{"id":109165,"date":"2019-11-30T10:20:29","date_gmt":"2019-11-30T13:20:29","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=109165"},"modified":"2019-11-30T08:27:21","modified_gmt":"2019-11-30T11:27:21","slug":"brasil-potencia-verde-seremos-favorecidos-nos-acordos-climaticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=109165","title":{"rendered":"Brasil, pot\u00eancia verde: seremos favorecidos nos acordos clim\u00e1ticos?"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por Gustavo Galv\u00e3o, Paulo Cesar Ribeiro Lima,\u00a0Pedro Augusto Pinho e\u00a0Felipe Quintas.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O presidente Lula concedeu uma entrevista, de sua pris\u00e3o em Curitiba, ao jornalista e analista internacional Pepe Escobar, onde se tratou da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas de dezembro de 2009. L\u00e1 mostrou que ele se posicionou do lado da China e contr\u00e1rio \u00e0 posi\u00e7\u00e3o dos EUA. Lula fez isso n\u00e3o por ser contra o acordo, mas, ao contr\u00e1rio, porque ele queria trazer os pa\u00edses em desenvolvimento para o acordo. Para isso Lula mostrou que todos lados precisavam ceder.<\/p>\n<p>E o Brasil deu o exemplo a todos, oferecendo-se para atingir as metas mais ambiciosas e se tornar definitivamente o mais verde dos pa\u00edses. E, ao contr\u00e1rio do que pode parecer, isso pode ser bom ao Brasil.<\/p>\n<p>O Brasil tem a matriz energ\u00e9tica mais limpa do mundo, ao menos se considerarmos os grandes pa\u00edses. Mais de 70% da nossa produ\u00e7\u00e3o de eletricidade \u00e9 hidrel\u00e9trica, a segunda fonte mais importante \u00e9 a energia e\u00f3lica, depois \u00e9 energia do baga\u00e7o de cana e em breve a energia solar ser\u00e1 a terceira principal fonte. Em todos esses casos, o Brasil tem os menores custos de produ\u00e7\u00e3o do mundo e em condi\u00e7\u00f5es de proximidade aos grandes centros consumidores.<\/p>\n<p>Isso, combinado com uma das tarifas de energia mais caras do mundo, por causa do bizarro modelo el\u00e9trico privatizado implantado por Fernando Henrique Cardoso (FHC), faz do Brasil o local mais lucrativo do mundo para investimento em fontes renov\u00e1veis de energia. A este respeito sugerimos o artigo seminal, publicado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), dispon\u00edvel em bndes.gov.br\/SiteBNDES\/export\/sites\/default\/bndes_pt\/Galerias\/Arquivos\/conhecimento\/revista\/rev2914.pdf<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o Brasil \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds do mundo com um programa realmente em grande escala de combust\u00edvel para transporte individual com base em energia renov\u00e1vel, o Pr\u00f3-\u00c1lcool. Para o transporte de cargas temos um dos principais programas de biodiesel do mundo. Mas algu\u00e9m poderia dizer: o Brasil tem pouco transporte sobre trilhos e, em especial, transporte eletrificado sobre trilhos. \u00d3timo, com subs\u00eddios externos ou n\u00e3o, o Brasil poderia se encher de ferrovias e metr\u00f4s eletrificados, com grandes benef\u00edcios para seu povo.<\/p>\n<p>Para o Brasil, estar \u00e0 frente como pa\u00eds mais verde do mundo, em todas essas vanguardas ambientais, significa muito, porque:<\/p>\n<p>1 \u2013 nada teremos que pagar em qualquer acordo global de combate ao efeito estufa;<\/p>\n<p>2 \u2013 se algu\u00e9m vier a receber para evitar atividades poluidoras, em pol\u00edticas de compensa\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, como cr\u00e9dito de carbono, esse algu\u00e9m deveria ser o Brasil, porque somos o que menos polu\u00edmos e porque, ao trazer atividades poluidoras de outros pa\u00edses para c\u00e1, elas v\u00e3o, aqui, poluir menos. Por exemplo, uma f\u00e1brica de alum\u00ednio na China polui muito porque a energia el\u00e9trica que ela consume vem do carv\u00e3o; no Brasil, vir\u00e1 de fontes renov\u00e1veis; e<\/p>\n<p>3 \u2013 n\u00e3o existe raz\u00e3o cientificamente justific\u00e1vel para que qualquer pa\u00eds imponha barreiras tarif\u00e1rias ambientais contra o Brasil, mas poderia existir contra os concorrentes da nossa ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Mas as metas contra o desmatamento que o Brasil assumiu prejudicam nossa agricultura? Certamente que n\u00e3o. Basta perguntar para qualquer pesquisador da Embrapa que ele dir\u00e1 que os acordos internacionais contra o aquecimento s\u00f3 favorecem nossa agricultura.<\/p>\n<p>Nossa agricultura \u00e9 uma das que tem menor consumo de carbono, pois \u00e9 tudo plantio direto, com m\u00ednima movimenta\u00e7\u00e3o de tratores. Utiliza-se muito pouco fertilizante nitrogenado em raz\u00e3o da tecnologia de simbiose para produ\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio, desenvolvida pela Embrapa na cultura da soja, cultura que ocupa 85% da \u00e1rea de gr\u00e3os do pa\u00eds no ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, com as incr\u00edveis tecnologias mais recentes desenvolvidas pela Embrapa, como ILP \u2013 Integra\u00e7\u00e3o Lavoura Pecu\u00e1ria e ILPF \u2013 Integra\u00e7\u00e3o Lavoura Pecu\u00e1ria Floresta, o Brasil est\u00e1 conseguindo transformar a agricultura nacional quase em uma atividade produtiva absorvedora de carbono, fen\u00f4meno que pode ser usado para receber cr\u00e9ditos de carbono, subs\u00eddios ou abertura de mercado para as exporta\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas. Sem considerar a incr\u00edvel produtividade e os baixos custos que essas tecnologias proporcionam ao produtor.<\/p>\n<p>Isso, ali\u00e1s, explica porque certas for\u00e7as t\u00eam tentado sucatear a Embrapa, cortar os investimentos e achatar os sal\u00e1rios de seus pesquisadores, como FHC o fez h\u00e1 20 anos.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m poderia dizer: mas o Brasil exporta petr\u00f3leo e, portanto, combater o aquecimento seria ruim para n\u00f3s. Ora, essa n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o t\u00e3o simples. Primeiro porque os custos de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo brasileiro est\u00e3o entre os mais baixos do mundo em raz\u00e3o da alta produtividade dos po\u00e7os, a proximidade dos principais centros consumidores e ao dom\u00ednio tecnol\u00f3gico da Petrobras. Hoje, na verdade, estamos \u00e0 beira de um colapso na oferta de petr\u00f3leo barato.<\/p>\n<p>O que hoje mant\u00e9m o equil\u00edbrio do mercado internacional de petr\u00f3leo \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo de xisto (folhelho, na verdade) nos EUA e das areias betuminosas no Canad\u00e1. Essas formas de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo s\u00e3o altamente poluidoras porque demandam imensas quantidades de energia (f\u00f3ssil) para extrair o petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Assim, se for feito de forma honesta, justa e acordada globalmente, na medida que o mundo tributa ou penaliza, de alguma forma, a emiss\u00e3o de gases de efeito estufa, prejudicar\u00e1 particularmente os produtores desses dois pa\u00edses e aumentar\u00e1 a competitividade do petr\u00f3leo brasileiro.<\/p>\n<p>Por mais que se tribute a emiss\u00e3o de gases de efeito estufa, o pre\u00e7o do petr\u00f3leo n\u00e3o poder\u00e1 cair nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas abaixo do custo de produ\u00e7\u00e3o desses modos poluidores de produ\u00e7\u00e3o, acrescidos do custo tribut\u00e1rio da polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isso deve fazer com que o piso do pre\u00e7o do petr\u00f3leo fique em US$ 45 por barril e se eleve para US$ 70 por barril, caso haja uma tributa\u00e7\u00e3o pesada sobre emiss\u00f5es. Ou seja, dependendo de como for feito, quanto mais tributa\u00e7\u00e3o sobre emiss\u00e3o, mais aumentar\u00e1 o pre\u00e7o do petr\u00f3leo, porque vai tirar do mercado as extra\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo altamente poluidoras, j\u00e1 que hoje o petr\u00f3leo convencional n\u00e3o pode atender mais \u00e0 demanda, pois j\u00e1 atingiu seu pico.<\/p>\n<p>E mesmo se n\u00e3o tivesse atingido, sem a produ\u00e7\u00e3o poluidora dos EUA e do Canad\u00e1, a oferta ficar\u00e1 dependente de grandes pa\u00edses exportadores que n\u00e3o t\u00eam interesse em reduzir os pre\u00e7os internacionais para n\u00e3o quebrar suas economias nacionais e seu padr\u00e3o de vida.<\/p>\n<p>E tem mais, se o mundo tributar a emiss\u00e3o de g\u00e1s de efeito estufa, o principal setor afetado ser\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica a partir do carv\u00e3o. O Brasil praticamente n\u00e3o produz energia el\u00e9trica com carv\u00e3o. A nossa \u00fanica usina termel\u00e9trica a carv\u00e3o pode ser fechada no Brasil sem qualquer dano econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>J\u00e1 para outros pa\u00edses, especialmente os EUA, a China, a R\u00fassia e os da Europa, o custo de substituir o carv\u00e3o seria muito elevado e faria disparar o pre\u00e7o do g\u00e1s natural, que o Brasil tem condi\u00e7\u00e3o de ser um grande exportador, e o pre\u00e7o da energia el\u00e9trica naqueles pa\u00edses.<\/p>\n<p>Com isso aumentaria a competitividade das exporta\u00e7\u00f5es industriais brasileiras e criaria oportunidades para diversos tipos de investimento no Brasil, tanto para produ\u00e7\u00e3o de energia quanto para industrializa\u00e7\u00e3o em geral. Se nossa ind\u00fastria tende a n\u00e3o perder, h\u00e1 quem diga que os acordos clim\u00e1ticos no Brasil, ao aceitarem metas de redu\u00e7\u00e3o do desmatamento da Amaz\u00f4nia prejudicaria nossa agricultura. Esse \u00e9 outro mito.<\/p>\n<p>O Brasil usa apenas 40 milh\u00f5es de hectares para produzir gr\u00e3os. Al\u00e9m dos 35 milh\u00f5es de hectares para o plantio de soja, o pa\u00eds s\u00f3 usa mais 5 milh\u00f5es para plantar, no ver\u00e3o, todo o resto dos chamados gr\u00e3os. Portanto, a grande maioria da produ\u00e7\u00e3o de milho, feij\u00e3o, mamona, gr\u00e3o-de-bico, ervilha, algod\u00e3o, trigo, gergelim \u00e9 na safrinha ou na safra de inverno.<\/p>\n<p>Se somarmos a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, cereais, oleoginosas, algod\u00e3o e caf\u00e9, com a \u00e1rea de n\u00e3o-gr\u00e3os (frutas, mandioca, hortali\u00e7as, cana, eucalipto e pinus), as \u00e1reas plantadas no Brasil n\u00e3o chegam a 60 milh\u00f5es de hectares. A \u00e1rea de gr\u00e3os \u00e9 hoje aproximadamente 16% da \u00e1rea agr\u00edcola utilizada; 60 milh\u00f5es de hectares de agricultura e mais 180 milh\u00f5es de hectares de pasto extensivo de baix\u00edssima produtividade.<\/p>\n<p>Toda essa \u00e1rea ocupada pela agropecu\u00e1ria, na maioria pastos, representa aproximadamente 28% do territ\u00f3rio nacional. J\u00e1 a \u00e1rea plantada com gr\u00e3os no Brasil \u00e9, aproximadamente, 4,5% do territ\u00f3rio nacional, que, em teoria, seria quase todo agricultur\u00e1vel.<\/p>\n<p>E, pasmem, as \u00e1reas para produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, exclusivamente para a alimenta\u00e7\u00e3o humana, para mercado interno ou exporta\u00e7\u00e3o, representam no m\u00e1ximo 0,58% do territ\u00f3rio nacional. Algu\u00e9m ainda acha que precisa destruir a Amaz\u00f4nia para aumentar a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os no Brasil? Isso sem considerar o incr\u00edvel potencial para aumento da produtividade na agricultura brasileira, como, por exemplo, com intensifica\u00e7\u00e3o e irriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na verdade, quem est\u00e1 desmatando a Amaz\u00f4nia n\u00e3o est\u00e1 fazendo isso para aumentar a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, mas para produzir hectares. O desmatador \u00e9 um produtor de hectares e enquanto n\u00e3o vende seus hectares se mant\u00e9m vendendo madeira. N\u00e3o \u00e9 para fazer agricultura ou ganhar dinheiro com a agricultura que est\u00e3o desmatando a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Quem hoje apoia oficialmente ou extraoficialmente o desmatamento da Amaz\u00f4nia est\u00e1 destruindo a maravilhosa imagem global do Brasil como pot\u00eancia verde e ambientalmente respons\u00e1vel que fizemos por merecer. Se mantiv\u00e9ssemos nossa imagem de pot\u00eancia verde, poder\u00edamos e dever\u00edamos cobrar por isso. Dever\u00edamos estar recebendo subs\u00eddios, financiamentos, tecnologia e ter os mercados abertos para nossos produtos.<\/p>\n<p>Quem hoje apoia oficialmente ou extraoficialmente o desmatamento da Amaz\u00f4nia est\u00e1 na verdade aumentando os riscos de ataque a nossa soberania amaz\u00f4nica. Cometendo esse erro, em vez de manter facilmente o Brasil como a estrela global do meio ambiente, fazem do Brasil um patinho feio.<\/p>\n<p>Os acordos globais de combate ao aquecimento global precisam de ajustes para cobrar mais de quem polui mais, mas um governo s\u00e9rio respons\u00e1vel e inteligente no Brasil pode fazer com que esses acordos favore\u00e7am os Interesses Nacionais do Povo Brasileiro.<\/p>\n<p>Independentemente de o aquecimento global ser um fato comprovado ou n\u00e3o, o Brasil se beneficia do combate global e ele.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Gustavo Galv\u00e3o,<\/strong> Doutor em economia e autor de As 21 li\u00e7\u00f5es das Finan\u00e7as Funcionais e da Teoria do Dinheiro Moderno (MMT).<\/p>\n<p><strong>Paulo Cesar Ribeiro Lima,<\/strong> Doutor em Engenharia e consultor legislativo aposentado da C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p><strong>Pedro Augusto Pinho,<\/strong> Administrador aposentado.<\/p>\n<p><strong>Felipe Quintas,<\/strong> Doutorando em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pela Universidade Federal Fluminense.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os acordos globais de combate ao aquecimento global precisam de ajustes para cobrar mais de quem polui mais, mas um governo s\u00e9rio respons\u00e1vel e inteligente no Brasil pode fazer com que esses acordos favore\u00e7am os Interesses Nacionais do Povo Brasileiro.<\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":109166,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1854,762,979,1599],"tags":[],"class_list":["post-109165","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-felipe-quintas","category-gustavo-galvao","category-paulo-cesar-ribeiro-lima","category-pedro-augusto-pinho"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/109165","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=109165"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/109165\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/109166"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=109165"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=109165"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=109165"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}