{"id":107609,"date":"2019-09-18T18:40:22","date_gmt":"2019-09-18T21:40:22","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=107609"},"modified":"2019-09-18T20:18:09","modified_gmt":"2019-09-18T23:18:09","slug":"morte-na-amazonia-brasileira-antes-da-emissao-do-co2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=107609","title":{"rendered":"Morte na Amaz\u00f4nia brasileira antes da emiss\u00e3o do CO2"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Por Marcele Luize<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Como \u00e9 sublime<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Saber amar<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Com a alma adorar<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">A terra onde se nasce!<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Amor febril<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Pelo Brasil<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">No cora\u00e7\u00e3o<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Nosso que passe<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\"><strong>Excerto da Can\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">A Amaz\u00f4nia brasileira \u00e9 do mundo? Algu\u00e9m parou para pensar que na biodiversidade da floresta existe uma sociedade? Pessoas. Unidas por uma cultura que representa a diversidade do Brasil, que \u00e9 belamente representada nas fotos da &#8220;National Geografic&#8221; ou n\u00e3o. E que \u00e9 repleta de horrores escancarados para quem se aproxima. E o mundo se aproxima numa cortina de fuma\u00e7a, apenas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Sobrevoar a floresta e ver clareiras \u00e9 assustador at\u00e9 para uma crian\u00e7a que v\u00ea terra seca no meio do verde. Sempre foi, porque fui uma crian\u00e7a assustada com isso h\u00e1 mais de 30 anos. Passear num barco em qualquer afluente do rio Amazonas e ver a madeira rolando aos montes puxada por barcos menores. Madeira de quem, pra quem, derrubada por quem a que custo? No barco de passeio, a pobreza, n\u00e3o a simplicidade, (a mis\u00e9ria mesmo) se mostra.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Na m\u00e3e que carrega crian\u00e7as nuas e descal\u00e7as, a crian\u00e7a praticando a mendic\u00e2ncia, na prostitui\u00e7\u00e3o percept\u00edvel, no alcoolismo como fuga, hist\u00f3rias tr\u00e1gicas contadas. Fome n\u00e3o \u00e9 elemento cultural.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">O trabalhador da Amaz\u00f4nia \u00e9 quase escravo. Sobrevive em meio a faltas trazidas na hist\u00f3rica precariedade da explora\u00e7\u00e3o da floresta. Essa gente n\u00e3o desfruta do que a Amaz\u00f4nia oferece, nem do ar. O trabalho \u00e9 pesado, a remunera\u00e7\u00e3o \u00e9 uma piada. E n\u00e3o, a vida ali n\u00e3o \u00e9 barata. Enquanto uma crian\u00e7a num Boeing descobre os buracos da floresta, outras trabalham ou sujeitam-se a prostitui\u00e7\u00e3o. Desigualdade feroz. H\u00e1 quem lucre com a persist\u00eancia do ciclo da mis\u00e9ria na regi\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 imagina\u00e7\u00e3o. A &#8220;maldade&#8221; do dono da motosserra n\u00e3o come\u00e7a com a morte da \u00e1rvore.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">A preocupa\u00e7\u00e3o com a vida que acaba com a queimada e com a vida amea\u00e7ada pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas trazidas pela explora\u00e7\u00e3o destrutiva da floresta estampada nos jornais do mundo todo parece manca e hip\u00f3crita. Realmente haveria preocupa\u00e7\u00e3o com a vida? Ou apenas com a que ser\u00e1 atingida futuramente pela morte da floresta? Se n\u00e3o h\u00e1 inc\u00f4modo nenhum com a morte do povo ind\u00edgena que restou e a dos ribeirinhos, ou mesmo com os moradores das cidades que nasceram das vilas formadas na beira dos rios ou formada nas primeiras veias abertas na mata desde a invas\u00e3o dos colonizadores. Se n\u00e3o h\u00e1 visibilidade para isso, n\u00e3o h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o real com a vida. Com os moradores de palafitas, j\u00e1 que a &#8220;periferia&#8221; amaz\u00f4nica n\u00e3o \u00e9 perif\u00e9rica, \u00e9 central, entranhada, de dif\u00edcil acesso, de f\u00e1cil extin\u00e7\u00e3o. Algu\u00e9m considera?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Que o jornalismo a la David Copperfield continuar\u00e1 existindo \u00e9 fato. Existir\u00e1, mas \u00e9 preciso duvidar. Trago a d\u00favida da real preocupa\u00e7\u00e3o com a vida. Negar a afirma\u00e7\u00e3o e negar e negar at\u00e9 que o emp\u00edrico revele, \u00e9 m\u00e9todo. O n\u00e3o \u00e9 o primeiro passo para a dial\u00e9tica, do complexo, do racional, diferente de loucura, da cren\u00e7a pela cren\u00e7a. Existem pesquisas, estudos, teorias e existe ci\u00eancia demonstrando o que vivemos atualmente no \u00e2mbito comunicacional, desastrosamente distante dos acad\u00eamicos brasileiros da comunica\u00e7\u00e3o, de maneira geral. Que dir\u00e1 os que a praticam? Eu diria que \u00e9 a guerra h\u00edbrida, onde a granada \u00e9 o discurso e a bomba at\u00f4mica a intelig\u00eancia artificial que j\u00e1 \u00e9 capaz de descrever, gestar padr\u00f5es aproximados de seu sentimento por meio dos seus cliques. O buraco \u00e9 mais embaixo. Salvar o planeta enquanto um povo morre por necessidades triviais. Que tipo de salva\u00e7\u00e3o \u00e9 essa?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">E reproduzimos o discurso por aus\u00eancia de curiosidade, satura\u00e7\u00e3o emocional, conduzidos pela ilus\u00e3o do que somos induzidos a ver, porque nosso c\u00e9rebro \u00e9 programado para aceitar o que \u00e9 sugestionado. Quem questionaria uma preocupa\u00e7\u00e3o de origem t\u00e3o pura quanto a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 vida, ao meio ambiente, a sustentabilidade necess\u00e1ria. Entretanto, no momento s\u00e3o palavras que justificar\u00e3o movimenta\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas que j\u00e1 est\u00e3o acontecendo, ainda que sem clareza para muitos de n\u00f3s brasileiros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Antes da emiss\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico, que escandaliza o mundo, j\u00e1 existem mortos assassinados e enterrados desde o Brasil oficialmente Col\u00f4nia. Mortos hoje e ontem. Popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena primeiramente dizimada. E vindo dela, a popula\u00e7\u00e3o ribeirinha, isolada, distante de qualquer cidade, separada pela imensid\u00e3o do rio e pela vida prec\u00e1ria ao extremo. Sem acesso ao saneamento b\u00e1sico, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o ou \u00e0 sa\u00fade. Uma popula\u00e7\u00e3o explorada, escravizada, faminta, que naturalizou a prostitui\u00e7\u00e3o infantil recebendo como moeda de troca pelo abuso de uma crian\u00e7a de 8 anos, um saco de farinha. Abusadores l\u00edderes da derrubada de madeira, os que ali v\u00e3o de passagem e levam o que podem da floresta e da popula\u00e7\u00e3o local. Exemplos vistos e n\u00e3o contados. \u00c9 claro que dentro dos \u00faltimos anos ocorreu algum progresso na sobrevida desta popula\u00e7\u00e3o, entretanto de maneira sazonal e n\u00e3o permanente. N\u00e3o pretendo enumerar entrelinhas sobre a floresta ou sobre o povo, para quem \u00e9 negado o &#8220;acesso&#8221; \u00e0 dignidade ou qualquer direito b\u00e1sico constitucional, para quem gosta do palavreado oficial de uma Constitui\u00e7\u00e3o recente e v\u00e1rias vezes desvalidada, n\u00e3o contem comigo. &#8220;Eu mando&#8221;, disse o presidente, assim como nos contos mon\u00e1rquicos os reis declaravam-se Lei.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">O ser humano vale nada na floresta, antes do valor da \u00e1rvore, do bicho, da biodiversidade e do pasto posterior. A morte \u00e9 anterior aos problemas clim\u00e1ticos e ambientais postos a todo momento, e considerados com raz\u00e3o. Mas como escreveu o poeta Lu\u00eds Fontana e cantou Nilson Chaves, \u00e9 &#8220;o Tio Sam tirando casca do Brasil&#8221;. O imperialismo, a depend\u00eancia econ\u00f4mica e a fal\u00eancia da social democracia inconclusa, parecem aceitar com naturalidade a assinatura do chefe de estado (aqui propositalmente posto em letras min\u00fasculas) para que &#8220;ladr\u00f5es de terra&#8221;, grandes senhores do setor agropecu\u00e1rio, partid\u00e1rios da bancada do boi, possam faturar ainda mais por meio da explora\u00e7\u00e3o, da abertura de mais clareiras para pastos, do rolar da madeira e do fogo em conseq\u00fc\u00eancia disso. E o que fazemos perante a situa\u00e7\u00e3o al\u00e9m de pedir para que se reze pela Amaz\u00f4nia, fazendo da hashtag no Twitter uma bandeira de luta. Apenas para ver, indignados paneleiros, &#8220;o circo pegar fogo&#8221;. N\u00e3o posso nesse contexto deixar de citar Fontana e Chaves novamente, para quem conhece a m\u00fasica Tango Amaz\u00f4nico, &#8220;o Tio Sam que v\u00e1 pra pqp&#8230;&#8221; E cantado por Nilson em outra can\u00e7\u00e3o, aqui transcrevo &#8220;Eu olho o futuro e pergunto pra ins\u00f4nia\/ Ser\u00e1 que o Brasil nunca viu a Amaz\u00f4nia?&#8221;. Ah, Nilson! N\u00e3o, nunca viu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Talvez por essas e outras eu n\u00e3o tenha me espantado com a publica\u00e7\u00e3o de uma atriz norte-americana, filha de atores e \u00edcone juvenil, explicitando a situa\u00e7\u00e3o do desflorestamento acelerado da Amaz\u00f4nia brasileira e elencando no formato de itens pr\u00e1ticos o que fazer pela floresta. Entre as coloca\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de colaborar com ONGs que trabalham no local, votar (no momento oportuno) em candidatos que se importem com o desmantelamento do Planeta Terra, claro que em palavras ecologicamente corretas. Em ingl\u00eas. O discurso \u00e9 deles. O recado n\u00e3o \u00e9 para os brasileiros. &#8220;A Am\u00e9rica \u00e9 para os americanos&#8221; e a floresta para qualquer outro senhor de engenho na disputa da pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia como senhor, no capitalismo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\"><strong>Incapacidade declarada<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">O l\u00edder brasileiro posto, assim como o discurso oficial dos minist\u00e9rios e o pr\u00f3prio parlamento t\u00eam declarado em alto e bom som que o pa\u00eds \u00e9 incapaz de cuidar do problema ambiental em foco. Em contrapartida, \u00e9 poss\u00edvel ter em conta vers\u00f5es diferentes de militares nacionalistas que ainda defendem a fun\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o militar brasileira como pac\u00edfica e de car\u00e1ter exclusivamente protetivo. Durante anos o Ex\u00e9rcito Brasileiro preparou seus pertencentes n\u00e3o somente para guerra, j\u00e1 que esta n\u00e3o \u00e9 ou n\u00e3o era o prop\u00f3sito das for\u00e7as armadas. Preparando-se sempre para a defesa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">A ridiculariza\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o armada feita pelo atual presidente, segundo alguns militares que trabalharam na regi\u00e3o da &#8220;selva&#8221; (como o grito de guerra), \u00e9 a mostra de uma vis\u00e3o entreguista constitu\u00edda no interior das for\u00e7as armadas, com os arremedos de preconceitos e racioc\u00ednio raso. O caso recente do suposto embate contra a Venezuela faria parte de um discurso de demonstra\u00e7\u00e3o de fracasso e incapacidade, fruto de movimentos que n\u00e3o possuem como estrat\u00e9gia o que \u00e9 exposto ao p\u00fablico. Prop\u00f5e confundir.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Acontece que as For\u00e7as Armadas trabalham em defesa da floresta, al\u00e9m da defesa territorial. Demarca\u00e7\u00e3o territorial presencial, acompanhada de guias nativos s\u00e3o narradas por tais militares que realizaram este trabalho. Relat\u00f3rios ao estilo Pero Vaz de Caminha eram escritos no caminho percorrido, de ponta a ponta. N\u00e3o \u00e0 toa o treinamento era de sobreviv\u00eancia na selva. Descri\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies de \u00e1rvores nobres e plantas diversas, sua utilidade, localiza\u00e7\u00e3o, os animais, as sensa\u00e7\u00f5es e barulhos da mata eram colocados, al\u00e9m do relatado pelo guia. Fossem tiros ouvidos na fronteira, movimenta\u00e7\u00e3o na mata, barulho de motosserra. O relat\u00f3rio dos fatos e a den\u00fancia iam parar em m\u00e3os do general respons\u00e1vel pela miss\u00e3o local.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Ocorre que contam os que serviram na selva que j\u00e1 h\u00e1 vinte anos ou mais, que havia uma ala militar contrariada com a execu\u00e7\u00e3o desse trabalho, que internamente pediam a extin\u00e7\u00e3o ou a &#8220;simplifica\u00e7\u00e3o&#8221; dos relatos e suas min\u00facias, alegando falta de necessidade de tanto ou preciosismo. Os discursos de chacota: &#8220;l\u00e1 vem o Caxias (perfeccionista chato)&#8221; combina perfeitamente com o daquele que diz ser nacionalista e na verdade n\u00e3o defende interesses nacionais de fato, diz amar ao pa\u00eds, mas por vezes se confunde de bandeira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Para os que trabalharam<em> in loco<\/em>, as declara\u00e7\u00f5es da parte do presidente da Rep\u00fablica e as atitudes em rela\u00e7\u00e3o ao Exerc\u00edcio s\u00e3o pela desmoraliza\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o e do pr\u00f3prio pa\u00eds, em raz\u00e3o de uma atitude entreguista, privatista, inconstitucional e contra qualquer princ\u00edpio. \u00c9 por esta raz\u00e3o que &#8220;um militar sem forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e ideol\u00f3gica \u00e9 um criminoso em potencial&#8221;, como declarou o l\u00edder africano Thomas Sankara. Militar e revolucion\u00e1rio que chegou \u00e0 presid\u00eancia de Burquina Fasso, logo ap\u00f3s a liberta\u00e7\u00e3o do jugo franc\u00eas. Assassinado ap\u00f3s beneficiar a popula\u00e7\u00e3o com pol\u00edticas de melhoria social.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Existem homens no Ex\u00e9rcito brasileiro que acreditam na democracia e em uma na\u00e7\u00e3o socialmente justa e lutam por ela, ali\u00e1s com mais veem\u00eancia do que certos partid\u00e1rios ditos sociais democratas. Uma ala que talvez n\u00e3o deva ser ignorada. S\u00e3o cidad\u00e3os que possuem em seu discurso e a\u00e7\u00f5es a busca pela justi\u00e7a social, pela paz, pelos direitos universais. Pelo amor e emo\u00e7\u00e3o pela p\u00e1tria sem gritos de gol. Quem sabe n\u00e3o seria uma for\u00e7a, ainda ignorada, com potencial para se aglutinar \u00e0 luta da conscientiza\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias do poderio econ\u00f4mico pela continuidade da explora\u00e7\u00e3o do chamado terceiro mundo. Contra os agentes externos e internos, fardados ou n\u00e3o, que conflagram a mis\u00e9ria e humilha\u00e7\u00e3o de nosso povo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">No Brasil fragilizado e crente na hist\u00f3ria contada,replicada e irreal, \u00e9 preciso duvidar do discurso oficial e das hist\u00f3rias reproduzidas nas redes sociais. A &#8220;informa\u00e7\u00e3o ao alcance&#8221; tamb\u00e9m \u00e9 perigosa. F\u00e1cil alcance, quase como um costume. \u00c9 preciso indagar-se a respeito da inten\u00e7\u00e3o de cada jogada, cada not\u00edcia, cada fala &#8220;irracional&#8221;. N\u00e3o \u00e9 assim tamb\u00e9m nas disputas no mundo do trabalho, nos problemas de fam\u00edlia, nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais? Que o diferencial seja a racionalidade dentro da guerra de comunica\u00e7\u00e3o na qual estamos inseridos em formato de entretenimento nas redes sociais frente a verdades absolutas proclamadas de maneira acalorada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Marcele Luize, jornalista e escritora.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sobrevoar a floresta e ver clareiras \u00e9 assustador at\u00e9 para uma crian\u00e7a que v\u00ea terra seca no meio do verde. Sempre foi, porque fui uma crian\u00e7a assustada com isso h\u00e1 mais de 30 anos. Passear num barco em qualquer afluente do rio Amazonas e ver a madeira rolando aos montes puxada por barcos menores. Madeira de quem, pra quem, derrubada por quem a que custo? No barco de passeio, a pobreza, n\u00e3o a simplicidade, (a mis\u00e9ria mesmo) se mostra.<br \/>\nNa m\u00e3e que carrega crian\u00e7as nuas e descal\u00e7as, a crian\u00e7a praticando a mendic\u00e2ncia, na prostitui\u00e7\u00e3o percept\u00edvel, no alcoolismo como fuga, hist\u00f3rias tr\u00e1gicas contadas. Fome n\u00e3o \u00e9 elemento cultural. Leia este v\u00edvido ensaio.<\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":107614,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17,2],"tags":[2334,3034,1081,3035],"class_list":["post-107609","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-analise-de-conjuntura","category-home","tag-amazonia","tag-marcele-luize","tag-militares","tag-preservacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/107609","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=107609"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/107609\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/107614"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=107609"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=107609"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=107609"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}