{"id":109324,"date":"2019-12-13T16:36:28","date_gmt":"2019-12-13T19:36:28","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=109324"},"modified":"2019-12-13T16:36:28","modified_gmt":"2019-12-13T19:36:28","slug":"quem-e-darcy-ribeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=109324","title":{"rendered":"Quem \u00e9 Darcy Ribeiro?"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por Ang\u00e9lica Lovatto<\/strong><a href=\"\/\/7EE6EABC-4A1F-499E-82B2-7D0019B4B405#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cPortanto, n\u00e3o se iluda comigo, leitor. Al\u00e9m de antrop\u00f3logo, sou homem de f\u00e9 e de partido. Fa\u00e7o pol\u00edtica e fa\u00e7o ci\u00eancia movido por raz\u00f5es \u00e9ticas e por um fundo patriotismo. N\u00e3o procure, aqui, an\u00e1lises isentas. Este \u00e9 um livro que quer ser participante, que aspira a influir sobre as pessoas, que aspira a ajudar o Brasil a encontrar-se a si mesmo\u201d.\u00a0 <\/em><\/p>\n<p>Darcy Ribeiro, <em>O povo brasileiro<\/em>.<a href=\"\/\/7EE6EABC-4A1F-499E-82B2-7D0019B4B405#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quem \u00e9 Darcy Ribeiro? Em primeiro lugar um brasileiro extraordin\u00e1rio que ainda segue menos reconhecido no Brasil do que deveria. Mas absolutamente reconhecido e divulgado em todos os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina por seus livros, estudos e projetos.<\/p>\n<p>Esse foi o destino de muitos pensadores brasileiros desterrados a partir do golpe militar de 1964, que baniu, prendeu, torturou, matou ou exilou, por muitos anos, as melhores cabe\u00e7as deste pa\u00eds. A injusti\u00e7a historiogr\u00e1fica que se perpetrou contra esses autores trouxe um desconhecimento injustific\u00e1vel no Brasil de suas vidas e obras.<\/p>\n<p>Darcy Ribeiro (1922-1997), como autor, n\u00e3o pode ser definido em um \u00fanico escaninho do conhecimento. Ele foi um produtor incans\u00e1vel de livros e estudos. Mas n\u00e3o apenas um \u201cestudioso\u201d. A teoria e a pr\u00e1tica estiveram intensamente atadas neste autor t\u00e3o rico em abordagens. Ele foi um semeador de universidades, criando o projeto inicial de v\u00e1rias delas em pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, inclusive no Brasil, a UnB \u2013 Universidade Nacional de Bras\u00edlia, um dos motivos de seu ex\u00edlio. Pela variedade de seus estudos, integrados sempre numa totalidade te\u00f3rica e hist\u00f3rica, Darcy pode ser considerado um antrop\u00f3logo \u2013 \u201cespecialidade\u201d na qual ele talvez seja mais conhecido \u2013 mas \u00e9 tamb\u00e9m um historiador, um soci\u00f3logo, um cientista pol\u00edtico, um educador, para dizer o m\u00ednimo. Ou seja, melhor n\u00e3o tentar classific\u00e1-lo nestes termos, pois limitaria a compreens\u00e3o da abund\u00e2ncia de suas qualidades.<\/p>\n<p>Claro que tamb\u00e9m foi um homem da pol\u00edtica. E um homem de partido. Foi ministro do governo Jo\u00e3o Goulart, assessorou governos de esquerda latino-americanos como Salvador Allende, no Chile, fomentou universidades no Peru e Venezuela, foi vice-governador do Rio de Janeiro no governo Leonel Brizola, foi Senador da Rep\u00fablica. Ali\u00e1s, semeou n\u00e3o s\u00f3 universidades, mas especialmente o grande projeto de colocar crian\u00e7as brasileiras na escola o dia inteiro, conhecidos como CIEPs \u2013 Centros Integrados de Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica, na experi\u00eancia do governo do estado do Rio de Janeiro. E at\u00e9 o final de sua vida sempre questionava publicamente por que a educa\u00e7\u00e3o no Estado de S\u00e3o Paulo, considerado o estado mais desenvolvido da na\u00e7\u00e3o e do continente, tinha \u00edndices educacionais que ficavam abaixo at\u00e9 mesmo do nosso vizinho Paraguai.<\/p>\n<p>Darcy Ribeiro defendeu durante sua vida inteira uma integra\u00e7\u00e3o dos povos latino-americanos, na ideia t\u00e3o pouco conhecida no Brasil, da forma\u00e7\u00e3o de uma P\u00e1tria Grande. No livro lan\u00e7ado em 1986, <em>Am\u00e9rica Latina: a P\u00e1tria Grande<\/em>, retrata o subdesenvolvimento latino-americano, oriundo de nosso passado colonial, mas n\u00e3o s\u00f3. Aparecem ali as consequ\u00eancias dos golpes militares, patrocinados especialmente pelo imperialismo estadunidense, que tentava interceptar por completo qualquer possibilidade de soberania de nosso continente. Logo no primeiro bloco do livro aparece o tema: \u201cA Am\u00e9rica Latina existe?\u201d, ensaio onde ele explica a uniformidade sem unidade do continente e seus antagonismos essenciais.<\/p>\n<p>A express\u00e3o <em>P\u00e1tria Grande<\/em> remete ao sonho bolivariano \u2013 que vem da importante figura hist\u00f3rica de Simon Bol\u00edvar, o Libertador \u2013 da forma\u00e7\u00e3o de uma p\u00e1tria integrada por todos os povos que lutavam contra o jugo colonialista que imperava em nosso continente. Esse desconhecimento no Brasil sobre o tema da <em>P\u00e1tria Grande<\/em> e do papel de Simon Bol\u00edvar foi fruto \u2013 especialmente no p\u00f3s golpe de 1964 \u2013 de uma postura de colocar o Brasil de costas para a Am\u00e9rica Latina, condi\u00e7\u00e3o <em>sine qua non<\/em> para o isolamento das for\u00e7as progressistas e revolucion\u00e1rias que aqui se acumulavam e que, na uni\u00e3o com os povos <em>hermanos<\/em>, poderia ter trazido no contexto da chamada Guerra Fria, uma ruptura inevit\u00e1vel com os regimes imperialistas dos Estados Unidos e da Europa Ocidental, \u00e0 \u00e9poca. Darcy Ribeiro, em seu retorno do ex\u00edlio, resgata este tema, elucidando tamb\u00e9m \u2013 e apresentando da melhor forma poss\u00edvel \u2013 o autor brasileiro Manuel Bomfim (1868-1932), que ele \u201cdescobriu\u201d que existia como grande pensador das coisas do Brasil, no ex\u00edlio, numa biblioteca no Uruguai! Ou seja, outro grande nome desconhecido ou pouco valorizado em sua pr\u00f3pria terra. Nesse sentido, o principal livro de Manuel Bomfim, pelo qual encantou-se foi <em>Am\u00e9rica Latina: males de origem<\/em>, publicado originalmente em mar\u00e7o de 1903.<\/p>\n<p>Gilberto Felisberto Vasconcellos,<a href=\"\/\/7EE6EABC-4A1F-499E-82B2-7D0019B4B405#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> grande conhecedor da vida e obra de Darcy Ribeiro, defende que o autor \u00e9 um pensador brasileiro que pode ser considerado o ponto de liga\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina, pois escreveu sobre todos os pa\u00edses latino-americanos.<a href=\"\/\/7EE6EABC-4A1F-499E-82B2-7D0019B4B405#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> Seu ex\u00edlio e o interesse germinal em entender a forma\u00e7\u00e3o do povo brasileiro, a partir de sua experi\u00eancia com os ind\u00edgenas, o teria levado a isso: \u201cDe 1964 a 1972 [Darcy] viveu o ex\u00edlio intelectual mais fecundo na hist\u00f3ria das ci\u00eancias sociais, teve no entanto p\u00e9ssima recep\u00e7\u00e3o no meio acad\u00eamico por ter rompido com a cabe\u00e7a colonizada do intelectual brasileiro\u201d<a href=\"\/\/7EE6EABC-4A1F-499E-82B2-7D0019B4B405#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> Essa diferen\u00e7a de Darcy Ribeiro, em rela\u00e7\u00e3o aos pensadores que n\u00e3o rompiam com essa condi\u00e7\u00e3o de submiss\u00e3o intelectual ao que vinha acriticamente de fora do pa\u00eds, \u00e9 seu bem e seu mal. Valoroso pela atitude corajosa, foi autor perseguido, sobre quem o Brasil silenciou. Em seu livro, <em>Darcy Ribeiro: a raz\u00e3o iracunda<\/em>, Vasconcellos conta que, aos 27 anos, editorialista na <em>Folha de S\u00e3o Paulo<\/em>, ouviu de Claudio Abramo: \u201cVoc\u00ea nunca vai entender o Brasil se n\u00e3o conversar com Darcy\u201d. Mais ou menos na mesma \u00e9poca o grande cineasta brasileiro Glauber Rocha \u2013 outro <em>herege <\/em>valoroso praticamente desconhecido das gera\u00e7\u00f5es atuais \u2013 deu o mesmo aviso a Vasconcellos: \u201cVoc\u00ea precisa procurar o Darcy para entender o que \u00e9 a coloniza\u00e7\u00e3o\u201d.<a href=\"\/\/7EE6EABC-4A1F-499E-82B2-7D0019B4B405#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p>A originalidade de Darcy Ribeiro est\u00e1 na totalidade de sua produ\u00e7\u00e3o te\u00f3rica que, ap\u00f3s sua forma\u00e7\u00e3o na Escola de Sociologia e Pol\u00edtica de S\u00e3o Paulo, foi inicialmente impulsionada pelo trabalho de etn\u00f3logo, que o levou a viver em meio aos \u00edndios por longos dez anos. Essa experi\u00eancia o marcou profundamente. Ele queria um retrato do Brasil de corpo inteiro. Percebeu que a quest\u00e3o n\u00e3o era apenas entender os \u00edndios, mas entender a forma\u00e7\u00e3o do povo brasileiro como um todo. E a pergunta que o moveu intelectual e politicamente, especialmente ap\u00f3s a derrota sofrida com o golpe militar, foi: Por que mais uma vez a classe dominante vencia? Por que o Brasil n\u00e3o tinha dado certo?<a href=\"\/\/7EE6EABC-4A1F-499E-82B2-7D0019B4B405#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> Ali\u00e1s, sem passarmos despercebidos pela impressionante atualidade desta pergunta, cumpre destacar que foi no ex\u00edlio no Peru que ele se colocou a escrever o livro ao qual se dedicaria ao longo de 30 anos e que resultou, antes de sua publica\u00e7\u00e3o definitiva em 1995, a um conjunto de mais de 2 mil p\u00e1ginas escritas, publicadas em cinco impressionantes livros do autor, a saber: <em>1968: o processo civilizat\u00f3rio \u2013 etapas da evolu\u00e7\u00e3o sociocultural<\/em>; <em>As Am\u00e9ricas e a civiliza\u00e7\u00e3o<\/em>; <em>1971: o dilema da Am\u00e9rica Latina \u2013 estruturas de poder e for\u00e7as insurgentes<\/em>; <em>1972: os brasileiros \u2013 teoria do Brasil<\/em> e <em>Os \u00edndios e a civiliza\u00e7\u00e3o<\/em>. A partir deste \u00faltimo livro, ele edita uma <em>Suma etnol\u00f3gica brasileira<\/em>, na cole\u00e7\u00e3o Antropologia da Civiliza\u00e7\u00e3o. Tudo isso porque o autor n\u00e3o ficou satisfeito com a primeira vers\u00e3o de 400 p\u00e1ginas (iniciado no Peru em 1964) do livro, j\u00e1 citado, que depois veio a ser conhecido como <em>O povo brasileiro<\/em>, de 1995.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel imaginar o cuidado investigativo e as min\u00facias de desenvolvimento etnogr\u00e1fico e hist\u00f3rico do autor para poder chegar \u00e0 originalidade de sua tese? Na primeira vers\u00e3o, em 1964, ele sentiu que faltava uma teoria de base emp\u00edrica das classes sociais, no mundo brasileiro e latino-americano. E que faltava tamb\u00e9m uma tipologia das formas de exerc\u00edcio do poder e de milit\u00e2ncia pol\u00edtica, fosse conservadora, reordenadora ou insurgente. E, finalmente, que faltava ainda uma teoria da cultura, capaz de dar conta da realidade brasileira e latino-americana, mobilizando consci\u00eancias para movimentos profundos de reordena\u00e7\u00e3o social. E tudo isso, ao mesmo tempo em que se dedicava ardentemente \u00e0 pesquisa, semeando universidades e fazendo projetos de interven\u00e7\u00e3o pr\u00e1tico-pol\u00edtica em variados pa\u00edses do continente. Haja f\u00f4lego e energia! E, durante d\u00e9cadas, esse precioso brasileiro ficou renegado ao esquecimento da historiografia brasileira? Renegado nos curr\u00edculos dos cursos da universidade brasileira? Francamente, resgat\u00e1-lo e coloc\u00e1-lo na ordem do dia, \u00e9 miss\u00e3o n\u00famero um de qualquer pessoa que se preocupe de fato com os destinos da vida nacional.<\/p>\n<p>A tese original\u00edssima decorrente desse esfor\u00e7o \u00e9, em resumo apertado, a seguinte: os brasileiros se sabem, se sentem e se comportam como uma s\u00f3 gente. E por isso s\u00e3o uma etnia nova: o povo brasileiro. Uma entidade nacional distinta de quantas haja, que fala uma mesma l\u00edngua, s\u00f3 diferenciada por sotaques regionais. Mais que uma simples etnia, o Brasil seria uma etnia nacional, um povo-na\u00e7\u00e3o, assentado num territ\u00f3rio pr\u00f3prio, enquadrado dentro de um mesmo Estado, unit\u00e1rio, para nele viver seu destino. E mud\u00e1-lo, se conseguir. No entanto, o autor alerta que isso n\u00e3o deve cegar-nos para disparidades, contradi\u00e7\u00f5es, antagonismos que subsistam. Defende que, para o povo brasileiro, n\u00e3o houve outra alternativa do que fundir-se numa \u00fanica etnia, for\u00e7ada pela aniquila\u00e7\u00e3o quase que completa de cada etnia anteriormente originada (seja \u00edndia, negra transplantada, branca transplantada). Para sobreviver, essas etnias se misturaram irremediavelmente. Sob pena de exterm\u00ednio completo! Teria ocorrido justamente o contr\u00e1rio no restante da Am\u00e9rica espanhola, que resultou \u2013 em sua grande maioria \u2013 numa sociedade multi\u00e9tnica, dilacerada tamb\u00e9m, mas pela oposi\u00e7\u00e3o de componentes diferenciados e imisc\u00edveis. Mas ele adverte: ent\u00e3o teriam sumido os signos da m\u00faltipla ancestralidade do povo brasileiro? N\u00e3o! Sobreviveram na fisionomia som\u00e1tica e no esp\u00edrito dos brasileiros, mas n\u00e3o se diferenciaram em antag\u00f4nicas minorias raciais, culturais ou regionais. No caso da escravid\u00e3o, por exemplo, ela foi t\u00e3o longa que n\u00e3o havia alternativa: n\u00e3o tinham como preservar-se isoladamente e se reproduzir. Nesse sentido, as \u00fanicas microetnias tribais que sobreviveram como ilhas, ficaram cercadas pela polu\u00e7\u00e3o brasileira e j\u00e1 n\u00e3o podem afetar a macroetnia. Enfim, Darcy defende que o povo brasileiro \u00e9 um povo novo, um novo modelo de estrutura\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria, fundada miseravelmente num tipo renovado de escravismo e numa servid\u00e3o continuada ao mercado mundial. O Brasil emergiu, portanto, como um \u201crenovo mutante\u201d, remarcado de caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, mas atado genesicamente \u00e0 matriz portuguesa.<\/p>\n<p>Sem condi\u00e7\u00f5es de desdobrar toda a tese de Darcy Ribeiro aqui, e correndo o risco calculado de ser imprecisa nas media\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, resta indicar que esses diversos modos r\u00fasticos de ser dos brasileiros, constru\u00eddos historicamente, com explora\u00e7\u00e3o continuada e sangue, permitem distingui-los hoje como sertanejos, caboclos, crioulos, caipiras, ga\u00fachos, al\u00e9m \u00e9 claro de \u00edtalo-brasileiros, teuto-brasileiros e nipo-brasileiros. O povo brasileiro teria sido, enfim, resultado de diversos implantes coloniais, viabilizados pela integra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, atrav\u00e9s de lutas cruentas, levado a cabo pelas velhas classes dirigentes brasileiras num processo continuado, violento e deliberado de supress\u00e3o de toda identidade \u00e9tnica discrepante.<\/p>\n<p>A obra deste autor ainda precisa ser apreendida, ensinada e repisada para as gera\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas. Da\u00ed a import\u00e2ncia da iniciativa da Editora Lutas Anticapital em publicar esse livro de bolso que far\u00e1 toda a diferen\u00e7a para o aprendizado sobre a realidade brasileira e latino-americana, que o generoso Darcy Ribeiro dedicou a vida para construir e divulgar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"\/\/7EE6EABC-4A1F-499E-82B2-7D0019B4B405#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Professora do Departamento de Ci\u00eancias Pol\u00edticas e Econ\u00f4micas da Faculdade de Filosofia e Ci\u00eancias da UNESP (Mar\u00edlia). Coordenadora do Grupo de Pesquisa (CNPq) \u201cPensamento pol\u00edtico brasileiro e latino-americano\u201d. E-mail: angel.lovatto@gmail.com.<\/p>\n<p><a href=\"\/\/7EE6EABC-4A1F-499E-82B2-7D0019B4B405#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> RIBEIRO, Darcy. <em>O povo brasileiro: a forma\u00e7\u00e3o e o sentido do Brasil<\/em>. 3\u00aa.ed., S\u00e3o Paulo: Global, 2015. 367 p.<\/p>\n<p><a href=\"\/\/7EE6EABC-4A1F-499E-82B2-7D0019B4B405#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Outro grande pensador <span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">brasileiro,<\/span> que estuda e conhece o nosso folclore como ningu\u00e9m e tamb\u00e9m \u00e9 daqueles intelectuais que n\u00e3o pode ser simplesmente classificado em um \u00fanico escaninho das ci\u00eancias sociais. \u00c9 jornalista, escritor, soci\u00f3logo e muito mais. \u00c9, ainda, professor Titular da Universidade Federal de Juiz de Fora.<\/p>\n<p><a href=\"\/\/7EE6EABC-4A1F-499E-82B2-7D0019B4B405#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Cf. VASCONCELLOS, Gilberto Felisberto. <em>Darcy Ribeiro: a raz\u00e3o iracunda<\/em>. Florian\u00f3polis: Editora da UFSC, 2015.<\/p>\n<p><a href=\"\/\/7EE6EABC-4A1F-499E-82B2-7D0019B4B405#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> VASCONCELLOS, <em>op.cit.<\/em>, p.16.<\/p>\n<p><a href=\"\/\/7EE6EABC-4A1F-499E-82B2-7D0019B4B405#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> VASCONCELLOS, <em>op.cit.<\/em>, p.15.<\/p>\n<p><a href=\"\/\/7EE6EABC-4A1F-499E-82B2-7D0019B4B405#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Cf. RIBEIRO, <em>op.cit.<\/em>, 2015.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cPortanto, n\u00e3o se iluda comigo, leitor. Al\u00e9m de antrop\u00f3logo, sou homem de f\u00e9 e de partido. Fa\u00e7o pol\u00edtica e fa\u00e7o ci\u00eancia movido por raz\u00f5es \u00e9ticas e por um fundo patriotismo. N\u00e3o procure, aqui, an\u00e1lises isentas. Este \u00e9 um livro que quer ser participante, que aspira a influir sobre as pessoas, que aspira a ajudar o Brasil a encontrar-se a si mesmo\u201d.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":109325,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2920],"tags":[932,1978,3270,1047],"class_list":["post-109324","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-angelica-lovatto","tag-brasil","tag-darcy-ribeiro","tag-formacao","tag-povo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/109324","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=109324"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/109324\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/109325"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=109324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=109324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=109324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}