{"id":113597,"date":"2020-07-14T06:01:55","date_gmt":"2020-07-14T09:01:55","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=113597"},"modified":"2020-07-14T05:38:58","modified_gmt":"2020-07-14T08:38:58","slug":"5-contrapontos-para-entender-a-estrategia-da-atual-direcao-da-petrobras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=113597","title":{"rendered":"Cinco Contrapontos para Entender a Estrat\u00e9gia da Atual Dire\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00a0Por Felipe Coutinho<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros da Petrobr\u00e1s (AEPET*) analisa, ponto a ponto, o documento \u201c5 Pontos para Entender Nossa Estrat\u00e9gia\u201d apresentado pela atual Dire\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s no blog Fatos e Dados. (1)<\/p>\n<ol>\n<li><strong>\u201cFoco no aumento do retorno em nossa base de ativos\u201d<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A alta administra\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s argumenta:<\/p>\n<p>\u201cA Petrobras que est\u00e1 sendo planejada \u00e9 uma empresa em crescimento, com foco em explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas e ultra profundas, com uma d\u00edvida sustent\u00e1vel, com excel\u00eancia operacional no refino, g\u00e1s e energia e posicionada para maior cria\u00e7\u00e3o de valor econ\u00f4mico. Precisamos focar nas atividades e nos ativos que proporcionam maiores retornos e menores riscos. Buscamos esse foco tanto por meio de uma gest\u00e3o ativa de nosso portf\u00f3lio quanto por adequa\u00e7\u00f5es na forma como conduzimos nosso neg\u00f3cio (por exemplo: incessante busca por custos competitivos).\u201d (1)<\/p>\n<p>A dire\u00e7\u00e3o alega que o foco em explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o se justificaria por gerarem maiores retornos e menores riscos. A pergunta que precisa ser feita \u00e9: <strong>Para qual pre\u00e7o do petr\u00f3leo?<\/strong><\/p>\n<p>As maiores petrol\u00edferas internacionais s\u00e3o integradas desde a explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o, ao refino, transporte, comercializa\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e petroqu\u00edmica. Muitas com presen\u00e7a na produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis, das energias potencialmente renov\u00e1veis e de energia termoel\u00e9trica. A integra\u00e7\u00e3o se justifica porque garante a gera\u00e7\u00e3o de caixa diante da inevit\u00e1vel varia\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Quanto menor o grau de integra\u00e7\u00e3o, maior a exposi\u00e7\u00e3o de uma petroleira \u00e0 choques de oferta, que derrubam o pre\u00e7o, destruindo a lucratividade da atividade de Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o (E&amp;P), conforme observado nos anos de 2015, 2016 e no primeiro semestre de 2017. Durantes esses 30 meses de pre\u00e7os moderados do petr\u00f3leo, os balan\u00e7os trimestrais da ind\u00fastria internacional apresentaram preju\u00edzos bilion\u00e1rios do segmento de E&amp;P, enquanto os lucros extraordin\u00e1rios do refino, transporte e comercializa\u00e7\u00e3o garantiram a resili\u00eancia das petroleiras integradas.<\/p>\n<p><strong>O somat\u00f3rio do lucro operacional do Abastecimento da Petrobr\u00e1s nos anos de 2015, 2016 e 2017 registrou US$ 23,7 bilh\u00f5es, em valores corrigidos para 2018, enquanto o E&amp;P obteve US$ 9,4 bilh\u00f5es no mesmo per\u00edodo, quando o pre\u00e7o do petr\u00f3leo m\u00e9dio foi de US$ 52,68 por barril.<\/strong><\/p>\n<p>Em s\u00edntese, a privatiza\u00e7\u00e3o de refinarias, terminais, dutos e distribuidora traz preju\u00edzos muito mais graves \u00e0 resili\u00eancia e sobreviv\u00eancia da Petrobr\u00e1s, na conjuntura de pre\u00e7os relativamente moderados de petr\u00f3leo, do que presum\u00edveis benef\u00edcios pela redu\u00e7\u00e3o dos gastos com juros decorrentes da antecipa\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o da sua d\u00edvida. (2)<\/p>\n<p>O comunicado da Petrobr\u00e1s segue:<\/p>\n<p>\u201cAs descobertas no pr\u00e9-sal est\u00e3o entre as mais importantes da ind\u00fastria nas \u00faltimas d\u00e9cadas. O pr\u00e9-sal \u00e9 caracterizado por grandes acumula\u00e7\u00f5es de \u00f3leo leve, de excelente qualidade e com alto valor comercial. \u00c9 nessa \u00e1rea que temos reconhecimento internacional por nossa presen\u00e7a, capacidade t\u00e9cnica e tecnologia desenvolvida. Esta realidade nos coloca em uma posi\u00e7\u00e3o privilegiada frente \u00e0 demanda de energia mundial. Precisamos aproveitar. Vamos concentrar esfor\u00e7os nesses ativos de E&amp;P que somos donos naturais.\u201d (1)<\/p>\n<p>A nota da dire\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s desqualifica a atua\u00e7\u00e3o da companhia nos segmentos que permitem sua verticaliza\u00e7\u00e3o e agregam valor ao petr\u00f3leo cru. O argumento falacioso aponta que a Petrobr\u00e1s seria natural e geneticamente ineficiente no Refino, Transporte Comercializa\u00e7\u00e3o, Distribui\u00e7\u00e3o e no processamento de G\u00e1s Natural, por exemplo, e assim se poderia justificar as privatiza\u00e7\u00f5es nestes segmentos onde a Petrobr\u00e1s n\u00e3o seria \u201cdona natural\u201d.<\/p>\n<p>Vamos aos verdadeiros fatos e dados:<\/p>\n<p>O custo de refino m\u00e9dio da Petrobr\u00e1s varia em torno de US$ 2,40 por barril processado. O custo do parque de refino do Golfo do M\u00e9xico nos Estados Unidos, no per\u00edodo 2015 \u2013 2018, foi de US$ 4,70 por barril. Para o parque de refino da Costa Leste dos Estados Unidos (outra refer\u00eancia internacional) o custo de refino foi de US$ 5,50 por barril.<\/p>\n<p>Em 2018 a margem bruta do refino no Brasil foi de US$ 15 por barril (4T18). No Golfo dos Estados Unidos (USGC) a margem foi de US$ 10 por barril de refino a partir de petr\u00f3leo pesado. Ou seja, o parque de refino da Petrobr\u00e1s obteve lucratividade acima de refinarias t\u00edpicas de alta complexidade do parque de refino de maior competitividade do mundo.<\/p>\n<p>Na Europa e em Cingapura o refino mais complexo (tipo HCC) obteve margem bruta de US$ 8 por barril processado.<\/p>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o internacional dos custos para o processamento do petr\u00f3leo nas refinarias e de suas margens de resultados brutos demonstram que as refinarias da Petrobr\u00e1s, integradas vertical e nacionalmente, s\u00e3o muito eficientes.<\/p>\n<p>Entre 2010 e 2018, a gera\u00e7\u00e3o de caixa (EBITDA ajustado) do segmento de G\u00e1s e Energia da Petrobr\u00e1s foi de US$ 15,5 bilh\u00f5es e o lucro operacional foi de US$ 8,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A Petrobr\u00e1s desenvolveu consumidores para o g\u00e1s natural e investiu na constru\u00e7\u00e3o de milhares de quil\u00f4metros de gasodutos nas malhas do Sudeste (NTS) e Nordeste (TAG). (3)<\/p>\n<p>Voltemos ao comunicado da dire\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s:<\/p>\n<p>\u201cO momento de investir em E&amp;P \u00e9 agora. No futuro, outras fontes de energia podem ser mais rent\u00e1veis que o petr\u00f3leo. Ent\u00e3o, para maximizar o valor dessa produ\u00e7\u00e3o, precisamos agir hoje.<\/p>\n<p>N\u00e3o temos prefer\u00eancia por localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica: vamos onde o petr\u00f3leo e a cria\u00e7\u00e3o de valor estiver. As nossas melhores oportunidades est\u00e3o no mar, em \u00e1gua profundas e ultraprofundas.\u201d (1)<\/p>\n<p>As fontes prim\u00e1rias de origem f\u00f3ssil &#8211; carv\u00e3o, petr\u00f3leo e g\u00e1s natural &#8211; responderam por 80,2% da demanda total em 2000. Em 2017, a participa\u00e7\u00e3o dos f\u00f3sseis se elevou para 80,8%.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o das energias de origem f\u00f3ssil na demanda de energia mundial se manteve est\u00e1vel nos \u00faltimos 25 anos. \u00c9 improv\u00e1vel que percam import\u00e2ncia relativa nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, considerando sua qualidade (flexibilidade, facilidade de uso, densidade energ\u00e9tica e confiabilidade) e quantidade (disponibilidade), em compara\u00e7\u00e3o com as demais fontes prim\u00e1rias de energia. (4)<\/p>\n<p>S\u00e3o contradit\u00f3rios os argumentos relativos \u00e0s boas perspectivas futuras das energias de origem potencialmente renov\u00e1veis, ao se constatar a decis\u00e3o da atual administra\u00e7\u00e3o da companhia de sair dos segmentos de produ\u00e7\u00e3o dos biocombust\u00edveis: etanol e biodiesel. Al\u00e9m da divulga\u00e7\u00e3o do processo de privatiza\u00e7\u00e3o da sua subsidi\u00e1ria integral deste segmento, a Petrobr\u00e1s Biocombust\u00edvel (PBIO). (5)<\/p>\n<ol>\n<li><strong>\u201cRedu\u00e7\u00e3o do endividamento, do custo do capital e aumento da resili\u00eancia\u201d<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O comunicado da Petrobr\u00e1s segue assim:<\/p>\n<p>\u201cNossa d\u00edvida \u00e9 muito superior \u00e0s de outras empresas do setor. Isso leva a um alto pagamento de juros, o que tornam ainda mais desafiadores para a Petrobras os per\u00edodos de pre\u00e7os baixos do Brent. Como regra geral, empresas de commodities n\u00e3o devem ter d\u00edvida elevada j\u00e1 que s\u00e3o mais suscet\u00edveis aos ciclos econ\u00f4micos e \u00e0 elevada volatilidade dos pre\u00e7os de venda dos seus produtos. Precisamos pelo menos igualar nossa d\u00edvida \u00e0s das demais empresas do segmento para reduzir o nosso custo de capital e competir em p\u00e9 de igualdade.<\/p>\n<p>Quanto menor for nossa d\u00edvida, mais atrativas ser\u00e3o nossas condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito (ver Figura acima), aumentando assim o potencial de retorno de nossos projetos de investimento. J\u00e1 adotamos um regramento para sele\u00e7\u00e3o de investimentos no qual todos os projetos t\u00eam que apresentar cria\u00e7\u00e3o de valor inclusive no cen\u00e1rio de resili\u00eancia. Dessa forma, todo o nosso planejamento foi constru\u00eddo com o objetivo de nos preparar para os momentos em que o pre\u00e7o do Brent n\u00e3o fosse favor\u00e1vel. Nossos projetos s\u00e3o resilientes\u201d (1)<\/p>\n<p>A vulnerabilidade aos pre\u00e7os baixos do petr\u00f3leo \u00e9 decorrente da desintegra\u00e7\u00e3o vertical das petrol\u00edferas que focam em Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o e n\u00e3o agregam valor ao petr\u00f3leo cru que produzem, atrav\u00e9s dos segmentos de Refino, Transporte, Comercializa\u00e7\u00e3o, Distribui\u00e7\u00e3o e Petroqu\u00edmica.<\/p>\n<p>O endividamento \u00e9 resultado do empr\u00e9stimo de recursos de terceiros para alavancar investimentos e aumentar a produ\u00e7\u00e3o no desenvolvimento da prov\u00edncia do pr\u00e9-sal e na agrega\u00e7\u00e3o de valor ao petr\u00f3leo cru.<\/p>\n<p>Se os juros de US$ 7 bilh\u00f5es anuais s\u00e3o equivalentes a 1 sistema de produ\u00e7\u00e3o de 150 mil barris por ano, a d\u00edvida bruta de US$ 101 bilh\u00f5es \u00e9 equivalente a instala\u00e7\u00e3o de 14 sistemas de produ\u00e7\u00e3o. Seriam necess\u00e1rios 14 anos economizando com o n\u00e3o pagamento de juros para instalar o n\u00famero de sistemas que se p\u00f4de antecipar com esses recursos de terceiros.<\/p>\n<p>Com a alavancagem por recursos de terceiros foi poss\u00edvel a antecipa\u00e7\u00e3o dos investimentos a partir dos quais foram gerados empregos, pagos impostos e foi antecipado o aumento da produ\u00e7\u00e3o e da gera\u00e7\u00e3o de caixa da Petrobr\u00e1s.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s no desenvolvimento do campo de Lula, na Cess\u00e3o Onerosa e nos cinco primeiros leil\u00f5es de partilha do pr\u00e9-sal foi potencializada pelo acesso aos recursos de terceiros e endividamento.<\/p>\n<p><strong>Fal\u00e1cia da privatiza\u00e7\u00e3o para redu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida da Petrobr\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p>As redu\u00e7\u00f5es da d\u00edvida e da alavancagem da Petrobr\u00e1s t\u00eam sido utilizadas como pretexto para a privatiza\u00e7\u00e3o dos ativos da companhia.<\/p>\n<p>Desde 2016 afirmamos que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio vender ativos para administrar e reduzir a d\u00edvida da Petrobr\u00e1s. (6)<\/p>\n<p>A Petrobr\u00e1s reduziu sua d\u00edvida l\u00edquida de US$ 115,4 para US$ 69,4 bilh\u00f5es e sua alavancagem (d\u00edvida l\u00edquida \/ EBITDA ajustado) de 4,25 para 2,20, entre o final de 2014 e de 2018.<\/p>\n<p>Nesse mesmo per\u00edodo de quatro anos, a Petrobr\u00e1s vendeu ativos no valor de US$ 18,72 bilh\u00f5es. Deste total, os valores efetivamente recebidos em caixa totalizaram US$ 11,81 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Esta d\u00edvida poderia ser reduzida, mesmo sem a entrada no caixa dos US$ 11,81 bilh\u00f5es. Na realidade, as privatiza\u00e7\u00f5es tiveram influ\u00eancia pouco relevante na redu\u00e7\u00e3o do endividamento l\u00edquido da companhia.<\/p>\n<p>Limitou-se a 25,65% da redu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida l\u00edquida, entre 2015 (final de 2014) e 2019 (final de 2018), que pode ser atribu\u00edda a venda de ativos. Cerca de tr\u00eas quartos (74,35%) da redu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida teve origem na gera\u00e7\u00e3o operacional de caixa da Petrobr\u00e1s. (7)<\/p>\n<p><strong>Rela\u00e7\u00e3o entre endividamento e custo de capital<\/strong><\/p>\n<p>A alta administra\u00e7\u00e3o argumenta que seria necess\u00e1rio reduzir a d\u00edvida para diminuir o custo de capital da Petrobr\u00e1s.<\/p>\n<p>Em 2014, o endividamento da Petrobr\u00e1s era de US$ 132,1 bilh\u00f5es e a taxa m\u00e9dia dos financiamentos de 5,6% ao ano. Em 2018, a d\u00edvida foi reduzida para US$ 84,4 bilh\u00f5es e taxa se elevou para 6,1% ao ano.<\/p>\n<p>N\u00e3o existe evid\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito entre redu\u00e7\u00e3o do endividamento e diminui\u00e7\u00e3o do custo de capital. Outros fatores determinam a disponibilidade de recursos e seus custos, como por exemplo a perspectiva de crescimento e de lucratividade da companhia, al\u00e9m das condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas do Brasil e do mundo. (8)<\/p>\n<ol>\n<li><strong>\u201cGest\u00e3o ativa do nosso portif\u00f3lio viabilizando grandes investimentos\u201d<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O comunicado segue assim:<\/p>\n<p>\u201cA gest\u00e3o ativa de portf\u00f3lio com desinvestimento \u00e9 uma ferramenta para execu\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia da Petrobras. O desinvestimento ajuda a reduzir o endividamento e a financiar investimentos nas opera\u00e7\u00f5es que geram mais valor. O maior foco dos investimentos ser\u00e1 a \u00e1rea de Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o, que receber\u00e1 85% dos US$ 76 bilh\u00f5es que a empresa planejou investir entre 2020 e 2024. A Petrobras tamb\u00e9m continuar\u00e1 com participa\u00e7\u00e3o relevante no refino nacional (50%), nas opera\u00e7\u00f5es log\u00edsticas da ind\u00fastria e na produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de parcela significativa do g\u00e1s nacional. Nosso valor de investimento ser\u00e1 mais que o dobro do que a companhia estima receber com os desinvestimentos no per\u00edodo (20-24).\u201d (1)<\/p>\n<p>Entre 2009 e 2014 a Petrobr\u00e1s investiu cerca de US$ 300 bilh\u00f5es (em valores atualizados), m\u00e9dia anual de US$ 50 bilh\u00f5es. Entre 2020 e 2024, o planejamento da Petrobras projeta investimento m\u00e9dio anual de US$ 15 bilh\u00f5es (PNG 2020-2024). (8)<\/p>\n<p>Como j\u00e1 foi dito, a maior rentabilidade alegada do segmento de Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o depende do pre\u00e7o internacional do petr\u00f3leo cru. O foco neste segmento traz riscos empresariais desnecess\u00e1rios para a Petrobr\u00e1s e \u00e9 pr\u00e1tica incomum entre as maiores petrol\u00edferas do mundo que preservam atua\u00e7\u00e3o integrada, com capacidades de Refino, Transporte, Comercializa\u00e7\u00e3o e Distribui\u00e7\u00e3o iguais ou superiores \u00e0s suas capacidades de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo cru.<\/p>\n<ol>\n<li><strong>\u201cAdequa\u00e7\u00e3o de custos corporativos\u201d<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Ainda do comunicado.<\/p>\n<p>\u201cAssim como a nossa d\u00edvida, nossas despesas corporativas s\u00e3o superiores a de nossos pares&#8230; Reduzir nossas despesas corporativas j\u00e1 era uma meta que est\u00e1vamos perseguindo. O programa de desligamento volunt\u00e1rio, os cortes de despesas, como publicidade e patroc\u00ednio, e a otimiza\u00e7\u00e3o do uso de pr\u00e9dios administrativos s\u00e3o algumas iniciativas em andamento que j\u00e1 contribu\u00edram para a redu\u00e7\u00e3o de custos em 2019. Em 2020, planejamos reduzir em 15% os gastos corporativos (custos e despesas, excluindo-se mat\u00e9ria-prima) e em 10% os custos de forma geral. Estamos tamb\u00e9m capturando oportunidades de redu\u00e7\u00e3o de custos decorrentes do processo de gest\u00e3o de portf\u00f3lio. Frente aos desafios impostos pela recente retra\u00e7\u00e3o na demanda em decorr\u00eancia da pandemia implementamos novas medidas que contribuir\u00e3o para a redu\u00e7\u00e3o dos custos e preserva\u00e7\u00e3o do caixa. Ajustamos nossa produ\u00e7\u00e3o hibernando algumas plataformas que n\u00e3o apresentam condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas para operar com pre\u00e7os baixos de petr\u00f3leo e s\u00e3o ativos em processos de venda, postergamos pagamento de dividendos e de remunera\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel referente \u00e0 2019, estamos renegociando grandes contratos com fornecedores e ajustando a remunera\u00e7\u00e3o por fun\u00e7\u00f5es gratificadas de nossos gestores.\u00a0\u00a0 Tudo isso para preservar nossa companhia neste cen\u00e1rio de baix\u00edssima demanda mundial por combust\u00edveis e por petr\u00f3leo.\u201d (1)<\/p>\n<p>O controle deste tipo de gasto \u00e9 preocupa\u00e7\u00e3o constante em todas as empresas, trata-se de uma obriga\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tem car\u00e1ter estrat\u00e9gico.<\/p>\n<p>Adequa\u00e7\u00e3o de gastos corporativos \u00e9 pr\u00e1tica rotineira e gradual com a evolu\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios. Mudan\u00e7as profundas s\u00f3 acontecem quando a estrutura da empresa \u00e9 modificada radicalmente. A poss\u00edvel necessidade de redu\u00e7\u00e3o significativa das despesas corporativas \u00e9 provocada por modifica\u00e7\u00e3o estrutural. O que precisa ser explicado s\u00e3o os motivos para a referida modifica\u00e7\u00e3o estrutural.<\/p>\n<p>Algumas quest\u00f5es n\u00e3o tratadas s\u00e3o: qual a import\u00e2ncia dos Custos Corporativos em rela\u00e7\u00e3o aos Custos Totais? Em termos de Custos Totais qual a posi\u00e7\u00e3o relativa da Petrobr\u00e1s? Entre os Custos Corporativos quais s\u00e3o os mais relevantes? Qual o peso da superestrutura administrativa em rela\u00e7\u00e3o aos custos operacionais? Para que se saiba se a dire\u00e7\u00e3o corta os custos onde deveria.<\/p>\n<p>Na ind\u00fastria onde a mat\u00e9ria prima \u00e9 t\u00e3o relevante quanto a do petr\u00f3leo, chega a representar mais de 4\/5 do total dos custos dos produtos, o que significa reduzir custos administrativos?<\/p>\n<p>A experi\u00eancia de quase toda atual alta dire\u00e7\u00e3o da companhia, presidente e conselheiros de administra\u00e7\u00e3o, na \u00e1rea de servi\u00e7os, a torna limitada para entender a profunda diferen\u00e7a existente na avalia\u00e7\u00e3o entre os custos de uma empresa de petr\u00f3leo e de um banco.<\/p>\n<p>A atual dire\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s tenta justificar a necessidade de redu\u00e7\u00e3o dos gastos corporativos apresentando a rela\u00e7\u00e3o destes gastos com a receita em diversas petrol\u00edferas, em 2019.<\/p>\n<p>Nenhuma explica\u00e7\u00e3o detalhada \u00e9 fornecida sobre como os n\u00fameros foram apurados. Trata-se apenas SG&amp;A\/Receita somada dos segmentos. Qual a discrimina\u00e7\u00e3o dos gastos chamados SG&amp;A?<\/p>\n<p>A receita \u00e9 a receita total da empresa? \u00c9 receita bruta ou receita liquida?<\/p>\n<p>Em 2015 a receita liquida da Petrobr\u00e1s foi de US$ 97,3 bilh\u00f5es e em 2019 foi de US$ 76,6 bilh\u00f5es. Portanto uma queda de 21% no per\u00edodo.<\/p>\n<p>A Shell, por exemplo, em 2015 registrou receita liquida de US$ 264,9 bilh\u00f5es e em 2019 de US$ 344,9 bilh\u00f5es. Portanto um crescimento de 30% no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Em 2016 a Shell comprou a BG que tinha posi\u00e7\u00e3o privilegiada no pr\u00e9-sal brasileiro, dispendendo cerca de US$ 70 bilh\u00f5es. Excelente neg\u00f3cio que proporcionou crescimento de suas receitas, lucros e gera\u00e7\u00e3o de caixa.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Petrobr\u00e1s em 2016 implantou uma nova pol\u00edtica de pre\u00e7os chamada de Pre\u00e7o Parit\u00e1rio de Importa\u00e7\u00e3o-(PPI) que resultou na perda de mercado, e na ociosidade de suas refinarias, de at\u00e9 30%. Al\u00e9m disto, em 2019, transferiu para terceiros o controle da BR Distribuidora, perdendo mais de 10% de sua receita.<\/p>\n<p>Estas foram as recentes modifica\u00e7\u00f5es estruturais da Shell e da Petrobr\u00e1s. As mudan\u00e7as implantadas pelas recentes e a atual alta dire\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s reduzem sua capacidade de agregar valor ao petr\u00f3leo cru e comprometem suas receitas de vendas e resultados operacionais. Esta reestrutura\u00e7\u00e3o pode demandar cortes nas despesas corporativas, no entanto o mais importante \u00e9 que transferem a renda petrol\u00edfera da Petrobr\u00e1s e do Brasil para as multinacionais estrangeiras.<\/p>\n<ol>\n<li><strong>\u201cManuten\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia de longo prazo de ser a melhor em gera\u00e7\u00e3o de valor\u201d<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A atual administra\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s conclui a tentativa de justificar sua estrat\u00e9gia.<\/p>\n<p>\u201cVamos continuar monitorando o cen\u00e1rio de forma a garantir que continuemos nossas atividades de forma sustent\u00e1vel. Nesse sentido, o plano estrat\u00e9gico n\u00e3o deve se alterar substancialmente com respeito a estrat\u00e9gia de longo prazo.<br \/>\nEm qualquer tempestade, \u00e9 preciso que o barco fa\u00e7a ajustes em sua rota, mas permane\u00e7a firme em sua trajet\u00f3ria para chegar ao seu destino. Continuamos mantendo a nossa consist\u00eancia.\u00a0 A Petrobras j\u00e1 venceu v\u00e1rias crises e vencer\u00e1 mais essa.\u00a0 Os cinco pilares que sustentam nossa estrat\u00e9gia permanecem: maximiza\u00e7\u00e3o do retorno do portfolio, redu\u00e7\u00e3o do custo de capital, busca incessante por custos baixos, meritocracia e respeito \u00e0s pessoas, meio ambiente e seguran\u00e7a.\u201d (1)<\/p>\n<p>O que precisamos efetivamente \u00e9 tratar dos <strong>objetivos e da efici\u00eancia das petrol\u00edferas, em especial das estatais.<\/strong><\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o da efici\u00eancia das estatais deve considerar seus objetivos s\u00f3cio econ\u00f4micos:<\/p>\n<p>1- Seguran\u00e7a e autossufici\u00eancia en\u00e9rgica nacional,<\/p>\n<p>2- Redu\u00e7\u00e3o dos custos de abastecimento,<\/p>\n<p>3- Maior recupera\u00e7\u00e3o e reposi\u00e7\u00e3o de reservas,<\/p>\n<p>4- Apropria\u00e7\u00e3o pelo Estado de maior fra\u00e7\u00e3o da renda petroleira,<\/p>\n<p>5- Acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es de investimentos e operacionais para maior efici\u00eancia tribut\u00e1ria e regulat\u00f3ria do setor,<\/p>\n<p>6 &#8211; Garantia de vantagens geopol\u00edticas ao Estado por dispor do petr\u00f3leo em suas rela\u00e7\u00f5es internacionais e<\/p>\n<p>7 &#8211; Desenvolvimento nacional resultante das pol\u00edticas de investimento com conte\u00fado local, bem como em pesquisa e desenvolvimento tecnol\u00f3gico, com a resultante gera\u00e7\u00e3o de empregos e soberania tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p>V\u00ea-se que \u00e9 diferente da avalia\u00e7\u00e3o da efici\u00eancia das petrol\u00edferas controladas pelo capital privado que deriva da gera\u00e7\u00e3o de valor para os acionistas, expressa pela rela\u00e7\u00e3o entre o pagamento de dividendos e o pre\u00e7o das a\u00e7\u00f5es e\/ou pela simples valoriza\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o das a\u00e7\u00f5es no mercado.<\/p>\n<p>As compara\u00e7\u00f5es da efici\u00eancia, entre as petrol\u00edferas estatais e destas com as petrol\u00edferas de capital privado, devem ponderar a complexidade dos objetivos perseguidos pelas estatais, em compara\u00e7\u00e3o com a simples maximiza\u00e7\u00e3o do retorno aos acionistas sobre o capital aplicado, que \u00e9 a perseguida pelas companhias privadas.<\/p>\n<p>Em suma, o desempenho de uma estatal deve ser medido com refer\u00eancia \u00e0 sua fun\u00e7\u00e3o objetivo, e n\u00e3o a partir do objetivo das companhias privadas. A acelera\u00e7\u00e3o das vendas dos ativos da Petrobr\u00e1s \u00e9 resultado de decis\u00e3o puramente ideol\u00f3gica, n\u00e3o tem coer\u00eancia com as tend\u00eancias da ind\u00fastria internacional e n\u00e3o se justificam diante da realidade empresarial e financeira da companhia e de sua condi\u00e7\u00e3o de estatal. (9)<\/p>\n<p><strong>* Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros da Petrobr\u00e1s (<a href=\"https:\/\/aepet.org.br\/w3\/\">AEPET<\/a>)<\/strong><\/p>\n<h1>Refer\u00eancias<\/h1>\n<p>1. <strong>Petrobras.<\/strong> <em>5 Pontos para Entender Nossa Estrat\u00e9gia. <\/em>2020.<\/p>\n<p>2. <strong>AEPET.<\/strong> <em>Import\u00e2ncia do Refino, do Transporte e da Distribui\u00e7\u00e3o do Petr\u00f3leo e de seus Derivados para o Brasil e a Petrobr\u00e1s. <\/em>2019.<\/p>\n<p>3. <strong>Coutinho, Felipe.<\/strong> <em>Castello Branco desqualifica segmentos de Refino e G\u00e1s Natural da Petrobr\u00e1s com argumentos falaciosos. <\/em>2020.<\/p>\n<p>4. \u2014. <em>Brasil e o ciclo extrativo do petr\u00f3leo &#8211; Nova col\u00f4nia em pleno s\u00e9culo 21. <\/em>2019.<\/p>\n<p>5. <strong>Petrobras.<\/strong> <em>Petrobras divulga teaser para venda da Petrobras Biocombust\u00edvel. <\/em>2020.<\/p>\n<p>6. <strong>Coutinho, Felipe e Assis, Jos\u00e9 Carlos de.<\/strong> <em>Existe alternativa para reduzir a d\u00edvida da Petrobr\u00e1s sem vender seus ativos. <\/em>2016.<\/p>\n<p>7. <strong>AEPET.<\/strong> <em>A fal\u00e1cia da privatiza\u00e7\u00e3o para redu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida da Petrobr\u00e1s &#8211; Avalia\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico-financeira da influ\u00eancia das privatiza\u00e7\u00f5es na redu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida da Petrobr\u00e1s. <\/em>2019.<\/p>\n<p>8. <strong>Coutinho, Felipe.<\/strong> <em>Castello Branco usa d\u00edvida e pagamento de juros para tentar justificar privatiza\u00e7\u00f5es e redu\u00e7\u00e3o dos investimentos da Petrobr\u00e1s. <\/em>2020.<\/p>\n<p>9. \u2014. <em>Dire\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s acelera na contram\u00e3o com privatiza\u00e7\u00f5es. <\/em>2019.<\/p>\n<p>10. <strong>Branco, Roberto Castello.<\/strong> <em>Palestra na Comiss\u00e3o de Infraestrutura do Senado de Roberto Castello Branco. <\/em>Agosto de 2019.<\/p>\n<p>11. <strong>Petrobras.<\/strong> <em>Central de Resultados. <\/em><\/p>\n<p>12. <strong>Oliveira, Cl\u00e1udio e Coutinho, Felipe.<\/strong> <em>O Mito da Petrobr\u00e1s Quebrada. <\/em>2017.<\/p>\n<p>_______<\/p>\n<p>Canal do DE no Telegram: <a href=\"https:\/\/t.me\/duploexpresso\">https:\/\/t.me\/duploexpresso<\/a><br \/>\nGrupo de discuss\u00e3o no Telegram:\u00a0<a href=\"https:\/\/t.me\/grupoduploexpresso\">https:\/\/t.me\/grupoduploexpresso<\/a><br \/>\nCanal Duplo Expresso no YouTube:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/DuploExpresso\">https:\/\/www.youtube.com\/DuploExpresso<\/a><br \/>\nRomulus Maya no Twitter:\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/romulusmaya\">https:\/\/twitter.com\/romulusmaya<\/a><br \/>\nDuplo Expresso no Twitter:\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/duploexpresso\">https:\/\/twitter.com\/duploexpresso<\/a><br \/>\nRomulus Maya no Facebook:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/romulus.maya\">https:\/\/www.facebook.com\/romulus.maya<\/a><br \/>\nDuplo Expresso no Facebook:\u00a0<a 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