{"id":110930,"date":"2020-03-04T15:00:04","date_gmt":"2020-03-04T18:00:04","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=110930"},"modified":"2020-04-04T14:22:43","modified_gmt":"2020-04-04T17:22:43","slug":"a-mao-invisivel-e-a-energia-no-seculo-xxi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=110930","title":{"rendered":"A m\u00e3o invis\u00edvel e a energia no s\u00e9culo XXI"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"col-md-9\"><span style=\"font-size: 12pt\">Por Pedro Augusto Pinho.<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Andando pelo jardim das ideias, vi a m\u00e3o invis\u00edvel do mercado. Tinha os dedos cobertos de an\u00e9is de ouro, grossos an\u00e9is onde estavam presas manipula\u00e7\u00f5es, ordens de guerra e de paz, grandes fortunas. Pude ent\u00e3o compreender como agia a m\u00e3o invis\u00edvel: sob embuste. Com todas as cartas marcadas para que apenas uns poucos a conhecessem e dela se aproveitassem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Havia alguma incongru\u00eancia entre o t\u00edtulo da obra, de 1759 de Adam Smith (1723-1790), <em>A Teoria dos Sentimentos Morais<\/em>, e esta m\u00e3o que eu descobrira. Mas aquele c\u00e9lebre trabalho tinha enorme subt\u00edtulo: \u201cEnsaio para uma an\u00e1lise dos princ\u00edpios pelos quais os homens naturalmente julgam a conduta e o car\u00e1ter, primeiro de seus pr\u00f3ximos, depois de si mesmos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><em><strong>N\u00e3o foi, nem \u00e9 o comunismo, que <\/strong><\/em><\/span><span style=\"font-size: 12pt\"><em><strong>combate o industrialismo; \u00e9 o financismo<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Os homens que tomavam os outros pelas suas pr\u00f3prias qualidades n\u00e3o seriam psicopatas? Afinal, por que apenas alguns poucos poderiam se alimentar, se proteger do frio, ter acesso a bens materiais e morais ou espirituais? Por que a lei da selva seria mais humana do que a da solidariedade?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Que \u201csimpatia ser\u00e1 este mecanismo, dotado pelos homens, que mediar\u00e1 a formula\u00e7\u00e3o de sentimento apropriado, pela for\u00e7a da imagina\u00e7\u00e3o, permitindo que algu\u00e9m, em alguma medida, possa sentir o que o outro sente, como se estivesse em seu lugar\u201d? (<em>Teoria Dos Sentimentos Morais<\/em>, pdf).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX j\u00e1 v\u00edamos a transforma\u00e7\u00e3o da economia, da valora\u00e7\u00e3o da energia e de altera\u00e7\u00f5es profundas nos pr\u00f3prios sentimentos morais. Teve in\u00edcio o poder do sistema financeiro, ou da banca, como o abrevio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Felipe Coutinho, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros da Petrobr\u00e1s (Aepet), escreveu, em setembro de 2017, \u201cO Fim do Petr\u00f3leo Barato e do Mundo que Conhecemos\u201d (Aepet Direto). O que ocorreu de mais grave e profundo nestas quatro d\u00e9cadas, de 1980 a 2020, foi a substitui\u00e7\u00e3o do ganho da produ\u00e7\u00e3o pelo ganho da especula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">E, apesar disso, o consumo de energia n\u00e3o caiu. Em 1980, o mundo produziu 6,733 bilh\u00f5es de toneladas equivalentes de \u00f3leo (toe). Em 2018 foram 13,864 bilh\u00f5es de toe, ambos dados conforme a BP Statistical Review of World Energy. Mas os investimentos no <em>upstream <\/em>(explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo) passaram de cerca de 100 bilh\u00f5es de d\u00f3lares estadunidenses (USD), em 1985, para 630 bilh\u00f5es USD (2016), enquanto a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo oscilou de 56 para 80 milh\u00f5es de barris por dia (bpd).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">A geopol\u00edtica da energia foi quem deu as cartas. Passamos a assistir guerras, golpes de estado, verdadeiras e falsas revolu\u00e7\u00f5es, movimenta\u00e7\u00f5es populares das mais diferentes e diversionistas, tudo movido pela conquista e controle das fontes de uma energia cada vez mais cara e sem queda na demanda. Considerando os investimentos para encontrar e produzir petr\u00f3leo e a produ\u00e7\u00e3o desta energia prim\u00e1ria, cabe afirmar que em 40 anos produziu-se o dobro de energia para um disp\u00eandio cerca de seis vezes maior.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Embora tenha sintetizado, e de modo bastante simplificado, dados do artigo de Coutinho e da BP Statistical, esta rela\u00e7\u00e3o \u00e9 bem o retrato das mudan\u00e7as nas sociedades, em especial na denominada ocidental, ou seja, as do Atl\u00e2ntico, ainda dominantes, quer pela presen\u00e7a militar dos Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA) quer por ser a sede dos grandes capitais financeiros e da moeda refer\u00eancia mundial, o d\u00f3lar estadunidense (USD).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Poucas not\u00edcias fazem conhecer que a civiliza\u00e7\u00e3o eurasiana (Federa\u00e7\u00e3o Russa e \u00c1sia, exceto \u00c1sia Menor) desenvolve modos de produ\u00e7\u00e3o de energia fundados nos mesmos componentes que, h\u00e1 dois s\u00e9culos, promovem o desenvolvimento material e transforma\u00e7\u00f5es morais, diferentes das adamsmithonianas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Dmitry Bokarev, em artigo traduzido para Din\u00e2mica Global, \u201cTecnologia Russa para Conter a Crise Global de Energia\u201d (24\/2\/2020), exp\u00f5e: \u201cNossa civiliza\u00e7\u00e3o moderna precisa dos tr\u00eas principais combust\u00edveis f\u00f3sseis, ou seja, carv\u00e3o, petr\u00f3leo e g\u00e1s natural. Talvez o esfor\u00e7o persistente do Ocidente para fazer as pessoas mudarem para carros el\u00e9tricos fa\u00e7a parte dos preparativos para uma vida sem petr\u00f3leo e g\u00e1s\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Discorre, ent\u00e3o, sobre a convers\u00e3o do carv\u00e3o em combust\u00edvel l\u00edquido, \u201cpois possui propriedades qu\u00edmicas semelhantes ao petr\u00f3leo\u201d. E mostra como a Federa\u00e7\u00e3o Russa, a Rep\u00fablica Popular da China e a Rep\u00fablica Popular Democr\u00e1tica da Coreia, desde 2016, desenvolvem aparelhos produtores de combust\u00edveis sint\u00e9ticos a partir do carv\u00e3o. H\u00e1 relatos de interesse nestes aparelhos, o que levar\u00e1 seus desenvolvedores a apresent\u00e1-los na reuni\u00e3o de 2020 da Organiza\u00e7\u00e3o de Coopera\u00e7\u00e3o de Xangai (SCO) e na c\u00fapula dos Brics.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Recordemos que, em 2018, dos 13.864,9 milh\u00f5es de toe, o petr\u00f3leo contribuiu com 4.662,1 milh\u00f5es, o carv\u00e3o com 3.772,1 milh\u00f5es e o g\u00e1s natural com 3.309,4 milh\u00f5es de toe, ou seja, os combust\u00edveis f\u00f3sseis representaram 85% da produ\u00e7\u00e3o mundial de energia. E, com as perspectivas atuais de esgotamento das reservas destes insumos b\u00e1sicos, o carv\u00e3o \u00e9 o mais longevo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">N\u00e3o me move discorrer sobre princ\u00edpios morais nem comportamentos \u00e9ticos, principalmente neste mundo que criou a \u201cteologia da prosperidade\u201d e v\u00ea surgir, em cada quarteir\u00e3o, a cada quadra, uma igreja neopentecostal com o pastor semialfabetizado, mas \u201cesperto\u201d. Tenho-os por t\u00e3o falaciosos quanto a m\u00e3o invis\u00edvel. Mas creio ser indispens\u00e1vel a constru\u00e7\u00e3o de novo consenso sobre a real significa\u00e7\u00e3o do controle das fontes de energia, ao qual se associam deturpa\u00e7\u00f5es nas ideias de competi\u00e7\u00e3o, empreendedorismo, riscos e, sobretudo, sucesso. E n\u00e3o por entidades sobrenaturais, mas pela fria e comprovada realidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">A base da revolu\u00e7\u00e3o seiscentista\/setecentista foi a liberdade; liberta\u00e7\u00e3o de um poder divino dos reis europeus. O que se nos imp\u00f5em, hoje, os colonizados colonizadores nacionais e a banca como humanit\u00e1ria \u00e9, t\u00e3o somente, uma quest\u00e3o europeia, que pela destruidora a\u00e7\u00e3o de seus imp\u00e9rios, extinguindo etnias, idiomas, culturas, se considerou globalizante. Adam Smith foi um representante, como o investidor e rentista John Locke (1632-1704), individualista liberal, e, antes destes, Thomas Hobbes (1588-1679), individualista autorit\u00e1rio, cuja f\u00e9 no ser humano era m\u00ednima.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Fiquemos, portanto, no s\u00e9culo XXI. O que herdamos do s\u00e9culo anterior n\u00e3o foi o industrialismo, o consumismo, a inventiva ou o ideal de progresso, foi a concentra\u00e7\u00e3o de renda e a assimila\u00e7\u00e3o dos recursos il\u00edcitos nas finan\u00e7as oficiais. Se algu\u00e9m desejar discutir a corrup\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea, precisa iniciar com as desregula\u00e7\u00f5es da dupla Thatcher-Reagan, a multiplicidade de para\u00edsos fiscais e o crescimento do poder das economias das drogas e dos contrabandos nos governos, em todas as na\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">N\u00e3o s\u00e3o valores perfeitamente identific\u00e1veis \u2013 a ningu\u00e9m, por enquanto, interessa divulg\u00e1-los \u2013 mas adotando crit\u00e9rios de participa\u00e7\u00f5es, crescimentos diferenciados, crises financeiras e outros m\u00e9todos indiretos, posso avaliar que os capitais il\u00edcitos e os capitais tradicionais estejam bem perto de repartir os montantes (quase 100 trilh\u00f5es de USD) que circulam pela m\u00e3o invis\u00edvel do mercado financeiro, conhecido por mercado, simplesmente. Em valores aproximados, diria que o capital das drogas, contrabando de pessoas e \u00f3rg\u00e3o humanos, contrabando de armas e outros produtos movimentam perto de 50 produtos internos brutos (PIB) brasileiros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Ou seja, corrompem toda estrutura dos poderes Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio brasileiros, obtendo as garantias da venda\/compra e\/ou controle de nossos ativos energ\u00e9ticos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Os avan\u00e7os na industrializa\u00e7\u00e3o, de Vargas a Geisel, faziam antever o fim da escravid\u00e3o, n\u00e3o por qualquer humanismo tardio das elites, mas o que parecia ser a tomada de consci\u00eancia de que o processo industrial exigia m\u00e3o de obra preparada e consumidores, como h\u00e1 um s\u00e9culo e meio propugnava Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrada e Silva para a constitui\u00e7\u00e3o de um Brasil Independente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">No entanto, a invas\u00e3o neoliberal que se d\u00e1 a partir de 1980 \u2013 com falsas moralidades, defesa da fam\u00edlia, a corrupt\u00edssima luta contra a corrup\u00e7\u00e3o (vejam-se as fraudes processuais e o enriquecimento de magistrados e membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico), impedimentos para a comprova\u00e7\u00e3o de votos nas elei\u00e7\u00f5es, defesa das privatiza\u00e7\u00f5es, como se os corruptores privados fossem mais honestos do que os corrompidos funcion\u00e1rios p\u00fablicos civis e militares, a excresc\u00eancia do Estado M\u00ednimo \u2013 representou a vit\u00f3ria da especula\u00e7\u00e3o sobre a produ\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">O Brasil encerra este seu ciclo de desenvolvimento (1980) em 55\u00ba lugar na aferi\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses pelo consumo de energia per capita. Em 2010 j\u00e1 se posicionava em 72\u00ba lugar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Consta que o General Villas B\u00f4as, comandante do Ex\u00e9rcito, teria dito a Jair Bolsonaro, rec\u00e9m-eleito presidente da Na\u00e7\u00e3o: \u201cO senhor traz a necess\u00e1ria renova\u00e7\u00e3o e a liberta\u00e7\u00e3o das amarras ideol\u00f3gicas que sequestraram o livre pensar\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Qual renova\u00e7\u00e3o e liberta\u00e7\u00e3o se referiria tal elevado membro do Governo Temer? Pois tenho demonstrado que, desde a sucess\u00e3o do presidente Geisel, o pa\u00eds mergulhou no neoliberalismo, no dom\u00ednio do capital especulativo, das finan\u00e7as internacionais, regredindo em sua soberania de Estado Nacional e usando quest\u00f5es identit\u00e1rias e ecol\u00f3gicas para ofuscar o desmonte que se fazia e ainda se faz do Brasil, suas riquezas e institui\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Visto o significado do liberalismo, vejamos o do comunismo. O liberalismo \u00e9 o lar do rentismo, do capital parasit\u00e1rio, como se observa desde a cria\u00e7\u00e3o do Banco da Inglaterra pelos Stuart. A ele se contrap\u00f4s o industrialismo, que levou os EUA e a Uni\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas Sovi\u00e9ticas (URSS) a disputarem a hegemonia econ\u00f4mica, militar e tecnol\u00f3gica da Terra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">N\u00e3o foi, nem \u00e9 o comunismo, que combate o industrialismo; \u00e9 o financismo. Tanto que este financismo foi a raz\u00e3o do retrocesso dos EUA e do fim da URSS, nestas quatro d\u00e9cadas. Tamb\u00e9m \u00e9 o neoliberalismo que mais prejudica o capitalismo do progresso, do desenvolvimento tecnol\u00f3gico, da produ\u00e7\u00e3o, da instru\u00e7\u00e3o, da dignidade e da liberdade humana. E este capitalismo precisa do Estado, do mediador que garanta os direitos, que ofere\u00e7a seguran\u00e7a e limites para que exista verdadeira liberdade em vez de novas formas de escravid\u00e3o, uberizadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">O historiador brasileiro Capistrano de Abreu (1853-1927) cunhou a frase: \u201cA mim me interessa o povo, h\u00e1 tr\u00eas s\u00e9culos capado e recapado, sangrado e ressangrado\u201d. \u201c(O rio Tiet\u00ea foi) o rio da escravid\u00e3o dos \u00edndios. Est\u00e1 muito longe de haver sido o Nilo, em cujas margens se fundou a nossa civiliza\u00e7\u00e3o\u201d, escreveu o pernambucano Ann\u00edbal Falc\u00e3o (1859-1900), relatado por Capistrano (C. de Abreu, <em>Caminhos Antigos e Povoamento do Brasil<\/em>, Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, RJ, 1975, 4\u00aa edi\u00e7\u00e3o).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">\u00c0 farsa da ideologia neoliberal precisamos conhecermo-nos, brasileiros, patriotas, estudar o Brasil, sua hist\u00f3ria, suas riquezas, encher o peito de orgulho de nossa nacionalidade. N\u00e3o buscar em ideologias estrangeiras o nosso futuro, mas em nossas virtudes e defeitos, em nossa cultura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Ative-me ao aspecto da energia. Mas em outros modelos tamb\u00e9m se nos imp\u00f5e a for\u00e7a da coloniza\u00e7\u00e3o. No passado representada por pa\u00edses: Portugal, Espanha, Inglaterra, EUA, mas hoje \u00e9 a ideologia. Ideologia que vem corroendo a civiliza\u00e7\u00e3o ocidental e incentivando a guerra intercontinental deste mesmo ocidente com a eur\u00e1sia. \u00c9 o fim da humanidade, o ideal de uma ideologia da concentra\u00e7\u00e3o de renda. Neomalthusiana, para quem o ser humano \u00e9 um \u00f4nus e n\u00e3o o objetivo da civiliza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>link original: <a href=\"https:\/\/monitordigital.com.br\/a-mao-invisivel-e-a-energia-no-seculo-xxi\">https:\/\/monitordigital.com.br\/a-mao-invisivel-e-a-energia-no-seculo-xxi<\/a><\/p>\n<table width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"15%\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/monitordigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/files\/Colunistas\/Pedro_Pinho.jpg\" alt=\"\" \/><\/td>\n<td style=\"width: 84%;vertical-align: middle\" width=\"84%\"><strong><em>Pedro Augusto Pinho &#8211; <\/em><\/strong><em>Administrador aposentado.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p align=\"left\">*<\/p>\n<p align=\"left\">*<\/p>\n<p align=\"left\">*<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\" align=\"left\"><span style=\"font-size: 10pt\"><em>Canal do DE no Telegram: <\/em><a href=\"https:\/\/t.me\/duploexpresso\"><i>https:\/\/t.me\/duploexpresso<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Grupo de discuss\u00e3o no Telegram: <\/em><a href=\"https:\/\/t.me\/grupoduploexpresso\"><i>https:\/\/t.me\/grupoduploexpresso<\/i><\/a><i><br \/>\n<em>Canal Duplo Expresso no YouTube: <\/em><\/i><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/DuploExpresso\"><i>https:\/\/www.youtube.com\/DuploExpresso<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>\u00c1udios do programa no Soundcloud: <\/em><a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/duploexpresso\"><i>https:\/\/soundcloud.com\/duploexpresso<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Link para doa\u00e7\u00e3o pelo Patreon: <\/em><a href=\"https:\/\/www.patreon.com\/duploexpresso\"><i>https:\/\/www.patreon.com\/duploexpresso<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Link para doa\u00e7\u00e3o pela Vakinha: <\/em><a href=\"https:\/\/www.vakinha.com.br\/vaquinha\/643347\"><i>https:\/\/www.vakinha.com.br\/vaquinha\/643347<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Duplo Expresso no Twitter: <\/em><a href=\"https:\/\/twitter.com\/duploexpresso\"><i>https:\/\/twitter.com\/duploexpresso<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Romulus Maya no Twitter: <\/em><a href=\"https:\/\/twitter.com\/romulusmaya\"><i>https:\/\/twitter.com\/romulusmaya<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Duplo Expresso no Facebook: <\/em><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/duploexpresso\/\"><i>https:\/\/www.facebook.com\/duploexpresso\/<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Romulus Maya no Facebook: <\/em><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/romulus.maya\"><i>https:\/\/www.facebook.com\/romulus.maya<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Grupo da P\u00e1gina do DE no Facebook: <\/em><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/groups\/1660530967346561\/\"><i>https:\/\/www.facebook.com\/groups\/1660530967346561\/<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Romulus Maya no Instagram: <\/em><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/romulusmaya\/\"><i>https:\/\/www.instagram.com\/romulusmaya\/<\/i><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt\"><em>Duplo Expresso no VK: <\/em><a href=\"https:\/\/vk.com\/id450682799\"><i>https:\/\/vk.com\/id450682799<\/i><\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Pedro Augusto Pinho.<br \/>\nAndando pelo jardim das ideias, vi a m\u00e3o invis\u00edvel do mercado. 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