{"id":109280,"date":"2019-12-09T12:44:36","date_gmt":"2019-12-09T15:44:36","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=109280"},"modified":"2019-12-09T00:46:04","modified_gmt":"2019-12-09T03:46:04","slug":"pisa-e-paraisopolis-vitrines-da-surda-guerra-de-classes-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=109280","title":{"rendered":"Pisa e Parais\u00f3polis: Vitrines da Surda Guerra de Classes no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"O Deep State age \u2013 D.E. 5\/dez\/2019\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rKWILI1-NF4?start=118&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><em><strong>Por M\u00e1rio Maestri<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">\u201cAma, com f\u00e9 e orgulho, a terra em que nasceste! Crian\u00e7a! n\u00e3o ver\u00e1s nenhum pa\u00eds como este! Boa terra! jamais negou a quem trabalha. O p\u00e3o que mata a fome, o teto que agasalha\u2026 Quem com o seu suor a fecunda e umedece, V\u00ea pago o seu esfor\u00e7o, e \u00e9 feliz, e enriquece! Crian\u00e7a! n\u00e3o ver\u00e1s pa\u00eds nenhum como este: Imita na grandeza a terra em que nasceste!\u201d Por longos anos, a crian\u00e7ada brasileira foi obrigada a aprender de cor e declamar empertigada a poesia \u201cA P\u00e1tria\u201d nos col\u00e9gios particulares e escolas p\u00fablicas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Cento e quinze anos ap\u00f3s Olavo Bilac escrever sua ode \u00e0 P\u00e1tria imaginada e fantasiada -fazia apenas 17 anos que findara o trabalho escravizado-, o levantamento mundial Pisa &#8211; \u201cPrograma Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Estudantes\u201d \u2013 acaba de registrar que quase cinquenta por cento dos estudantes brasileiros do ensino m\u00e9dio que lessem a poesia \u201cA P\u00e1tria\u201d n\u00e3o compreenderiam as sandices do mais patrioteiro de nossos vates. Os resultados em matem\u00e1tica e ci\u00eancia foram ainda piores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Esses jovens \u201canalfabetos funcionais\u201d s\u00e3o sobretudo oriundos de fam\u00edlias populares. Os filhos dos riquinhos alcan\u00e7am resultados superiores, mas pouco brilhantes, sobretudo em rela\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses ditos avan\u00e7ados. Com algumas varia\u00e7\u00f5es, os resultados aferidos est\u00e3o pr\u00f3ximos aos obtidos durante os governos petistas e anteriores. N\u00e3o s\u00e3o pontos fora da curva. Os avaliados t\u00eam de quinze a dezesseis anos, preparando-se portanto para o mercado de trabalho, a maioria, ou o ensino superior, a minoria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><strong>O Nome do Inferno<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">No domingo, 1\u00ba de dezembro, a pol\u00edcia militar paulista, sob ordens superiores, foi respons\u00e1vel pelo massacre gratuito de nove jovens em um baile funk, em comunidade de nome esperan\u00e7oso -Parais\u00f3polis-, na periferia da mega-capital. Como nos milhares de casos nacionais semelhantes, as autoridades civis e militares \u201cafastaram\u201d os respons\u00e1veis temporariamente das ruas e abriram \u201csindic\u00e2ncias\u201d que n\u00e3o levar\u00e3o, como sempre, a nada. A n\u00e3o ser, talvez, futuras promo\u00e7\u00f5es aos diretamente envolvidos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Apesar da gravidade do ocorrido, salvo engano, nenhuma lideran\u00e7a nacional da oposi\u00e7\u00e3o foi prestar solidariedade e exigir a puni\u00e7\u00e3o implac\u00e1vel dos respons\u00e1veis. As universidades, col\u00e9gios, clubes esportivos, etc. de S\u00e3o Paulo e do Brasil n\u00e3o pararam nem mesmo um minuto em homenagem \u00e0s v\u00edtimas. A imensa maioria das associa\u00e7\u00f5es profissionais sequer emitiu declara\u00e7\u00e3o de protesto \u2013 historiadores, soci\u00f3logos, engenheiros, m\u00e9dicos, etc. Ao contr\u00e1rio, no dia 4, a oposi\u00e7\u00e3o faz de conta -com Freixo, o Frouxo; Fernanda Melchiona e Edmilson Rodrigues, \u00e0 cabe\u00e7a- juntaram-se ao golpismo e apoiaram a iniciativa de Moro [PL Anticrime] para aumentar a repress\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Registrem-se as exce\u00e7\u00f5es cada vez mais raras de sempre.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Os sucessos de Parais\u00f3polis foram classificados na pasta dos massacres policiais correntes que se sucedem, h\u00e1 d\u00e9cadas, e agora se multiplicam, sem despertar real aten\u00e7\u00e3o dos partidos e movimentos que se reivindicam de oposi\u00e7\u00e3o, de esquerda e populares. Compreende-se. Mesmo nas not\u00edcias que denunciavam aqueles fatos, tr\u00eas palavras desarmavam qualquer sentimento multitudin\u00e1rios de identifica\u00e7\u00e3o com as v\u00edtimas, por parte da popula\u00e7\u00e3o \u2013 era um baile funk de jovens em uma favela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><strong>N\u00f3s e Eles<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Dezenas de milh\u00f5es de brasileiros das classes endinheiradas, m\u00e9dias e mesmo populares saudaram ou desculparam a a\u00e7\u00e3o criminal dos policiais militares, sob as ordens ou prote\u00e7\u00e3o de seus oficiais e autoridades civis, contra jovens das classes populares que se divertiam. Os primeiros devido ao \u00f3dio at\u00e1vico aos trabalhadores e pobres, sobretudo negros, tidos como inimigos de classe, que devem seguir desorganizados, alienados e principalmente reprimidos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">A ampla falta de empatia popular deve-se \u00e0 permanente sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a, exacerbada pela grande m\u00eddia, vivida sobretudo nas periferias urbanas. A popula\u00e7\u00e3o teme e \u00e9 comumente agredida por jovens pobres e n\u00e3o raro negros. Iguais aos milh\u00f5es que partem, todos os dias, para trabalhar, por sal\u00e1rios indignos, ou \u00e0 procura de ocupa\u00e7\u00e3o, cada vez mais rara. Jovens de baix\u00edssimo n\u00edvel educacional, mesmo tendo, no papel, o Segundo Grau completo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">O fosso separando explorados e exploradores restringiu-se relativamente ap\u00f3s a Aboli\u00e7\u00e3o, em 1888, e, algo mais, com a industrializa\u00e7\u00e3o, nos anos 1930. Por\u00e9m, n\u00e3o apenas os trabalhadores mais explorados jamais foram tidos como membros plenos da sociedade. Foram sempre considerados gente diferente. No Brasil, manteve-se sempre a profunda trincheira separando o \u201cn\u00f3s\u201d do \u201celes\u201d. Se n\u00e3o, como explicar que, sob a justificativa de ser imposs\u00edvel dar mais, se pretendeu, mesmo nos governos populares, que o trabalhador vivesse, como gente normal, com sal\u00e1rio m\u00ednimo! Esse hiato abismal era e \u00e9 devido a rela\u00e7\u00f5es de for\u00e7as fortemente desfavor\u00e1veis aos trabalhadores e favor\u00e1veis \u00e0s classes exploradoras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><strong>Agarrados no \u00d3dio<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">O Brasil contempor\u00e2neo organizou-se segundo as necessidades do grande capital nacional e internacional. Construiu-se um radical apartheid social que, paradoxalmente, apesar de sempre contar com o apoio das classes m\u00e9dias e m\u00e9dia-altas, hoje, est\u00e1 tamb\u00e9m se voltando tamb\u00e9m contra elas, mesmo relativamente. Para a plebe, levantaram-se escolas p\u00fablicas atualmente com a principal fun\u00e7\u00e3o de manter os jovens fora das ruas. Manter sob controle, \u00e9 preciso; educar, n\u00e3o \u00e9 preciso! Para as classes m\u00e9dias e m\u00e9dia-altas, organizaram-se escolas e universidades privadas, de alto pre\u00e7o e qualidade relativa. Muito logo, com a privatiza\u00e7\u00e3o das universidades federais, as classes m\u00e9dias n\u00e3o conseguir\u00e3o mais enviar um filho para um curso excelente, sem se endividarem por toda uma vida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Criou-se igualmente medicina paga, car\u00edssima, sobretudo para os velhos, que mais precisam, de qualidade discut\u00edvel, e medicina p\u00fablica e gratuita, periclitante e de dif\u00edcil acesso, para a popula\u00e7\u00e3o. A seguran\u00e7a p\u00fablica tornou-se servi\u00e7o de contens\u00e3o dos trabalhadores e a particular, servi\u00e7o privado pago a alto pre\u00e7o \u2013 zeladores, garagens, vigilantes, dispositivos eletr\u00f4nicos, etc. A atual destrui\u00e7\u00e3o do regime de pens\u00e3o atinge agora funcion\u00e1rios e assalariados pagos melhor, quando n\u00e3o pertencem aos quadros militares e da Justi\u00e7a, \u00e9 claro. Cada vez mais, fac\u00e7\u00f5es dos segmentos m\u00e9dios e m\u00e9dio altos encontram consola\u00e7\u00e3o \u00e0 sua decad\u00eancia relativa e incessante no \u00f3dio irrestrito aos trabalhadores, aos pobres, aos negros, \u00e0 esquerda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Os realmente ricos vivem com suas fam\u00edlias no exterior, milhares deles na Fl\u00f3rida e em Miami, e trabalham alguns dias por semana, quando trabalham, no Brasil. S\u00e3o todos furibundos patriotas. Pagam fortunas por casas mirabolantes, com paredes de compensado e forro de gesso. Compram moradias de milh\u00f5es de reais em Portugal ou tentam se mudar para l\u00e1 para desfrutarem os servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade, de educa\u00e7\u00e3o e de seguran\u00e7a, que negam \u00e0 popula\u00e7\u00e3o nacional, em um pa\u00eds de governo bem mais \u00e0 esquerda do que os petistas do passado, o que n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil, temos que convir.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><strong>A Imposs\u00edvel Viagem ao Passado<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Al\u00e9m da repress\u00e3o policial-militar, esse apartheid social sem fim teve como v\u00e1lvulas de seguran\u00e7a sua capacidade de abrir brechas, maiores ou menores segundo a \u00e9poca, para que indiv\u00edduos singulares progredissem socialmente devido a oportunidades, capacidades e espertezas singulares \u2013 expans\u00e3o do agro-neg\u00f3cio; igrejas ca\u00e7a-n\u00edqueis; atividades pol\u00edticas e sindicais; corrup\u00e7\u00e3o; com\u00e9rcio das drogas, etc. Nos \u00faltimos tempos, alguns retoques cosm\u00e9ticos na ordem social desp\u00f3tica assumiram o status de pol\u00edticas progressistas, como as cotas sociais, raciais, \u00e9tnicas nas universidades p\u00fablicas, que deixavam as grandes multid\u00f5es populares ao deus- dar\u00e1.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">H\u00e1 uma grande expectativa, nos meios politizados da oposi\u00e7\u00e3o, que, atrav\u00e9s das elei\u00e7\u00f5es de 2020 e 2022, as coisas voltem como eram antes, ou quase. Lula da Silva, o PT e seus puxadinhos corroboram sem peias essa ilus\u00e3o. Sonha-se com esse retorno ao passado, mesmo que ele tenha tratado como madrasta ruim as imensas classes populares. Mas, -dizem os defensores desse retorno imposs\u00edvel- ele seria j\u00e1 um al\u00edvio, mesmo que as classes populares ganhem com ele pouco ou, em alguns casos, quase nada. Na vida real n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer milagres &#8211; repetem, esperando estar entre os aben\u00e7oados pelo \u201cmilagre\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Tirem o cavalinho da chuva. Vivemos metamorfoses estruturais no pa\u00eds, nas quais os governo Temer e Bolsonaro funcionaram como barrigas de aluguel parideiras de monstrengos que pretendem habitar entre n\u00f3s para sempre. O que era ruim, vai ficar pior. As escolas p\u00fablicas se degradar\u00e3o ainda mais, transformadas em madrassas evang\u00e9licas ou em escolas-casernas, cabides de emprego para sub-oficiais aposentados. As pol\u00edcias-mil\u00edcias percorrer\u00e3o as ruas, comunidades populares, ind\u00fastrias matando, reprimindo e achacando a popula\u00e7\u00e3o trabalhadora, desempregada e pobre. Volta e meia matar\u00e3o um rico e branco, o que ser\u00e1 desculpado, pois sabemos que, em toda guerra, h\u00e1 sempre perdas por \u201cfogo amigo\u201d. As classes m\u00e9dias e altas tamb\u00e9m ter\u00e3o que baixar a cabe\u00e7a a qualquer cabo e sargento armado, como nos gloriosos idos da \u201cRedentora\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><strong>Um Pa\u00eds de Mentirinha<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">O golpe de 2016, veio para transformar o pa\u00eds em um produtor de quinquilharias industrializadas, de gr\u00e3os, de petr\u00f3leo e de min\u00e9rios, sob as ordens do grande capital mundial, tendo como gestores locais os senhores generais, os grandes ju\u00edzes, os pol\u00edticos e sindicalistas da situa\u00e7\u00e3o e da oposi\u00e7\u00e3o bem comportada, todos com responsabilidades compartidas e remunera\u00e7\u00f5es diversas. Algo que j\u00e1 podemos acompanhar no dia a dia, mesmo quando a liquida\u00e7\u00e3o da sociedade e da na\u00e7\u00e3o encontra-se ainda incompleta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Muitos defendem que o caminho para o proposto retorno ao passado se encontre na volta da esquerda \u00e0 periferia, onde, em verdade, ela jamais esteve. Movimento n\u00e3o para organizar a sa\u00edda \u00e0s ruas das \u201cmassas\u201d organizadas, \u00e9 l\u00f3gico. A \u201cpaz\u201d e o \u201camor\u201d deve reinar entre n\u00f3s. Ao contr\u00e1rio, deve-se \u201cvoltar \u201c\u00e0s \u201cperiferias\u201d para garantir bons resultados eleitorais \u2013 ou menos ruins &#8211; em 2020. Mais vereadores e e prefeitos para a \u201coposi\u00e7\u00e3o de mentirinha\u201d. O que, se ocorrer, apenas apoiar\u00e1 a avassaladora reconstru\u00e7\u00e3o patol\u00f3gica do pa\u00eds. Como assinalado, os parlamentares \u201coposicionistas\u201d apoiam ou fazem que n\u00e3o v\u00eaem a legisla\u00e7\u00e3o golpista em aprova\u00e7\u00e3o incessante. Os governos de esquerda do Nordeste comumente seguem obedientes os golpistas, quando n\u00e3o se adiantam a eles.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">N\u00e3o haver\u00e1 solu\u00e7\u00e3o para a triste P\u00e1tria, cantada em cores id\u00edlicas, por Olavo Bilac, em 1904, enquanto os moradores, trabalhadores, estudantes, etc. das periferias, das favelas, das escolas p\u00fablicas, das f\u00e1bricas, das fazendas, dos quart\u00e9is etc., n\u00e3o tomarem seus destinos em suas m\u00e3os, deixando de lado os falsos profetas que falam em seu nome, mesmo os oriundos de suas filas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">A barb\u00e1rie continuar\u00e1 se instalando entre n\u00f3s se trabalhadores e populares n\u00e3o organizarem a defesa dos seus locais de moradia, de trabalho e de lazer das agress\u00f5es, n\u00e3o importando de onde vierem. Onde h\u00e1 resist\u00eancia, em geral n\u00e3o h\u00e1 abuso. Mergulharemos na barb\u00e1rie sem fim se n\u00e3o constru\u00edrem, em seus espa\u00e7os sociais e geogr\u00e1ficos, organiza\u00e7\u00f5es, associa\u00e7\u00f5es, partidos, etc. realmente seus, mandando cantarem em outras freguesias os pol\u00edticos e lideran\u00e7as profissionais. Se as classes trabalhadoras e populares, os \u201celes\u201d nessa hist\u00f3ria, n\u00e3o assumirem o comando de sua vidas, segundo suas necessidades, n\u00e3o haver\u00e1 salva\u00e7\u00e3o para o pa\u00eds e igualmente, para \u201cn\u00f3s\u201d. Nem com reza forte e com todos os orix\u00e1s empurrando o andor, com a m\u00e1ximo boa vontade!\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">M\u00e1rio Maestri, historiador, \u00e9 autor de \u201cRevolu\u00e7\u00e3o e contra-revolu\u00e7\u00e3o no Brasil: 1530-2019. 2 ed. ampliada.\u201d\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Publicado tamb\u00e9m <a href=\"https:\/\/clubedeautores.com.br\/backstage\/my_books\/278203\">neste link<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o haver\u00e1 solu\u00e7\u00e3o para a triste P\u00e1tria, cantada em cores id\u00edlicas, por Olavo Bilac, em 1904, enquanto os moradores, trabalhadores, estudantes, etc. das periferias, das favelas, das escolas p\u00fablicas, das f\u00e1bricas, das fazendas, dos quart\u00e9is etc., n\u00e3o tomarem seus destinos em suas m\u00e3os, deixando de lado os falsos profetas que falam em seu nome, mesmo os oriundos de suas filas.<\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":109281,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2921],"tags":[932,3264,3265,639],"class_list":["post-109280","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mario-maestri","tag-brasil","tag-divisao-social","tag-paraisopolis","tag-violencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/109280","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=109280"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/109280\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/109281"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=109280"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=109280"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=109280"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}