{"id":111069,"date":"2020-03-09T16:03:39","date_gmt":"2020-03-09T19:03:39","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=111069"},"modified":"2020-04-04T14:25:58","modified_gmt":"2020-04-04T17:25:58","slug":"o-preco-do-petroleo-e-o-sinal-dos-tempos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=111069","title":{"rendered":"O pre\u00e7o do petr\u00f3leo e o sinal dos tempos"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Brasil: a semana em que Lula jogou a toalha \u2013 D.E. 8\/mar\/2020\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/A4LJwQYlkYA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Diante da acentuada queda do pre\u00e7o do petr\u00f3leo nos \u00faltimos dias, republicamos artigo de 2016<\/em><\/p>\n<p><strong>O pre\u00e7o do petr\u00f3leo e o sinal dos tempos<\/strong><\/p>\n<p>As oscila\u00e7\u00f5es nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo t\u00eam impactado a economia. A frequ\u00eancia e\u00a0a amplitude dos movimentos s\u00e3o maiores nos \u00faltimos dez anos do que aquelas\u00a0observadas historicamente. As interpreta\u00e7\u00f5es sobre o comportamento dos pre\u00e7os\u00a0variam de acordo com a forma\u00e7\u00e3o do analista e da sua capacidade, mas tamb\u00e9m dos\u00a0seus interesses.<\/p>\n<p>Pretendo evidenciar que com o fim do petr\u00f3leo barato de se produzir e a\u00a0incapacidade dos assalariados em pagar por mercadorias relativamente mais caras, o\u00a0sistema econ\u00f4mico, de natureza concentradora, n\u00e3o funciona. A produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo\u00a0mundial tende a cair, e assim a economia e o sistema financeiro tamb\u00e9m colapsam.<\/p>\n<p>A economia pode crescer com o aumento do consumo de energia e com o\u00a0aumento das d\u00edvidas. Estados Unidos, Jap\u00e3o e Europa t\u00eam crescido pouco, montados\u00a0nas d\u00edvidas e com a redu\u00e7\u00e3o do consumo de energia. China e \u00cdndia crescem mais, com o\u00a0aumento do consumo de energia, e tamb\u00e9m com d\u00edvidas, mas em menor propor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A intensidade energ\u00e9tica tende a reduzir com o aumento da taxa de\u00a0endividamento para cada unidade monet\u00e1ria adicionada ao PIB. O crescimento das\u00a0diferentes regi\u00f5es do planeta depende da divis\u00e3o internacional do trabalho, dos\u00a0consumos relativos de energia e do crescimento ponderado das d\u00edvidas.<\/p>\n<p><strong>Pre\u00e7o baixo ou alto, para quem?<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto escrevo o pre\u00e7o varia em torno de 35 d\u00f3lares por barril do petr\u00f3leo do\u00a0tipo Brent. Se comparado com os pre\u00e7os acima dos 100 d\u00f3lares, do per\u00edodo de janeiro\u00a0de 2011 a agosto de 2014, parece baixo. J\u00e1 se comparado ao per\u00edodo de 1900 a 2000,\u00a0em d\u00f3lares corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o, o pre\u00e7o de 35 d\u00f3lares parece razo\u00e1vel. De 1900 a\u00a01973, o pre\u00e7o oscilou em torno dos 20 d\u00f3lares. Depois dos choques do petr\u00f3leo, de 1985\u00a0at\u00e9 2000, os pre\u00e7os oscilaram entre 20 e 40 d\u00f3lares (pre\u00e7os corrigidos para 2014).<\/p>\n<p>Para avaliar se os pre\u00e7os est\u00e3o altos ou baixos \u00e9 necess\u00e1rio entender que os\u00a0impactos s\u00e3o desiguais para os diferentes agentes econ\u00f4micos. Podem estar baixos para\u00a0a ind\u00fastria do petr\u00f3leo, mas altos para os consumidores assalariados. Esta \u00e9 a hip\u00f3tese\u00a0que considero a mais prov\u00e1vel quando observo que a economia mundial segue\u00a0estagnada, ou em recess\u00e3o, apesar da forte queda dos pre\u00e7os h\u00e1 18 meses. Enquanto a\u00a0ind\u00fastria se endivida a n\u00edveis sem precedentes para arcar com os elevados custos de\u00a0explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o. O fim do petr\u00f3leo barato de se produzir \u00e9 o respons\u00e1vel por este\u00a0fato novo, o pre\u00e7o que n\u00e3o funciona para produtores e consumidores. Ou atende aos\u00a0primeiros, ou serve aos \u00faltimos, ou pior, est\u00e1 ruim para os dois.<\/p>\n<p><strong>D\u00f3lares por petr\u00f3leo, at\u00e9 quando?<\/strong><\/p>\n<p>A hegemonia do d\u00f3lar no com\u00e9rcio internacional do petr\u00f3leo \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o\u00a0hist\u00f3rica, de car\u00e1ter geopol\u00edtico, fruto do poder econ\u00f4mico e militar dos Estados Unidos.\u00a0Ao final da 2\u00aa Guerra, se estabeleceu as regras para o com\u00e9rcio mundial em favor das\u00a0pot\u00eancias ocidentais vencedoras. Foram criados o Fundo Monet\u00e1rio Internacional, o\u00a0Banco Mundial e se estabeleceu o d\u00f3lar, lastreado em ouro, como moeda de refer\u00eancia\u00a0ao com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Em 1971 o presidente Nixon reconhece que a quantidade de d\u00f3lares em\u00a0circula\u00e7\u00e3o n\u00e3o corresponde \u00e0s reservas em ouro e declara, unilateralmente, o fim do\u00a0padr\u00e3o monet\u00e1rio. Em 1973, os EUA e a Ar\u00e1bia Saudita estabelecem o fundamento do\u00a0novo padr\u00e3o, o sistema dos petrod\u00f3lares. Em troca de armas, apoio militar e\u00a0diplom\u00e1tico, a ditadura teocr\u00e1tica de Riad se compromete a exportar o petr\u00f3leo em\u00a0troca exclusivamente de d\u00f3lares. O modelo \u00e9 seguido por outros exportadores e garante\u00a0a procura internacional por d\u00f3lares. Os EUA garantem vantagem geopol\u00edtica ao\u00a0controlar a liquidez da moeda que \u00e9 necess\u00e1ria para todos os importadores que\u00a0precisam comprar petr\u00f3leo. Enquanto acessam o petr\u00f3leo com moeda pr\u00f3pria,\u00a0impressa livremente e sem nenhum lastro.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o do petr\u00f3leo, de outras mercadorias e moedas varia de acordo com a\u00a0quantidade de d\u00f3lares em circula\u00e7\u00e3o no mundo. Quem determina a liquidez\u00a0internacional de d\u00f3lares \u00e9 o banco central americano que \u00e9 um cartel de bancos\u00a0privados. A desvaloriza\u00e7\u00e3o do real e do petr\u00f3leo, em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar, refletem a\u00a0\u00a0redu\u00e7\u00e3o da quantidade de d\u00f3lares em circula\u00e7\u00e3o. \u00c9 resultado do fim dos ciclos de\u00a0facilidade monet\u00e1ria, com a inje\u00e7\u00e3o de cerca de 80 trilh\u00f5es de d\u00f3lares nos bancos\u00a0\u201cgrandes demais para falir\u201d, e da eleva\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros nos EUA.<\/p>\n<p>O sistema dos petrod\u00f3lares \u00e9 resultado do poder americano, mas tamb\u00e9m o\u00a0refor\u00e7a. Para sustentar a rela\u00e7\u00e3o desigual com os demais pa\u00edses os EUA recorrem das\u00a0san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas ao poder das armas. O balan\u00e7o entre as pot\u00eancias mundiais atual \u00e9\u00a0muito diferente daquele do final da 2\u00aa Guerra ou da d\u00e9cada de 1970. O sistema dos\u00a0petrod\u00f3lares est\u00e1 amea\u00e7ado pela R\u00fassia, China e outros emergentes. A instabilidade nos\u00a0pre\u00e7os reflete tamb\u00e9m as tens\u00f5es geopol\u00edticas.<\/p>\n<p><strong>Quando o pre\u00e7o n\u00e3o funciona, mais d\u00edvidas, para sempre?<\/strong><\/p>\n<p>O endividamento pode ser uma solu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria tanto para consumidores\u00a0quanto para os produtores, enquanto os pre\u00e7os oscilam e prejudicam mais a uns ou aos\u00a0outros.<\/p>\n<p>A partir de 1999 at\u00e9 2013, os custos m\u00e9dios de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o da\u00a0ind\u00fastria internacional se elevou em 10,9% ao ano. Para fazer frente a eleva\u00e7\u00e3o dos\u00a0custos, a ind\u00fastria recorreu ao endividamento. Para arcar com o pagamento dos juros,\u00a0e amortizar o principal, a ind\u00fastria depende do fluxo de caixa que \u00e9 fun\u00e7\u00e3o do\u00a0crescimento da produ\u00e7\u00e3o e dos pre\u00e7os. A produ\u00e7\u00e3o agregada das maiores companhias,\u00a0com a\u00e7\u00f5es negociadas em bolsa, \u00e9 decadente desde 2006. Os investimentos necess\u00e1rios\u00a0para compensar a produ\u00e7\u00e3o declinante dos campos maduros n\u00e3o resultam em aumento\u00a0da produ\u00e7\u00e3o e do fluxo de caixa.<\/p>\n<p>Os consumidores assalariados sofrem a varia\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo em\u00a0todas as mercadorias, desde os alimentos aos rem\u00e9dios. O endividamento pode ser uma\u00a0solu\u00e7\u00e3o para lidar com o aumento dos custos. Mas, \u00e9 vi\u00e1vel apenas enquanto\u00a0compensado pela eleva\u00e7\u00e3o salarial para lidar com os juros e amortiza\u00e7\u00f5es. Quando a\u00a0economia n\u00e3o cresce e o desemprego aumenta \u00e9 mais dif\u00edcil assegurar ganhos salariais\u00a0reais, e o endividamento encontra limites.<\/p>\n<p><strong>Crescimento e tecnologias, solu\u00e7\u00f5es eternas?<\/strong><\/p>\n<p>O crescimento poderia ser uma solu\u00e7\u00e3o para a ind\u00fastria garantir seu fluxo de\u00a0caixa, e sustentar suas d\u00edvidas, mesmo com margens menores. O consumo poderia ser\u00a0relan\u00e7ado com os pre\u00e7os baixos. Mas n\u00e3o parece que isso esteja ocorrendo, os EUA, a\u00a0Europa e o Jap\u00e3o consomem cada vez menos petr\u00f3leo, desde 2005. A China e outros\u00a0emergentes desaceleram. Os pre\u00e7os podem n\u00e3o estar baixos o suficiente para os\u00a0consumidores.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o tecnol\u00f3gico seria outra sa\u00edda para diminuir os custos de investimento\u00a0e opera\u00e7\u00e3o, e viabilizar margens suficientes mesmo com os pre\u00e7os deprimidos. Os\u00a0ganhos de efici\u00eancia obtidos pela intelig\u00eancia humana s\u00e3o ineg\u00e1veis. No entanto, n\u00f3s\u00a0apenas transformamos recursos naturais em mercadorias \u00fateis, disso se trata a\u00a0tecnologia. Quando os recursos s\u00e3o escassos, ou de pior qualidade, temos uma restri\u00e7\u00e3o\u00a0externa que limita o quanto custam as mercadorias que somos capazes de produzir.<\/p>\n<p><strong>Custos de produ\u00e7\u00e3o altos e pre\u00e7os baixos s\u00e3o sinais da transi\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>A economia mundial se organizou complexa e globalmente sobre um recurso\u00a0natural finito e de qualidades singulares, o petr\u00f3leo. O fim do petr\u00f3leo que \u00e9 barato de\u00a0se produzir pode trazer mudan\u00e7as estruturais relevantes.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria precisa ter margens para arcar com os custos de extra\u00e7\u00e3o, investir em\u00a0novos po\u00e7os nos campos em opera\u00e7\u00e3o, desenvolver novos campos, pagar os custos\u00a0fixos, os impostos, os dividendos e os juros. Al\u00e9m de descobrir novos campos para\u00a0compensar o decl\u00ednio dos maduros, e fazer pesquisa e desenvolvimento tecnol\u00f3gicos.\u00a0Se os pre\u00e7os est\u00e3o baixos para a ind\u00fastria, os investimentos s\u00e3o paralisados e a\u00a0produ\u00e7\u00e3o futura \u00e9 comprometida.<\/p>\n<p>A economia, quando organizada de forma a concentrar cada vez mais a riqueza,\u00a0limita a capacidade dos assalariados em consumir mercadorias caras de se produzir. O\u00a0pre\u00e7o do petr\u00f3leo influencia os pre\u00e7os de todas as mercadorias, e pode n\u00e3o estar baixo\u00a0o suficiente para viabilizar o consumo de assalariados empobrecidos e endividados. Se\u00a0os pre\u00e7os est\u00e3o altos para os consumidores, a economia n\u00e3o cresce, n\u00e3o h\u00e1\u00a0investimento e o desemprego aumenta.<\/p>\n<p>Estamos diante de problemas sist\u00eamicos e globais, mas sentimos seus reflexos\u00a0localmente. As consequ\u00eancias podem ser agravadas, ou mitigadas, por conta de\u00a0decis\u00f5es pol\u00edticas tomadas a n\u00edvel nacional. \u00c9 necess\u00e1rio garantir a propriedade do\u00a0petr\u00f3leo brasileiro e ficar com seu valor de uso. Agregar valor ao petr\u00f3leo, na produ\u00e7\u00e3o\u00a0de derivados, petroqu\u00edmicos e fertilizantes. Distribuir a riqueza, atender as necessidades\u00a0dos brasileiros, e erguer a infraestrutura para a produ\u00e7\u00e3o das energias renov\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>Felipe Coutinho<\/strong> &#8211; fevereiro\/16<\/p>\n<div data-msg-id=\"1254\"><\/div>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.aepet.org.br\/w3\/images\/stories\/avatares\/Felipe100a.jpg\" alt=\"Felipe100a\" width=\"73\" height=\"73\" \/><\/td>\n<td><span class=\"itemAuthor yjk2_author\">Felipe Coutinho<\/span> &#8211; Presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Engenheiros da Petrobr\u00e1s (AEPET)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>*<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\"><span style=\"font-size: 10pt\"><em>Canal do DE no Telegram: <\/em><a href=\"https:\/\/t.me\/duploexpresso\"><i>https:\/\/t.me\/duploexpresso<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Grupo de discuss\u00e3o no Telegram: <\/em><a href=\"https:\/\/t.me\/grupoduploexpresso\"><i>https:\/\/t.me\/grupoduploexpresso<\/i><\/a><i><br \/>\n<em>Canal Duplo Expresso no YouTube: <\/em><\/i><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/DuploExpresso\"><i>https:\/\/www.youtube.com\/DuploExpresso<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>\u00c1udios do programa no Soundcloud: <\/em><a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/duploexpresso\"><i>https:\/\/soundcloud.com\/duploexpresso<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Link para doa\u00e7\u00e3o pelo Patreon: <\/em><a href=\"https:\/\/www.patreon.com\/duploexpresso\"><i>https:\/\/www.patreon.com\/duploexpresso<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Link para doa\u00e7\u00e3o pela Vakinha: <\/em><a href=\"https:\/\/www.vakinha.com.br\/vaquinha\/643347\"><i>https:\/\/www.vakinha.com.br\/vaquinha\/643347<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Duplo Expresso no Twitter: <\/em><a href=\"https:\/\/twitter.com\/duploexpresso\"><i>https:\/\/twitter.com\/duploexpresso<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Romulus Maya no Twitter: <\/em><a href=\"https:\/\/twitter.com\/romulusmaya\"><i>https:\/\/twitter.com\/romulusmaya<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Duplo Expresso no Facebook: <\/em><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/duploexpresso\/\"><i>https:\/\/www.facebook.com\/duploexpresso\/<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Romulus Maya no Facebook: <\/em><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/romulus.maya\"><i>https:\/\/www.facebook.com\/romulus.maya<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Grupo da P\u00e1gina do DE no Facebook: <\/em><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/groups\/1660530967346561\/\"><i>https:\/\/www.facebook.com\/groups\/1660530967346561\/<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Romulus Maya no Instagram: <\/em><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/romulusmaya\/\"><i>https:\/\/www.instagram.com\/romulusmaya\/<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Duplo Expresso no VK: <\/em><a href=\"https:\/\/vk.com\/id450682799\"><i>https:\/\/vk.com\/id450682799<\/i><\/a><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Felipe Coutinho.<br \/>\nAs oscila\u00e7\u00f5es nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo t\u00eam impactado a economia. 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