentro do territ\u00f3rio da \u201cRep\u00fablica\u201d! \u2013 entre anarquistas e comunistas. Deixou centenas de mortos, desfalcando em muito as mil\u00edcias republicanas, que nunca mais contaram com os anarquistas.<\/p>\n<p>E pior (1):<\/p>\n<p>Plantou-se, para sempre, a desconfian\u00e7a entre companheiros de trincheira.<\/p>\n<p>E pior (2):<\/p>\n<p>Havia ainda a famosa \u201cQuinta Coluna\u201d de Franco \u2013 tamb\u00e9m dentro da \u201cRep\u00fablica\u201d! Que papel ter\u00e1 desempenhado de fato no assalto a Madri? Nunca se soube ao certo quem eram \u2013 na clandestinidade do sabotador \u2013 seus membros, certo?<\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\u00c9, \u201cSeu\u201d <strong>Marx<\/strong>&#8230; concordo com o Sr.:<\/p>\n<p>\u2013 Quando n\u00e3o como farsa, <strong>a Hist\u00f3ria se repete como trag\u00e9dia mesmo.<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Ep\u00edlogo:<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Os volumes anteriores desta s\u00e9rie de 3 posts, o \u201c<u><a href=\"http:\/\/jornalggn.com.br\/blog\/romulus\/velha-questao-direita-unida-esquerda-estilhacada-vol-1-por-que-por-romulus\">Vol. 1: Por qu\u00ea?\u201d<\/a><\/u> e o \u201c<u><a href=\"http:\/\/jornalggn.com.br\/blog\/romulus\/velha-questao-vol-2-clausula-de-barreira-por-romulus\">Vol. 2: cl\u00e1usula de barreira<\/a><\/u><u>\u201d<\/u>, permitiram trocas muito ricas com os leitores \u2013 de esquerda e tamb\u00e9m de direita. Aqui no GGN e tamb\u00e9m nas redes sociais.<\/p>\n<p>\n          <strong>\u2013 Um \u201cd<\/strong><br \/>\n          <strong>i\u00e1logo\u201d, afinal?<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Seguem algumas ilustra\u00e7\u00f5es. Tanto de &#8220;<strong>obst\u00e1culos<\/strong>&#8221; como de &#8220;<strong>solu\u00e7\u00f5es<\/strong>&#8220;, passando por um grave alerta e chegando, finalmente, a uma improv\u00e1vel &#8220;viagem culin\u00e1ria&#8221;:<\/p>\n<p>\n          <strong>Alerta de quem entende (muito) do riscado<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Quando voc\u00ea fala em &#8220;centrismo&#8221; e descreve quem dele faz parte &#8211; apol\u00edticos, pendem para um lado ou outro segundo as circunst\u00e2ncias, mas s\u00e3o o fiel da balan\u00e7a &#8211; voc\u00ea vai certeiramente pro PMDB. E tem raz\u00e3o, porque est\u00e1 falando de perfis partid\u00e1rios. Mas o problema \u00e9 que a sua descri\u00e7\u00e3o, n\u00e3o em termos de partido, mas do eleitorado que vota nele, \u00e9 exatamente aquela do grosso da popula\u00e7\u00e3o que, manipulada pela m\u00eddia, sequer percebe o que est\u00e1 acontecendo hoje com o golpe em curso. Por isso n\u00e3o sai \u00e0 rua pra apoiar o &#8220;nosso lado&#8221; nas manifesta\u00e7\u00f5es, mas s\u00e3o os que, embalados pelo moralismo anti-corrup\u00e7\u00e3o e a aura medi\u00e1tica da Lava-Jato, correm em defesa da destitui\u00e7\u00e3o da Dilma e da extin\u00e7\u00e3o do PT. No limite, s\u00e3o os que pedem interven\u00e7\u00e3o &#8220;constitucional&#8221; das FFAA ou s\u00e3o eleitores certos de Bolsonaro ou qualquer outro salvador da p\u00e1tria estilo Berlusconi que se apresente como candidato.<\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/sites\/default\/files\/u28333\/dialogo.png\"\/>\n        <\/p>\n<p>\n          <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/sites\/default\/files\/u28333\/dialogo_copy.png\"\/>\n        <\/p>\n<p>\n          <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/sites\/default\/files\/u28333\/dialogo_copy_2.png\"\/>\n        <\/p>\n<p>\n          <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/sites\/default\/files\/u28333\/dialogo_copy_3.png\"\/>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/sites\/default\/files\/u28333\/screencapture-www-facebook-com-groups-politicas24horas-permalink-1199016380159400-1471230378472.png\"\/>\n        <\/p>\n<p>\n          <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/sites\/default\/files\/u28333\/screencapture-www-facebook-com-groups-politicas24horas-permalink-1199016380159400-1471230378472_copy.png\"\/>\n        <\/p>\n<p>\n          <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/sites\/default\/files\/u28333\/screencapture-www-facebook-com-groups-politicas24horas-permalink-1199016380159400-1471230378472_copy_2.png\"\/>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/sites\/default\/files\/u28333\/screencapture-jornalggn-com-br-blog-romulus-velha-questao-direita-unida-esquerda-estilhacada-vol-1-por-que-por-romulus-1471253426311.png\"\/>\n        <\/p>\n<p>\n          <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/sites\/default\/files\/u28333\/screencapture-jornalggn-com-br-blog-romulus-velha-questao-vol-2-clausula-de-barreira-por-romulus-1471253571485.png\"\/>\n        <\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p><strong>Nota: a trilha sonora<\/strong> \u00e9 um bis de um post anterior.<\/p>\n<p><strong>&#8220;O canto das tr\u00eas ra\u00e7as&#8221;, na voz de Clara Nunes<\/strong>. Ilustra tanto a &#8220;Guerra da Hist\u00f3ria&#8221; (a atemporal &#8220;agonia [do] canto do trabalhador&#8221;), como algumas &#8220;batalhas&#8221; (o \u00edndio subjugado, o negro feito cativo e o grito &#8211; abafado &#8211; de liberdade dos inconfidentes):<\/p>\n<p>\n          <strong>Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 letra:<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>[(i) Batalhas]<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <em>Ningu\u00e9m ouviu \/ Um solu\u00e7ar de dor \/No canto do Brasil<\/em>\n        <\/p>\n<p>\n          <em>Um lamento triste \/ Sempre ecoou \/ <strong>Desde que o \u00edndio guerreiro \/ Foi pro cativeiro \/ E de l\u00e1 cantou<\/strong><\/em>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong><br \/>\n            <em>Negro entoou \/ Um canto de revolta pelos ares \/ No Quilombo dos Palmares \/ Onde se refugiou<\/em><br \/>\n          <\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <em>Fora a <strong>luta dos Inconfidentes \/ Pela quebra das correntes <\/strong>\/ Nada adiantou<\/em>\n        <\/p>\n<p><strong>[\u201cInconfidentes\u201d. <\/strong>Da Inconfid\u00eancia Mineira (apenas)? Se sim, \u00e9 liberdade po\u00e9tica. Um movimento muito mais de tentativa frustrada de ruptura entre a elite colonial e a metropolitana do que, propriamente \u201cquebra de correntes\u201d. Ou seja, emancipa\u00e7\u00e3o popular. Exemplo efetivo de luta por \u201cquebra de correntes \u2013 <strong>e por essa raz\u00e3o menos presente no imagin\u00e1rio e na cultura brasileira<\/strong> \u2013 seria a <strong>Conjura\u00e7\u00e3o Baiana<\/strong>, influenciada tanto pela Revolu\u00e7\u00e3o Francesa quanto \u2013 esc\u00e2ndalo! \u2013 pela <strong>Revolu\u00e7\u00e3o Haitiana]<\/strong><\/p>\n<p>\n          <strong>[(ii) A grande \u201cGuerra da Hist\u00f3ria\u201d]<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <em>E de guerra em paz \/ De paz em guerra \/ Todo o povo dessa terra \/ Quando pode cantar \/ Canta de dor<\/em>\n        <\/p>\n<p><strong>[Da minha perspectiva temporal <\/strong>mais para batalhas de \u201cgera\u00e7\u00f5es\u201d \u2013 e grupos \u2013 diferentes do que propriamente \u201cguerra, paz, paz e guerra\u201d<strong>]<\/strong><\/p>\n<p>\n          <em>E <strong>ecoa noite e dia<\/strong> \/ \u00c9 ensurdecedor \/ Ai, mas <strong>que agonia \/ O canto do trabalhador<\/strong><\/em>\n        <\/p>\n<p>\n          <em>Esse canto que devia \/ Ser um canto de alegria \/ <strong>Soa apenas \/ Como um solu\u00e7ar de dor<\/strong><\/em>\n        <\/p>\n<p><strong>[Mais<\/strong><strong>liberdade po\u00e9tica<\/strong>. E ret\u00f3rica. Todos sabemos \u2013 e os sambas cantados pela talentosa e bela mulata Clara Nunes s\u00e3o exemplos eternizados disso \u2013 que, malgrado toda a espolia\u00e7\u00e3o de que \u00e9 v\u00edtima h\u00e1 5 s\u00e9culos, <strong>o povo brasileiro<\/strong> \u2013 paradoxalmente ou justamente por causa disso? \u2013 <strong>canta \u00e9 alegria<\/strong>. \u201cTamb\u00e9m\u201d ou at\u00e9 \u201cprincipalmente\u201d, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<p>\n          <strong>\u201c\u00d3pio do povo\u201d?<\/strong>\n        <\/p>\n<p>Droga que anestesia as chibatadas levadas?<\/p>\n<p>Se sim, ent\u00e3o digo:<\/p>\n<p>\n          <strong>Viva esse \u201c\u00f3pio\u201d!<\/strong>\n        <\/p>\n<p><strong>Viva Clara Nunes e o \u201ccanto das tr\u00eas ra\u00e7as\u201d<\/strong> fundadoras do Brasil! Canto depois enriquecido pelas tantas outras que chegaram \u00e0 <strong>nossa terra]<\/strong><\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>Leia mais:<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <a href=\"http:\/\/jornalggn.com.br\/blog\/romulus\/velha-questao-direita-unida-esquerda-estilhacada-vol-1-por-que-por-romulus\">Vol. 1: Por qu\u00ea?<\/a>\n        <\/p>\n<p>\n          <a href=\"http:\/\/jornalggn.com.br\/blog\/romulus\/velha-questao-direita-unida-esquerda-estilhacada-vol-2-clausula-de-barreira-por-romulus\">Vol. 2: cl\u00e1usula de barreira<\/a>\n        <\/p>\n<p align=\"center\">\n          <strong>*   *   *<\/strong>\n        <\/p>\n<p><strong>(i) <\/strong>Acompanhe-me no Facebook:<\/p>\n<p>\n          <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100008108688607\"><br \/>\n            <strong>Maya Vermelha, a Chihuahua socialista<\/strong><br \/>\n          <\/a>\n        <\/p>\n<p>(perfil da minha brava e fiel escudeirinha)<\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p><strong>(ii)<\/strong> No Twitter:<\/p>\n<p>\n          <a href=\"https:\/\/twitter.com\/rommulus_\"><br \/>\n            <strong>@rommulus_<\/strong><br \/>\n          <\/a>\n        <\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p><strong>(iii)<\/strong> E, claro, aqui no GGN: <a href=\"http:\/\/jornalggn.com.br\/blogs\/romulus\"><strong>Blog de Romulus<\/strong><\/a><\/p>\n<p>\n          <strong>*<\/strong>\n        <\/p>\n<p>\n          <em>Quando perguntei, uma deputada su\u00ed\u00e7a se definiu em um jantar como &#8220;uma esquerdista que sabe fazer conta&#8221;. Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim tamb\u00e9m.<\/em>\n        <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[583],"tags":[],"class_list":["post-86212","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-romulus-maya-posts-antigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/86212","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=86212"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/86212\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=86212"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=86212"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=86212"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}