{"id":113064,"date":"2020-06-01T17:21:16","date_gmt":"2020-06-01T20:21:16","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=113064"},"modified":"2020-06-01T19:46:44","modified_gmt":"2020-06-01T22:46:44","slug":"energia-e-petroleo-brasileiro-em-10-licoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=113064","title":{"rendered":"Energia e petr\u00f3leo brasileiro em 10 li\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Felipe Coutinho<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>O desenvolvimento do Brasil depende da utiliza\u00e7\u00e3o dos nossos recursos naturais em benef\u00edcio da nossa P\u00e1tria, da maioria dos brasileiros. Temos que superar a sina colonial, deixar de seguir as elites que servem aos interesses estrangeiros. Os antigos senhores de engenho e seus feitores s\u00e3o hoje os 0,01% da popula\u00e7\u00e3o, os rentistas, os executivos vassalos das corpora\u00e7\u00f5es multinacionais e, no topo desta cadeia parasit\u00e1ria, os banqueiros.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Apresento dez fatos que todos precisam conhecer, condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para se apropriarmo-nos das nossas riquezas em benef\u00edcio de todos.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>1 &#8211; Qualidade de vida e consumo de energia est\u00e3o correlacionados<\/strong><\/p>\n<p>O consumo de energia prim\u00e1ria per capita dos Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA), em 2014, foi 80,9 mil KWh por pessoa. Da Cor\u00e9ia do Sul foi de 61,5. Enquanto no Brasil foi apenas 17,3 mil KWh por pessoa, pr\u00f3ximo ao da Turquia, com 18,4.<\/p>\n<p>Para alcan\u00e7ar alto desenvolvimento humano, o Brasil precisa aumentar muito seu consumo de energia. Estimo necess\u00e1rio o aumento de cinco vezes do consumo de energia prim\u00e1ria nacional para que nossa popula\u00e7\u00e3o atinja padr\u00f5es de vida noruegueses. Neste c\u00e1lculo, n\u00e3o considero o aumento da popula\u00e7\u00e3o. Seriam necess\u00e1rios quase 10 milh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo por dia.<\/p>\n<p>2 &#8211; <strong>Para que haja crescimento econ\u00f4mico \u00e9 necess\u00e1rio aumentar o consumo de energia<\/strong><\/p>\n<p>Nenhum pa\u00eds no mundo se desenvolveu exportando petr\u00f3leo bruto por multinacionais estrangeiras. Existe forte correla\u00e7\u00e3o entre o crescimento econ\u00f4mico e o consumo de energia.<\/p>\n<p>A privatiza\u00e7\u00e3o do nosso petr\u00f3leo para a sua exporta\u00e7\u00e3o por multinacionais n\u00e3o desenvolver\u00e1 o Brasil. Trata-se de mais um ciclo prim\u00e1rio exportador do tipo colonial. Pau-brasil, a\u00e7\u00facar, min\u00e9rios, borracha, cacau, carne, soja e agora petr\u00f3leo cru. Sempre em benef\u00edcio de uma pequena elite e em preju\u00edzo da Na\u00e7\u00e3o, de todos os nossos cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>Precisamos garantir a propriedade e o controle nacional do petr\u00f3leo, produzi-lo na velocidade requerida para atender \u00e0s nossas necessidades, agregar valor com o refino, com a petroqu\u00edmica, a qu\u00edmica fina, os f\u00e1rmacos, os fertilizantes. Desenvolver tecnologias e infraestrutura produtiva das energias renov\u00e1veis, de forma planejada, para distribuir a renda petroleira por amplos segmentos sociais e nos preparar para o futuro.<\/p>\n<p>3 &#8211; <strong>N\u00e3o h\u00e1 substituto para o petr\u00f3leo barato de se produzir, mas ele acabou e a humanidade vive as consequ\u00eancias econ\u00f4micas e sociais deste fato<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 d\u00e9cadas, em mar\u00e7o de 1998, Colin Campbell e Jean Laherr\u00e8re publicaram o artigo, agora cl\u00e1ssico, &#8220;The End of Cheap Oil&#8221; (O Fim do Petr\u00f3leo Barato), na revista Scientific American. Podemos ver agora que suas previs\u00f5es foram corretas.<\/p>\n<p>Neste artigo, Colin e Jean tamb\u00e9m discutiram o petr\u00f3leo n\u00e3o-convencional e escreveram:<\/p>\n<p>&#8220;Por \u00faltimo, os economistas gostam de salientar que o mundo cont\u00e9m enormes reservas de petr\u00f3leo n\u00e3o convencional que podem substituir o petr\u00f3leo convencional assim que o pre\u00e7o subir suficientemente para torn\u00e1-los lucrativos. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que os recursos s\u00e3o amplos&#8230;. Teoricamente, essas reservas de petr\u00f3leo n\u00e3o convencionais poderiam saciar a sede do mundo de combust\u00edveis l\u00edquidos, j\u00e1 que o petr\u00f3leo convencional passa seu pico de produ\u00e7\u00e3o. Mas a ind\u00fastria ter\u00e1 dificuldade em rela\u00e7\u00e3o ao tempo e ao dinheiro necess\u00e1rio para acelerar rapidamente a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo n\u00e3o-convencional\u201d.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo n\u00e3o-convencional (tight oil e shale gas) dos EUA est\u00e1 atrasando o momento em que a produ\u00e7\u00e3o global de combust\u00edveis l\u00edquidos come\u00e7a a diminuir. Em 1998, Colin e Jean estimaram o pico de todos os combust\u00edveis l\u00edquidos em 2010, mas, ao mesmo tempo, observaram que algumas respostas poderiam atrasar essa data. A li\u00e7\u00e3o mais importante que podemos agora tirar do artigo de 1998 \u00e9 que o mundo foi avisado que os dias do petr\u00f3leo barato estavam contados e que muitas na\u00e7\u00f5es que importam grandes quantidades de petr\u00f3leo deveriam ter ouvido o conselho e respondido de forma mais adequada (ver tamb\u00e9m: Aleklett, How correct were Colin Campbell and Jean Laherr\u00e8re when they published \u201cThe End of Cheap Oil\u201d in 1998?).<\/p>\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o da tecnologia de fraturamento horizontal e a produ\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo e g\u00e1s natural das reservas de folhelho (shale) nos EUA atrasaram a produ\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de petr\u00f3leo em cinco anos depois do pico previsto de 2011, ou seja, para 2016 (em Aleklett, Fracking (Tight Oil) delays Peak Oil by some years).<\/p>\n<p>R. Kaufman (The End of Cheap Oil: Economic, Social, and Political Change in the US and Former Soviet Union Energies, 2014) usou a qualidade e a quantidade de fluxos de energia para interpretar mudan\u00e7as econ\u00f4micas, sociais e pol\u00edticas nos EUA e na extinta Uni\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas Sovi\u00e9ticas (URSS). Os sucessos econ\u00f4micos da ex-URSS e dos EUA refletem um abundante suprimento de energia de alta qualidade. Esta abund\u00e2ncia terminou na d\u00e9cada de 1970 nos EUA e na d\u00e9cada de 1980 na URSS.<\/p>\n<p>Nos EUA, o fim do petr\u00f3leo barato causou a estagna\u00e7\u00e3o da produtividade do trabalho, o que interrompeu o crescimento cont\u00ednuo dos sal\u00e1rios e dos rendimentos familiares. Para preservar o sonho americano, que afirma que cada gera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 melhor do que a que a precedeu, as mulheres entraram na for\u00e7a de trabalho, a renda foi transferida da economia para o consumo, a economia dos EUA mudou de um credor l\u00edquido para um devedor l\u00edquido e as d\u00edvidas das fam\u00edlias e do Governo Federal aumentou.<\/p>\n<p>Apesar dos esfor\u00e7os para ocultar os efeitos da renda, o fim do petr\u00f3leo barato tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pelo aumento da desigualdade. Na antiga URSS, o fim de abundantes fontes de energia significou que a aloca\u00e7\u00e3o do super\u00e1vit de energia entre a economia dom\u00e9stica, as exporta\u00e7\u00f5es subsidiadas para a Europa Oriental e as vendas (em troca de moeda forte) para o Ocidente tornaram-se um jogo de soma zero. Isso contribuiu para o colapso da alian\u00e7a do Conselho de Assist\u00eancia Econ\u00f4mica M\u00fatua (CMEA) e da antiga URSS. Se os EUA puderem se livrar da d\u00edvida pessoal e governamental, resolver as preocupa\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas sobre a desigualdade \u00e9 o pr\u00f3ximo grande desafio colocado pelo final do petr\u00f3leo barato. (Kaufmann, 2014)<\/p>\n<p>4 &#8211; <strong>Tudo depende da energia: do que comemos \u00e0 Internet<\/strong><\/p>\n<p>Voc\u00ea sabia que a energia usada numa \u00fanica busca no Google \u00e9 equivalente a ligar uma l\u00e2mpada de 60W por 17 segundos? Agora, considere que as pessoas realizam mais de 1 bilh\u00e3o de pesquisas por dia, e voc\u00ea tem uma enorme pegada de energia de cerca de 12,5 milh\u00f5es de Watts &#8211; e essa \u00e9 apenas uma fra\u00e7\u00e3o do total de 260 milh\u00f5es de Watts consumidos pelos servidores da gigante da pesquisa na Internet. O consumo equivale a um quarto do total produzido pelas centrais nucleares. (J. E. Supplies, Infographic: How Much Energy Does Google Use?).<\/p>\n<p>De acordo com Pollan, por caloria de alimentos produzidas nos EUA, dez calorias de energia de combust\u00edvel f\u00f3ssil s\u00e3o colocadas no sistema para cultivar esse alimento. E, mesmo depois deste alimento ser produzido (com custo de energia de 10:1), a maior parte n\u00e3o chega \u00e0s mesas em sua forma inteira e natural. Pois \u00e9 enviada para uma ind\u00fastria, para processamento, e transformada no que Pollan gosta de chamar de &#8220;subst\u00e2ncias semelhantes a alimentos&#8221; (com um custo de energia adicional). (ver M.C. Lott, 10 Calories in, 1 Calorie Out &#8211; The Energy We Spend on Food, no blog do Scientific American).<\/p>\n<p>5 &#8211; <strong>Os combust\u00edveis f\u00f3sseis respondem por 85% da matriz energ\u00e9tica mundial, os potencialmente renov\u00e1veis apenas por 11%<\/strong><\/p>\n<p>A matriz energ\u00e9tica mundial depende dos f\u00f3sseis, que representam 85% do total (Petr\u00f3leo 34%, Carv\u00e3o 27% e G\u00e1s Natural 24%). A energia nuclear representa 4,4% e as potencialmente renov\u00e1veis, 11% (Hidroel\u00e9trica 7%, E\u00f3lica e Solar 3%, outras 1%).<\/p>\n<p>Os combust\u00edveis de origem f\u00f3ssil &#8211; petr\u00f3leo, carv\u00e3o e g\u00e1s natural &#8211; s\u00e3o fundamentais para o suprimento mundial. A propriedade e o uso dos f\u00f3sseis garantem vantagem econ\u00f4mica, militar e estrat\u00e9gica aos pa\u00edses, corpora\u00e7\u00f5es ou sociedades que disputam os recursos cada vez mais escassos do planeta.<\/p>\n<p>O acesso \u00e0 energia primaria mais barata confere vantagem relativa na medida em que se alavanca a produtividade do trabalho humano. A energia move o motor da competi\u00e7\u00e3o entre as corpora\u00e7\u00f5es e pa\u00edses, na disputa por mercados, mat\u00e9rias primas e assalariados a empregar.<\/p>\n<p>6 &#8211; <strong>As multinacionais privadas de petr\u00f3leo est\u00e3o decadentes<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil, que tem a Petrobras, o Pr\u00e9-Sal e enorme potencial na produ\u00e7\u00e3o dos renov\u00e1veis, \u00e9 dos pa\u00edses mais espionados pelos EUA.<\/p>\n<p>As maiores multinacionais de capital privado do setor do petr\u00f3leo n\u00e3o rep\u00f5em suas reservas na taxa que s\u00e3o esgotadas, t\u00eam produ\u00e7\u00e3o declinante, apresentam resultados financeiros fracos e perderam boa parte de sua capacidade tecnol\u00f3gica ao terceirizar suas atividades \u00e0s empresas prestadoras de servi\u00e7o. Em uma palavra, definham.<\/p>\n<p>Entre as principais causas, a ado\u00e7\u00e3o de modelo de neg\u00f3cios baseado em premissas falsas, com objetivo de maximizar o valor para o acionista no curto prazo, com prec\u00e1ria vis\u00e3o estrat\u00e9gica ao n\u00e3o compreender o ambiente de neg\u00f3cios, seguindo bovina e consensualmente planos similares baseados em informa\u00e7\u00f5es de \u201cconsultorias independentes\u201d, ao negar restri\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas, al\u00e9m de ignorar limites naturais.<\/p>\n<p>A prov\u00edncia do Pr\u00e9-Sal foi a maior descoberta das \u00faltimas d\u00e9cadas e j\u00e1 representa mais de 50% da produ\u00e7\u00e3o nacional. O baixo risco explorat\u00f3rio, a alta produtividade dos po\u00e7os e o dom\u00ednio tecnol\u00f3gico da explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas da Petrobras garantiram a acelera\u00e7\u00e3o recorde da produ\u00e7\u00e3o, em compara\u00e7\u00e3o com reservas similares no Golfo do M\u00e9xico, no Mar do Norte e na Bacia de Campos.<\/p>\n<p>Enquanto a Shell liderava o cons\u00f3rcio e operava o campo de Libra, este foi devolvido \u00e0 ANP com a justificativa de que n\u00e3o era comercialmente produtivo. A Petrobras descobriu o pr\u00e9-sal em Tupi, atual campo de Lula, e depois assumiu a opera\u00e7\u00e3o em Libra, onde tamb\u00e9m comprovou a exist\u00eancia de imensa reserva no Pr\u00e9-Sal.<\/p>\n<p>O Brasil tem extensa \u00e1rea agricult\u00e1vel com relativamente baixa produtividade agr\u00edcola. Al\u00e9m da disponibilidade de \u00e1gua e intensa incid\u00eancia solar, \u00e9 uma pot\u00eancia tropical para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e energias potencialmente renov\u00e1veis. A renda petroleira do pr\u00e9-sal deveria ser usada para levantar a infraestrutura de produ\u00e7\u00e3o dos renov\u00e1veis para preparar nosso pa\u00eds para o futuro. No entanto, a venda de terra a estrangeiros pode virar moeda de troca para interesses rentistas.<\/p>\n<p>Julian Assange, o criador do WikiLeaks afirmou que o Brasil \u00e9 &#8220;o pa\u00eds latino-americano mais espionado pelos EUA&#8221;. As alega\u00e7\u00f5es de Assange d\u00e3o sequ\u00eancia ao que havia sido mostrado por Edward Snowden, ex-analista da CIA\/NSA, que tamb\u00e9m divulgou documentos confidenciais do governo norte-americano sobre a vigil\u00e2ncia em massa global.<\/p>\n<p>7 &#8211; <strong>O Senador Jos\u00e9 Serra prometeu \u00e0 Chevron mudar as regras da explora\u00e7\u00e3o do Pr\u00e9-Sal, e com a aprova\u00e7\u00e3o de seu projeto o governo Temer pretendeu acelerar os leil\u00f5es de privatiza\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo brasileiro<\/strong><\/p>\n<p>O Wikileaks vazou documento oficial do consulado estadunidense no Rio de Janeiro, enviado para o Secret\u00e1rio de Estado e outros destinat\u00e1rios em 2009, com o t\u00edtulo CAN THE OIL INDUSTRY BEAT BACK THE PRE-SALT LAW? (A ind\u00fastria do petr\u00f3leo pode alterar de volta a Lei do Pr\u00e9-Sal?). No documento se relata que:<\/p>\n<p>De acordo com Patr\u00edcia Pradal, executiva da Chevron e representante do Instituto Brasileiro do Petr\u00f3leo (IBP), o candidato Jos\u00e9 Serra op\u00f4s-se as regras do Pr\u00e9-Sal, mas parecia n\u00e3o ter uma sensa\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia sobre o assunto. Ele teria afirmado a representantes da ind\u00fastria &#8220;Deixe esses caras [Partido dos Trabalhadores] fazerem o que eles quiserem. N\u00e3o haver\u00e1 rodadas de leil\u00e3o, e ent\u00e3o vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionou &#8230;. E vamos mudar isso de volta&#8221;. Quanto ao que aconteceria com as empresas petrol\u00edferas estrangeiras enquanto isso, Serra supostamente comentou: &#8220;Voc\u00ea vai vir e voltar&#8221;. Fontes do congresso tamb\u00e9m disseram aos oficiais da embaixada que Serra sinalizou, em rela\u00e7\u00e3o ao PSDB e outros partidos, que eles devem alterar &#8211; mas n\u00e3o se opor \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o final do Pr\u00e9-Sal, e alertou aos legisladores para evitar a oposi\u00e7\u00e3o vocal \u00e0 lei.<\/p>\n<p>Ainda segundo o documento, se a designa\u00e7\u00e3o como principal operadora da Petrobras fosse mantida, Pradal (Chevron e IBP) disse que seria imposs\u00edvel competir em rodadas de lances contra as estatais, como a Sinopec da China e a Gazprom da R\u00fassia. De acordo com Pradal, ganhar\u00e1 quem der ao governo brasileiro o maior lucro e &#8220;os chineses podem superar todos&#8221;, afirmou. Ela explicou. &#8220;Eles podem equilibrar e ainda ser\u00e1 atraente para eles. Eles s\u00f3 querem o petr\u00f3leo&#8221;. Ainda segundo Pradal, a Chevron n\u00e3o iria nem participar do leil\u00e3o em tais circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>O documento se encerra afirmando que a medida que as multinacionais privadas aumentavam seus esfor\u00e7os dentro deste debate altamente nacionalista, elas teriam que seguir com cautela. Numerosos contatos do Congresso brasileiro compartilharam suas avalia\u00e7\u00f5es de que, ao defender publicamente seus interesses, as multinacionais se arriscam a galvanizar o sentimento nacionalista em torno da quest\u00e3o e danificariam, em vez de ajudar, sua causa (conforme Wikileaks, em 2009).<\/p>\n<p>Com a aprova\u00e7\u00e3o do projeto do senador Jos\u00e9 Serra, a retirada do direito da Petrobras de ser a operadora \u00fanica e participar com pelo menos 30% dos cons\u00f3rcios para o Pr\u00e9-Sal, o governo Temer pretendia acelerar os leil\u00f5es de privatiza\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo brasileiro.<\/p>\n<p>O Conselho Nacional de Pol\u00edtica Energ\u00e9tica (CNPE) aprovou a realiza\u00e7\u00e3o de 10 Rodadas de Licita\u00e7\u00f5es de \u00e1reas para petr\u00f3leo e g\u00e1s natural no per\u00edodo de 2017 a 2019: Foi aprovado o calend\u00e1rio plurianual, at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito no Brasil, de rodadas de licita\u00e7\u00f5es de blocos explorat\u00f3rios, concess\u00e3o e partilha, e de campos terrestres maduros.<\/p>\n<p>S\u00e3o medidas de car\u00e1ter neocolonial que colocam o Brasil em novo ciclo prim\u00e1rio-exportador por meio das multinacionais do petr\u00f3leo (privadas e estatais).<\/p>\n<p>8 &#8211; <strong>Guerras s\u00e3o movidas por e pelo petr\u00f3leo<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o Escrit\u00f3rio do Subsecret\u00e1rio de Defesa da Energia, Instala\u00e7\u00f5es e Meio Ambiente dos EUA, a Energia Operacional \u00e9 definida como a &#8220;energia necess\u00e1ria para treinar, mover e sustentar for\u00e7as militares e plataformas de armas para opera\u00e7\u00f5es militares&#8221;, e inclui energia usada por navios, aeronaves, ve\u00edculos de combate e geradores de energia t\u00e1tica. O Departamento considera a Energia Operacional como a energia utilizada nas opera\u00e7\u00f5es militares, no apoio direto \u00e0s opera\u00e7\u00f5es militares e no treinamento que apoia a prontid\u00e3o unit\u00e1ria para opera\u00e7\u00f5es militares, para incluir a energia utilizada em locais n\u00e3o duradouros.<\/p>\n<p>Diz ainda que no ano fiscal de 2014, o Departamento usou mais de 87 milh\u00f5es de barris de combust\u00edvel, a um custo de quase US$ 14 bilh\u00f5es. Em geral, a Energia Operacional representou 70% do volume de energia do Departamento de Energia.<\/p>\n<p>O Escrit\u00f3rio afirma que a Energia Operacional em Guerra h\u00e1 muito tempo \u00e9 um elemento fundamental das opera\u00e7\u00f5es militares. Do feno para os cavalos de Napole\u00e3o at\u00e9 as esta\u00e7\u00f5es de coaliz\u00e3o para a Grande Frota Branca, para abastecer o fen\u00f4meno do General Patton da Normandia, ao advento do reabastecimento a\u00e9reo e o reabastecimento em curso para apoiar bases de conting\u00eancia distribu\u00eddas no Afeganist\u00e3o, a energia &#8211; principalmente petr\u00f3leo &#8211; \u00e9 um pr\u00e9-requisito para o poder militar.<\/p>\n<p>Hoje, a Energia Operacional permite movimento, velocidade, resist\u00eancia, tempo na esta\u00e7\u00e3o e alcance por for\u00e7as conjuntas no ar, na terra e no mar. (Office of the Assistant Secretary of Defense for Energy, acessado em 20\/8\/17).<\/p>\n<p>Enquanto isso, Pedro Parente, ex-presidente da Petrobras afirmava que o petr\u00f3leo \u00e9 uma simples commodity, ou seja, \u00e9 uma mercadoria qualquer, como outros produtos de origem prim\u00e1ria, negociados na bolsa de valores, de qualidade e caracter\u00edsticas uniformes, que n\u00e3o s\u00e3o diferenciados de acordo com quem os produziu ou de sua origem, sendo seu pre\u00e7o uniformemente determinado pela oferta e procura internacional. Sem nenhum car\u00e1ter estrat\u00e9gico e, portanto, substitu\u00edvel.<\/p>\n<p>Segundo Parente:<\/p>\n<p>\u201cComo acontece com uma padaria quando o trigo aumenta e ela tem que refletir isso no pre\u00e7o do p\u00e3o, acontece na soja, no caf\u00e9 e no min\u00e9rio de ferro. Ent\u00e3o, aqui n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o que a Petrobras esteja criando qualquer situa\u00e7\u00e3o. Ela est\u00e1 reagindo a movimentos dos pre\u00e7os das commodities nos mercados internacionais. N\u00f3s n\u00e3o geramos isso. N\u00f3s refletimos isso nos pre\u00e7os da companhia\u201d. (Brasil, 2017)<\/p>\n<p>Desde que os europeus chegaram ao Brasil existe uma ret\u00f3rica nativa, expressada pelas elites, que justifica ideologicamente a explora\u00e7\u00e3o dos nossos recursos naturais, em favor das potencias estrangeiras.<\/p>\n<p>9 &#8211; <strong>Desde 1973 se troca petr\u00f3leo por d\u00f3lares. Os d\u00f3lares s\u00e3o criados, sem lastro, pelo banco central estadunidense em troca de t\u00edtulos da d\u00edvida. Vender petr\u00f3leo em troca de papel pintado n\u00e3o desenvolver\u00e1 o Brasil<\/strong><\/p>\n<p>O d\u00f3lar (US$) \u00e9 utilizado na cota\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo e do g\u00e1s natural no com\u00e9rcio internacional. Em 1971, os EUA negociaram com a Ar\u00e1bia Saudita um acordo segundo o qual, em troca de armas e prote\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica e militar, este pa\u00eds passaria a realizar todas as transa\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo em d\u00f3lares dos EUA (USD). Outros pa\u00edses da OPEP aderiram a acordos semelhantes, garantindo procura global e continuada dos USD.<\/p>\n<p>Entretanto, precisamos entender o que ocorreu desde a 2\u00aa Grande Guerra. Com o fim do conflito, os EUA emergem como a maior pot\u00eancia do p\u00f3s-guerra. Manteve seu territ\u00f3rio \u00edntegro e se desenvolveu como primeira pot\u00eancia nuclear. O pa\u00eds era credor do esfor\u00e7o de guerra e detinha as maiores reservas de ouro. Assim, p\u00f4de ditar as regras do com\u00e9rcio e do sistema financeiro internacional, a cria\u00e7\u00e3o e o controle do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Foi estabelecido o d\u00f3lar lastreado em ouro como novo padr\u00e3o de com\u00e9rcio e de reserva internacional (US$35 \/ on\u00e7a).<\/p>\n<p>Entre 1944 e 1971 as na\u00e7\u00f5es se desenvolveram desigualmente e em 1971 o governo Nixon declara unilateralmente o fim do d\u00f3lar lastreado em ouro. Ou seja, n\u00e3o garantiriam mais a troca do papel-moeda por ouro.<\/p>\n<p>Em 1973, com o acordo entre os EUA e a monarquia da Ar\u00e1bia Saudita nasce o sistema do petrod\u00f3lar. O acordo garante as referidas prote\u00e7\u00f5es pela exclusividade do d\u00f3lar no com\u00e9rcio de petr\u00f3leo. Passa, a moeda, de lastreada em ouro do maior pa\u00eds credor do p\u00f3s-guerra a moeda lastreada em petr\u00f3leo alheio dos EUA, que j\u00e1 era, ent\u00e3o, o maior devedor internacional.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o o d\u00f3lar vem sendo criado livremente pelo banco central dos EUA (FED), em troca de t\u00edtulos da d\u00edvida do governo. O governo estadunidense exporta a infla\u00e7\u00e3o enquanto houver procura por d\u00f3lares e t\u00edtulos da d\u00edvida. O sistema pode funcionar enquanto houver eleva\u00e7\u00e3o do excedente de petr\u00f3leo exportado e se os pa\u00edses importadores precisarem de d\u00f3lares para compr\u00e1-lo.<\/p>\n<p>O sistema dos petrod\u00f3lares parece enfrentar dificuldades. Em fun\u00e7\u00e3o dos limites ao aumento da exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, ao ac\u00famulo de t\u00edtulos do governo pelo FED, que tem dificuldade de coloc\u00e1-los no mercado, e da eleva\u00e7\u00e3o em progress\u00e3o geom\u00e9trica da d\u00edvida dos EUA. Al\u00e9m das negocia\u00e7\u00f5es para com\u00e9rcio de petr\u00f3leo em outras moedas, lideradas pela China, R\u00fassia e Ir\u00e3. Existe risco de que a pr\u00f3xima crise da longa depress\u00e3o, iniciada em 2007, seja relacionada \u00e0s d\u00edvidas corporativas e do governo dos EUA.<\/p>\n<p>Exportar petr\u00f3leo em troca de d\u00f3lares sem lastro n\u00e3o ir\u00e1 desenvolver o Brasil.<\/p>\n<p>10 &#8211; <strong>A Petrobras \u00e9 fundamental para garantir o desenvolvimento soberano do Brasil, e nossa seguran\u00e7a energ\u00e9tica, militar e alimentar<\/strong><\/p>\n<p>Em tr\u00eas artigos revelamos a realidade da Petrobras. No primeiro, demonstramos \u201cO mito da Petrobras quebrada\u201d (Oliveira &amp; Coutinho, 2017). No segundo, justificamos porque a \u201cPrincipal meta da Petrobras, na gest\u00e3o Parente, \u00e9 temer\u00e1ria\u201d (Oliveira &amp; Coutinho, A principal meta da Petrobras, na gest\u00e3o Parente, \u00e9 temer\u00e1ria, 2017). O mito foi o pilar ideol\u00f3gico do Plano de Neg\u00f3cios e Gest\u00e3o (PNG 2017\/21), que tem como principal objetivo privatizar, com o \u00e1libi da redu\u00e7\u00e3o do endividamento.<\/p>\n<p>O mito da Petrobras quebrada \u00e9 alimentado pela lenda do endividamento amea\u00e7ador. O \u201cterr\u00edvel monstro\u201d do endividamento teria sido associado \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e maus investimentos. Agora ele estaria a ponto de quebrar a Petrobras e a \u00fanica alternativa seria privatizar os ativos da estatal a toque de caixa.<\/p>\n<p>Em terceiro artigo daquela s\u00e9rie estimamos o impacto da corrup\u00e7\u00e3o e dos investimentos em ativos ditos improdutivos no endividamento da Petrobras. Revelamos a lenda da origem perversa do endividamento que alimenta o mito da Petrobras quebrada e suporta a ideologia neoliberal do objetivo da privatiza\u00e7\u00e3o fatiada da estatal que \u00e9 disfar\u00e7ada pela meta da redu\u00e7\u00e3o da alavancagem (Oliveira &amp; Coutinho, Avalia\u00e7\u00e3o dos \u201cmaus investimentos\u201d e da corrup\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o da d\u00edvida da Petrobras, 2017).<\/p>\n<p>O petr\u00f3leo \u00e9 uma mercadoria especial, na medida em que n\u00e3o tem substitutos em equivalente qualidade e quantidade. Sua elevada densidade energ\u00e9tica e a riqueza de sua composi\u00e7\u00e3o, em org\u00e2nicos dificilmente encontrados na natureza, conferem vantagem econ\u00f4mica e militar \u00e0queles que o possuem.<\/p>\n<p>A sociedade que conhecemos, sua complexidade, sua organiza\u00e7\u00e3o espacial concentrada, sua produtividade industrial e agr\u00edcola, o tamanho da superestrutura financeira em rela\u00e7\u00e3o as esferas industrial e comercial, foi erguida por &#8211; e depende do &#8211; petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>O fim do petr\u00f3leo barato de se produzir e a redu\u00e7\u00e3o do excedente energ\u00e9tico e econ\u00f4mico da ind\u00fastria petroleira est\u00e1 transformando, aceleradamente, a sociedade.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio garantir a propriedade do petr\u00f3leo e ficar com seu valor de uso. \u00c9 necess\u00e1rio atender as necessidades dos brasileiros e erguer a infraestrutura dos renov\u00e1veis para uma nova organiza\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Concluo citando Eduardo Galeano:<\/p>\n<p>\u201cA divis\u00e3o do trabalho entre as na\u00e7\u00f5es significa que algumas se especializam em ganhar e outras em perder. Nossa parte do mundo, hoje conhecida como Am\u00e9rica Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde tempos remotos, quando os europeus do Renascimento se aventuraram atrav\u00e9s do oceano e enterraram seus dentes na garganta das civiliza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas. Os s\u00e9culos passaram e a Am\u00e9rica Latina aperfei\u00e7oou-se em seu papel. N\u00e3o estamos mais na era das maravilhas em que o atrevimento superou a f\u00e1bula e a imagina\u00e7\u00e3o sentiu remorso pelos trof\u00e9us da conquista \u2014 os fil\u00f5es de ouro, as montanhas de prata. Por\u00e9m, nossa regi\u00e3o ainda se porta como um criado. Ela continua a existir a servi\u00e7o das necessidades alheias, como fonte e reserva de petr\u00f3leo e ferro, de cobre e carne, de frutas e caf\u00e9, as mat\u00e9rias-primas e os alimentos destinados aos pa\u00edses ricos, que lucram mais ao consumi-los do que a Am\u00e9rica Latina ao produzi-los\u201d (E. Galeano, \u201cAs veias abertas da Am\u00e9rica Latina, 1971)<\/p>\n<p>Tomar consci\u00eancia das quest\u00f5es relativas \u00e0 energia e ao desenvolvimento soberano brasileiro \u00e9 necess\u00e1rio, mas insuficiente. Precisamos nos unir e organizar nossa P\u00e1tria para superar a sina colonial e desenvolver nosso pa\u00eds em favor dos brasileiros.<\/p>\n<p><strong>* Felipe Coutinho \u00e9 engenheiro qu\u00edmico e presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros da Petrobras (AEPET)<br \/>\n_____<\/strong><\/p>\n<p>Canal do DE no Telegram:\u00a0<a href=\"https:\/\/t.me\/duploexpresso\">https:\/\/t.me\/duploexpresso<\/a><br \/>\nGrupo de discuss\u00e3o no Telegram:\u00a0<a href=\"https:\/\/t.me\/grupoduploexpresso\">https:\/\/t.me\/grupoduploexpresso<\/a><br \/>\nCanal Duplo Expresso no YouTube:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/DuploExpresso\">https:\/\/www.youtube.com\/DuploExpresso<\/a><br \/>\nRomulus Maya no Twitter:\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/romulusmaya\">https:\/\/twitter.com\/romulusmaya<\/a><br \/>\nDuplo Expresso no Twitter:\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/duploexpresso\">https:\/\/twitter.com\/duploexpresso<\/a><br \/>\nRomulus Maya no Facebook:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/romulus.maya\">https:\/\/www.facebook.com\/romulus.maya<\/a><br \/>\nDuplo Expresso no Facebook:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/duploexpresso\/\">https:\/\/www.facebook.com\/duploexpresso\/<\/a><br \/>\nRomulus Maya no Linkedin:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/romulo-brillo-02b91058\/\">https:\/\/www.linkedin.com\/in\/romulo-brillo-02b91058\/<\/a><br \/>\nRomulus Maya no Mastodon:\u00a0<a href=\"https:\/\/mastodon.social\/@romulusmaya\">https:\/\/mastodon.social\/@romulusmaya<\/a><br \/>\nGrupo da P\u00e1gina do DE no Facebook:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/groups\/1660530967346561\/\">https:\/\/www.facebook.com\/groups\/1660530967346561\/<\/a><br \/>\nRomulus Maya no Instagram:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/romulusmaya\/\">https:\/\/www.instagram.com\/romulusmaya\/<\/a><br \/>\nRomulus Maya no VK:\u00a0<a href=\"https:\/\/vk.com\/id450682799\">https:\/\/vk.com\/id450682799<\/a><br \/>\nDuplo Expresso no Twitch:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.twitch.tv\/duploexpresso\">https:\/\/www.twitch.tv\/duploexpresso<\/a><br \/>\n\u00c1udios do programa no Soundcloud:\u00a0<a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/duploexpresso\">https:\/\/soundcloud.com\/duploexpresso<\/a><br \/>\n\u00c1udios no Spotify:<br \/>\n<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/5b0tFixIMV0k4hYoY1jdXi?si=xcruagWnRcKEwuf04e1i0g\">https:\/\/open.spotify.com\/show\/5b0tFixIMV0k4hYoY1jdXi?si=xcruagWnRcKEwuf04e1i0g<\/a><br \/>\n\u00c1udios na R\u00e1dio Expressa:\u00a0<a href=\"https:\/\/t.me\/radioexpressa\">https:\/\/t.me\/radioexpressa<\/a><br \/>\nLink para doa\u00e7\u00e3o pelo Patreon:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.patreon.com\/duploexpresso\">https:\/\/www.patreon.com\/duploexpresso<\/a><br \/>\nLink para doa\u00e7\u00e3o pela Vakinha:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vakinha.com.br\/vaquinha\/643347\">https:\/\/www.vakinha.com.br\/vaquinha\/643347<\/a><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":30,"featured_media":113065,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-113064","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-home"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/113064","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=113064"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/113064\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/113065"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=113064"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=113064"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=113064"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}