{"id":106970,"date":"2019-08-04T12:38:20","date_gmt":"2019-08-04T15:38:20","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=106970"},"modified":"2019-08-04T15:13:38","modified_gmt":"2019-08-04T18:13:38","slug":"volta-dos-militares-a-carta-nao-na-manga-mas-no-coturno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=106970","title":{"rendered":"Volta dos militares: a carta \u2013 n\u00e3o na manga \u2013 mas no coturno"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 14pt; font-family: helvetica, arial, sans-serif;\"><strong>Resenha de Piero Leirner sobre o livro &#8220;<a href=\"https:\/\/livrariadaopera.com.br\/produto\/carta-no-coturno-a-volta-do-partido-fardado-no-brasil\/\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Carta no Coturno<\/span><\/a>&#8220;, de Andr\u00e9 Ortega e Pedro Marin<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Um \u00f3timo livro est\u00e1 na pra\u00e7a. Trata-se de \u201cCarta no Coturno\u201d, de Andr\u00e9 Ortega e\u00a0<a class=\"profileLink\" title=\"Pedro Marin\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marin.opera?__tn__=%2CdK-R-R&amp;eid=ARCIx4EKZFtH5TFhriaw6jmYn9Aik-af8fTkg9Vn6E4NEom2k652ZQV6ybomPHlKPJuPRGiPkX8-0X4q&amp;fref=mentions\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=100000922226745&amp;extragetparams=%7B%22__tn__%22%3A%22%2CdK-R-R%22%2C%22eid%22%3A%22ARCIx4EKZFtH5TFhriaw6jmYn9Aik-af8fTkg9Vn6E4NEom2k652ZQV6ybomPHlKPJuPRGiPkX8-0X4q%22%2C%22fref%22%3A%22mentions%22%7D\" data-hovercard-prefer-more-content-show=\"1\">Pedro Marin<\/a>. Lan\u00e7ado muito recentemente, e escrito no calor da hora, \u00e9 um conjunto de ensaios, intui\u00e7\u00f5es e pesquisas que n\u00e3o tem paralelo organizado em uma s\u00f3 tacada. Tudo junto, forma um diagn\u00f3stico \u2013 que n\u00e3o d\u00e1 para ser resumido, pois \u00e9 profundo. Mas sem querer dar um spoiler, basta seguir o pr\u00f3prio subt\u00edtulo para ver qual \u00e9 o horizonte que ele aponta: a volta do \u201cpartido fardado\u201d no Brasil. A express\u00e3o \u00e9 de um dos que mais entendeu do que se trata o papel militares do Brasil, Oliveiros Ferreira. Ele, que foi o respons\u00e1vel para colocar minha orientadora,\u00a0<a class=\"profileLink\" title=\"Maria Lucia Montes\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/mlmontes2?__tn__=%2CdK-R-R&amp;eid=ARAArQqx-SuIcQN9JoQalHvpf5BRAlvtuvNzutPai3BN9cNSwkmHPfvn7c0SBCxuSyMYWDWyw07ENota&amp;fref=mentions\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=1665891154&amp;extragetparams=%7B%22__tn__%22%3A%22%2CdK-R-R%22%2C%22eid%22%3A%22ARAArQqx-SuIcQN9JoQalHvpf5BRAlvtuvNzutPai3BN9cNSwkmHPfvn7c0SBCxuSyMYWDWyw07ENota%22%2C%22fref%22%3A%22mentions%22%7D\" data-hovercard-prefer-more-content-show=\"1\">Maria Lucia Montes<\/a>, e eu, em 1991, para estudar \u201cetnograficamente\u201d os militares, sempre dizia: \u201cO Partido Fardado \u00e9 mais estado de esp\u00edrito que organiza\u00e7\u00e3o\u201d. Foi assim que fui estudar hierarquia, o que para ele \u00e9 o equivalente sociol\u00f3gico para o esp\u00edrito militar ao que \u00e9 a pol\u00edtica para o esp\u00edrito da guerra: o limite do real, a necessidade imanente de se criar uma forma sint\u00e9tica \u00e0 puls\u00e3o ilimitada que o poder e a viol\u00eancia projetam a partir dos seus fundamentos mais puros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Oliveiros sempre detectou que o \u201cpartido\u201d \u2013 quase uma express\u00e3o do descontrole dessa puls\u00e3o \u2013 \u00e9 praticamente coator do Estado no Brasil. \u201cO Ex\u00e9rcito, j\u00e1 o assinalamos, foi desde o in\u00edcio da nacionalidade, a grande armadura que sustentou a unidade da P\u00e1tria &#8230;&#8221; (Gen. Lyra Tavares); \u201cO Ex\u00e9rcito, como institui\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica por excel\u00eancia, como verdadeira ossatura da nacionalidade \u00e9, por sua natureza a institui\u00e7\u00e3o que primeiro e mais rapidamente deve se recompor, tanto \u00e9 verdade que a integridade da P\u00e1tria, mais que a do regime, repousa em sua efici\u00eancia.\u201d (Gen. Jos\u00e9 Pessoa Albuquerque). A \u201cNa\u00e7\u00e3o que nasce em Guararapes, junto com o Ex\u00e9rcito Nacional\u201d, \u00e9 o bord\u00e3o atual. E as interven\u00e7\u00f5es? E o que vimos na hist\u00f3ria da Rep\u00fablica? Desde seu in\u00edcio, volta e meia o \u201cPartido\u201d volta a aparecer irrompendo como uma sombra hobbesiana retro-projetada. A grande parte das an\u00e1lises acad\u00eamicas sempre se perguntou \u201ca mando de quem?\u201d. Esse \u00e9 um ponto que, se li certo, os autores s\u00e3o taxativos: ruindo os filtros que bloqueiam o acesso da guerra \u00e0 pol\u00edtica, as elites mandam as institui\u00e7\u00f5es \u00e0s favas e a guerra passa a ordenar o jogo pol\u00edtico (e este a ela), imbricando seus horizontes e coincidindo seus centros de gravidade: \u201cAs elites, at\u00e9 o momento, t\u00eam prefer\u00eancia pelas apar\u00eancias democr\u00e1ticas (&#8230;). Por que parecem recorrer \u00e0 via autorit\u00e1ria? Porque assim a t\u00eam na manga &#8211; ou no coturno\u201d (p. 30).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">O que vemos ao longo do livro \u00e9 como os militares se prepararam em v\u00e1rios n\u00edveis para novamente realizar esta fus\u00e3o de horizontes. Conclusivamente eles apontam, em v\u00e1rias partes do livro, que o destino n\u00e3o pode ser outro sen\u00e3o a tomada do poder. Retirando o tom exclusivista e um pouco irritante da conjun\u00e7\u00e3o entre an\u00e1lise e previs\u00e3o (\u201cs\u00f3 n\u00f3s vimos, s\u00f3 n\u00f3s sabemos\u201d; \u201cfaltam especialistas\u201d; \u201cos que sabem n\u00e3o falam\u201d, etc [p. 12]; gente, n\u00e3o \u00e9 bem assim&#8230;), \u00e9 verdade, e \u00e9 nosso dever refletir a respeito, que pouca gente foi nessa dire\u00e7\u00e3o. O Duplo Expresso tamb\u00e9m foi, mas n\u00e3o organizou livro; n\u00e3o faz revista; \u00e9 ca\u00f3tico por op\u00e7\u00e3o, desde os tempos em que \u00e9ramos um bate-papo reunido em \u201cromulus.br\u201d, com o\u00a0<a class=\"profileLink\" title=\"Romulus Maya\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/romulus.maya?__tn__=%2CdK-R-R&amp;eid=ARB1OFqWM7bNCJ8gMuEbAFLVceSjBBbpLYoJXvN3nwfLHR9G1SYUtK_WPj2nmuy_X4XixGzbp6tElqor&amp;fref=mentions\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=100008108688607&amp;extragetparams=%7B%22__tn__%22%3A%22%2CdK-R-R%22%2C%22eid%22%3A%22ARB1OFqWM7bNCJ8gMuEbAFLVceSjBBbpLYoJXvN3nwfLHR9G1SYUtK_WPj2nmuy_X4XixGzbp6tElqor%22%2C%22fref%22%3A%22mentions%22%7D\" data-hovercard-prefer-more-content-show=\"1\">Romulus Maya<\/a>\u00a0\u00e0 frente, em 2016. Eu mesmo sou cobrado a faz\u00ea-lo, mas mesmo correndo contra o tempo, sabemos &#8211; como sempre dizem o meu parceiro Luiz Henrique de\u00a0<a class=\"profileLink\" title=\"Luiz Henrique Toledo\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100007255770662&amp;__tn__=%2CdK-R-R&amp;eid=ARBNK3-VDs5qqmGBBJ_9vyclmCu1_FRojh_1uFKvXI15eSYhWWCzL0STvQOC4KZaLLIZhZF_6eq2A0fD&amp;fref=mentions\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=100007255770662&amp;extragetparams=%7B%22__tn__%22%3A%22%2CdK-R-R%22%2C%22eid%22%3A%22ARBNK3-VDs5qqmGBBJ_9vyclmCu1_FRojh_1uFKvXI15eSYhWWCzL0STvQOC4KZaLLIZhZF_6eq2A0fD%22%2C%22fref%22%3A%22mentions%22%7D\" data-hovercard-prefer-more-content-show=\"1\">Luiz Henrique Toledo<\/a>\u00a0e minha companheira\u00a0<a class=\"profileLink\" title=\"Aline Iubel\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/aline.iubel?__tn__=%2CdK-R-R&amp;eid=ARAjoKw2G5X9c_uE2R_B_EgtDKfR0Ni1MzEJXPEbeNcssw8kj9aMqs6QhpZzm7UNMokqdfuJwYi30HdY&amp;fref=mentions\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=1050206636&amp;extragetparams=%7B%22__tn__%22%3A%22%2CdK-R-R%22%2C%22eid%22%3A%22ARAjoKw2G5X9c_uE2R_B_EgtDKfR0Ni1MzEJXPEbeNcssw8kj9aMqs6QhpZzm7UNMokqdfuJwYi30HdY%22%2C%22fref%22%3A%22mentions%22%7D\" data-hovercard-prefer-more-content-show=\"1\">Aline Iubel<\/a>\u00a0&#8211; que o tempo acad\u00eamico \u00e9 insuportavelmente lento. Mas isso n\u00e3o importa. Importa o livro dos caras. N\u00e3o se trata de concordar com 100% do que est\u00e1 l\u00e1, mas de se estar aberto para onde o diagn\u00f3stico aponta; por exemplo, minha hip\u00f3tese sobre o que est\u00e1 acontecendo \u00e9 \u201cparalela\u201d, vai na mesma dire\u00e7\u00e3o s\u00f3 que em uma pista diferente. N\u00e3o vou ficar detalhando o livro aqui ponto por ponto, at\u00e9 porque isso vale muita tinta, mas sobretudo porque acho que \u00e9 interessante que todo mundo que estiver lendo esta mensagem compre o livro e veja por si.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Vamos dizer que o que mobiliza o livro s\u00e3o os eventos a partir de 2016. O impeachment como solu\u00e7\u00e3o de uma substitui\u00e7\u00e3o dos tais filtros que procuram produzir um rearranjo moral e institucional, mas que come\u00e7am a virar p\u00f3 ao acionar a \u201ccarta no coturno\u201d. As an\u00e1lises come\u00e7am nessa \u00e9poca tamb\u00e9m. O que n\u00e3o impede, em cap\u00edtulos valiosos, mostrar como o gatilho estava sendo armado desde antes: a Doutrina Monroe e seus agentes internos; a Doutrina de Seguran\u00e7a Nacional, uma verdadeira cosmologia militar; um cap\u00edtulo \u00fanico sobre a Biblex e sua fun\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o de uma \u201cintelectualidade org\u00e2nica\u201d que penetra as academias militares; amostras muito importantes de como se liga o anti-comunismo \u00e0 no\u00e7\u00f5es de contra-insurg\u00eancia, e, especialmente, das vis\u00f5es mais recentes que incorporam toda uma problem\u00e1tica (nada trivial e nada \u00f3bvia) de como o \u201csistema do terreno humano\u201d e uma vis\u00e3o baseada na teorias do (Ex) Coronel da USAF, John Boyd formam, na verdade, um verdadeiro atestado para que o Ex\u00e9rcito se adaptasse aos novos tempos, e criasse sua vers\u00e3o atual do \u201cinimigo interno\u201d (Boyd, como insistentemente venho falando, \u00e9 o protoplasma dos manuais \u201cOpsi\u201d da Guerra H\u00edbrida, junto com outros que o seguem, como os Coroneis Richard Szafranski e Frank Hoffman [se estes s\u00e3o as m\u00e3es desse monstrengo, Boyd \u00e9 o pai]).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Vou tocar mais nesse tema, pois me intrigou por que, afinal de contas, tendo chegado a pontos que v\u00e3o de encontro aos temas correlatos aos que tocamos toda santa semana no DE (entre eles, essa praga que falo desde 2009, o \u201cHuman Terrain\u201d, que por motivos \u00f3bvios, s\u00f3 percebi seu por conta do envolvimento de antrop\u00f3logos na linha de contato com o inimigo), os autores n\u00e3o insistem no tema da guerra h\u00edbrida no Brasil. Isso, imagino eu, \u00e9 proposital, pois eles identificam uma certa oposi\u00e7\u00e3o (em termos de cosmologia militar) entre uma passagem de Clausewitz para uma condi\u00e7\u00e3o \u201cp\u00f3s-qualquer coisa\u201d (que na minha interpreta\u00e7\u00e3o jamais foi moderna, at\u00e9 por retomar Sun-Tzu); de um achatamento do n\u00edvel estrat\u00e9gico para um \u201coverload\u201d t\u00e1tico; de um escamoteamento dos atores nacionais para uma \u201cfractaliza\u00e7\u00e3o\u201d da guerra em m\u00faltiplas escalas (o exemplo da Ex-Iugusl\u00e1via \u00e9 excelente). Creio que eles t\u00eam certa raz\u00e3o em fazer uma defesa de Clausewitz (e colocar isso no livro, que, repito, o faz de maneira nada \u00f3bvia nem trivial), pois, no fim, essas no\u00e7\u00f5es podem (mas n\u00e3o necessariamente devem) levar a uma oblitera\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o imperialista que no fundo est\u00e1 acionando grande parte desse jogo. Nesse sentido vale adiantar a refer\u00eancia que eles trazem \u00e0s obras de Moniz Bandeira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Isso de um lado. Mas, de outro, fiquei tamb\u00e9m me perguntando se essa defesa de Clausewitz \u2013 e consequente constru\u00e7\u00e3o de uma imagem mais cl\u00e1ssica de um \u201cgolpe\u201d, \u00e0 maneira que Luttwack descreveu no sensacional \u201cGolpe de Estado: um guia pr\u00e1tico\u201d (aqui traduzido pela Paz e Terra) \u2013, no fundo tamb\u00e9m n\u00e3o tem a ver com o diagn\u00f3stico desesperador \u2013 e certeiro! \u2013 das respostas que o cirandeirismo da esquerda tem dado do outro lado. As resist\u00eancias \u201cmultitudinais\u201d e \u201cfluidas\u201d \u00e0 Negri, \u201cinfinitesimais\u201d e \u201cbiopol\u00edticas\u201d que resultaram numa leitura tosca do identitarismo, etc., enfim, toda a nega\u00e7\u00e3o da esquerda em se filiar \u00e0 estrat\u00e9gia como \u00fanico ponto de sobreviv\u00eancia frente ao \u00f3bvio: o trator n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um arado motorizado, ele vem com todas as m\u00e1quinas para transformar a terra em um grande cimentado. O apelo a Clausewitz tem assim toda a raz\u00e3o, a esquerda se tornou uma banana amassada. A cara de \u201cn\u00e3o sei\u201d do petismo enquanto Villas-Boas tuitava que o Ex\u00e9rcito estava agradecido pela \u201csinergia\u201d com o TRF-4 me faz perguntar, at\u00e9 hoje, por que raios algu\u00e9m ainda acredita que \u201cas institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o funcionando\u201d, e pensa que as elei\u00e7\u00f5es em 2022 v\u00e3o ser diferentes (se houver) das de 2018.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Nada disso que estamos presenciando vai aliviar. A pol\u00edtica parece funcionar para os comentaristas de jornal, mas a guerra continua agindo como uma \u201cinfraestrutura\u201d. O problema, e eles reconhecem isso, \u00e9 que em dado momento essas teorias que vem de Boyd \u2013 e que alimentam a tal guerra h\u00edbrida \u2013 n\u00e3o s\u00f3 come\u00e7am a \u201cpegar\u201d como tamb\u00e9m come\u00e7am a moldar o mundo \u00e0 sua imagem. Por isso mesmo acho que n\u00e3o podemos nos desapegar tanto assim da guerra h\u00edbrida (ali\u00e1s, eu nem diria tanto essa, seguindo aquele roteiro de \u201crevolu\u00e7\u00e3o colorida\u201d + \u201cguerra n\u00e3o convencional\u201d; uso na falta de termo melhor e mais vis\u00edvel, mas para mim aqui foi e \u00e9 o laborat\u00f3rio de uma vers\u00e3o 2.0 disso), uma vez que ELA PR\u00d3PRIA INSTITUI OS MECANISMOS DE SUA AUTO-REFER\u00caNCIA. A guerra h\u00edbrida se orna uma profecia auto-realiz\u00e1vel no momento mesmo em que ela dissimula a ideia de que ela existe. Afinal, ningu\u00e9m est\u00e1 vendo tanques nas ruas. Mais do que isso, foi preciso, como bem notam os autores de \u201cCarta&#8230;\u201d, que as \u201camea\u00e7as\u201d fossem disparadas ara dentro das For\u00e7as Armadas, para que o resto viesse: pilhas de procuradores e ju\u00edzes fazendo cursos na ESG, Mour\u00f5es &amp; cia falando na Ma\u00e7onaria, nos Institutos Milleniuns, nas XPs e etc.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Isto \u00e9, um dos pontos dessa nossa guerra h\u00edbrida foi em primeiro lugar usar seus mecanismos na desestabiliza\u00e7\u00e3o cognitiva dos seus portadores, os militares. N\u00e3o d\u00e1 para desenvolver isso aqui, mas quem acompanha o Duplo Expresso sabe que estamos insistindo h\u00e1 tempos que esses mecanismos \u2013 abordagem indireta, terceiriza\u00e7\u00e3o, infiltra\u00e7\u00e3o, opera\u00e7\u00f5es em \u201chedge\u201d, estrat\u00e9gia de pin\u00e7a, disson\u00e2ncia cognitiva, dissimula\u00e7\u00e3o, criptografia, contradi\u00e7\u00f5es, confus\u00f5es, hibridismos, false flags, vi\u00e9s de confirma\u00e7\u00e3o, etc. \u2013 foram aplicados tamb\u00e9m nas For\u00e7as Armadas, e por elas. Quem come\u00e7ou? Um grupo seleto de Generais, que sabem bem o que fazem. A\u00ed tem cadeia de comando, nada come\u00e7a com o tenente no pelot\u00e3o. Se quiserem saber quem s\u00e3o basta ir \u00e0 sua correia de transmiss\u00e3o, o defesanet, e olhar o que eles est\u00e3o falando (e de l\u00e1 \u201cpara dentro\u201d inclusive, h\u00e1 tempos). Podemos sim os chamar de \u201cPartido Fardado\u201d, isso est\u00e1 cada dia mais claro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Portanto, sem negar Clausewitz, diria que a cosmologia atual n\u00e3o matou a estrat\u00e9gia, mas se produziu a fus\u00e3o dessa com os n\u00edveis operacional e t\u00e1tico como \u201cfun\u00e7\u00e3o ilus\u00f3ria\u201d ou \u201cideol\u00f3gica\u201d com um prop\u00f3sito bem claro, que \u00e9&#8230; Estrat\u00e9gico! E qual seria? Este \u00e9 meu ponto, que abre um paralelismo ao dos autores: quanto mais se mantiver a percep\u00e7\u00e3o de que \u201cas institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o funcionando\u201d; quanto mais se tiver um para-raios \u00fatil como Bolsonaro esticando a corda; quanto mais o jogo for traduzido em termos de uma falta de percep\u00e7\u00e3o de que os militares t\u00eam um projeto de longo prazo, que dispensa o \u201cGoverno\u201d e torna este um acess\u00f3rio de um outro n\u00edvel de atua\u00e7\u00e3o no Estado; enfim, quanto mais eles forem vistos como a alma racional e salvadora de toda sorte de caos que eles mesmos fabricaram, melhor (para eles). N\u00e3o temos d\u00favida que o ponto \u00e9 produzir um aparelhamento que torna a rela\u00e7\u00e3o entre civis e elites produzida a partir do fim do regime militar obsoleta. Tudo agora ter\u00e1 que passar por eles, a come\u00e7ar toda a infra-estrutura, e a ind\u00fastria de defesa. N\u00e3o h\u00e1 mais Odebrecht nem estatal \u201cpetista\u201d fazendo submarino&#8230; Ah sim, botaram na m\u00e3o dos americanos e cia, mas se pergunte quem no board das decis\u00f5es vai fazer as intermedia\u00e7\u00f5es? Esse papel de \u201coficial de liga\u00e7\u00e3o\u201d passa agora por uma turma que n\u00e3o vai sair de l\u00e1 t\u00e3o cedo, se \u00e9 que vai. Tudo se encaixa com esse projeto de ger\u00eancia local do alinhamento (Extra-Otan) aos EUA. H\u00e1 tamb\u00e9m uma op\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica e cultural a\u00ed, eles falam abertamente disso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">O ponto \u00e9 que n\u00e3o d\u00e1 para dizer que o Estado brasileiro foi v\u00edtima de uma \u201cguerra h\u00edbrida\u201d em termos \u201ccl\u00e1ssicos\u201d. Ele pr\u00f3prio \u2013 ali\u00e1s, a parte \u201cdura\u201d de seu n\u00facleo de poder \u2013 foi produtor e indutor dela; e, \u00e9 preciso dizer, ela n\u00e3o terminou. O ponto \u00e9 mesmo faz\u00ea-la virar permanente \u2013 guerra e pol\u00edtica se fundiram de vez, assim como guerra e paz. Nesse ponto, concordo com Ortega e Marin, mas a partir de outro \u201cm\u00e9todo\u201d ou \u201cmeio\u201d. Tanto que onde eles enxergam \u201cpassividade\u201d e \u201ccren\u00e7a nas Institui\u00e7\u00f5es\u201d dos atores relacionados \u00e0 Dilma Roussef em rela\u00e7\u00e3o ao impeachment, eu vejo \u201cinfiltra\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cpin\u00e7a\u201d; onde eles viram uma \u201ccarta na manga\u201d com a interven\u00e7\u00e3o militar no Rio para caso a elei\u00e7\u00e3o desse errado, eu vi uma \u201cOpsi\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">No primeiro caso, a infiltra\u00e7\u00e3o resulta no desdobramento das leis 12850\/2013 (Organiza\u00e7\u00f5es criminosas, que incluem a dela\u00e7\u00e3o premiada) e da lei 13260\/2016 (anti-terrorismo), sem contar a Abinzinha da PGR, a lei da Ficha Limpa, a lei 12403\/2011 art. 282 que libera as Pris\u00f5es Preventivas, e, agora at\u00e9 o protoplasma de toda essa hist\u00f3ria de \u201cpatriotic act tabajara\u201d (ver s\u00e9rie de artigos e programas do DE, de 25\/07 at\u00e9 agora) a partir do epis\u00f3dio dos \u201cHackers de Araraquara\u201d e do Intercept, com a \u201cLei Carolina Dieckmann\u201d; isso sem contar na condu\u00e7\u00e3o da CNV e, especialmente, das nomea\u00e7\u00f5es para o Minist\u00e9rio da Defesa, que aparelharam as estatais que faziam a liga\u00e7\u00e3o entre o pr\u00e9-sal, o setor nuclear e de defesa, al\u00e9m do lobby chin\u00eas no Planalto. H\u00e1 ainda 3 anos de material do Duplo Expresso onde mostramos como isso foi l\u00e1 do \u201cgeral\u201d at\u00e9 a filigrana, certo Romulus Maya?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">J\u00e1 no segundo caso, a interven\u00e7\u00e3o, basta pensar que essa foi a contrapartida ao Ex\u00e9rcito daquilo que foi o FX2 para a Aeron\u00e1utica e o Prosub para a Marinha. O que o Ex\u00e9rcito ganhou? For\u00e7as de interven\u00e7\u00e3o sob a bandeira da ONU, mas, mais do que isso, o \u201cSisfron\u201d aqui: monitoramento de atividades criminosas e de terrorismo nas fronteiras. Coisa de uns 10bi ou mais, onde se criou um batalh\u00e3o de militares indo todo dia no Congresso batalhar por uma libera\u00e7\u00e3o de verba aqui, outra l\u00e1. Aprenderam e gostaram do jogo. Tudo isso revestido da seguran\u00e7a das fronteira e prote\u00e7\u00e3o do arco Norte, a Amaz\u00f4nia (que \u00e9 um outro cap\u00edtulo, j\u00e1 falei um pouco dele no Programa do DE de 30\/06). Mas, claro, onde est\u00e3o, a essas alturas, as Brigadas mais completas? No Sul, acho que com uns 40% do efetivo de todo EB. \u00c9 de l\u00e1 onde saiu a turma do apocalipse (ei, tem gente que foi \u201caumentar os pontos\u201d comandando na Amaz\u00f4nia tamb\u00e9m, e l\u00e1 eles sobrevoaram o suficiente para garantir que est\u00e1 tudo bem l\u00e1 embaixo), e n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que esse cen\u00e1rio de guerra da Cisplatina na verdade produz um giro de 180 graus na Cavalaria (al\u00f4 defesanet, sabe de onde sai a bateria de S-300? Da\u00ed mesmo do RS, e s\u00e3o voc\u00eas que apontam os \u201creais\u201d m\u00edsseis, direto para o Rio e Bras\u00edlia&#8230;).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Ent\u00e3o \u00e9 preciso sempre estar atento para uma disson\u00e2ncia entre discurso interno e externo; comando e tropa; e, agora, entre os Generais do apocalipse e seus subordinados, incluindo um certo Presidente a\u00ed. Um n\u00e3o, dois, pois de certo modo Bolsonaro \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o de Temer por outros meios, e ambos s\u00e3o a express\u00e3o englobada de t\u00e1ticas militares. Ent\u00e3o o que vimos como discurso? \u201cN\u00e3o queremos a interven\u00e7\u00e3o\u201d, diziam Braga Netto e Villas-Boas. Mas n\u00e3o foi esse o papel do Comandante desde 2015? Sempre dizendo para fora que o \u201cEx\u00e9rcito se distanciou da pol\u00edtica\u201d; para dentro, desde antes at\u00e9, incentivando Bolsonaro a fazer com\u00edcio dentro da Aman e de outras Unidades. Qual \u00e9 a \u201copsi\u201d da \u201cOpera\u00e7\u00e3o Rio\u201d? Certamente lan\u00e7ar no radar a coleta de sinais sobre como a institui\u00e7\u00e3o \u00e9 vista em termos de \u201cordem no caos\u201d. Isso sem contar o efeito colateral: com o Congresso travado, a \u201creforma da previd\u00eancia\u201d \u2013 quase uma \u201copera\u00e7\u00e3o psi de espectro total\u201d \u2013 caiu no colo de Bolsonaro, e assim ele virou o paladino das elites \u201csubitamente\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">N\u00e3o vamos nos esquecer que o General Etchegoyen, \u201cGolbery 2.1?\u201d do s\u00e9culo XXI, permitiu o Temer ser rifado na incr\u00edvel falha de seguran\u00e7a do Jaburu, quando Joesley Batista entra grampeado e acaba com o Governo (grampo, de novo, e hacker, agora; por que tudo isso tem o GSI por perto, hein?). Eis que, de repente, ele se torna o \u201chomem forte\u201d, e com toda discri\u00e7\u00e3o que lhe \u00e9 permitida. E a partir da\u00ed, come\u00e7a essa grande reestrutura\u00e7\u00e3o do Estado, nos tornando um \u201cdeep state\u201d governado pelo GSI: decreto 9527\/2018 institui a subordina\u00e7\u00e3o de toda Intel de todos os setores do Estado ao GSI. Esse abriu as portas, o resto \u00e9 desdobramento, coisas que j\u00e1 estavam na pasta: MP870\/19 com a reorganiza\u00e7\u00e3o da burocracia, concentrando poderes nas m\u00e3os dos generais; decreto 9794\/2019 passa pelo GSI os Cargos Federais; decreto 9819\/2019 cria um conselho de defesa que \u00e9 praticamente um conselho de guerra permanente; decreto 9830\/2019, produzindo anistia antecipada. E agora a \u201csolu\u00e7\u00e3o final\u201d, o \u201cpatrioct act tabajara\u201d, que est\u00e1 no Congresso (PL 2.418\/2019).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">\u201cCarta no Coturno\u201d instiga, assim, a pensar que para al\u00e9m de tudo, \u201ca quem serve?\u201d a guerra, \u00e9 poss\u00edvel dizer: a um monte de gente, mas tamb\u00e9m, e talvez sobretudo, aos pr\u00f3prios militares. O livro \u00e9 um conjunto de ensaios excelentes, com belas intui\u00e7\u00f5es, insights e liberdade na forma de pensar e escrever \u2013 al\u00e9m de cap\u00edtulos eruditos, pesquisas. Ele aponta tamb\u00e9m para como \u00e9 poss\u00edvel se organizar frente a isso tudo, o que n\u00e3o vou detalhar aqui, pois, insisto, merece ser lido na \u00edntegra. \u00c9 s\u00f3 voc\u00ea procurar na p\u00e1gina da Revista Opera que l\u00e1 tem como achar. E quem sabe podemos conversar mais, e mais detalhadamente, com os pr\u00f3prios autores?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">*<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt; font-family: helvetica, arial, sans-serif;\"><strong>Coment\u00e1rio de Romulus Maya<\/strong><\/span><\/p>\n<div>\n<div class=\" _4eek clearfix _4eez clearfix\" role=\"article\" aria-label=\"Comment\" data-ft=\"{&quot;tn&quot;:&quot;R&quot;}\" data-testid=\"UFI2Comment\/root_depth_0\">\n<div class=\"\">\n<div class=\"_42ef\">\n<div class=\"_6c7i\">\n<div class=\"_680y\">\n<div class=\"_6cuy\">\n<div class=\" _6qw3\" data-ft=\"{&quot;tn&quot;:&quot;K&quot;}\" data-testid=\"UFI2Comment\/body\">\n<div class=\"_72vr\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\"><a class=\"_6qw4\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/romulus.maya\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=100008108688607&amp;extragetparams={&quot;directed_target_id&quot;: &quot; &quot;}\">Romulus Maya<\/a>:\u00a0<span dir=\"ltr\"><span class=\"_3l3x _1n4g\">Excelente resenha,\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/piero.leirner?hc_location=ufi\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=100000522644355\">Piero Leirner<\/a>. Convidei\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marin.opera?hc_location=ufi\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=100000922226745\">Pedro Marin<\/a>\u00a0e\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/drumond.ortega?hc_location=ufi\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=100001433308156\">Andr\u00e9 Ortega<\/a>\u00a0a virem ao DE (na pr\u00f3xima ter\u00e7a). Logicamente, tendo vc pra compor a bancada.<br \/>\nS\u00f3 tenho um coment\u00e1rio adicional: implico um tanto com a express\u00e3o (cl\u00e1ssica) &#8220;partido\u00a0fardado&#8221;. Assim como implico com aquele que a &#8220;blogosfera progressista&#8221; criou em cima desse: &#8220;partido do judici\u00e1rio&#8221;.<br \/>\nPartido vem de parte. Esses dois projetos &#8211; ou o mesmo (vai saber&#8230;) -, dos militares e dos juristocratas, s\u00e3o totalizantes. N\u00e3o visam a entrar na disputa pol\u00edtica &#8211; no jogo de angariar simpatias &#8211; mas pairar acima, controlando-a. Se h\u00e1 &#8220;partidos&#8221; \u00e0 essa altura, est\u00e3o au-dessus de la m\u00eal\u00e9s. A\u00ed j\u00e1 seriam algo como &#8220;meta-partidos&#8221;, ou mesmo Poderes (de fato para al\u00e9m de de direito). Entre eles at\u00e9 poderia ser feita uma arbitragem &#8220;partid\u00e1ria&#8221;, nos marcos de um novo pacto pol\u00edtico (que existe de fato mas n\u00e3o de direito; uma constitui\u00e7\u00e3o &#8220;secreta&#8221; (?), sem texto constitucional), regulando o Estado.<br \/>\nE os&#8230; &#8220;partidos&#8221;.<br \/>\nCertamente a\u00ed dever\u00e1 necessariamente haver algum grau de conflito (e.g., ocupa\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o\/ poder). Mas a\u00ed j\u00e1 seriam disputas entre Poderes. E n\u00e3o &#8220;partidos&#8221;.<br \/>\nSeguindo o que a gente vem falando desde 2016, ter\u00edamos um quadrunvirato N\u00c3O ELEITO &#8211; do que decorre a impropriedade de falar em &#8220;partidos&#8221;: (i) Militares; (ii) Juristocracia; (iii) Finan\u00e7a; (iv) M\u00eddia (velha e novas).<br \/>\nL\u00e1 de cima, esses PODERES controlam o &#8220;jogo&#8221; (?).<br \/>\nInclusive dos&#8230; &#8220;partidos&#8221;.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">&#8211;<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"_2h2j\" data-testid=\"UFI2CommentsList\/root_depth_1\">\n<div>\n<div class=\" _4eek _4efk clearfix clearfix\" role=\"article\" aria-label=\"Comment reply\" data-ft=\"{&quot;tn&quot;:&quot;R&quot;}\" data-testid=\"UFI2Comment\/root_depth_1\">\n<div class=\"\">\n<div class=\"_42ef\">\n<div>\n<div class=\"_6c7i\">\n<div class=\"_680y\">\n<div class=\"_6cuy\">\n<div>\n<div class=\" _6qw3\" data-ft=\"{&quot;tn&quot;:&quot;K&quot;}\" data-testid=\"UFI2Comment\/body\">\n<div class=\"_72vr\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\"><a class=\"_6qw4\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/piero.leirner\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=100000522644355&amp;extragetparams={&quot;directed_target_id&quot;: &quot; &quot;}\">Piero Leirner<\/a>:\u00a0<span dir=\"ltr\"><span class=\"_3l3x\">Sensacional, concordo em tudo! Bote l\u00e1 tamb\u00e9m isso, e o que mais achar que deve!<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">&#8211;<\/span><\/div>\n<div class=\"_72vr\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\"><a class=\"_6qw4\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/romulus.maya\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=100008108688607&amp;extragetparams={&quot;directed_target_id&quot;: &quot; &quot;}\">Romulus Maya<\/a>:\u00a0<span dir=\"ltr\"><span class=\"_3l3x _1n4g\">Teve quem caracterizasse o Exercito como o &#8220;Poder Moderador&#8221; do periodo Republicano. Nao \u00e9 nem mais isso, j\u00e1 que o Exercito &#8211; e os seus 3 companheiros de quadrunvirato nao eleito &#8211; pairam acima dos &#8220;Tres Poderes&#8221; classicos de Montesquieu.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\" _4eek _4efk clearfix clearfix\" role=\"article\" aria-label=\"Comment reply\" data-ft=\"{&quot;tn&quot;:&quot;R&quot;}\" data-testid=\"UFI2Comment\/root_depth_1\">\n<div class=\"\">\n<div class=\"_42ef\">\n<div>\n<div class=\"_6c7i\">\n<div class=\"_680y\">\n<div class=\"_6cuy\">\n<div>\n<div class=\" _6qw3\" data-ft=\"{&quot;tn&quot;:&quot;K&quot;}\" data-testid=\"UFI2Comment\/body\">\n<div class=\"_72vr\"><span dir=\"ltr\" style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\"><span class=\"_3l3x _1n4g\">Note que o Judiciario veste 2 chapeus diferentes: o de Poder &#8220;classico&#8221; em Montsequieu, com as atribui\u00e7\u00f5es em n\u00edvel de Estado (&#8220;operacionais&#8221;), mas tamb\u00e9m o de &#8220;Super-Poder&#8221; de fato, no quadrunvirato (&#8220;estrutural&#8221;) ACIMA do Estado.<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\" _4eek _4efk clearfix clearfix\" role=\"article\" aria-label=\"Comment reply\" data-ft=\"{&quot;tn&quot;:&quot;R&quot;}\" data-testid=\"UFI2Comment\/root_depth_1\">\n<div class=\"\">\n<div class=\"_42ef\">\n<div>\n<div class=\"_6c7i\">\n<div class=\"_680y\">\n<div class=\"_6cuy\">\n<div>\n<div class=\" _6qw3\" data-ft=\"{&quot;tn&quot;:&quot;K&quot;}\" data-testid=\"UFI2Comment\/body\">\n<div><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">&#8211;<\/span><\/div>\n<div class=\"_72vr\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\"><a class=\"_6qw4\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/piero.leirner\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=100000522644355&amp;extragetparams={&quot;directed_target_id&quot;: &quot; &quot;}\">Piero Leirner<\/a>:<span dir=\"ltr\"><span class=\"_3l3x\">\u00a0ali\u00e1s, n\u00e3o &#8220;modera&#8221; nada (no duplo sentido), pois n\u00e3o age no impasse, mas fabrica ele. E n\u00e3o \u00e9 de se surpreender que eles ainda dizem que &#8220;se houver anomia, a gente entra&#8221;? Ent\u00e3o eles at\u00e9 produzem a conversa de &#8220;podem vir a ser quem sabe&#8221; poder moderador, mas isso \u00e9 p\/ escamotear o que j\u00e1 s\u00e3o!<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\" _4eek _4efk clearfix clearfix\" role=\"article\" aria-label=\"Comment reply\" data-ft=\"{&quot;tn&quot;:&quot;R&quot;}\" data-testid=\"UFI2Comment\/root_depth_1\">\n<div class=\"_ohe lfloat\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">&#8211;<\/span><\/div>\n<div class=\"\">\n<div class=\"_42ef\">\n<div>\n<div class=\"_6c7i\">\n<div class=\"_680y\">\n<div class=\"_6cuy\">\n<div>\n<div class=\" _6qw3\" data-ft=\"{&quot;tn&quot;:&quot;K&quot;}\" data-testid=\"UFI2Comment\/body\">\n<div class=\"_72vr\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\"><a class=\"_6qw4\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/romulus.maya\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=100008108688607&amp;extragetparams={&quot;directed_target_id&quot;: &quot; &quot;}\">Romulus Maya<\/a>:\u00a0<span dir=\"ltr\"><span class=\"_3l3x\">Quanto a Marin e Ortega verem &#8220;passividade&#8221; em Dilma, uma mesa de bar, o audio do (auto) &#8220;grampo&#8221; em Dilma e Lula e uns offs que tenho (gravados) sobre a condu\u00e7\u00e3o coercitiva de Lula resolvem a questao&#8230; rs<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">*<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt; font-family: helvetica, arial, sans-serif;\"><strong>Resposta do autor:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\"><a class=\"_6qw4\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marin.opera\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=100000922226745&amp;extragetparams={&quot;directed_target_id&quot;: &quot; &quot;}\">Pedro Marin<\/a>:\u00a0<span dir=\"ltr\"><span class=\"_3l3x _1n4g\">Enfim matei o leviat\u00e3 e fiz salada dos pepinos! <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/piero.leirner?hc_location=ufi\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=100000522644355\">Piero Leirner<\/a>, fiquei muito feliz com essa resenha, e mais feliz ainda por voc\u00ea ter capturado t\u00e3o bem o esp\u00edrito do livro e dos argumentos que colocamos nele. Bom, vamos l\u00e1:<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">&#8211; Eu espero que voc\u00ea n\u00e3o tenha encontrado numa das passagens do livro, em que cito &#8220;etnografia&#8221; sobre militares, como uma cr\u00edtica \u00e0 etnografia; realmente n\u00e3o \u00e9, inclusive porque mesmo o Oliveiros, creio eu, foi muito por esse lado (uma etnografia hist\u00f3rica, talvez?) e porque li tamb\u00e9m um bocado de etnografia militar para conseguir entender muita coisa que \u00e9 relevante no argumento. Falo isso porque, lendo agora, percebi que esse trecho meu pode ser lido como uma cr\u00edtica, mas realmente era s\u00f3 uma observa\u00e7\u00e3o &#8211; que pretend\u00edamos fazer algo ao mesmo tempo mais ousado e menos concreto e fundamentado; um &#8220;mini-manual estrat\u00e9gico&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">&#8211; Quanto \u00e0 parte cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 &#8220;falta de especialistas&#8221; e etc, foi de fato uma provoca\u00e7\u00e3o &#8211; mas \u00e0queles intelectuais ou pupilos que h\u00e1 dois anos apontavam como uma loucura falar em ressurgimento do poder militar (s\u00e3o aqueles mesmos infectados por Negri que voc\u00ea cita depois kkkkk) e, de repente, no fim de 2018, passaram ao desespero. Quando a gente come\u00e7ou a formular esse argumento, especialmente em 2016, apanhamos muit\u00edssimo; &#8220;meninos loucos achando que est\u00e3o em 1964&#8221;, &#8220;n\u00e3o s\u00e3o nada e querem nadar contra a corrente, bater de frente com especialista&#8221; e coisas do tipo. Da\u00ed o porque eu quis destilar um pouquinho de veneno na introdu\u00e7\u00e3o &#8211; mas, sem d\u00favidas, n\u00e3o era intencional que respingasse em voc\u00ea nem em outros que, sabemos, est\u00e3o j\u00e1 preocupados com isso h\u00e1 muito tempo. Naturalmente n\u00f3s compreendemos que o tempo acad\u00eamico tem outro ritmo, inclusive porque o produto final tem que ter um outro aspecto &#8211; mas o que me irritava pessoalmente \u00e9 que justamente sob a sombra da academia \u00e9 que os golpes mais duros contra o que fal\u00e1vamos fossem feitos, quando, em se tratando de estrat\u00e9gia, aquela f\u00f3rmula de &#8220;sempre atualizar as posi\u00e7\u00f5es&#8221; \u00e9 que \u00e9 v\u00e1lida. Quer dizer, algumas pessoas usavam da carapa\u00e7a do &#8220;especialista&#8221; e da prote\u00e7\u00e3o da academia para dizer que precisamente aquilo que os autores que eles deveriam ler para poderem se chamar &#8220;especialistas&#8221; dizem \u00e9, na verdade, uma grande besteira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">&#8211; Quando voc\u00ea fala da sua an\u00e1lise ser &#8220;paralela&#8221;, \u00e9 precisamente o que eu pessoalmente compreendi tamb\u00e9m &#8211; e tamb\u00e9m de algumas coisas que, depois de ter terminado o livro, pude ver no Duplo Expresso. Al\u00e9m de ser paralela, de certa forma \u00e9 maximalista &#8211; n\u00f3s estamos de certa forma na outra ponta, tratando do mesmo objeto, mas limitando o escopo pra estabelecer que se o &#8220;m\u00ednimo&#8221; do programa do Partido for aplicado, j\u00e1 \u00e9 uma trag\u00e9dia; por isso tamb\u00e9m o livro em alguns trechos toma aquela forma de &#8220;tese&#8221; &#8211; &#8220;ant\u00edtese&#8221; &#8211; a s\u00edntese do leitor tem que preocup\u00e1-lo o suficiente para ele pegar as li\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas e refletir sobre o que pode fazer (j\u00e1 que, em muitos sentidos e por v\u00e1rias raz\u00f5es, n\u00e3o podemos falar exatamente o que pensamos que deve ser feito).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">&#8211; Quanto \u00e0 quest\u00e3o da guerra h\u00edbrida e do &#8220;p\u00f3s-qualquer-coisa&#8221;, acertou em cheio. Isso parte primeiro de uma preocupa\u00e7\u00e3o de que a constata\u00e7\u00e3o do hibridismo da guerra, misturado com a for\u00e7a do &#8220;termo da moda&#8221;, leve o nosso p\u00fablico &#8211; que se caracteriza por uma tradi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica bem espec\u00edfica, da qual compartilhamos &#8211; \u00e0 confus\u00e3o. Quer dizer, que a pr\u00f3pria constata\u00e7\u00e3o de que a guerra toma formas diversas e multifacetadas fa\u00e7a com que, mecanicamente, as pessoas que compartilham da nossa tradi\u00e7\u00e3o pensem que a resposta deve seguir pelo mesmo caminho (o que seria uma esp\u00e9cie de suprassumo da guerra h\u00edbrida; ela n\u00e3o s\u00f3 como estrat\u00e9gia de determinados atores, mas tamb\u00e9m como medida geral dos advers\u00e1rios) &#8211; da\u00ed o porque de eu estabelecer de forma t\u00e3o &#8220;fechada&#8221; o esquema bases-estrat\u00e9gia-moral no come\u00e7o; n\u00f3s consideramos que a nossa moral e nossas bases sejam incompat\u00edveis com essa l\u00f3gica. Isso pode levar-nos ao niilismo (&#8220;n\u00e3o h\u00e1 o que fazer, eles tem isso, aquilo, etc.&#8221;), \u00e0 perspectiva de deixar de lado a import\u00e2ncia do &#8220;poder concreto&#8221; das bases (&#8220;agora o que decide as coisas \u00e9 o Whatsapp&#8221;), ou a a\u00e7\u00f5es feitas na l\u00f3gica do espet\u00e1culo (que no meu outro livro, &#8220;Golpe \u00e9 Guerra&#8221;, eu considerava \u00fateis no contexto de 2016, para impedir o golpe, mas, no contexto atual, j\u00e1 considero desatualizadas). Em resumo: de fato, eu concordo que h\u00e1 no contexto atual h\u00e1 uma preponder\u00e2ncia da t\u00e1tica sobre a estrat\u00e9gia que, como voc\u00ea aponta, tamb\u00e9m serve a uma determinada estrat\u00e9gia. O problema \u00e9 que, se n\u00e3o tivermos uma leitura dessa estrat\u00e9gia, e acima de tudo se n\u00e3o tivermos uma estrat\u00e9gia pr\u00f3pria e nos focarmos somente nos avan\u00e7os r\u00e1pidos da t\u00e1tica do outro lado, vamos acabar engolidos por eles &#8211; inclusive porque n\u00e3o temos os mesmos recursos que eles t\u00eam (de v\u00e1rias formas eles conseguem inclusive &#8220;pautar&#8221; nossa percep\u00e7\u00e3o; eles podem dispor da Globo, por exemplo, ou criar estruturas complexas de disparo de mensagens &#8211; n\u00f3s n\u00e3o; mas podemos assegurar grupos concisos, por exemplo, com uma forma de organiza\u00e7\u00e3o que eles n\u00e3o t\u00eam e em lugares onde eles n\u00e3o chegam).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">&#8211; Quanto \u00e0 quest\u00e3o da pin\u00e7a e infiltra\u00e7\u00e3o versus passividade e imobilismo, voltamos \u00e0quilo que apontei sobre o &#8220;m\u00ednimo&#8221;. N\u00e3o descartamos a possibilidade de uma pin\u00e7a &#8211; mas a\u00ed somos utilitaristas de novo (risos); olhando no micro e apontando a passividade e o imobilismo como os pecados, estamos tamb\u00e9m apontando, por contraste, o que \u00e9 virtude; que li\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas podem ser tiradas. Mas mesmo tomando isso em conta, eu tamb\u00e9m me pergunto at\u00e9 que ponto as teorias hegem\u00f4nicas dentro do PT n\u00e3o for\u00e7aram uma situa\u00e7\u00e3o de apaziguamento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">&#8211; &#8220;N\u00e3o vamos nos esquecer que o General Etchegoyen, \u201cGolbery 2.1?\u201d do s\u00e9culo XXI, permitiu o Temer ser rifado na incr\u00edvel falha de seguran\u00e7a do Jaburu, quando Joesley Batista entra grampeado e acaba com o Governo (grampo, de novo, e hacker, agora; por que tudo isso tem o GSI por perto, hein?).&#8221; \/\/\/ eu tinha me esquecido disso! \u00c9 mais um exemplo a ser citado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Enfim, \u00e9 isso. Muit\u00edssimo obrigado pela resenha &#8211; agora temos uma\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/drumond.ortega?hc_location=ufi\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=100001433308156\">Andr\u00e9 Ortega<\/a>! &#8211; e sem d\u00favidas vamos seguir em contato. Estamos dispon\u00edveis\u00a0<span class=\"_5mfr\" title=\"smile emoticon\"><span class=\"_6qdm\">\ud83d\ude42<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Um abra\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">*<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">*<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">*<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\"><em>Pedro Marin e Andr\u00e9 Ortega estar\u00e3o no Duplo Expresso (assim como Piero Leirner) na pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira, para falar do livro &#8212; e muito mais. O livro pode ser adquirido <a href=\"https:\/\/livrariadaopera.com.br\/produto\/carta-no-coturno-a-volta-do-partido-fardado-no-brasil\/\"><span style=\"text-decoration: underline;\">aqui<\/span><\/a>.<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um \u00f3timo livro est\u00e1 na pra\u00e7a. Trata-se de \u201cCarta no Coturno\u201d, de Andr\u00e9 Ortega e\u00a0Pedro Marin. Lan\u00e7ado muito recentemente, e escrito no calor da hora, \u00e9 um conjunto de ensaios, intui\u00e7\u00f5es e pesquisas que n\u00e3o tem paralelo organizado em uma s\u00f3 tacada. Tudo junto, forma um diagn\u00f3stico \u2013 que n\u00e3o d\u00e1 para ser resumido, pois \u00e9 profundo. Mas sem querer dar um spoiler, basta seguir o pr\u00f3prio subt\u00edtulo para ver qual \u00e9 o horizonte que ele aponta: a volta do \u201cpartido fardado\u201d no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":106976,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17,1993,2986,2,1664,630],"tags":[3005,3009,3006,176,636,3010,3008,201,2149,3007],"class_list":["post-106970","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-analise-de-conjuntura","category-forcas-armadas","category-guerra-hibrida","category-home","category-piero-leirner","category-romulus-maya","tag-carta-no-coturno","tag-partido-fardado","tag-andre-ortega","tag-forcas-armadas","tag-livro","tag-militares-no-poder","tag-pedro-marin","tag-piero-leirner","tag-resenha","tag-revista-opera"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/106970","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=106970"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/106970\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/106976"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=106970"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=106970"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=106970"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}