{"id":107720,"date":"2019-09-23T18:30:30","date_gmt":"2019-09-23T21:30:30","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=107720"},"modified":"2019-09-23T18:30:30","modified_gmt":"2019-09-23T21:30:30","slug":"usa-china-a-guerra-esta-proxima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=107720","title":{"rendered":"USA -China: a guerra est\u00e1 pr\u00f3xima?"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Duplo Expresso 20\/jun\/2019\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IMhhpDh0iLw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Por M\u00e1rio Maestri<\/strong><\/p>\n<p>Analistas internacionais prop\u00f5em comumente o confronto USA versus China como choque de duas super-na\u00e7\u00f5es, com os mesmos objetivos, mas de regimes pol\u00edticos opostos. As contradi\u00e7\u00f5es se agudizariam devido \u00e0 incapacidade-resist\u00eancia da dire\u00e7\u00e3o chinesa de abra\u00e7ar pr\u00e1ticas liberal-globalizadas gerais, na economia e na pol\u00edtica. Criticam um dirigismo que sequer aboliu os planos quinquenais [o 13\u00ba abrange 2016-20]. Em geral, n\u00e3o se ressalta a ess\u00eancia distinta entre esse confronto e aquele que op\u00f4s, ap\u00f3s a II Guerra, os USA e a URSS, pa\u00eds de economia planificada e nacionalizada, rico em mat\u00e9rias primas. URSS que jamais disputou mercados com os USA e perseguiu a imposs\u00edvel conviv\u00eancia entre ordens econ\u00f4mico-sociais em oposi\u00e7\u00e3o visceral, j\u00e1 que o modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista necessita, por sua natureza, expandir suas fronteiras econ\u00f4micas, sobretudo em sua fase imperialista.<br \/>\nA restaura\u00e7\u00e3o capitalista na China, iniciada em 1979, com Deng Xiaoping [dez anos antes da dissolu\u00e7\u00e3o da URSS], sob a dire\u00e7\u00e3o monol\u00edtica de fac\u00e7\u00e3o do aparato do Partido Comunista, transformou, por d\u00e9cadas, a imensa na\u00e7\u00e3o em espa\u00e7o privilegiado da acumula\u00e7\u00e3o capitalista, sobretudo estadunidense. Processo apoiado na super-explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho disciplinada chinesa e na vampiriza\u00e7\u00e3o dos investimentos socialistas das d\u00e9cadas anteriores. A prolifera\u00e7\u00e3o inicial de pequenas empresas, em geral familiares, e, a seguir, a introdu\u00e7\u00e3o no pa\u00eds de enormes investimentos estrangeiros e tecnologias modernas, comumente atrav\u00e9s de joints ventures com empres\u00e1rios locais ou com o Estado, produziram inicialmente mercadorias de baixo valor tecnol\u00f3gico e alta intensidade de trabalho vivo, quando n\u00e3o simples ensamblagens. Enquanto isso, o Estado realizava grandes obras infra-estruturais.<\/p>\n<p><strong>Segundo Momento<\/strong><br \/>\nO movimento de deslocaliza\u00e7\u00e3o industrial, impulsionado pela globaliza\u00e7\u00e3o e desregulamenta\u00e7\u00e3o, transferiu para a China milhares de f\u00e1bricas de empresas estadunidenses e europ\u00e9ias, atra\u00eddas pela super-explora\u00e7\u00e3o do trabalho. O capital investido e acumulado tinha p\u00e1tria e bandeira, entretanto, mais comumente, ele se comportava, apesar das eventuais expectativas de suas na\u00e7\u00f5es, segundo a natureza profunda do capital, sem compromissos nacionais. A acumula\u00e7\u00e3o de capitais nacionais e internacionais na China alavancou produ\u00e7\u00e3o de mercadorias de maior composi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, voltadas para a exporta\u00e7\u00e3o. Muito logo, ela passou a tamb\u00e9m se apoiar no mercado interno em expans\u00e3o, elevando ainda mais seu n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o em escala. A China possui um bilh\u00e3o e 400 milh\u00f5es de habitantes. Ela transformou-se na \u201cf\u00e1brica do mundo\u201d, como a Inglaterra, no s\u00e9culo 19, e os Estados Unidos, no s\u00e9culo 20. Em forma concomitante, com mais de trezentos milh\u00f5es de habitantes, os Estados Unidos sofriam as sequelas da deslocaliza\u00e7\u00e3o de ind\u00fastrias de alta intensidade de m\u00e3o de obra, para a China, \u00cdndia, Tail\u00e2ndia, M\u00e9xico, etc., regi\u00f5es de trabalho super-explorado. Acelerou-se o recuo do poder de compra interno estadunidense, movimento anterior a esse processo. Em 1968, o sal\u00e1rio m\u00ednimo USA sustentava fam\u00edlia de tr\u00eas pessoas. Em 1988, sustentava mal uma pessoa. Grande parte do antes fabricado nos USA passou a ser comprado, a baixo pre\u00e7o, sobretudo da China, produzindo-se d\u00e9ficits comerciais gigantescos com aquele pa\u00eds, parcialmente equilibrados pela compra chinesa de t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica USA com os seus super\u00e1vites comerciais. Essa aquisi\u00e7\u00e3o financiou os d\u00e9ficits p\u00fablicos abismais yankees, a baixo custo, j\u00e1 que aqueles t\u00edtulos tiveram n\u00e3o raro rendimentos negativos. Em 2018, a China detinha US$ 1,12 trilh\u00e3o em t\u00edtulos do Tesouro USA. A d\u00edvida p\u00fablica do pa\u00eds em fevereiro de 2019 ultrapassou os 22 trilh\u00f5es de d\u00f3lares, superando o PIB daquele pa\u00eds de 2018, que era de 20,5 trilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>A Conquista Chinesa do Mundo<\/strong><br \/>\nEm 2013, a dire\u00e7\u00e3o chinesa passou a apoiar expans\u00e3o do consumo interno em desenvolvimento, como espa\u00e7o de realiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o industrial do pais. Ela alavancara, desde sempre, a pesquisa e a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, diminuindo o hiato relativo com os USA, com vantagem para o pa\u00eds em \u00e1reas como biotecnologia, tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, intelig\u00eancia artificial. A China passou a exportar tamb\u00e9m produtos e servi\u00e7os de alta tecnologia. N\u00e3o poucos analistas prop\u00f5e que a pressa da dire\u00e7\u00e3o chinesa, em geral, e Xi de Jinping [2013], em especial, em transformar o pa\u00eds em pot\u00eancia mundial, despertou a inevit\u00e1vel oposi\u00e7\u00e3o da super-pot\u00eancia hegem\u00f4nica, temerosa de perder a preponder\u00e2ncia. Aquela falta de modera\u00e7\u00e3o seria respons\u00e1vel pela presente crise. N\u00e3o s\u00e3o os protagonistas excelentes que criam os fen\u00f4menos s\u00f3cio-hist\u00f3ricos profundos. S\u00e3o estes \u00faltimos que produzem os primeiros.<br \/>\nO desbordar quantitativo e qualitativo da produ\u00e7\u00e3o chinesa nasceu naturalmente do processo de reprodu\u00e7\u00e3o ampliada do capital, que superou a capacidade de consumo interno e os tradicionais mercados externos. \u00c9 enorme a sobre-produ\u00e7\u00e3o chinesa de a\u00e7o, alum\u00ednio, cimento, navios, constru\u00e7\u00e3o, produtos qu\u00edmicos. A produ\u00e7\u00e3o de capitais excedentes exigia sua aplica\u00e7\u00e3o produtiva no exterior, ainda mais que eles eram deprimidos pela esteriliza\u00e7\u00e3o-deprecia\u00e7\u00e3o dos fundos entesourados em T\u00edtulos da D\u00edvida P\u00fablica USA, sujeitos a forte desvaloriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar. A monumental produ\u00e7\u00e3o chinesa para consumo interno e exporta\u00e7\u00e3o exige a importa\u00e7\u00e3o de enormes quantidades de mat\u00e9rias-primas, com destaque para o petr\u00f3leo, os minerais e os gr\u00e3os. O petr\u00f3leo \u00e9 imprescind\u00edvel como combust\u00edvel e como insumo de in\u00fameros produtos e atividades, com destaque para a qu\u00edmica e a agricultura. A China \u00e9 hoje uma das maiores importadoras de mat\u00e9rias-primas, abocanhando 68% do com\u00e9rcio internacional de min\u00e9rio de ferro. \u00c9 voraz consumidora da produ\u00e7\u00e3o mundial de trigo, milho, soja, imprescind\u00edvel para alimentar sua ind\u00fastria e popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Fen\u00f4meno Avassalador<\/strong><br \/>\nImpunha-se criar-conquistar, por um lado, novos mercados para as exporta\u00e7\u00f5es desbordantes de manufaturados, servi\u00e7os, tecnologias, capitais etc. e, por outro, assegurar as condi\u00e7\u00f5es da importa\u00e7\u00e3o -ininterrupta e economicamente fact\u00edvel- das mat\u00e9rias-primas imprescind\u00edveis. O encarecimento das importa\u00e7\u00f5es deslocar\u00e1 as exporta\u00e7\u00f5es chinesas do mercado internacional e encarecer\u00e1 os pre\u00e7os internos. O novo padr\u00e3o de exterioriza\u00e7\u00e3o chin\u00eas registrou-se no recuo relativo da compra de t\u00edtulos da d\u00edvida USA e expans\u00e3o da exporta\u00e7\u00e3o de capitais p\u00fablicos e privados, atrav\u00e9s do financiamento de infra-estruturas, aquisi\u00e7\u00e3o de empresas, joints-ventures, etc. O que permitiu tamb\u00e9m a aquisi\u00e7\u00e3o de tecnologias prontas. Para tal, entre outras iniciativas, fundaram-se bancos de investimentos na Eur\u00e1sia, do Brics, etc.<br \/>\nSurgidos quase do nada, os investimentos diretos externos (IDE) chineses explodiram, em 2004, disparando desde 2014-6, dirigidos sobretudo para a \u00c1sia (70%) e com destaque para a Am\u00e9rica Latina (17%), produtora por excel\u00eancia de minerais, petr\u00f3leo e gr\u00e3o. Mutatis mutandis, a China seguiu o caminho trilhado pela Inglaterra, Fran\u00e7a, Alemanha, Estados Unidos, tornando-se na\u00e7\u00e3o imperialista, na acep\u00e7\u00e3o leninista do termo. Ou seja, necessariamente exportadora de capitais. A exterioriza\u00e7\u00e3o chinesa deu-se em modo relativamente diverso \u00e0s na\u00e7\u00f5es apenas citadas. O capital chin\u00eas prop\u00f5e-se como financiador de uma \u201ccomunidade [mundial] de destino associado\u201d, convergindo nesses processos os interesses da China e dos pa\u00edses importadores de capitais. Dissocia-se das tradicionais pr\u00e1ticas imperialistas de terra arrasada. Um comportamento que se deve \u00e0 abund\u00e2ncia de capitais, ao controle estatal das invers\u00f5es, ao fato de a China n\u00e3o deter o poder hegem\u00f4nico pol\u00edtico e militar mundial, controlado pelos USA desde a dissolu\u00e7\u00e3o da URSS, em 1989 &#8211; \u201cmonopolarismo\u201d. Os USA gozam de indiscut\u00edvel superioridade militar e em m\u00faltiplas \u00e1reas tecnol\u00f3gicas. Mant\u00e9m o apoio-submiss\u00e3o das na\u00e7\u00f5es sub-imperialistas: Jap\u00e3o, Inglaterra, Alemanha, Francia, Su\u00ed\u00e7a, etc. Constituem na\u00e7\u00e3o imperialista hegem\u00f4nica que imp\u00f5e o d\u00f3lar como moeda de troca mundial, com o direito de fabricar moeda sem lastro. Os USA encontram-se em indiscut\u00edvel situa\u00e7\u00e3o de regress\u00e3o econ\u00f4mica relativa.<\/p>\n<p><strong>2. Confronto USA-CHINA- Nada de Novo no Front<\/strong><\/p>\n<p>O choque interimperialista China\/Estados Unidos repete, no geral, o vivido pela Inglaterra\/Fran\u00e7a, no s\u00e9culo 18 e 19, que levou \u00e0s guerras napole\u00f4nicas; entre a Inglaterra-Fran\u00e7a e a Alemanha, que ensejou a guerra de 1914-18; e entre aqueles dois pa\u00edses e os USA, contra a Alemanha e o Jap\u00e3o, que motivou o conflito de 1939-45. Naqueles epis\u00f3dios, a guerra foi desdobramento inevit\u00e1vel do confronto pela hegemonia econ\u00f4mica. Desde 1918, os USA emergiram como pot\u00eancia hegem\u00f4nica, enquanto parte do globo se libertava da explora\u00e7\u00e3o capitalista [Revolu\u00e7\u00e3o de 1917]. Em 1945, o capital USA senhoriou o mundo capitalista tendo como escudeiro a Inglaterra decadente, com destaque para o combate \u00e0 URSS. Aquele confronto jamais teve car\u00e1ter interimperialista. A economia planejada e nacionalizada da URSS aplicava seus capitais na produ\u00e7\u00e3o e consumo internos, e n\u00e3o na exporta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO confronto USA-China ocorre com a superioridade militar e diplom\u00e1tica yankee, que conhece crescente fragilidade econ\u00f4mica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China, apesar de conhecer dez anos de expans\u00e3o econ\u00f4mica ininterrupta, em boa parte devido \u00e0 retomada da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s shale do pa\u00eds. O que tem mascarado a decad\u00eancia do parque industrial estadunidense. Os USA s\u00e3o hoje o primeiro produtor mundial de petr\u00f3leo. O rel\u00f3gio da hist\u00f3ria corre contra os USA e em favor da China, que moderniza e amplia as for\u00e7as armadas, com destaque para os navios de guerra e porta-avi\u00f5es, destinados a defender as rotas mar\u00edtimas mundiais que abastecem e escoam sua produ\u00e7\u00e3o. Devido aos m\u00edsseis atuais, os porta-avi\u00f5es n\u00e3o se destinam mais a confrontos entre pot\u00eancias navais. Servem sobretudo para a \u201cproje\u00e7\u00e3o de poder\u201d de um Estado longe das suas fronteiras. Constituem arma imperialista por excel\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Arma Imperialista<\/strong><br \/>\nOs USA possuem 21 porta-avi\u00f5es. A URSS, que manteve sempre posi\u00e7\u00e3o militar defensiva, praticamente jamais os teve, fora exce\u00e7\u00e3o. A China tem dois, constr\u00f3i um terceiro e planeja quatro para os anos pr\u00f3ximos. Os USA mant\u00e9m oitocentas bases militares no mundo: 76 na Am\u00e9rica Latina &#8211; nove na Col\u00f4mbia e oito no Peru. \u00c9 enorme sua superioridade em ogivas at\u00f4micas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China, que tem no Djibuti, no nordeste da \u00c1frica, sua primeira base militar extra-territorial. O custo do dom\u00ednio militar mundial esgota os USA que v\u00eaem sua superioridade questionada pela China e pelo rearmamento russo, pequeno em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Era Sovi\u00e9tica, mas de alt\u00edssimo n\u00edvel tecnol\u00f3gico. Apesar de eventuais enormes perdas, os USA acreditam na possibilidade de vencer guerra localizada contra a R\u00fassia, na Europa, ou contra a China, nos mares orientais. A alian\u00e7a entre China e R\u00fassia aponta para conflito no qual os USA, lutando em duas frentes, seria derrotado. A perda da hegemonia pol\u00edtica e militar significa a desorganiza\u00e7\u00e3o geral da economia e da sociedade estadunidenses, dependentes de espolia\u00e7\u00e3o da economia mundial, n\u00e3o mais nascida de dom\u00ednio econ\u00f4mico.<br \/>\nO imperialismo USA necessita impor-se como pot\u00eancia hegem\u00f4nica indiscut\u00edvel em uma janela de tempo que se cerra rapidamente. Uma guerra geral, como a contra a Alemanha-Jap\u00e3o, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel com ataque at\u00f4mico sem retalia\u00e7\u00e3o. Poderio de que os USA n\u00e3o disp\u00f5em. Os USA procuram desorganizar social e politicamente a China e a R\u00fassia atrav\u00e9s de agress\u00e3o econ\u00f4mica, associada a confrontos militares locais tercerizados ou indiretos &#8211; como no Vietn\u00e3, Afeganist\u00e3o, S\u00edria, Ucr\u00e2nia, etc. Essa estrat\u00e9gia exige o cercamento pol\u00edtico e militar da na\u00e7\u00e3o combatida; a interrup\u00e7\u00e3o-encarecimento dos seus fornecimentos de mat\u00e9ria-prima; a interdi\u00e7\u00e3o de acesso aos mercados financeiros e comerciais; o acirramento de contradi\u00e7\u00f5es internas [pol\u00edticas, nacionais, \u00e9tnicas], etc. Essa estrat\u00e9gia ajudou a destruir a URSS, esgotou Cuba, \u00e9 aplicada na Nicaragua, Cor\u00e9ia do Norte, Ir\u00e3. Nos \u00faltimos anos, \u00e9 aplicada intensamente contra a R\u00fassia e a China, estrat\u00e9gia que n\u00e3o pode demorar-se em produzir efeitos, j\u00e1 que as duas na\u00e7\u00f5es avan\u00e7am contra-medidas para anul\u00e1-la e se fortalecem, no caso chin\u00eas, em forma avassaladora. A breve janela de tempo exige que o imperialismo estadunidense se torne cada vez mais agressivo. Putin n\u00e3o \u00e9 ret\u00f3rico quando prop\u00f5e que as rela\u00e7\u00f5es R\u00fassia\/USA seguem ladeira abaixo e que se fortalece a eventualidade de conflito armado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3. A For\u00e7a Chinesa &#8211; Um Plano Marshall para o Mundo<\/strong><\/p>\n<p>As reservas monet\u00e1rias da China s\u00e3o as maiores do mundo e seu ativismo abra\u00e7a todos os continentes, com destaque para as regi\u00f5es vizinhas \u00e0s suas fronteiras, sem deixar de ser forte na \u00c1frica e na Am\u00e9rica Latina. Ap\u00f3s a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia e os USA, o terceiro parceiro comercial chin\u00eas \u00e9 a Associa\u00e7\u00e3o de Na\u00e7\u00f5es do Sudeste Asi\u00e1tico [ASEAN] &#8211; Indon\u00e9sia, Mal\u00e1sia, Filipinas, Cingapura, Tail\u00e2ndia, Brunei, Vietn\u00e3, Mianmar, Laos, Camboja. Um mercado consumidor de mais de seiscentos milh\u00f5es de habitantes. O Plano Marshall [1947] favoreceu a reconstru\u00e7\u00e3o e a submiss\u00e3o econ\u00f4mica, pol\u00edtica e cultural da Europa ao capital estadunidense. A China prop\u00f5e poderosas iniciativas mundiais, com destaque para a \u201cNova Rota da Seda\u201d, envolvendo j\u00e1 mais de 130 na\u00e7\u00f5es. Trata-se da constru\u00e7\u00e3o-moderniza\u00e7\u00e3o de vias terrestres, fluviais, mar\u00edtimas, rodovi\u00e1rias; de portos, redes el\u00e9tricas, fibras \u00f3ticas, gasodutos, etc. na \u00c1sia, \u00c1frica e Europa.<br \/>\nTodas as rotas levam \u00e0 China, como n\u00e3o se vai a Roma sem se ver o papa! A China investir\u00e1 no projeto, em 2016-2020, 10 trilh\u00f5es de d\u00f3lares! Apesar do ranger de dentes da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia e dos USA, a It\u00e1lia acaba de assinar carta de inten\u00e7\u00f5es de participar na Nova Rota. O imperialismo USA teme o deslocamento de seus aliados em dire\u00e7\u00e3o da alian\u00e7a russo-chinesa, ao n\u00e3o mais confiarem na capacidade econ\u00f4mica e pol\u00edtica do Tio Sam. Nos \u00faltimos vinte anos, os USA n\u00e3o desenvolveram sequer uma grande iniciativa econ\u00f4mica estrat\u00e9gica, fora ou dentro do pa\u00eds. A guerra do Iraque dessangrou economicamente o pa\u00eds e expandiu a influ\u00eancia iraniana no Iraque e na S\u00edria. Os dezenove anos no Afeganist\u00e3o custaram mais de um trilh\u00e3o de d\u00f3lares. A crise de 2008 exigiu gastos de 24 trilh\u00f5es aos bancos centrais. O imperialismo estadunidense n\u00e3o tem mais a capacidade de dar, mesmo para tirar ainda mais. Com Obama e Trump, o imperialismo estadunidense praticou e pratica a pol\u00edtica do bast\u00e3o, sem a cenoura, com aliados e n\u00e3o aliados. Obama patrocinou golpes no Paraguai, Honduras, S\u00edria, L\u00edbia, Ucr\u00e2nia, etc. Amea\u00e7ando com san\u00e7\u00f5es, Trump exige concess\u00f5es da Europa, M\u00e9xico, Canad\u00e1, China, etc. Apoia golpes eleitorais ou abertos no Brasil, no Equador, na Argentina, etc. Deslocado na disputa comercial, o imperialismo exercita a hegemonia pol\u00edtico-militar para manter os s\u00faditos no redil e utiliz\u00e1-los na ofensiva contra a R\u00fassia e a China.<\/p>\n<p><strong>A Guerra contra a China<\/strong><br \/>\nApoiando-se no enorme desequil\u00edbrio comercial entre os dois pa\u00edses, Trump imp\u00f4s mega-tributa\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es chinesas para os USA, justificada como resposta \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o do renminbi em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar; a subs\u00eddios estatais n\u00e3o declarados; ao roubo de tecnologia, etc. pelos chineses. Iniciativa que se inscreve no projeto de reindustrializa\u00e7\u00e3o dos USA. [anti-globaliza\u00e7\u00e3o]. Em 22 de mar\u00e7o de 2018, Trump taxou em US$ 50 bilh\u00f5es importa\u00e7\u00f5es chinesas, com um m\u00e1ximo de 25%. A esse ataque, seguiram-se retalia\u00e7\u00f5es de Pequim, moderadas, e, logo, amplia\u00e7\u00e3o das imposi\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias estadunidenses, atualmente em 250 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, sobre um total de 540 bilh\u00f5es de bens importados, em 2018. A China gravou em 110 bilh\u00f5es as suas importa\u00e7\u00f5es dos USA que se elevam a apenas 120 bilh\u00f5es. Os USA amea\u00e7am taxar praticamente todas as importa\u00e7\u00f5es chinesas, caso o pa\u00eds n\u00e3o se dobre \u00e0s suas exig\u00eancias inexequ\u00edveis, o que transforma as negocia\u00e7\u00f5es bilaterais em meras encena\u00e7\u00f5es, hoje praticamente interrompidas. Empresas sobretudo estadunidenses pensam em retirar-se ou j\u00e1 se retiram da China, com preju\u00edzo para o pa\u00eds e para seus accionistas, muito deles entrincheirados no Partido Democr\u00e1tico!<br \/>\nMesmo ferindo os princ\u00edpios-acordos liberais de livre com\u00e9rcio e a desregulamenta\u00e7\u00e3o santificados pela globaliza\u00e7\u00e3o, Trump exerce direito indiscut\u00edvel ao tributar as importa\u00e7\u00f5es nos USA [protecionismo]. Mas n\u00e3o se trata de simples disputa comercial. Trump, comportando-se como bandido. Fere os pontos nevr\u00e1lgicos da economia chinesa, buscando restaurar a hegemonia industrial-tecnol\u00f3gica USA. Atualmente, empreende disputa pelo dom\u00ednio mundial das empresas de computa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o de ponta. Trump proibiu as empresas estadunidenses de comerciarem com a Huawei chinesa, a principal fornecedora mundial de material para redes de comunica\u00e7\u00e3o. Devido \u00e0 integra\u00e7\u00e3o mundial nesse ramo, a decis\u00e3o causa danos enorme \u00e0 empresa. Pressiona igualmente seus aliados para boicotarem a instala\u00e7\u00e3o de redes 5G pela Huawei, em curso em diversas na\u00e7\u00f5es. A rede 5 G \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o da \u201cQuarta Revolu\u00e7\u00e3o Industrial\u201d &#8211; \u201cinternet das coisas\u201d, intelig\u00eancia artificial, ve\u00edculos aut\u00f4nomos, novos armamentos, etc.<\/p>\n<p><strong>Vale Tudo<\/strong><br \/>\nA justificativa estadunidense para o ataque \u00e0 Huawei \u00e9 que ela entrega ao PC chin\u00eas a informa\u00e7\u00e3o que transmite. O que obrigaria, se fosse verdade, que cada na\u00e7\u00e3o produzisse sua rede, para n\u00e3o ser rackeada. A medida extrema objetiva conceder o tempo para que as companhias estadunidenses, em forte atraso, ofere\u00e7am o mesmo servi\u00e7o, possivelmente por maior pre\u00e7o, j\u00e1 que contando com espa\u00e7os nacionais \u201creservados\u201d pela press\u00e3o estadunidense. Soldados rasos do imperialismo USA, Austr\u00e1lia e Nova Zel\u00e2ndia j\u00e1 aderiram \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o. Em maio de 2018, em ato de pura pirataria, o Canad\u00e1 prendeu, devido \u00e0 pedido de extradi\u00e7\u00e3o dos USA, Wanzhou Meng, filha do fundador da Huawei e diretora financeira da empresa, acusada de violar san\u00e7\u00f5es estadunidenses ao Ir\u00e3, em afronta direta \u00e0 dire\u00e7\u00e3o chinesa. Tomaram-se tamb\u00e9m medidas coercitivas contra a ZTE e a Fujian Jinhuaas, empresas chinesas de comunica\u00e7\u00e3o. Em maio passado, um editorial do Di\u00e1rio do Povo, jornal do PCC, prop\u00f4s que a ofensiva estadunidense est\u00e1 amea\u00e7ando \u201ctoda a China e seu povo\u201d.<br \/>\nOs USA t\u00eam galgado novos degraus em dire\u00e7\u00e3o a um confronto direto. Procuram criar as condi\u00e7\u00f5es para dificultar ou bloquear os suprimentos chineses de mat\u00e9ria-prima. Organizam alian\u00e7as nacionais agressivas nas fronteiras chinesas. Sobretudo, acirram a disputa pelo Mar da China Meridional, reivindicado pelo Brun\u00e9i, Mal\u00e1sia, Filipinas, Vietnam e China. Por essas \u00e1guas passa 1\/3 do comercio mundial e elas t\u00eam riqu\u00edssimos recursos pesqueiros e prov\u00e1veis reservas de petr\u00f3leo. A China reivindica grande parte do mar da China Meridional, controlando as ilhas Paracel, totalmente, desde 2012, n\u00e3o longe dos seus territ\u00f3rios continentais, e oito ilhas do arquip\u00e9lago Spratly, mais distantes, onde construiu aeroportos, portos e instala\u00e7\u00f5es militares em ilhas artificiais. Os USA navegam barcos militares nas imedia\u00e7\u00f5es das ilhas Paracel, em \u00e1guas tidas pela China como territoriais. Prometem vender armas de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o e estreitam os la\u00e7os com Taiwan.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4. Delenda est Moscou! &#8211; A Ofensiva Geral USA contra a R\u00fassia<\/strong><\/p>\n<p>Com a vit\u00f3ria da contra-revolu\u00e7\u00e3o, em 1990, a R\u00fassia e as antigas na\u00e7\u00f5es da URSS transformaram-se em quartos de despejos do imperialismo estadunidense e europeu. Durante a Era Ieltsin [12.1991-12.1999], com o mundo sob a hegemonia monopolar dos USA, o imperialismo imp\u00f4s sua hegemonia sobre antigos aliados da URSS da Europa Ocidental e dos B\u00e1lc\u00e3s, incorporando-os comumente \u00e0 OTAN, aproximando suas for\u00e7as armadas das fronteiri\u00e7as da Russia, rompendo acordos anteriores. Na Era Putin [2000- ], o pa\u00eds acelerou sua reorganiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica apoiada sobretudo em conglomerados estatais e n\u00facleos capitalistas aut\u00f3ctones, com recuo do dom\u00ednio USA no pa\u00eds. Empreendeu-se reconstru\u00e7\u00e3o das for\u00e7as armadas, diminutas em rela\u00e7\u00e3o aos USA e \u00e0 antiga URSS, mas de alt\u00edssimo n\u00edvel tecnol\u00f3gico, financiadas em parte pelas vendas de armamentos no exterior. O or\u00e7amento militar russo \u00e9 um d\u00e9cimo dos gastos militares dos Estados Unidos. Apoiada na nova realidade, o governo russo se antep\u00f4s, com sucesso, \u00e0 ofensiva imperialista sobre suas fronteiras e seus mais pr\u00f3ximos aliados, contra-atacando com sucesso na Georgia-Oss\u00e9dia do Sul [2008], na Ucr\u00e2nia-Crim\u00e9ia [2014] e na S\u00edria [2015]. Atualmente, sustentam contra a a\u00e7\u00e3o imperialista as duas \u201crep\u00fablicas populares de Donetsk e Lugansk\u201d e apoiam, sem interven\u00e7\u00e3o direta, a autonomia venezuelana, da Coreia do Norte e do Ir\u00e3. Consolidam sobretudo a alian\u00e7a de fato com a China e radicalizam os la\u00e7os econ\u00f4micos entre os dois pa\u00edses.<br \/>\nA ofensiva do imperialismo estadunidense contra a R\u00fassia tem m\u00faltiplas raz\u00f5es, entre elas, a necessidade de impedir alian\u00e7a desse pa\u00eds sobretudo com a Alemanha, que poria fim \u00e0 hegemonia estadunidense na Europa. Participando das san\u00e7\u00f5es estadunidenses contra a R\u00fassia, a Alemanha segue comprando sobretudo o g\u00e1s russo e participando do desenvolvimento de gasoduto Nord Stream 2, de 1.200 km, que n\u00e3o atravessa a Ucr\u00e2nia. Com a nova e enorme produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s nos USA [petr\u00f3leo shale], o imperialismo estadunidense necessita substituir o fornecimento pela R\u00fassia sobretudo da Alemanha, de mais f\u00e1cil transporte, mais barato e sem condicionamentos pol\u00edticos. Em sentido contr\u00e1rio, a R\u00fassia e a China constroem gasoduto entre a Sib\u00e9ria e a China, para substituir importa\u00e7\u00f5es chinesas dos USA.<br \/>\nA Alemanha \u00e9 tradicional fornecedora de manufaturados para a R\u00fassia. F\u00e1bricas alem\u00e3s transferem-se para aquele pa\u00eds para contornar as san\u00e7\u00f5es USA-Uni\u00e3o Europ\u00e9ia. Na Alemanha, Fran\u00e7a, Portugal, Gr\u00e9cia e sobretudo na It\u00e1lia fala-se cada vez mais na inutilidade e perversidade econ\u00f4mica para a Europa daquelas san\u00e7\u00f5es. A desorganiza\u00e7\u00e3o da R\u00fassia \u00e9 imprescind\u00edvel para controlar os recursos naturais do pa\u00eds (petr\u00f3leo, g\u00e1s, trigo, etc.), exportados em quantidade crescente para a China. A R\u00fassia \u00e9 o principal fornecedor de petr\u00f3leo da China\u00a0e, proximamente, o ser\u00e1 quanto ao g\u00e1s natural. Os USA se aproximam da autonomia petrol\u00edfera e dominam a produ\u00e7\u00e3o cong\u00eanere da Ar\u00e1bia Saudita, Emirados, L\u00edbia, etc. Atacam duramente o Ir\u00e3 e a Venezuela, dois outros grandes produtores de petr\u00f3leo. A R\u00fassia \u00e9 barreira fundamental a ser removida para o controle mundial do petr\u00f3leo almejado pelos Estados Unidos, na sua ofensiva contra a China.<\/p>\n<p><strong>Graves Derrotas<\/strong><br \/>\nCom o apoio da guarda revolucion\u00e1ria iraniana e do hezbollah liban\u00eas, a R\u00fassia susteve os ex\u00e9rcitos e a autonomia da na\u00e7\u00e3o s\u00edria. Ela teve participa\u00e7\u00e3o decisiva no deslocamento da Turquia da esfera da Otan, quando do fracassado assalto ao controle do pa\u00eds pelo imperialismo estadunidense, em 15 de junho de 2016. Esses dois reveses grav\u00edssimos e a desastrada interven\u00e7\u00e3o no Iraque, com o fortalecimento da influ\u00eancia iraniana sobre o pa\u00eds, enfraqueceram a hegemonia USA sobre a regi\u00e3o petrol\u00edfera, exercida fortemente atrav\u00e9s de Israel. Os USA retornam ao ataque na regi\u00e3o, com a presente ofensiva contra o Ir\u00e3, sem o apoio da Alemanha e da Fran\u00e7a. Os USA esperavam a explos\u00e3o da economia russa quando da deprecia\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o internacional do petr\u00f3leo, fundamental para a economia do pa\u00eds. O pre\u00e7o do barril, que superara os 130 d\u00f3lares o barril, em 2008, caiu para pouco mais do que 30 d\u00f3lares, em 2009, devido \u00e0 crise mundial. A seguir, a retomada do pre\u00e7o foi deprimida, com retorno a pouco mais de 30 d\u00f3lares\/barril, devido \u00e0 super-produ\u00e7\u00e3o saudita, que fracassou no combate ao ingresso no mercado do petr\u00f3leo shale USA. A estabiliza\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do petr\u00f3leo, sem retornar aos picos anteriores, inviabilizou essa opera\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEm 2014, com a derrota parcial da ofensiva na Ucr\u00e2nia, os USA lan\u00e7aram bloqueio-sabotagem da economia russa, atrav\u00e9s de san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas draconianas, para desorganizar a economia, dissolver o bloco pol\u00edtico no poder, retornar \u00e0 situa\u00e7\u00e3o da Era Ieltsin. A R\u00fassia resistiu \u00e0 ofensiva, superou momentos recessivos, diversificou a economia, retomou o crescimento econ\u00f4mico, ainda que moderado, seguiu fortalecendo as for\u00e7as armadas. Os USA t\u00eam combatido a compra mundial de armamentos russos, de melhor qualidade e pre\u00e7os. Amea\u00e7a san\u00e7\u00f5es \u00e0 Turquia devido \u00e0 compra do poderoso sistema antia\u00e9reo S-400, melhor e mais barato, que protege aquele pa\u00eds tamb\u00e9m dos avi\u00f5es da OTAN, da qual a Turquia \u00e9 membro. O fracassado golpe de 2016 contra o governo turco partiu de grande base da OTAN no pa\u00eds. A ind\u00fastria de armamentos \u00e9 outro pilar da economia russa. Os USA exigem que os pa\u00edses da OTAN gastem 2% de seus or\u00e7amentos em armas; transfere tropas daquela organiza\u00e7\u00e3o para as fronteiras russas; organiza m\u00faltiplas provoca\u00e7\u00f5es contra Moscou &#8211; envenenamento na Inglaterra; interfer\u00eancia nas elei\u00e7\u00f5es dos USA, etc.<br \/>\nA R\u00fassia tem aumentado as reservas em ouro e cria rede internet nacional, temendo que os USA bloqueiem suas rela\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias internacionais e cortem o servi\u00e7o internet. A derrota da R\u00fassia-China pode ter um script diverso, segundo um democrata ou um republicano ocupe o Sal\u00e3o Oval e as r\u00e9deas do imperialismo. Entretanto, a opera\u00e7\u00e3o \u00e9 imprescind\u00edvel para reconstruir a hegemonia planet\u00e1ria e relan\u00e7ar, por algumas d\u00e9cadas, a expans\u00e3o do capital estadunidense, mesmo ceifando e destruindo a vida de milh\u00f5es de seres humanos. Com o tempo correndo a seu desfavor, a ofensiva \u00e0 morte do imperialismo se espraia por todo o mundo, para relan\u00e7ar a taxa de acumula\u00e7\u00e3o do capital imperialista e submeter as na\u00e7\u00f5es t\u00edteres a seus projetos de destrui\u00e7\u00e3o da R\u00fassia- China. T\u00eam alcan\u00e7ado indiscut\u00edveis conquistas na Am\u00e9rica do Sul, em geral, e no Brasil, em especial, novos e importantes espa\u00e7os de interven\u00e7\u00e3o chinesa. As na\u00e7\u00f5es arrastadas para esse conflito devido ao dom\u00ednio estadunidense, j\u00e1 s\u00e3o golpeadas em seus interesses nacionais e viver\u00e3o sequelas possivelmente irrepar\u00e1veis nos pr\u00f3ximos anos, com a radicaliza\u00e7\u00e3o inevit\u00e1vel do choque China-USA. A independ\u00eancia nacional dessas na\u00e7\u00f5es passam pelo combate e derrota da ofensiva estadunidense.<\/p>\n<p>M\u00e1rio Maestri, 71, historiador, \u00e9 autor de Revolu\u00e7\u00e3o e contra: revolu\u00e7\u00e3o no Brasil. 1530-2018. <a href=\"https:\/\/clubedeautores.com.br\/livro\/revolucao-e-contra-revolucao-no-brasil#.XW2RdS3Oogt\">https:\/\/clubedeautores.com.br\/livro\/revolucao-e-contra-revolucao-no-brasil#.XW2RdS3Oogt<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Principais bibliografias consultadas<\/strong><\/p>\n<p>EL PAIS. China inaugura primeira base militar no exterior. https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/08\/01\/internacional\/1501589492_007630.html<\/p>\n<p>Gazeta do Povo. https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/mundo\/eua-e-china-estao-travando-uma-guerra-pelo-controle-tecnologico-mundial\/<\/p>\n<p>GRAZIELA, Oliveira. Pobreza nos Estados Unidos. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1992.<\/p>\n<p>LENIN, V. O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo. 2016. https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1916\/imperialismo\/index.htm<\/p>\n<p>MAESTRI, M\u00e1rio. Turquia: um golpe USA-OTAN fracassado. Di\u00e1rio Liberdade. Quinta, 28 Julho 2016. https:\/\/www.academia.edu\/27347875\/Turquia_DdL.pdf<\/p>\n<p>MAESTRI, M\u00e1rio. Revolu\u00e7\u00e3o e contra-revolu\u00e7\u00e3o no Brasil. 1530-2018. Porto Alegre: FCM Editora, 2019. 420 p.<\/p>\n<p>NOGUEIRA, A. M. &amp; HAFFNER, J. O papel do Estado Chin\u00eas nos investimentos externos diretos (IDE) na Am\u00e9rica Latina https:\/\/sites.usp.br\/prolam\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2016\/12\/NOGUEIRA_II-Simp\u00f3sio-Internacional-Pensar-e-Repensar-a-Am\u00e9rica-Latina.pdf<\/p>\n<p>Limes. Rivista italiana de geopol\u00edtica. \u201cNon tutte le Chine sono de Xi\u201d. 11\/2018. Diversos autores.<\/p>\n<p>Limes. Rivista italiana de geopol\u00edtica. \u201cQui comanda il mondo\u201d. 2\/17. Diversos autores.<\/p>\n<p>Aspenia. Rivista Aspen Institute Italia. \u201cLa Terza Rivoluzione Cinese\u201d. 9\/2018. Diversos autores.<\/p>\n<p>Romulus. Duplo Expresso.<\/p>\n<p>SCHUTTE, G. R. A Busca da Hegemonia Americana 3.0 e a Ascens\u00e3o Chinesa: Entre a Transnacionaliza\u00e7\u00e3o do capital e a volta do conflito interestatal. http:\/\/ieei.unesp.br\/index.php\/IEEI_MundoeDesenvolvimento\/article\/view\/36\/38<\/p>\n<p>Jornais e edi\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas: Sputnik, El Pais, Folha de S\u00e3o Paulo, Granma, UOL Economia.<\/p>\n<p>Tabela 2: https:\/\/odiplomata.blogs.sapo.pt\/e-evolucao-do-preco-do-barril-de-brent-531001<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Analistas internacionais prop\u00f5em comumente o confronto USA versus China como choque de duas super-na\u00e7\u00f5es, com os mesmos objetivos, mas de regimes pol\u00edticos opostos. As contradi\u00e7\u00f5es se agudizariam devido \u00e0 incapacidade-resist\u00eancia da dire\u00e7\u00e3o chinesa de abra\u00e7ar pr\u00e1ticas liberal-globalizadas gerais, na economia e na pol\u00edtica. Criticam um dirigismo que sequer aboliu os planos quinquenais [o 13\u00ba abrange 2016-20]. Em geral, n\u00e3o se ressalta a ess\u00eancia distinta entre esse confronto e aquele que op\u00f4s, ap\u00f3s a II Guerra, os USA e a URSS, pa\u00eds de economia planificada e nacionalizada, rico em mat\u00e9rias primas. URSS que jamais disputou mercados com os USA e perseguiu a imposs\u00edvel conviv\u00eancia entre ordens econ\u00f4mico-sociais em oposi\u00e7\u00e3o visceral, j\u00e1 que o modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista necessita, por sua natureza, expandir suas fronteiras econ\u00f4micas, sobretudo em sua fase imperialista.<br \/>\nNeste artigo Maestri apresenta um mapa geral do cen\u00e1rio global que pensa encontrar resolu\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos, n\u00e3o deixe de ler, compartilhar, debater em diversas redes sociais. <\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":107723,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2736,1995,2,2921],"tags":[827,203,2134,3062,3060,3059,199,867,3061,842,207],"class_list":["post-107720","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geopolitica","category-globalismo-financista-vs-soberanismo","category-home","category-mario-maestri","tag-china","tag-coreia-do-norte","tag-estados-unidos","tag-guerra-de-comunicacao","tag-guerra-economica","tag-guerra-global","tag-guerra-hibrida","tag-ira","tag-plano-marshall","tag-russia","tag-trump"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/107720","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=107720"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/107720\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/107723"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=107720"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=107720"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=107720"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}