{"id":107985,"date":"2019-10-05T08:18:06","date_gmt":"2019-10-05T11:18:06","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=107985"},"modified":"2019-10-05T08:18:06","modified_gmt":"2019-10-05T11:18:06","slug":"a-decada-de-novos-movimentos-sociais-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=107985","title":{"rendered":"A d\u00e9cada de &#8220;novos&#8221; movimentos sociais no Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><b>S\u00e9rie: Emerge a &#8220;outra&#8221; esquerda nos anos 80<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Do artigo \u201cA corrente autonomista no Brasil e a classe oper\u00e1ria: apontamentos cr\u00edticos sobre a revis\u00e3o do marxismo nos anos 1980\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>De Ang\u00e9lica Lovatto*<\/em><\/p>\n<p>Neste artigo, a autora analisa a corrente autonomista, que existiu no Brasil, ao longo da d\u00e9cada de 1980, e tinha o objetivo de revisar o marxismo, especialmente na revista Desvios. Esta revis\u00e3o cr\u00edtica se deu a prop\u00f3sito do que, \u00e0 \u00e9poca, ficou conhecido como a emerg\u00eancia de \u201cnovos\u201d movimentos sociais. Dentre os principais participantes desta corrente, destacavam-se o soci\u00f3logo Eder Sader e a fil\u00f3sofa Marilena Chau\u00ed, cujas formula\u00e7\u00f5es, no per\u00edodo, ser\u00e3o privilegiadas aqui.<\/p>\n<p>Este apresenta apontamentos cr\u00edticos \u00e0 an\u00e1lise de textos em que a fil\u00f3sofa Marilena Chau\u00ed empreendeu uma revis\u00e3o do marxismo nos anos 1980, no Brasil, especialmente das formula\u00e7\u00f5es da corrente autonomista, onde figura com grande destaque o soci\u00f3logo Eder Sader. O espa\u00e7o privilegiado para essa cr\u00edtica teve espa\u00e7o na Revista Desvios, que alcan\u00e7ou quatro n\u00fameros no in\u00edcio dos anos 1980, mas tamb\u00e9m em outros textos publicados naquela d\u00e9cada por esses autores\u00b9 . A cr\u00edtica se deu a prop\u00f3sito do que, \u00e0 \u00e9poca, ficou conhecido como a emerg\u00eancia de \u201cnovos\u201d movimentos sociais.<\/p>\n<p>O movimento de revis\u00e3o do marxismo no Brasil nos anos 1980 seguia uma tend\u00eancia surgida nas Ci\u00eancias Sociais desde o fim dos anos 1960 e in\u00edcio dos anos 1970, que ficou mundialmente conhecida como \u201ccrise dos paradigmas\u201d. Nesta leitura, que procuro refutar, o marxismo estaria ultrapassado, em fun\u00e7\u00e3o de \u201cnovas\u201d manifesta\u00e7\u00f5es dosfen\u00f4menossociais, que exigiriam um \u201cnovo\u201d modelo anal\u00edtico (Evangelista, 1992). Esta perspectiva de revis\u00e3o e cr\u00edtica anunciava o que foi denominado como uma \u201cnova\u201d esquerda que, por sua vez, estaria associada \u00e0 derrocada da centralidade oper\u00e1ria no processo revolucion\u00e1rio, em fun\u00e7\u00e3o da emerg\u00eancia de uma pluralidade de sujeitos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Defendo a hip\u00f3tese de que, como corrente te\u00f3rica, o autonomismo \u00e9 um subproduto da chamada \u201conda cr\u00edtica\u201d que girou em torno da teoria do populismo na vertente elaborada pelo cientista pol\u00edtico Francisco Weffort, cujo alvo central era a atua\u00e7\u00e3o do movimento oper\u00e1rio-sindical do pr\u00e9-1964. Embora a teoria do populismo n\u00e3o seja o centro da discuss\u00e3o deste artigo, demarco que o contexto da produ\u00e7\u00e3o te\u00f3rico-pol\u00edtica desta vertente weffortiana constituiu-se no pano de fundo da corrente defendida por intelectuais ent\u00e3o empolgados com os chamados \u201cnovos\u201d movimentos sociais e sua suposta autonomia, nos anos 1980.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O movimento de revis\u00e3o do marxismo e o autonomismo<\/strong><\/p>\n<p>Dentro do discurso das novidades na d\u00e9cada de 1980, a perspectiva de revis\u00e3o e cr\u00edtica do marxismo no Brasil anunciava uma \u201cnova esquerda\u201d como resultado direto da crise do marxismo, ou seja, da derrota do pensamento pol\u00edtico que considerava o trabalhador como sujeito do processo revolucion\u00e1rio. Portanto, o questionamento do ide\u00e1rio marxista como um todo, passava tamb\u00e9m pela revis\u00e3o do projeto socialista. Argumentava-se que as r\u00e1pidas transforma\u00e7\u00f5es vividas pela sociedade moderna teriam levado \u00e0 emerg\u00eancia de uma pluralidade de \u201cnovos sujeitos pol\u00edticos\u201d, \u201cnovos espa\u00e7os sociais\u201d, \u201cnovas pr\u00e1ticas sociais\u201d e \u201cnovas falas e representa\u00e7\u00f5es sociais\u201d, que haviam substitu\u00eddo \u201cvelhos\u201d sujeitos sociais como, por exemplo, a classe oper\u00e1ria. Haveria uma lacuna na teoria das classes sociais que o marxismo, em sua leitura tradicional, tinha dificuldade de preencher.<\/p>\n<p>A \u201ccrise dos paradigmas\u201d impunha uma nova compreens\u00e3o do que se entendia por atores coletivos plurais. Os eventos mundiais do Maio de 1968 tinham trazido \u00e0 tona a ideia da participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das chamadas minorias. Para preencher o suposto vazio na teoria das classes sociais, seria necess\u00e1ria a apreens\u00e3o de sua dimens\u00e3o cultural, acrescentando a no\u00e7\u00e3o de \u201cimagin\u00e1rio coletivo\u201d \u00e0 compreens\u00e3o desses fen\u00f4menos pluridimensionais. Portanto, crise do marxismo e nega\u00e7\u00e3o da centralidade do trabalho estariam umbilicalmente ligadas.<\/p>\n<p>O Maio de 1968 trouxe um descontentamento no campo pol\u00edtico-econ\u00f4mico do capitalismo avan\u00e7ado, especialmente nas manifesta\u00e7\u00f5es de Paris, Berlim e Berkeley. Mas fundamentalmente colocava nua e cruamente o esgotamento do chamado socialismo real, principalmente em Praga, na ent\u00e3o Checoslov\u00e1quia. Toda a convuls\u00e3o gerada a partir dessa \u201cPrimavera de Maio\u201d, nos limites hist\u00f3ricos em que se desenvolvia, levou quase inevitavelmente a uma agudiza\u00e7\u00e3o da chamada \u201ccrise do marxismo\u201d. Como consequ\u00eancia, \u201co aparecimento de novos movimentos sociais(estudantil, feminista, homossexual, ecol\u00f3gico, pacifista, entre outros) deslocou, para segundo plano, o \u2018velho\u2019 movimento oper\u00e1rio nas lutas por transforma\u00e7\u00f5es sociais\u201d. O argumento principal que fazia terra arrasada do papel da centralidade oper\u00e1ria era o de que os \u201cnovos sujeitos pol\u00edticos\u201d questionavam a ordem estabelecida, mas tamb\u00e9m o conjunto de suas institui\u00e7\u00f5es, \u201cinclusive aquelas que ocuparam o papel de question\u00e1-la como os sindicatos e os partidos oper\u00e1rios\u201d (Evangelista, 1992: 16).<\/p>\n<p>Qual a diferen\u00e7a principal nesta nova participa\u00e7\u00e3o e neste novo sujeito? Nas palavras de Eder Sader (1988: 53-54), com a \u201cemerg\u00eancia de uma pluralidade de sujeitos pol\u00edticos assumindo a centralidade de sua condi\u00e7\u00e3o, rompe-se a ordena\u00e7\u00e3o do campo pol\u00edtico, hierarquizada a partir do lugar hegem\u00f4nico reservado -por direito te\u00f3rico- \u00e0 classe oper\u00e1ria ou seus representantes\u201d.<\/p>\n<p>Seguindo esta l\u00f3gica, num \u00e2mbito mais global da teoria, entendia-se que o cotidiano tinha sido descoberto como um espa\u00e7o de reprodu\u00e7\u00e3o da domina\u00e7\u00e3o ou de resist\u00eancia contra ela, produzindo-se uma \u201cpolitiza\u00e7\u00e3o do social\u201d, que teria gerado um estilha\u00e7amento da pol\u00edtica. Ou seja, uma velha pol\u00edtica teria sido substitu\u00edda por uma nova pol\u00edtica. O racioc\u00ednio era que os novos movimentos sociais tinham atacado o \u201cponto fixo da pol\u00edtica\u201d, aquilo que gravitava exclusivamente em torno do Estado e suas institui\u00e7\u00f5es (Evangelista, 1992). Portanto, a estrat\u00e9gia de tomada de poder teria caducado e deveria for\u00e7osamente ceder lugar \u00e0 contesta\u00e7\u00e3o imediata e cotidiana de cada rela\u00e7\u00e3o de domina\u00e7\u00e3o. Embora essa discuss\u00e3o esteja presente em Sader (1988), ela revela claras resson\u00e2ncias de todo o movimento te\u00f3rico p\u00f3s-moderno, que se fortaleceu a partir do Maio de 68 e que levou a essa mudan\u00e7a de paradigmas \u00e0s Ci\u00eancias Sociais<br \/>\nNo Brasil, no entanto, esta discuss\u00e3o come\u00e7ou a ganhar f\u00f4lego no final dos anos 1970, justamente no momento das greves oper\u00e1rias do ABC Paulista. Paradoxalmente, essa discuss\u00e3o sobre os \u201cnovos\u201d atores sociais surgia no momento do not\u00e1vel ressurgimento do \u201cvelho\u201d (e supostamente ultrapassado) protagonista oper\u00e1rio do meio sindical metal\u00fargico. Mas, neste caso, a novidade alegada estava no fato de que estas greves haviam trazido uma \u201cnova\u201d classe oper\u00e1ria, formada depois do golpe de 1964 e, portanto, sua g\u00eanese e desenvolvimento teriam se dado sem as influ\u00eancias do sindicalismo comunista e\/ou trabalhista do pr\u00e9-1964. Portanto, este novo sindicalismo estaria fora da influ\u00eancia nociva do per\u00edodo identificado como populista.<\/p>\n<p>Esse ressurgimento do movimento oper\u00e1rio e sindical no fim dos anos 1970 foi de fato um divisor de \u00e1guas. Foi tamb\u00e9m o momento da anistia de 1979, quando o pa\u00eds recebia o retorno de um grande n\u00famero de intelectuais e pol\u00edticos exilados. Nesse contexto, algumas correntes te\u00f3ricas e\/ou pol\u00edticas quiseram se apresentar como a vanguarda desse \u201cnovo\u201d movimento oper\u00e1rio, mas uma delas tinha inicialmente a concep\u00e7\u00e3o de n\u00e3o se colocar numa perspectiva de vanguarda. Embora recusasse ser rotulada, essa corrente ficou conhecida como autonomista.<\/p>\n<p>Assim, o chamado autonomismo, ao inv\u00e9s de defender algumas coisas, definia- -se contra outras. Exemplo: era contra as vanguardas, contra o chamado populismo do pr\u00e9-1964, contra o comunismo em geral e contra o PCB em particular. Al\u00e9m de contar com a articula\u00e7\u00e3o de Marilena Chau\u00ed, essa corrente ficou notabilizada pela contribui\u00e7\u00e3o daquele que \u00e9 considerado a maior express\u00e3o te\u00f3rico-pol\u00edtica dessa vertente, o soci\u00f3logo uspiano, Eder Sader. Envolvido em todo o processo de funda\u00e7\u00e3o do Partido dos Trabalhadores, em 1980, foi um dos fundadores da Revista Desvios, lan\u00e7ada em novembro de 1982, destinada a influir, entre outras coisas, no debate interno do rec\u00e9m-fundado PT. Chau\u00ed tamb\u00e9m publicou artigos nesta revista. Grosso modo, os autonomistas queriam desviar, a todo custo, o movimento oper\u00e1rio de qualquer esp\u00e9cie de concep\u00e7\u00e3o de vanguarda.<\/p>\n<p>Importante destacar que, como corrente pol\u00edtica, o autonomismo n\u00e3o chegou a ter grande presen\u00e7a dentro da pr\u00f3pria classe oper\u00e1ria. Se teve, jamais foi majorit\u00e1ria. Por paradoxal que possa parecer, a corrente autonomista era conduzida por intelectuais que se punham contra a presen\u00e7a de intelectuais na dire\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais e principalmente da classe oper\u00e1ria. Isto \u00e9, tinha mais for\u00e7a no meio intelectual do que nas bases. Na verdade, apresentava-se como uma discuss\u00e3o intelectual que colocava a proposta de como as bases \u201cn\u00e3o deveriam\u201d ser conduzidas. E teve seu valor social e hist\u00f3rico, evidentemente. Sabe-se inclusive que as bases de movimentos sociais daquele per\u00edodo estavam fortemente marcadas por uma milit\u00e2ncia cat\u00f3lica progressista, afinada especialmente nas CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) -e que pouco ou nada sabiam sobre a corrente autonomista. O que poder\u00edamos chamar de \u201cbasismo\u201d pregado pela corrente, podia at\u00e9 encontrar guarida na pr\u00e1tica daqueles movimentos. Mas, como j\u00e1 se disse, sem ser majorit\u00e1ria em nenhum momento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O autonomismo como rejei\u00e7\u00e3o \u00e0s vanguardas: uma historigrafia<\/strong><\/p>\n<p>Na historiografia da corrente autonomista, a Revista Desvios figura como o instrumento que mais serviu \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o de textos que demarcaram os par\u00e2metros da discuss\u00e3o em torno de uma nova teoria das classes sociais e da revis\u00e3o do projeto socialista. Nessa revista, dois textos notabilizaram-se como portadores da novidade que a discuss\u00e3o trazia: \u201cPor uma nova pol\u00edtica\u201d, de Marilena Chau\u00ed (1982) e \u201cOnze teses sobre a autonomia\u201d (Sader, 1983). Um trabalho coletivo, mas com a autoria principal atribu\u00edda a Eder Sader.<\/p>\n<p>A revista Desvios iniciou seus n\u00fameros em novembro de 1982, com uma proposta expl\u00edcita de romper com o que chamava de esquemas viciados da esquerda tradicional. Com bom humor, na apresenta\u00e7\u00e3o do segundo n\u00famero da revista em agosto de 1983, os editores assim se auto-anunciavam: \u201cPersistindo em nossa voca\u00e7\u00e3o para a heterodoxia, rompemos com mais uma tradi\u00e7\u00e3o da esquerda de n\u00e3o ir al\u00e9m do n\u00ba1 de suas publica\u00e7\u00f5es\u201d (Desvios, 1982: 5).<\/p>\n<p>O texto de Marilena Chau\u00ed, Por uma nova pol\u00edtica, foi republicado em sua colet\u00e2nea Cultura e democracia: o discurso competente e outras falas (Chau\u00ed, 2003a) com o novo t\u00edtulo \u201cRepresenta\u00e7\u00e3o ou participa\u00e7\u00e3o?\u201d (Chau\u00ed, 2003b).Al\u00e9m da dificuldade de encontrar a publica\u00e7\u00e3o original esgotada da Revista Desvios, esta republica\u00e7\u00e3o foi importante porque Chau\u00ed acrescentou notas2 e uma homenagem \u00e0 mem\u00f3ria de Eder Sader (1941-1988).<\/p>\n<p>Outro texto de muita import\u00e2ncia \u00e0 \u00e9poca foi o livro de Eder Sader, Quando novos personagens entraram em cena (Sader, 1988), que teve importante repercuss\u00e3o nos c\u00edrculos pol\u00edticos e acad\u00eamicos, naquele cen\u00e1rio dos anos 1980. Figura tamb\u00e9m o livro de Chau\u00ed, Semin\u00e1rios: o nacional e o popular na cultura brasileira (1984), bastante propagado nos meios te\u00f3rico-pol\u00edticos que discutiam o papel dos intelectuais naquele contexto hist\u00f3rico, e que pode ser resumido na seguinte express\u00e3o de seu apresentador: \u201cOs\u2018n\u00e3o intelectuais\u2019 expressam-se de formas diferenciais que, muitas vezes, escapam ao entendimento do intelectual. Mas pensam!\u201d (Novaes, 1984: 10).<\/p>\n<p><strong><em>* P\u00f3s-Doutoranda pelo Instituto de Estudos Sociais e Pol\u00edticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ), Rio de Janeiro-RJ, Brasil. Professora do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais da UNESP\/Mar\u00edlia-SP.<\/em> <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste artigo, a autora analisa a corrente autonomista, que existiu no Brasil, ao longo da d\u00e9cada de 1980, e tinha o objetivo de revisar o marxismo, especialmente na revista Desvios. Esta revis\u00e3o cr\u00edtica se deu a prop\u00f3sito do que, \u00e0 \u00e9poca, ficou conhecido como a emerg\u00eancia de \u201cnovos\u201d movimentos sociais. Dentre os principais participantes desta corrente, destacavam-se o soci\u00f3logo Eder Sader e a fil\u00f3sofa Marilena Chau\u00ed, cujas formula\u00e7\u00f5es, no per\u00edodo, ser\u00e3o privilegiadas aqui (primeira parte).<br \/>\nLeia, debata, compartilhe em todas suas redes pessoais. <\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":107988,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3018,2920,1991,1992],"tags":[3132,3130,3129,932,3128,384,3131,1824,3127],"class_list":["post-107985","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pinca-pig-piguinho-vermelho","category-angelica-lovatto","category-pdt","category-pt-juridico","tag-anos-80","tag-anti-populismo","tag-autonomistas","tag-brasil","tag-conservadorismo-de-esquerda","tag-democracia","tag-maio-de-1968","tag-novo-sindicalismo","tag-usp"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/107985","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=107985"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/107985\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/107988"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=107985"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=107985"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=107985"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}