{"id":107777,"date":"2019-09-26T08:42:23","date_gmt":"2019-09-26T11:42:23","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=107777"},"modified":"2019-09-26T08:42:23","modified_gmt":"2019-09-26T11:42:23","slug":"janaina-freixo-e-o-copacabana-palace","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=107777","title":{"rendered":"Jana\u00edna, Freixo e o Copacabana Palace"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"&quot;Lei Cancellier&quot; (de Taubat\u00e9!), a guerra h\u00edbrida e as fake news \u2013 Duplo Expresso 15\/ago\/2019\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Y2MwTqAvprQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong><em>Por M\u00e1rio Maestri<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Marcelo Freixo, deputado federal pelo Rio de Janeiro, participou de di\u00e1logo ameno, de quarenta minutos, no programa do Youtube \u201cQuebrando o Tabu\u201d, com Jana\u00edna Paschoal, a histri\u00f4nica golpista de primeira hora. O programa teve umas quinhentas mil visualiza\u00e7\u00f5es. Um enorme sucesso, portanto. N\u00e3o poucos admiradores de Marcelo Freixo n\u00e3o compreenderam o enorme hiato entre a conhecida coragem pessoal do deputado e a sua froxid\u00e3o pol\u00edtica, registrada na participa\u00e7\u00e3o e no conte\u00fado do programa. A afetuosa troca de id\u00e9ias entre a musa do golpe e a ascendente estrela do PSOL motivou protestos de internautas e apoios, que foram do desbragado ao envergonhado.<br \/>\nAlguns grupos pol\u00edticos de esquerda procuraram explicar as raz\u00f5es da inaceit\u00e1vel iniciativa, ou seja, um debate de m\u00e3os dadas, quase amoroso, com a declarada inimiga da classe trabalhadora e de todos os homens e mulheres de bem do pa\u00eds. Conclu\u00eddos os muxoxos, tudo seguiu como \u201cdantes no Quartel de Abrantes\u201d, express\u00e3o lusitana perfeita para descrever a atual situa\u00e7\u00e3o brasileira. Em 1807, por ordens de Napole\u00e3o, o general Jean Junot invadiu Portugal, desertado pela fam\u00edlia real, sem encontrar resist\u00eancia. Ele instalou seu comando na vila fronteiri\u00e7a de Abrantes, recebendo pelo feito o t\u00edtulo de duque de Abrantes. Reinou sobre o pa\u00eds, onde tudo continuou como dantes. Por\u00e9m, ao contr\u00e1rio do que no Brasil, por pouco tempo, devido \u00e0 pronta chegada dos brit\u00e2nicos. Os ingleses n\u00e3o v\u00e3o nos tirar do atoleiro em que nos afundamos, mas talvez os argentinos nos estendam uma m\u00e3ozinha amiga.<\/p>\n<p><strong>A Bruxa do Impeachment e o Drag\u00e3o Eleitoreiro<\/strong><br \/>\nN\u00e3o poucos chamaram Freixo de oportunista, por ter atirado pela janela seus princ\u00edpios e pruridos socialistas, para garantir-se indiscut\u00edvel sucesso de marketing eleitoral, com ganhos quase certos para a sua pr\u00f3xima candidatura \u00e0 prefeitura do Rio de Janeiro. Com a discuss\u00e3o anti-natura, certamente conseguiu diminuir entre os eleitores de centro-direita a fama indevida de esquerdista. Ap\u00f3s o debate, n\u00e3o poucos internautas acusaram o deputado de trai\u00e7\u00e3o da luta oposicionista e de promover a imagem da Bruxa do Impeachment, que teve, temos que reconhecer, apresenta\u00e7\u00e3o quase impec\u00e1vel de suas infames posi\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es!<br \/>\nDurante d\u00e9cadas, intelectuais progressistas, esquerdistas e marxistas acusaram Fernando Henrique Cardoso de trair, ao chegar \u00e0 presid\u00eancia, princ\u00edpios que defendera quando soci\u00f3logo. Prop\u00f5e-se que o viravolta teria sido registrada em frase que ele -a bem da verdade- jamais pronunciou: \u201c- Esque\u00e7am o que escrevi\u201d. FHC foi, desde sempre, um pensador pr\u00f3-capitalista e pr\u00f3-imperialista, que via avan\u00e7o na submiss\u00e3o do Brasil ao grande capital e elogiava, no golpe de 1964, a ruptura com o getulismo e com o nacional-desenvolvimentismo. Propostas entreguistas j\u00e1 defendidas nos seus primeiros escritos sobre a \u201cdepend\u00eancia\u201d.<br \/>\nTemos que ser honestos tamb\u00e9m com Marcelo Freixo. Ele n\u00e3o retrocedeu um passo, na estranha confraterniza\u00e7\u00e3o. As vis\u00f5es de mundo que revelou ter em comum com a golpista empedernida constitui parte de sua mais profunda natureza pol\u00edtica. Natureza que interpreta os sentimentos de grande parte de seu eleitorado, que n\u00e3o teve, portanto, o que criticar no seu contub\u00e9rnio indecoroso. A confus\u00e3o do povo de esquerda carioca e nacional, que admira Freixo, se deve \u00e0 forma clara, direta, sem m\u00e1scaras, com que ele apresentou suas concep\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais.<br \/>\nMarcelo Freixo n\u00e3o \u00e9 um tr\u00e2nsfuga, que abandonou a luta travada no passado contra o capital pelas del\u00edcias da colabora\u00e7\u00e3o de classes, como um Z\u00e9 Dirceu, um Ant\u00f4nio Palocci, um Marco Aur\u00e9lio Garcia, para citar exemplos ilustres. Ele foi sempre como se revelou, sem pudor, em \u201cQuebrando o Tabu\u201d. Por\u00e9m, o debate infame n\u00e3o foi um raio em um c\u00e9u azul, um trope\u00e7o inesperado nas filas da oposi\u00e7\u00e3o, um inexplic\u00e1vel ponto fora da curva da luta contra o golpismo. Por al\u00e9m das idiossincrasias do pol\u00edtico frouxo do PSOL, o debate registrou, l\u00edmpida e dolorosamente, a tend\u00eancia hegem\u00f4nica do que a cr\u00f4nica pol\u00edtica define, em forma inapropriada, como oposi\u00e7\u00e3o de esquerda e popular ao governo atual. Orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica rendicionista quase \u00fanica e cada vez mais forte.<\/p>\n<p><strong>Abra\u00e7ando o Golpismo<\/strong><br \/>\nHaddad e os governadores petistas do Nordeste; Boulos e Freixo no PSOL; Fl\u00e1vio Dino no PC do B; T\u00e1bata Amaral no PDT e tantos outros protagonistas colaboracionistas, s\u00e3o personifica\u00e7\u00f5es excelentes da acomoda\u00e7\u00e3o da \u201coposi\u00e7\u00e3o parlamentar\u201d ao arrasamento golpista dos direitos dos trabalhadores, da popula\u00e7\u00e3o e da pr\u00f3pria na\u00e7\u00e3o brasileira, que segue a galope desenfreado. Apenas o Congresso aprovou em segundo turno a destrui\u00e7\u00e3o da previd\u00eancia, os deputados referendaram, no dia 14, a definida cinicamente \u201cMP da Liberdade Econ\u00f4mica\u201d, um outro estupro dos trabalhadores, que literalmente acabou com a folga dominical, entre outras barbaridades. Nada menos do que 345 deputados votaram a favor e desmilinguidos 76 contra &#8211; com a defec\u00e7\u00e3o de trinta deputados de oposi\u00e7\u00e3o! Dos parlamentares petistas, vinte ficaram em casa, forma soft de registrar a ades\u00e3o de fato ao Centr\u00e3o.<br \/>\nFoi sobretudo no que n\u00e3o disse, que Freixo registrou seu compromisso com a antiga e com a atual ordem em constru\u00e7\u00e3o no Brasil, com a qual tem apenas contradi\u00e7\u00f5es n\u00e3o essenciais. N\u00e3o pronunciou palavra contra a a\u00e7\u00e3o imperialista no Brasil, na Am\u00e9rica Latina e no mundo. En passant, de m\u00e3os dadas com Jana\u00edna, declarou que n\u00e3o gosta de Maduro. Nos quarenta minutos de \u201cpaz e amor\u201d com a musa da ditadura em constru\u00e7\u00e3o no Brasil, jamais saiu dos seus l\u00e1bios a palavra \u201cgolpe\u201d, para descrever o impeachment de 2016, o governo de Temer, as elei\u00e7\u00f5es fraudulentas de 2018. Como Haddad, Boulos et caterva, avalizou a legalidade do segundo governo golpista ilegal. Em vez de gritar Fora Bolsonaro, prop\u00f4s em forma indireta o Fica Bolsonaro, at\u00e9 2022!<br \/>\nFreixo jamais se referiu aos milh\u00f5es de desempregados, mal empregados e super-explorados criados pelo golpe e n\u00e3o disse palavra sobre a legisla\u00e7\u00e3o que pretende mant\u00ea-los para sempre na semi-escravid\u00e3o assalariada, que multid\u00f5es j\u00e1 conhecem. Apoiou a reforma do sistema de pens\u00f5es p\u00fablico e privado, com diverg\u00eancias em pontos e intensidade do em vias de aprova\u00e7\u00e3o. Esqueceu que seu partido nasceu da resist\u00eancia ao ataque ao que ent\u00e3o os lulistas chamavam de privil\u00e9gios. Reforma petista da previd\u00eancia que empurrou multid\u00f5es de servidores p\u00fablicos aposentados para vida de dificuldades. Realidade que os golpistas agora radicalizam.<br \/>\nFreixo sequer se referiu ao pagamento da d\u00edvida p\u00fablica monumental e esdr\u00faxula, o verdadeiro n\u00f3 g\u00f3rdio das finan\u00e7as nacionais. N\u00e3o disse palavra, mesmo desmaiada, sobre a liquida\u00e7\u00e3o a pre\u00e7o de banana podre dos bens nacionais, que o atual governo avan\u00e7a a freio solto sem qualquer oposi\u00e7\u00e3o, com a literal colabora\u00e7\u00e3o, por ina\u00e7\u00e3o, da CUT e da CTB. Os esquecimentos de Freixo das privatiza\u00e7\u00f5es e da d\u00edvida esp\u00faria tranquilizaram certamente os grandes rentistas e o grande capital.<\/p>\n<p><strong>Sentimento de Inseguran\u00e7a<\/strong><br \/>\nFreixo n\u00e3o abordou os assassinatos incessantes de l\u00edderes rurais, de trabalhadores e de moradores das periferias urbanas; \u00e0s invas\u00f5es de escolas, sindicatos e locais de reuni\u00f5es pelas for\u00e7as policiais, sob o guarda-chuva da nova ordem golpista. Era como se viv\u00eassemos, hoje, apenas, uma esp\u00e9cie de \u201csentimento\u201d de inseguran\u00e7a, a\u00e7ulado e extremado pelo segundo governo golpista, em tudo igual, segundo a Bruxa Malvada, ao que os coxinhas teriam vivido nos anos anteriores \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o golpista de 2016. N\u00e3o disse palavra sobre os generais de entreguistas de aluguel que sustentam o golpismo, o massacre do mundo do trabalho, o assalto aos bens nacionais.<br \/>\nFreixo e seus comparsas pol\u00edticos acreditam, ou querem acreditar, que n\u00e3o sofremos de qualidade, com o golpe, em 2016, que desequilibrou a sociedade brasileira em desfavor da popula\u00e7\u00e3o e da na\u00e7\u00e3o e em favor do imperialismo e do grande capital &#8211; categorias jamais ouvidas durante toda a af\u00e1vel tert\u00falia. Teria havido, apenas, deslizes de quantidade, no relativo sobretudo aos direitos civis. Excessos capazes de serem remediados com a aproxima\u00e7\u00e3o e a negocia\u00e7\u00e3o com os arrasadores de nossa sociedade, hoje com a l\u00e2mina da navalha j\u00e1 cortando o nosso pesco\u00e7o. Para Freixo, a arte da pol\u00edtica, hoje, n\u00e3o \u00e9 buscar o doloroso e dif\u00edcil caminho para vergar os ofensores e redimir os ofendidos.<br \/>\nPara o deputado federal e seus companheiros, n\u00e3o haveria contradi\u00e7\u00e3o intranspon\u00edvel entre exploradores e explorados, entre o mundo do trabalho e os vivem e se locupletam da explora\u00e7\u00e3o e da marginaliza\u00e7\u00e3o do trabalhador. A arte da pol\u00edtica, segundo Freixo, \u00e9 encontrar o que os dois p\u00f3los t\u00eam comum. Sugere, assim, que, no passado, faltou apenas aproxima\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo entre o Ustra, de m\u00e3o na maricota, e os prisioneiros pol\u00edticos, dependurados no pau-de-arara. Ou, quando da escravid\u00e3o, entre o feitor, segurando o \u201cbacalhau\u201d, e o cativo atado no palanque.<br \/>\nO que disse Freixo em \u201cQuebrando o Tabu\u201d, e Haddad vem repetindo da campanha at\u00e9 agora, \u00e9 que n\u00e3o devemos lutar para p\u00f4r fim ao golpismo e \u00e0 explora\u00e7\u00e3o! Nada de Fora Bolsonaro, de Fora Mour\u00e3o, de elei\u00e7\u00f5es gerais limpas j\u00e1! Ao contr\u00e1rio, temos que esperar as elei\u00e7\u00f5es de 2020 e, enquanto isso, reunir os racionais, deste lado e do outro, para retocarmos os excesso, sobretudo quanto aos direitos civis e democr\u00e1ticos, na ditadura cada vez mais dura do capital. A reden\u00e7\u00e3o viria em 2022, se houver elei\u00e7\u00f5es e se os golpistas n\u00e3o repetirem a manipula\u00e7\u00e3o eleitoral de 2018.<br \/>\nUm Estranho no Ninho<br \/>\nFreixo se mostrou como realmente \u00e9, uma esp\u00e9cie de Hillary Clinton do Leblon. Defensor dos direitos civis das mulheres, dos LGBT, dos negros, mas sem oposi\u00e7\u00e3o com a explora\u00e7\u00e3o desapiedada da popula\u00e7\u00e3o e a destrui\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o. Ao participar do debate escandaloso, se preocupou com seu futuro pol\u00edtico e com a candidatura a prefeito do Rio de Janeiro, em 2020, e, a seguir, a governador, e, quem sabe algum dia, a presidente, na nova ordem em constru\u00e7\u00e3o, \u00e0 qual n\u00e3o se op\u00f5e. Se eleito, em 2020, se comportar\u00e1 em forma respeitosa com a nova ordem, ao igual que os governadores do PT e do PCdoB.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 porque estranhar ou reclamar do debate do dia 6. Freixo \u00e9 apenas um estranho em nossa trincheira, que, com sua natureza pol\u00edtica, desorganiza os planos de resist\u00eancia e contra-ataque. O programa e as bandeiras que levanta desarmam e desmoralizam tropas oposicionistas j\u00e1 confusas. Freixo aposta, hoje, nos vencedores. Procura, portanto, sem pejo, nos grandes e pequenos atos, delinear em tra\u00e7os fortes o perfil pol\u00edtico colaboracionista que, em verdade, sempre foi seu.<br \/>\nNo dia 13, enquanto a popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds se angustiava com as condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia cada vez mais degradadas, e o congresso avan\u00e7ava o massacre dos trabalhadores, foi flagrado na beira da piscina do Hotel Copacabana, s\u00edmbolo da sociedade que se deu bem, sabemos \u00e0 custa de quem. Passara uma noite de luxo no hotel cinco estrelas, local de conv\u00edvio dos poderosos e donos da riqueza e do poder, para festejar os quarenta anos da esposa, segundo ele, uma ativa militante feminista.<br \/>\nNa celebra\u00e7\u00e3o do natal\u00edcio, botando dinheiro pela janela, Freixo viveu, fugazmente, um dos sonhos de sua vida. Ou seja, o de, nas suas palavras, \u201cfrequentar os espa\u00e7os de elite\u201d. Certamente pensou em um conv\u00edvio mais intenso e mais longo, no futuro, com esses \u201cespa\u00e7os da elite\u201d, ao promover o t\u00eate-\u00e0-t\u00eate indecoroso com a Jana\u00edna Paschoal. A noite de luxo no Hotel Copacabana Palace mostrou tamb\u00e9m como s\u00e3o diversos os seus objetos do desejos e os de enorme parte da popula\u00e7\u00e3o carioca, que sonha poder comprar um botij\u00e3o de g\u00e1s por m\u00eas.<br \/>\nA pequenez do ato, noite no hotel dos que \u201cimportam\u201d, surge como met\u00e1fora sobre quem \u00e9 e o que quer Freixo. Materializa-se como a oposi\u00e7\u00e3o entre o pol\u00edtico que se diz de esquerda e popular, mas sonha viver o quotidiano dos exploradores. Pequeno feito exemplar muito semelhante ao da garrafa milion\u00e1ria premonit\u00f3ria de Roman\u00e9e-Conti, aberta pelo ex-sindicalista que festejava, com o publicit\u00e1rio de ouro, a vit\u00f3ria eleitoral em 2002. Duplo Expresso, 15\/8<\/p>\n<p>* M\u00e1rio Maestri, 71, historiador, \u00e9 autor de Revolu\u00e7\u00e3o e contra: revolu\u00e7\u00e3o no Brasil. 1530-2018. <a href=\"https:\/\/clubedeautores.com.br\/livro\/revolucao-e-contra-revolucao-no-brasil#.XW2RdS3Oogt\">https:\/\/clubedeautores.com.br\/livro\/revolucao-e-contra-revolucao-no-brasil#.XW2RdS3Oogt<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na celebra\u00e7\u00e3o do natal\u00edcio, botando dinheiro pela janela, Freixo viveu, fugazmente, um dos sonhos de sua vida. Ou seja, o de, nas suas palavras, \u201cfrequentar os espa\u00e7os de elite\u201d. Certamente pensou em um conv\u00edvio mais intenso e mais longo, no futuro, com esses \u201cespa\u00e7os da elite\u201d, ao promover o t\u00eate-\u00e0-t\u00eate indecoroso com a Jana\u00edna Paschoal. 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