{"id":109600,"date":"2020-01-19T17:13:32","date_gmt":"2020-01-19T20:13:32","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=109600"},"modified":"2020-01-21T06:39:10","modified_gmt":"2020-01-21T09:39:10","slug":"a-maior-batalha-de-todos-os-tempos-para-deter-a-integracao-da-eurasia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=109600","title":{"rendered":"A maior batalha de todos os tempos, para deter a integra\u00e7\u00e3o da Eur\u00e1sia"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por Pepe Escobar<\/strong> <\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto original\u00a0<a href=\"https:\/\/www.asiatimes.com\/2020\/01\/article\/battle-of-the-ages-to-stop-eurasian-integration\/\">Battle of the Ages to stop Eurasian integration <\/a>\u00a0publicado em 15 de janeiro de 2020. (<em><strong>Tradu\u00e7\u00e3o realizada por Paulo Follador).<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os Tempestuosos Vintes come\u00e7aram com estardalha\u00e7o, com o assassinato premeditado do general Qasem Soleimani do Ir\u00e3.<br \/>\nMas estardalha\u00e7o ainda maior nos espera ao longo da d\u00e9cada: as quase incont\u00e1veis varia\u00e7\u00f5es do Novo Grande Jogo na Eur\u00e1sia, de EUA contra R\u00fassia, China e Ir\u00e3 \u2013 os tr\u00eas maiores nodos da integra\u00e7\u00e3o da Eur\u00e1sia.<br \/>\nCada movimento que modifique o tabuleiro de jogo na geopol\u00edtica e na geoeconomia da d\u00e9cada que come\u00e7ar\u00e1 ter\u00e1 de ser analisado em conex\u00e3o com esse confronto \u00e9pico.<br \/>\nO Estado Profundo e setores cruciais da classe governante nos EUA est\u00e3o absolutamente apavorados ante a evid\u00eancia de que a China j\u00e1 est\u00e1 ultrapassando economicamente a \u201cna\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel\u201d, ao mesmo tempo em que a R\u00fassia j\u00e1 a ultrapassou militarmente. O Pent\u00e1gono designa oficialmente os tr\u00eas nodos eurasianos como \u201camea\u00e7as\u201d.<br \/>\nT\u00e9cnicas de Guerra H\u00edbrida \u2013 que arrastam consigo processos de demoniza\u00e7\u00e3o ininterrupta 24\/7 \u2013 proliferar\u00e3o com o objetivo de conter a \u201camea\u00e7a\u201d chinesa, a \u201cagress\u00e3o\u201d russa e o \u201cpatroc\u00ednio ao terrorismo\u201d, do Ir\u00e3. O mito do \u201clivre mercado\u201d continuar\u00e1 a naufragar sob a imposi\u00e7\u00e3o de uma barragem de san\u00e7\u00f5es ilegais, definidas eufemisticamente como novas \u201cregras\u201d comerciais.<br \/>\nMesmo nem tudo isso conseguir\u00e1 facilmente desencaminhar a parceria estrat\u00e9gica R\u00fassia-China. Para decifrar o significado profundo dessa parceria, temos de compreender que Pequim define o processo como uma trilha rumo a uma \u201cnova era\u201d. Isso implica planejamento estrat\u00e9gico de longo prazo \u2013 e a data chave \u00e9 2049, ano do centen\u00e1rio da Nova China.<br \/>\nO horizonte para os m\u00faltiplos projetos da Iniciativa Cintur\u00e3o e Estrada \u2013 como nas Novas Rotas da Seda impulsionadas pela China \u2013\u00e9 de fato os anos 2040s, quando Pequim espera j\u00e1 ter tecido completamente um novo paradigma multipolar de na\u00e7\u00f5es soberanas\/parceiras por toda a Eur\u00e1sia e al\u00e9m dela, todas conectadas por densa rede de cintur\u00f5es e estradas.<br \/>\nO projeto russo \u2013 Greater Eur\u00e1sia (Eur\u00e1sia Expandida) \u2013 de certo modo espelha o Cintur\u00e3o e Estrada dos chineses, e ser\u00e1 integrado com ele. Cintur\u00e3o e Estrada, a Uni\u00e3o Econ\u00f4mica Eurasiana, a Organiza\u00e7\u00e3o de Coopera\u00e7\u00e3o de Xangai e o Banco Asi\u00e1tico de Infraestrutura e Investimento s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es que, todas, convergem para a mesma vis\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Realpolitik<\/strong><br \/>\nAssim essa \u201cnova era\u201d, como a definem os chineses depende fortemente de coordena\u00e7\u00e3o muito fina entre R\u00fassia e China em todos os setores. Made in China 2025 re\u00fane uma s\u00e9rie de grandes novos projetos tecnocient\u00edficos de grande envergadura. Ao mesmo tempo, R\u00fassia auto posicionou-se como recurso tecnol\u00f3gico sem equivalente para armas e sistemas, que os chineses ainda n\u00e3o igualaram.<br \/>\nNa recente reuni\u00e3o dos BRICS em Bras\u00edlia, o presidente Xi Jinping disse a Vladimir Putin que \u201ca situa\u00e7\u00e3o internacional corrente, com crescentes instabilidade e incerteza torna urgente que China e R\u00fassia estabele\u00e7am coordena\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica mais pr\u00f3xima. Resposta de Putin: \u201cNa atual situa\u00e7\u00e3o, os dois lados devem continuar a manter estreita comunica\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica.\u201d<br \/>\nA R\u00fassia est\u00e1 mostrando \u00e0 China como o ocidente respeita o poder da realpolitik sob qualquer de suas formas; e Pequim est\u00e1 finalmente come\u00e7ando a usar o seu. O resultado \u00e9 que, depois de cinco s\u00e9culos de domina\u00e7\u00e3o ocidental \u2013 a qual, vale lembrar, levou ao decl\u00ednio das Antigas Rotas da Seda \u2013 a Terra Central pulou para o centro do palco, fazendo barulho e afirmando a pr\u00f3pria import\u00e2ncia.<br \/>\nPara acrescentar um tom pessoal, minhas viagens nos \u00faltimos dois anos, da \u00c1sia Ocidental \u00e0 \u00c1sia Central, e minhas conversas nos dois meses recentes com analistas em Nur-Sultan, Moscou e It\u00e1lia, permitiram-me entrar mais fundo nas reentr\u00e2ncias do que cabe\u00e7as atiladas definem como a Dupla H\u00e9lice [ing. Double Helix. Sobre isso, ver, importante: \u201cDo livro branco do Saker: a Dupla H\u00e9lice\u201d, 22\/12\/2014, Redecastorphoto], todos conscientes dos imensos desafios que h\u00e1 adiante \u2013 ao mesmo tempo em que mal d\u00e3o conta de rastrear a impressionante re-emerg\u00eancia da Terra Central em tempo real.<br \/>\nEm termos de poder brando, o papel luminoso que a diplomacia russa tem desempenhado ser\u00e1 ainda mais decisivamente importante \u2013 apoiado por um Minist\u00e9rio da Defesa liderado por Sergei Shoigu, tuvano da Sib\u00e9ria, e por um bra\u00e7o de intelig\u00eancia capaz de di\u00e1logo construtivo com todos: \u00cdndia\/Paquist\u00e3o, Coreia do Sul\/Rep\u00fablica Popular Democr\u00e1tica da Coreia, Ir\u00e3\/Ar\u00e1bia Saudita, Afeganist\u00e3o.<br \/>\nEsse aparelho realmente aplaina quest\u00f5es geopol\u00edticas complexas, de um modo que Pequim ainda n\u00e3o decifrou completamente.<br \/>\nParalelamente, quase todo o Pac\u00edfico Asi\u00e1tico \u2013 do Mediterr\u00e2neo Oriental at\u00e9 o Oceano \u00cdndico \u2013 leva agora plenamente em considera\u00e7\u00e3o a R\u00fassia, como contrapoder ante o super distendido alcance naval e financeiro dos EUA.<\/p>\n<p><strong>Apostas no Sudoeste Asi\u00e1tico<\/strong><br \/>\nO assassinato premeditado de Soleimani, com todos os efeitos de longo termo que ter\u00e1, \u00e9 apenas um dos movimentos que se veem no tabuleiro de xadrez do Sudoeste Asi\u00e1tico. O que est\u00e1 afinal em jogo \u00e9 um pr\u00eamio geoecon\u00f4mico de dimens\u00f5es macro: uma ferrovia, uma ponte terrestre para ligar o Golfo Persa ao Mediterr\u00e2neo Oriental.<br \/>\nNo ver\u00e3o passado, uma reuni\u00e3o trilateral Ir\u00e3-Iraque-S\u00edria estabeleceu que \u201co objetivo das negocia\u00e7\u00f5es \u00e9 ativar o corredor de carga e transporte Ir\u00e3-Iraque-S\u00edria, como parte de plano mais amplo para reviver a Rota da Seda.\u201d<br \/>\nN\u00e3o pode haver corredor de conectividade mais estrat\u00e9gica, capaz de interligar simultaneamente com o Corredor Internacional de Transporte Norte-Sul; a conex\u00e3o Ir\u00e3-\u00c1sia Central-China diretamente at\u00e9 o Pac\u00edfico; e projetando Latakia rumo ao Mediterr\u00e2neo e o Atl\u00e2ntico.<br \/>\nO que est\u00e1 no horizonte \u00e9, de fato, um subsetor de Cintur\u00e3o e Estrada no Sudoeste da \u00c1sia. O Ir\u00e3 \u00e9 entroncamento chave de Cintur\u00e3o e Estrada; a China estar\u00e1 pesadamente envolvida na reconstru\u00e7\u00e3o da S\u00edria; e Pequim-Bagd\u00e1 assinaram v\u00e1rios arquivos e criaram um Fundo Iraquiano-Chin\u00eas para Reconstru\u00e7\u00e3o (renda de 300 mil barris\/dia de petr\u00f3leo, em troca de cr\u00e9dito para empresas chinesas reconstru\u00edrem a infraestrutura iraquiana).<br \/>\nR\u00e1pido exame dos mapas revela o \u201csegredo\u201d de porque os EUA recusam-se a fazer as malas e partir do Iraque, como exigido pelo Parlamento e pelo primeiro-ministro do Iraque: para impedir o ressurgimento desse corredor, custe o que custar. Especialmente quando se v\u00ea que todas as estradas que a China est\u00e1 construindo pela \u00c1sia Central \u2013 naveguei por muitas delas em novembro-dezembro \u2013 acabam sem por conectar China e Ir\u00e3.<br \/>\nO objetivo final: unir Xangai ao Mediterr\u00e2neo Oriental \u2013 por terra, cruzando a Terra Central.<br \/>\nAssim como o porto de Gwadar no Mar da Ar\u00e1bia \u00e9 nodo essencial do Corredor Econ\u00f4mico China-Paquist\u00e3o, e parte da estrat\u00e9gia chinesa de v\u00e1rios bra\u00e7os, de \u201cfuga de Mallaca\u201d, a \u00cdndia tamb\u00e9m cortejou o Ir\u00e3 para fazer como Gwadar, via o porto de Chabahar no Golfo de Om\u00e3.<br \/>\nAssim como Pequim quer conectar o Mar da Ar\u00e1bia a Xinjiang via o corredor econ\u00f4mico, a \u00cdndia quer conectar-se com o Afeganist\u00e3o e \u00c1sia Central via o Ir\u00e3.<br \/>\nMas os investimentos da \u00cdndia em Chabahar podem dar em nada, com Nova Delhi ainda pensando em tornar-se parte ativa da estrat\u00e9gia dos EUA no \u201cPac\u00edfico Asi\u00e1tico\u201d \u2013 o que implicaria a \u00cdndia separar-se de Teer\u00e3.<br \/>\nO exerc\u00edcio naval conjunto R\u00fassia-China-Ir\u00e3 no final de dezembro, come\u00e7ando exatamente de Chabahar, foi oportuno sinal de alerta para Nova Delhi. A \u00cdndia simplesmente n\u00e3o pode ignorar o Ir\u00e3 e terminar por perder seu nodo chave de conectividade, Chabahar.<br \/>\nO fato imut\u00e1vel: todos precisam e desejam a conectividade do Ir\u00e3. Por raz\u00f5es \u00f3bvias, desde o imp\u00e9rio persa, esse \u00e9 o entroncamento privilegiado para todas as rotas comerciais da \u00c1sia Central.<br \/>\nAl\u00e9m de tudo mais, o Ir\u00e3 \u00e9 quest\u00e3o de seguran\u00e7a nacional para a China. A China est\u00e1 pesadamente investida na ind\u00fastria iraniana de energia. Todo o com\u00e9rcio bilateral ser\u00e1 feito em yuan ou numa cesta de moedas que deixam de lado o EUA-d\u00f3lar.<br \/>\nNeoconservadores nos EUA, contudo, ainda sonham com o que o governo Cheney tanto trabalhou na d\u00e9cada passada: mudan\u00e7a de regime no Ir\u00e3, que leve os EUA a controlar o Mar C\u00e1spio como trampolim para a \u00c1sia Central, s\u00f3 a um passo de dist\u00e2ncia de Xinjiang; e armar o sentimento anti-China. Pode-se dizer que seria uma Nova Rota da Seda reversa, para destruir a vis\u00e3o chinesa.<\/p>\n<p><strong>Maior batalha de todos os tempos<\/strong><br \/>\nUm novo livro, The Impact of China\u2019s Belt and Road Initiative, de Jeremy Garlick, da Universidade de Economia em Praga, tem o m\u00e9rito de admitir que \u201cdar conta\u201d da Iniciativa Cintur\u00e3o e Estrada \u00e9 \u201cextremamente dif\u00edcil\u201d.<br \/>\n\u00c9 um esfor\u00e7o extremamente s\u00e9rio para teorizar a imensa complexidade de Cintur\u00e3o e Estrada \u2013 especialmente se se considera a abordagem flex\u00edvel, sincr\u00e9tica, da atividade pol\u00edtica dos chineses, que ocidentais absolutamente n\u00e3o compreendem. Para alcan\u00e7ar seu objetivo, Garlick mergulha no paradigma da evolu\u00e7\u00e3o social de Tang Shiping, entra pela hegemonia neo-Gramsciana e disseca o conceito de \u201cmercantilismo ofensivo\u201d \u2013 tudo isso como parte de um esfor\u00e7o no campo do \u201cecletismo complexo\u201d.<br \/>\nChama a aten\u00e7\u00e3o o contraste com a narrativa pedestre de demoniza\u00e7\u00e3o de Cintur\u00e3o e Estrada que emana dos \u2018analistas\u2019 norte-americanos. O livro trata em detalhe da natureza multifacetada do trans regionalismo de Cintur\u00e3o e Estrada como processo org\u00e2nico, em andamento.<br \/>\nPol\u00edticos imperiais n\u00e3o se d\u00e3o o trabalho de compreender por que e como Cintur\u00e3o e Estrada est\u00e1 impondo um novo paradigma global. A c\u00fapula da OTAN em Londres, m\u00eas passado, forneceu alguns indicadores. A OTAN adota sem qualquer cr\u00edtica tr\u00eas prioridades dos EUA: pol\u00edticas cada vez mais agressivas contra a R\u00fassia; conter a China (inclusive com vigil\u00e2ncia militar); e militarizar o espa\u00e7o \u2013 esp\u00e9cie de novo \u2018broto\u2019 da Doutrina da Domina\u00e7\u00e3o de Pleno Espectro de 2002.<br \/>\nAssim a OTAN ser\u00e1 arrastada para a estrat\u00e9gia do \u201cIndo-Pac\u00edfico\u201d \u2013 que significa conter a China. E como a OTAN \u00e9 tamb\u00e9m o bra\u00e7o armado da Uni\u00e3o Europeia, tudo isso implica que os EUA preparam-se para interferir no modo como a Europa faz neg\u00f3cios com a China \u2013 em todos os n\u00edveis.<br \/>\nO coronel aposentado do Ex\u00e9rcito dos EUA Lawrence Wilkerson, ministro do Estado-maior de Colin Powell de 2001 a 2005, vai direto ao ponto: \u201cOs EUA existem hoje para fazer guerra. De que outro modo se poderia interpretar 19 anos de guerra ainda sem fim \u00e0 vista. A guerra j\u00e1 \u00e9 parte de quem somos. \u00c9 parte do que \u00e9 o Imp\u00e9rio Americano. Vamos mentir, chantagear e roubar, como Pompeo est\u00e1 fazendo nesse momento, como Trump est\u00e1 fazendo nesse momento, como Esper est\u00e1 fazendo nesse momento&#8230; e como mais uma legi\u00e3o de outros membros do meu partido pol\u00edtico, Republicano, est\u00e3o fazendo nesse momento. Vamos mentir, chantagear e roubar para fazer o que temos de fazer para manter esse complexo de guerra. Essa \u00e9 a verdade. E essa \u00e9 a nossa agonia.\u201d<br \/>\nMoscou, Pequim e Teer\u00e3 conhecem perfeitamente todas essas apostas gigantescas. Diplomatas e analistas trabalham nessa linha, para que o trio desenvolva esfor\u00e7o concertado para que os pa\u00edses protejam-se uns aos outros contra todas as formas de guerra h\u00edbrida \u2013 inclu\u00eddas a\u00ed as san\u00e7\u00f5es \u2013 disparadas contra cada um e todos.<br \/>\nPara os EUA \u00e9, realmente, batalha existencial \u2013 contra todo o processo de integra\u00e7\u00e3o da Eur\u00e1sia, as Novas Rotas da Seda, a parceria estrat\u00e9gica R\u00fassia-China, aquelas armas hipers\u00f4nicas dos russos, combinadas com diplomacia de alta qualidade, o profundo desgosto e sentimento de revolta contra as pol\u00edticas dos EUA em todo o sul global, o j\u00e1 quase inevit\u00e1vel colapso do EUA-d\u00f3lar. O que \u00e9 certo \u00e9 que o Imp\u00e9rio n\u00e3o se deixar\u00e1 empurrar em sil\u00eancio para o fundo da noite. Devemos todos estar preparados para a maior batalha de todos os tempos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Pepe Escobar \u00e9 analista pol\u00edtico internacional e publica no Asia Times.\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para os EUA \u00e9, realmente, batalha existencial \u2013 contra todo o processo de integra\u00e7\u00e3o da Eur\u00e1sia, as Novas Rotas da Seda, a parceria estrat\u00e9gica R\u00fassia-China, aquelas armas hipers\u00f4nicas dos russos, combinadas com diplomacia de alta qualidade, o profundo desgosto e sentimento de revolta contra as pol\u00edticas dos EUA em todo o sul global, o j\u00e1 quase inevit\u00e1vel colapso do EUA-d\u00f3lar. O que \u00e9 certo \u00e9 que o Imp\u00e9rio n\u00e3o se deixar\u00e1 empurrar em sil\u00eancio para o fundo da noite. 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