{"id":109494,"date":"2020-01-06T11:02:58","date_gmt":"2020-01-06T14:02:58","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=109494"},"modified":"2020-01-06T11:02:58","modified_gmt":"2020-01-06T14:02:58","slug":"a-ultima-razao-do-crime","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=109494","title":{"rendered":"A \u00faltima raz\u00e3o do crime"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por Felipe Quintas, Gustavo Galv\u00e3o e Pedro Augusto Pinho.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O neoliberalismo entrou no Brasil durante os governos militares. De modo geral, esta ideologia fermentou na Europa, a partir da II Grande Guerra, como um contraponto \u00e0 vit\u00f3ria do industrialismo, quer no mundo ocidental, com o capitalismo estadunidense, quer no oriental, com o comunismo sovi\u00e9tico.<\/p>\n<p>Mas estes princ\u00edpios, autodenominados libert\u00e1rios e \u00e0s vezes protetores do ambiente, foram acolhidos pelo capital financeiro como a nova for\u00e7a para seu empoderamento. Nosso erudito leitor est\u00e1 recordando que, por todo s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do XX, foi o Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico, com a for\u00e7a do capital financeiro e das suas canhoneiras, que levaram a domina\u00e7\u00e3o do mundo aonde \u201co sol nunca se punha\u201d.<\/p>\n<p>As duas grandes guerras da primeira metade do s\u00e9culo XX recolocaram este poder no outro lado do Atl\u00e2ntico e na proximidade dos Montes Urais. As finan\u00e7as deixaram de dar as cartas e se subordinaram, por breves d\u00e9cadas, ao capital industrial, ent\u00e3o indissoci\u00e1vel do Estado-na\u00e7\u00e3o, \u00e0 \u00e9poca comprometido com a compatibiliza\u00e7\u00e3o entre acumula\u00e7\u00e3o privada e cidadania.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 o \u00e1pice do neoliberalismo: cada um por si e todos contra todos<\/strong><\/p>\n<p>Devemos refletir um pouco mais sobre esta mudan\u00e7a. O valor do trabalho, reconhecido pela burguesia do s\u00e9culo XVIII, n\u00e3o se entranhou na sociedade europeia, mas na que se constitu\u00eda nos Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA).<\/p>\n<p>A nobreza jamais foi laboriosa. Sua forma de vida \u00e9 o tr\u00e1fico de rela\u00e7\u00f5es, entrecruzar de fam\u00edlias, a heran\u00e7a e o uso do nome. Criou-se a distin\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o para execu\u00e7\u00e3o, atribuindo \u00e0 primeira complexidades e saberes n\u00e3o dispon\u00edveis no trabalho (mesmo quando n\u00e3o mais escravo).<\/p>\n<p>O industrialismo vai prestigiar o trabalho. Tentar\u00e1 transform\u00e1-lo em riqueza, ao menos moral. Busca uma tradi\u00e7\u00e3o na realiza\u00e7\u00e3o emocional dos artes\u00e3os para dar um fio condutor moderno \u00e0 mais antiga atividade do coletor ca\u00e7ador: o trabalho cotidiano.<\/p>\n<p>Veja leitor que em nossa hist\u00f3ria, desde Tom\u00e9 de Sousa at\u00e9 1930, ou seja, por mais de quatro s\u00e9culos, a estrutura de poder se assentava apenas em dois pilares: as finan\u00e7as e a repress\u00e3o. As finan\u00e7as acolheram a filha dileta: a agricultura para exporta\u00e7\u00e3o; j\u00e1 a repress\u00e3o se transvestia de direito com a burocracia judici\u00e1ria, sem descuidar da for\u00e7a da pol\u00edcia. Educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, transporte, constru\u00e7\u00f5es, fabrica\u00e7\u00f5es nada disso constava das estruturas de poder na col\u00f4nia, no imp\u00e9rio e na primeira rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Fomos um pa\u00eds pobre, ignorante, mesquinho, escravista, conduzido colonizadamente pelas finan\u00e7as. E, ap\u00f3s o interregno 1930\u20131980, voltamos a o ser com a Nova Rep\u00fablica, o Pa\u00eds das Finan\u00e7as, e em intensidade crescente, apesar da continuidade mais lenta de avan\u00e7os sociais em parte desse per\u00edodo. Cinquenta anos contra cinco s\u00e9culos, \u00e9 a trag\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p>Com os governos Temer\u2013Bolsonaro, desmorona-se o modelo de organiza\u00e7\u00e3o social que foi constru\u00eddo no desenvolvimentismo brasileiro. O que significa isso? Que o trabalho, que dava significado \u00e0 vida, enobrecia as pessoas, desfez-se. E n\u00e3o foi a desconstru\u00e7\u00e3o apenas nas rela\u00e7\u00f5es sociais, mas da pr\u00f3pria prote\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n<p>O neoliberalismo, hoje, jogou o trabalho no lixo e desfez, sem cerim\u00f4nia, todo esfor\u00e7o institucional e ideol\u00f3gico para torn\u00e1-lo sin\u00f4nimo de dignidade humana. Agora \u00e9 ris\u00edvel a express\u00e3o: o trabalho dignifica o homem, diante dos uberismos, empreendedorismos, pejotiza\u00e7\u00f5es e da financeiriza\u00e7\u00e3o da vida.<\/p>\n<p>Uma vertente da viol\u00eancia tem neste desmoronamento sua fonte. O que nos leva \u00e0 quest\u00e3o da seguran\u00e7a. E, abrindo este espa\u00e7o, a suspei\u00e7\u00e3o, a desconfian\u00e7a das not\u00edcias, dos comandos que nos chegam por todas as fontes, institucionais, estamentais, profissionais e, mesmo, de pessoas pr\u00f3ximas, pois \u201crepercutem o que desconhecem\u201d.<\/p>\n<p>E como a outra face da moeda, a inseguran\u00e7a retrai a solidariedade. \u00c9 o \u00e1pice do neoliberalismo: cada um por si e todos contra todos. Os la\u00e7os mais consistentes tendem a romper facilmente, tornando as pessoas suscet\u00edveis a mil manipula\u00e7\u00f5es em nome da \u201cseguran\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Ju\u00edzes, pol\u00edticos e empres\u00e1rios s\u00e3o no Brasil, ao fim da segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI, quase um sin\u00f4nimo de bandidos, de agentes marginais. Assumem o papel de s\u00f3cios dos governos e dos capitais estrangeiros, fazendo do seu pr\u00f3prio pa\u00eds um ferro-velho de outrem. Em um pa\u00eds reduzido a t\u00e3o ign\u00f3bil condi\u00e7\u00e3o, a economia il\u00edcita, oficializada ou n\u00e3o, sustentada por uma pol\u00edtica mafiosa, assume dire\u00e7\u00e3o, agravando as \u201cperdas internacionais\u201d j\u00e1 denunciadas por Leonel Brizola.<\/p>\n<p><strong>Guerras e pestes para os que escaparem das drogas e das repress\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>E nesta trag\u00e9dia da nossa sociedade, aqueles que mais facilmente atingem fortunas financeiras, os traficantes de drogas e armas, ocupam o poder com seus lavadores de dinheiro: as igrejas, principalmente neopentecostais, pois fora dos controles fiscais, tribut\u00e1rios e patrimoniais. E, sob a prote\u00e7\u00e3o do crime, a seguran\u00e7a p\u00fablica, e mesmo a nacional, tem nova concep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Havia nas escolas militares, nos anos 1970, o temor de ser atribu\u00eddo aos militares a seguran\u00e7a p\u00fablica. Mais de um oficial general, em todas as armas, afirmavam que o contato com a droga, a marginalidade, seria fatal para a institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje j\u00e1 n\u00e3o constitui segredo que o <a href=\"https:\/\/youtu.be\/nGo8N6vnmAI?t=3636\">pacto celebrado entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) paulista e os governos do PSDB<\/a> foi fundamental para a redu\u00e7\u00e3o estat\u00edstica de homic\u00eddios e o aumento vertiginoso na difus\u00e3o das drogas. E, com uma desfa\u00e7atez incr\u00edvel, ainda atribuem aos estudantes, \u00e0s \u201cesquerdas\u201d, as orgias filmadas, fotografadas em est\u00fadios, como se fossem colhidas em campi universit\u00e1rios.<\/p>\n<p>Os autodenominados conservadores, atuais timoneiros do Estado, defendem o crime como parte de seu governo, mas, para disfar\u00e7ar, jogam a culpa, maliciosamente, sobre os estudantes e professores, e de fato sobre a pr\u00f3pria educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fazem isso para se proteger dos pr\u00f3prios crimes, como um ladr\u00e3o que, logo ap\u00f3s o furto, grita \u201cpega ladr\u00e3o\u201d para distrair e causar confus\u00e3o nos incautos. Ademais ganham, com essa t\u00e1tica suja, um afago das grandes pot\u00eancias estrangeiras, inimigas de um Brasil soberano, pois essas temem, mais do que tudo, que nosso povo seja instru\u00eddo, ganhe saber e consci\u00eancia.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 ainda um aspecto mais grave, que este atual governo incorporou: datar o fim das For\u00e7as Armadas (FA) brasileiras. Para que FA? Nossas fronteiras est\u00e3o sobre o controle das m\u00e1fias das drogas, aliadas a agentes estadunidenses da DEA e da CIA, brit\u00e2nicos do MI6 e israelenses do Mossad. Tamb\u00e9m patrulham, a seus servi\u00e7os, as pol\u00edcias de fronteiras e unidades militares.<\/p>\n<p>Com a ren\u00fancia do Brasil a sua soberania, <a href=\"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=109482\">n\u00e3o se pode esperar investimentos nos centros tecnol\u00f3gicos e de pesquisa militares, como o ITA e o IME, e nem na Ind\u00fastria Nacional de Defesa<\/a>, que foi destru\u00edda ou desnacionalizada nos \u00faltimos anos para empresas de apenas dois pa\u00edses que fazem este governo de capacho. E quem n\u00e3o se enquadra, de algum modo desaparece por transfer\u00eancia ou acidente. At\u00e9 que ponto os \u00f3rg\u00e3os de informa\u00e7\u00e3o est\u00e3o adequadamente informados ou teleguiados de fora \u00e9 uma ben\u00e9fica d\u00favida.<\/p>\n<p>Mas estar\u00e1 toda FA comprometida? Certamente que n\u00e3o. Mas os que, no m\u00ednimo, n\u00e3o fazem \u201cvista grossa\u201d ter\u00e3o muita dificuldade em progredir, em alcan\u00e7ar postos e incumb\u00eancias que lhes deem satisfa\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<p>Reflitamos um pouco mais sobre o Estado das finan\u00e7as, dirigido por institui\u00e7\u00f5es criminosas e interesses estrangeiros. O neoliberalismo jamais escondeu seu projeto de Estado M\u00ednimo. Por que m\u00ednimo e n\u00e3o nenhum Estado?<\/p>\n<p>A resposta est\u00e1 em nossa pr\u00f3pria Hist\u00f3ria mostrando um Estado que serviu s\u00f3 para garantir a rentabilidade das finan\u00e7as e para impedir ou para massacrar a revolta dos despossu\u00eddos. Mas se \u00e9 t\u00e3o claro e evidente, por que n\u00e3o vemos rea\u00e7\u00e3o? Duas s\u00e3o as causas que identificamos.<\/p>\n<p>A primeira, muito grave e importante, \u00e9 o controle privado das comunica\u00e7\u00f5es. Apenas nos governos autorit\u00e1rios (Get\u00falio Vargas e militares) houve a tentativa, logo combatida e desfeita, de efetivamente criar um sistema estatal de comunica\u00e7\u00f5es. Este era acusado de ser uma forma de censura, de tirar a liberdade \u2013 mas de quem? (como se a Globo e a Igreja Universal do Reino de Deus, entre outras menos votadas, abrissem seus canais para o \u201cpovo em geral\u201d).<\/p>\n<p>O controle da mensagem j\u00e1 nem mais \u00e9 feito no pa\u00eds, com o <a href=\"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=107226\">uso de rob\u00f4s espalhados<\/a> pelos continentes, atingindo toda comunica\u00e7\u00e3o virtual. E quem est\u00e1 livre de um smartphone em nossos dias?<\/p>\n<p>Sem mensagens alternativas, como esta que usamos, nenhuma reflex\u00e3o seria poss\u00edvel. E estamos amea\u00e7ados, por interrup\u00e7\u00f5es intencionais ou economicamente, de n\u00e3o conseguir continuar analisando e divulgando interpreta\u00e7\u00f5es fora do modelo colonizador.<\/p>\n<p>A outra quest\u00e3o \u00e9 a oposi\u00e7\u00e3o. O que \u00e9 a esquerda, fora das refer\u00eancias hist\u00f3ricas? Desde a forma\u00e7\u00e3o do Movimento Democr\u00e1tico Brasileiro (MDB), nos governos militares, a hipot\u00e9tica oposi\u00e7\u00e3o foi se afastando cada vez mais da realidade e do interesse nacional. Chegamos a ter muito mais a\u00e7\u00f5es nacionalistas com o Governo Geisel do que com todos os que se seguiram \u00e0 Nova Rep\u00fablica.<\/p>\n<p><em><strong>H\u00e1 um conceito na antropologia, devido a Gregory Bateson (1904\u20131980), denominado <a href=\"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=109426\">\u201ccismog\u00eanese\u201d<\/a>.<\/strong><\/em> Ele significa a simetria entre as oposi\u00e7\u00f5es, que a realimentam. Assim, a exist\u00eancia do comunismo faz surgir o anticomunismo, e cada manifesta\u00e7\u00e3o de uma parte fortalece a oposi\u00e7\u00e3o da outra. Elas se alimentam dos opostos.<\/p>\n<p>Na pol\u00edtica, que n\u00e3o discutiremos aqui, estas oposi\u00e7\u00f5es nem precisam ser efetivas. A esse respeito, o leitor interessado encontrar\u00e1 um bom trabalho em O conceito de comunica\u00e7\u00e3o na obra de Bateson \u2013 Interac\u00e7\u00e3o e Regula\u00e7\u00e3o, da doutora Maria Jo\u00e3o Centeno, editado pela Universidade da Beira Interior, 2009, e dispon\u00edvel <a href=\"http:\/\/labcom-ifp.ubi.pt\/ficheiros\/20110819-centeno_maria_joao_conceito_de_comunicacao.pdf\">neste link<\/a>.<\/p>\n<p>Durante a campanha pelas \u201cDiretas J\u00e1\u201d, as manifesta\u00e7\u00f5es que reuniram 1 milh\u00e3o de pessoas na Candel\u00e1ria (Rio de Janeiro) e 2 milh\u00f5es na Pra\u00e7a da S\u00e9 (S\u00e3o Paulo), mais do que amea\u00e7arem os governantes, colocaram p\u00e2nico nas lideran\u00e7as oposicionistas, que trataram de evitar este \u201cestu\u00e1rio de insatisfa\u00e7\u00f5es de distinta natureza\u201d (Jos\u00e9 Sarney, que se bandeou para a oposi\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>\u00c9 a velha receita das elites: tome a coroa antes que um aventureiro a tome ou fa\u00e7amos a revolu\u00e7\u00e3o antes que o povo a fa\u00e7a.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 oposi\u00e7\u00e3o nem esquerda que tenha hoje atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica transformadora. Vamos sendo amoldados numa nova sociedade, dominada pelas drogas, pelas finan\u00e7as e pela corrup\u00e7\u00e3o. A soberania nacional e a cidadania ficam restritas aos livros.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o estamos vendo ainda o fim. O modelo concentrador de renda impede a expans\u00e3o demogr\u00e1fica: n\u00e3o haver\u00e1 como alimentar ou cuidar de um n\u00famero crescente de seres humanos. Para estes financistas \u00e9 imperioso restringir o quantitativo da esp\u00e9cie. O neoliberalismo \u00e9 tamb\u00e9m neomalthusiano.<\/p>\n<p>Mantida a situa\u00e7\u00e3o atual, aguardamos no est\u00e1gio vindouro guerras e pestes exterminadoras, para os que escaparem das drogas e das repress\u00f5es. Ser\u00e1 a \u00faltima raz\u00e3o do crime que estas gera\u00e7\u00f5es cometer\u00e3o, em nome da animal sobreviv\u00eancia dos mais competitivos (!).<\/p>\n<p>Texto Publicado originalmente no <a href=\"https:\/\/monitordigital.com.br\/a-ultima-razao-do-crime\">Monitor Mercantil<\/a>, em dezembro de 2019, 65 anos do suic\u00eddio de Get\u00falio Vargas pela soberania brasileira. Que o seu exemplo ecoe no presente e no futuro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Felipe Quintas,<\/strong> Doutorando em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pela Universidade Federal Fluminense.<\/p>\n<p><strong>Gustavo Galv\u00e3o,<\/strong> Doutor em economia e autor de As 21 li\u00e7\u00f5es das Finan\u00e7as Funcionais e da Teoria do Dinheiro Moderno (MMT).<\/p>\n<p><strong>Pedro Augusto Pinho,<\/strong> Administrador aposentado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As duas grandes guerras da primeira metade do s\u00e9culo XX recolocaram este poder no outro lado do Atl\u00e2ntico e na proximidade dos Montes Urais. As finan\u00e7as deixaram de dar as cartas e se subordinaram, por breves d\u00e9cadas, ao capital industrial, ent\u00e3o indissoci\u00e1vel do Estado-na\u00e7\u00e3o, \u00e0 \u00e9poca comprometido com a compatibiliza\u00e7\u00e3o entre acumula\u00e7\u00e3o privada e cidadania.<br \/>\nLeia, debata, compartilhe.<\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":109495,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1854,1995,762,16,2,1599],"tags":[932,3322,176,109,2779,3320,3292,3321,3318,1473,71,3319,52,59,814],"class_list":["post-109494","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-felipe-quintas","category-globalismo-financista-vs-soberanismo","category-gustavo-galvao","category-historia","category-home","category-pedro-augusto-pinho","tag-brasil","tag-desenvolvimento-nacional","tag-forcas-armadas","tag-golpe","tag-guerra","tag-ime","tag-inteligencia","tag-ita","tag-martir","tag-morte","tag-nacionalismo","tag-o-petroleo-e-nosso","tag-petrobras","tag-soberania","tag-tecnologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/109494","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=109494"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/109494\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/109495"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=109494"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=109494"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=109494"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}