{"id":109139,"date":"2019-11-29T15:11:20","date_gmt":"2019-11-29T18:11:20","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=109139"},"modified":"2019-11-28T16:13:24","modified_gmt":"2019-11-28T19:13:24","slug":"preparando-o-estado-para-soberania-brasil-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=109139","title":{"rendered":"Preparando o Estado para Soberania &#8211; Brasil no Mundo"},"content":{"rendered":"<div dir=\"ltr\">\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><strong><em>Por Felipe Quintas,\u00a0Gustavo Galv\u00e3o\u00a0e\u00a0Pedro Augusto Pinho<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">O mundo do fim da hist\u00f3ria de Francis Fukuyama j\u00e1 passou. Antes se fora o mundo bipolar da guerra fria. O s\u00e9culo XXI encontra o mundo com diversidades e novas alian\u00e7as que tornam menos eficazes os Imp\u00e9rios. Estes, por seu turno, avan\u00e7am em amea\u00e7as, bloqueios, repres\u00e1lias tentando manter um poder que se esvai.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Talvez nosso caro leitor n\u00e3o se d\u00ea conta da import\u00e2ncia econ\u00f4mica e pol\u00edtica de blocos como a Uni\u00e3o Africana (UA), que congrega 54 Estados membros, ou da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o de Xangai (OCX), onde o presidente do pa\u00eds anfitri\u00e3o (Cazaquist\u00e3o), Nursultan Nazarbayev, cumprimentou os convidados, em 2005, com palavras surpreendentes para aquele contexto: &#8220;os l\u00edderes dos Estados sentados a esta mesa de negocia\u00e7\u00e3o s\u00e3o representantes de metade da humanidade&#8221;, e eram apenas 10 pa\u00edses.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">A imprensa, os governos das antigas pot\u00eancias do Atl\u00e2ntico Norte procuram disfar\u00e7ar suas constantes derrotas pol\u00edticas, militares, econ\u00f4micas, sociais e culturais, que as for\u00e7as emergentes de um novo mundo lhe infligem. Como na can\u00e7\u00e3o da cubana Maria Teresa Vera (1895-1965), &#8220;Veinte A\u00f1os&#8221;, o Imp\u00e9rio euro-estadunidense sabe que &#8220;hoy represento el pasado, no me puedo conformar&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">O Brasil tem as condi\u00e7\u00f5es de ser pot\u00eancia mundial. O que o impede de se efetivar \u00e9 sua elite dirigente; escravocratas que se contentam com as comiss\u00f5es do servilismo prim\u00e1rio-exportador e com o rebaixamento cont\u00ednuo dos n\u00edveis de vida da popula\u00e7\u00e3o que governa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">N\u00e3o s\u00e3o as fracas e inconsistentes esquerdas ou as corrup\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o cometidas pelos que dominam o poder h\u00e1 dois s\u00e9culos, que impedem o Poder Nacional Brasileiro. \u00c9 a luta destas elites contra a industrializa\u00e7\u00e3o de seu pr\u00f3prio Pa\u00eds e contra a prote\u00e7\u00e3o social do seu pr\u00f3prio povo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Num olhar para a Hist\u00f3ria do Brasil, v\u00ea-se que at\u00e9 a Revolu\u00e7\u00e3o de 1930, quase nada foi feito para incluir e instruir o povo brasileiro. Os Minist\u00e9rios da Educa\u00e7\u00e3o e da Sa\u00fade P\u00fablica e o do Trabalho, Com\u00e9rcio e Ind\u00fastria s\u00f3 passaram a existir com Get\u00falio Vargas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Mas foi muito pior do que apenas a omiss\u00e3o. Foi o permanente combate \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o e ao Estado social como a revolta paulista de 1932, os golpes de 1945, 1954, 1964 e 2016, todos com o objetivo impedir o desenvolvimento industrial e social brasileiro. Cabe perguntar a raz\u00e3o desta atitude: um tiro no p\u00e9 de brasileiros contra brasileiros, ou melhor, de \u201cbrazileiros\u201d contra brasileiros. .<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Tentemos compreender esta elite do atraso, como a denomina o soci\u00f3logo Jess\u00e9 Souza, na descri\u00e7\u00e3o que dela fez em seu livro &#8220;A Elite do Atraso &#8211; da escravid\u00e3o \u00e0 lava jato&#8221; (Casa da Palavra\/Leya, RJ, 2017):<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">&#8220;ideias do Estado e da pol\u00edtica corrupta servem para que se repasse empresas estatais e nossas riquezas do subsolo a baixo custo para nacionais e estrangeiros que se apropriam privadamente da riqueza que deveria ser de todos. Essa \u00e9 a corrup\u00e7\u00e3o real.&#8221; E adiante: &#8220;o imbecil perfeito \u00e9 criado quando o cidad\u00e3o espoliado passa a apoiar a venda subfaturada desses recursos a agentes privados imaginando que assim evita a corrup\u00e7\u00e3o estatal. Como se a maior corrup\u00e7\u00e3o n\u00e3o fosse precisamente permitir que uma meia d\u00fazia de super-ricos ponha no bolso a riqueza de todos, deixando o resto na mis\u00e9ria. Essa foi a hist\u00f3ria da Vale&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Constr\u00f3i-se, com a pedagogia colonial e a aus\u00eancia de uma estrutura de comunica\u00e7\u00e3o de massa n\u00e3o comercial, aberta e nacional, um paradoxo: a capacidade do brasileiro de vencer desafios, como a constru\u00e7\u00e3o dos melhores avi\u00f5es de m\u00e9dio porte, a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em \u00e1guas ultraprofundas, o ineditismo em solu\u00e7\u00f5es para energia nuclear e muitas outras conquistas cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas, que receberam pr\u00eamios, trof\u00e9us e considera\u00e7\u00f5es internacionais, foi obnubilada, desconsiderada diante do suposto &#8220;jeitinho&#8221; brasileiro e do t\u00e3o difundido &#8220;complexo de vira-lata&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Estas elites cujos olhos est\u00e3o invejosamente postos no exterior, reprimem a emancipa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira; quer v\u00ea-la submissa, escrava, para n\u00e3o saber que esta elite tem os p\u00e9s de barro, vive da corrup\u00e7\u00e3o e dos neg\u00f3cios sujos, indecentes, legalizados por congressos e judici\u00e1rios igualmente venais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">A industrializa\u00e7\u00e3o exigiria a demonstra\u00e7\u00e3o deste conhecimento, a forma\u00e7\u00e3o de capacita\u00e7\u00e3o, a emancipa\u00e7\u00e3o e o orgulho de ser o mesti\u00e7o brasileiro, o afrodescendente, este povo tolerante, sem \u00f3dio e hospitaleiro. E formaria o mercado onde seria o usu\u00e1rio destas exporta\u00e7\u00f5es aviltadas pelo c\u00e2mbio imposto pelo comprador. Atrav\u00e9s da industrializa\u00e7\u00e3o, o Brasil estaria sentado \u00e0 mesa das decis\u00f5es mundiais, pela riqueza humana, que esta elite n\u00e3o \u00e9 capaz de mostrar, a n\u00e3o se por m\u00ednimas exce\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">A 11 de novembro de 1940, no Rio de Janeiro, assim se expressou, num \u00e1gape, o maior presidente do Brasil, Get\u00falio Vargas (A Nova Pol\u00edtica do Brasil, vol. VIII, Jos\u00e9 Olympio Editora, RJ, 1941):<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">&#8220;Numa sociedade onde os interesses individuais prevalecem obre os interesses coletivos, a luta de classe pode surgir com o car\u00e1ter de uma rea\u00e7\u00e3o de consequ\u00eancias funestas. Por isso, as leis sociais, para serem boas e adapt\u00e1veis, devem exprimir o equil\u00edbrio dos interesses da coletividade, eliminando os antagonismos, ajustando os fatores econ\u00f4micos, transformando, enfim, o trabalho em denominador comum de todas as atividades \u00fateis. O trabalho \u00e9, assim, o primeiro dever social. Tanto o oper\u00e1rio como o industrial, o patr\u00e3o como o empregado, realmente voltados \u00e0s suas tarefas, n\u00e3o se diferenciam perante a Na\u00e7\u00e3o no esfor\u00e7o construtivo: s\u00e3o todos trabalhadores. Diante deles e contra eles s\u00f3 h\u00e1 uma classe em antagonismo permanente, cuja nocividade \u00e9 preciso combater e reduzir ao m\u00ednimo: a dos homens que n\u00e3o contribuem para o engrandecimento do Pa\u00eds, a dos ociosos, a dos parasitas&#8221;, os vendilh\u00f5es da p\u00e1tria e os escravocratas, estes capit\u00e3es do mato de pele branca. Aqueles que se humilham diante dos estrangeiros que lhes retribui com as esmolas pela espolia\u00e7\u00e3o, pelo esbulho do Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">E o Brasil dessa elite n\u00e3o tem lugar nos foros internacionais, onde sofrem com o mesmo desrespeito com que tratam os seus naturais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Para facilidade de compreens\u00e3o da ignara elite, vamos dividir a presente situa\u00e7\u00e3o mundial em dois blocos: o da produ\u00e7\u00e3o e o da esterilidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Pertencem ao bloco da esterilidade todos os governos e sistemas de poder que se curvam ao neoliberalismo. Que consideram o capital financeiro mais importante do que o ser humano, que tiram dinheiro da sa\u00fade, da educa\u00e7\u00e3o, da aposentadoria dos mais fr\u00e1geis para engordar, com juros imorais e opera\u00e7\u00f5es financeiras ou jogatinas a\u00e9ticas, a riqueza do bancos. Que, em comportamento que poder\u00edamos nominar de psicopata, apenas veem o lucro, a elimina\u00e7\u00e3o da concorr\u00eancia, a concentra\u00e7\u00e3o de renda como objetivo de vida, sem atentar para qualquer valor moral.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Os neoliberais s\u00e3o na efetividade os grandes corruptores e tamb\u00e9m os corruptos, que tanto assombram a classe m\u00e9dia invejosa de seus triunfos amorais; e que apenas n\u00e3o s\u00e3o il\u00edcitos pela compra dos legislativos e dos judici\u00e1rios, como Jess\u00e9 Souza descreveu em &#8220;A classe m\u00e9dia no espelho&#8221; (Esta\u00e7\u00e3o Brasil, RJ, 2018).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">No outro polo est\u00e3o pa\u00edses e ideologias do desenvolvimento humano, da produ\u00e7\u00e3o, da industrializa\u00e7\u00e3o e do conhecimento. Se, na esterilidade do capital financeiro, basta ter dinheiro para ganhar dinheiro, no sistema produtivo o saber \u00e9 valorizado, do oper\u00e1rio qualificado, do tecn\u00f3logo criativo, do cientista dedicado. E h\u00e1 espa\u00e7o e necessidade do trabalho, do trabalhador que vai acionar todo sistema como consumidor e contribuinte. \u00c9 o sistema do capital industrial que gera renda, lucro, sal\u00e1rio e imposto, satisfazendo o pr\u00f3prio capital, o trabalho e o Estado Nacional. S\u00f3 faltaria nacionalismo, ou seja, vis\u00e3o coletiva baseada no sentimento de pertencimento a uma na\u00e7\u00e3o, para o Brasil ser \u2013 pelo\u00a0 territ\u00f3rio e suas riquezas naturais, pela popula\u00e7\u00e3o e sua capacidade \u2013 um\u00a0 grande Pa\u00eds e, assim, sentar-se como refer\u00eancia \u00e0 mesa dos organismos internacionais da produ\u00e7\u00e3o e a eles se alinhar. Pela a\u00e7\u00e3o de traidores da P\u00e1tria, que alienam o saber e o patrim\u00f4nio nacional para o capital est\u00e9ril, ficamos paralisados como uma vaca leiteira que v\u00ea roubada sua abundante riqueza enquanto seus filhos tem fome.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">No n\u00famero 04, volume XXVI, o Solidariedade Ibero-Americana (1\u00aa quinzena Agosto 2019) apresenta a seguinte chamada na capa: &#8220;enquanto a Iniciativa Cintur\u00e3o e Rota, encabe\u00e7ada pela China com a coopera\u00e7\u00e3o da R\u00fassia, se consolida como uma nova proposta para o relacionamento entre as na\u00e7\u00f5es, os EUA e o Reino Unido se obstinam em criar focos de desestabiliza\u00e7\u00e3o&#8221;. Poder-se-ia incluir Israel neste conjunto belicoso, pois estes pa\u00edses do capital est\u00e9ril j\u00e1 declararam guerra contra o capital produtivo e a pr\u00f3pria humanidade com seu projeto e a\u00e7\u00f5es neomalthusianas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Ao fim, como assinala Jess\u00e9 Souza, existe uma necessidade interna, imaterial, especificamente humana que tem a ver com &#8220;o desafio de construir uma vida virtuosa e feliz&#8221;. Urge uma profunda mudan\u00e7a pol\u00edtica e institucional para que o Brasil seja devolvido aos brasileiros e que nossos imensos recursos possam ser aproveitados internamente para que uma vida assim seja poss\u00edvel a todos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><strong>Felipe Quintas<\/strong>, doutorando em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pela Universidade Federal Fluminense<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><strong>Gustavo Galv\u00e3o<\/strong>, doutor em economia e autor de \u201cAs 21 li\u00e7\u00f5es das Finan\u00e7as Funcionais e da Teoria do Dinheiro Moderno (MMT)&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><strong>Pedro Augusto Pinho<\/strong>, administrador aposentado<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A industrializa\u00e7\u00e3o exigiria a demonstra\u00e7\u00e3o deste conhecimento, a forma\u00e7\u00e3o de capacita\u00e7\u00e3o, a emancipa\u00e7\u00e3o e o orgulho de ser o mesti\u00e7o brasileiro, o afrodescendente, este povo tolerante, sem \u00f3dio e hospitaleiro. 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