{"id":105234,"date":"2019-06-06T17:44:57","date_gmt":"2019-06-06T20:44:57","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=105234"},"modified":"2019-06-07T06:55:54","modified_gmt":"2019-06-07T09:55:54","slug":"investimento-publico-em-pesquisa-e-soberania-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=105234","title":{"rendered":"Investimento p\u00fablico em pesquisa e soberania nacional"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12pt;\">Por Bruno Prata para o Duplo Expresso<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12pt;\">As universidades possuem tr\u00eas fun\u00e7\u00f5es primordiais e igualmente importantes: o ensino, que consiste na forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos; a extens\u00e3o, que consiste na intera\u00e7\u00e3o da universidade com a sociedade em geral; e a pesquisa, que consiste na gera\u00e7\u00e3o de conhecimento novo. Na atual conjuntura, as universidades p\u00fablicas brasileiras, em especial, as institui\u00e7\u00f5es federais de ensino t\u00e9cnico profissionalizante e superior, tem sofrido com os cortes em seus or\u00e7amentos que restringem suas atividades. Nesse contexto, por demandar recursos adicionais, a pesquisa cient\u00edfica tem sentido, de forma contundente, o voraz ataque ao Estado brasileiro ora em curso. Embora o foco deste texto seja no investimento p\u00fablico em pesquisa no \u00e2mbito das universidades p\u00fablicas, outras institui\u00e7\u00f5es desempenham papel de destaque na pesquisa cient\u00edfica brasileira, como, por exemplo, a EMBRAPA, o IPEA e a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12pt;\">Diante de um cen\u00e1rio de escassez, deve-se priorizar a aloca\u00e7\u00e3o de investimentos. Ocasionalmente algumas pessoas manifestam, implicitamente ou explicitamente, a id\u00e9ia de que as universidades recebem muitos recursos e de que estes poderiam (ou deveriam) ser aplicados em outras \u00e1reas. Por n\u00e3o ser algo t\u00e3o tang\u00edvel para o brasileiro m\u00e9dio, a pesquisa padece de um estigma de ser algo sup\u00e9rfluo. A meu ver, esse paradigma deve ser desconstru\u00eddo para que o povo compreenda a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica da pesquisa cient\u00edfica para um pa\u00eds como o Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pesquisa n\u00e3o \u00e9 luxo. Nenhum pais hoje desenvolvido deixou de investir maci\u00e7amente em educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e superior nos prim\u00f3rdios de seu desenvolvimento industrial. Nenhum pais que atingiu um patamar elevado no \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH), indicador que reflete a qualidade de vida de uma popula\u00e7\u00e3o, deixou de investir incisivamente em pesquisa cient\u00edfica. A gera\u00e7\u00e3o de novos conhecimentos \u00e9 um elemento crucial para a soberania nacional. <\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/InvestimentoAnual.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 4\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p><em><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 10pt;\">Figura 1 &#8211; Despesa anual em pesquisa e desenvolvimento em do\u0301lares per capita, em 2015<\/span><\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12pt;\">Quem n\u00e3o desenvolve sua pr\u00f3pria ci\u00eancia e seus pr\u00f3prios adventos tecnol\u00f3gicos ficar\u00e1 sempre dependente das na\u00e7\u00f5es que det\u00e9m esse conhecimento. Esse \u00e9, n\u00e3o por acaso, o contexto do Brasil, um pa\u00eds que, dadas suas condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas, econ\u00f4micas e culturais, tem um potencial latente para ser uma na\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma do ponto de vista cientifico e tecnol\u00f3gico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12pt;\">Citarei um exemplo de como nosso pa\u00eds \u00e9 nitidamente dependente do ponto de vista tecnol\u00f3gico, de forma a limitar nossa autonomia em termos econ\u00f4micos, pol\u00edticos e militares. Nos dias atuais, o sistema de posicionamento global GPS (do acr\u00f4nimo em ingl\u00eas <em>Global Positioning System<\/em>) \u00e9 vital para atividades civis e militares. Tal sistema \u00e9 de propriedade dos Estados Unidos e seu acesso pode ser restringido (ou mesmo deturpado) se for do interesse de seus propriet\u00e1rios. O GPS foi descoberto por acaso por acad\u00eamicos estadunidenses na d\u00e9cada de 60 do s\u00e9culo passado. O Minist\u00e9rio da Defesa, ao ter conhecimento das potencialidades de aplica\u00e7\u00e3o daquela tecnologia, investiu bilh\u00f5es de d\u00f3lares nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Diversos sistemas similares tem sido desenvolvidos por outros pa\u00edses, objetivando a independ\u00eancia ao sistema estadunidense: GLONASS (R\u00fassia), BeiDou (China), Galileo (Uni\u00e3o Europ\u00e9ia), IRNSS (\u00cdndia) e QZSS (Jap\u00e3o). O Brasil, mesmo com suas dimens\u00f5es continentais e sua localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, \u00e9 completamente ref\u00e9m dos sistemas desenvolvidos por esses pa\u00edses. A Base de Alc\u00e2ntara, hoje um enclave do Estados Unidos no territ\u00f3rio brasileiro, poderia ser crucial para a alavancagem de um sistema de posicionamento global genuinamente nacional. Al\u00e9m desse exemplo, diversas outras \u00e1reas s\u00e3o estrat\u00e9gicas para a soberania do Brasil, como, por exemplo, telecomunica\u00e7\u00f5es, inform\u00e1tica, eletr\u00f4nica de pot\u00eancia, recursos h\u00eddricos, saneamento, ci\u00eancias agr\u00e1rias, siderurgia, energias renov\u00e1veis, planejamento energ\u00e9tico, petr\u00f3leo e g\u00e1s, qu\u00edmica e constru\u00e7\u00e3o civil pesada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12pt;\">Ademais, a autonomia cient\u00edfica \u00e9 de suma relev\u00e2ncia para a redu\u00e7\u00e3o da desigualdade em um pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12pt;\">Em seu livro \u201cO capital do s\u00e9culo XXI\u201d, o c\u00e9lebre economista Thomas Piketty argumenta em suas conclus\u00f5es que a produ\u00e7\u00e3o e a dissemina\u00e7\u00e3o de conhecimento s\u00e3o fatores preponderantes para a desigualdade dentro de um pa\u00eds e entre os pa\u00edses. \u00c9 a incapacidade do Brasil de produzir e difundir conhecimento que o torna um dos pa\u00edses mais desiguais do mundo. Investimentos em pesquisa cient\u00edfica s\u00e3o imprescind\u00edveis para a transforma\u00e7\u00e3o dessa triste realidade. Tais investimentos s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, mas n\u00e3o suficientes, para a mitiga\u00e7\u00e3o da desigualdade e necessitam de tempo para a obten\u00e7\u00e3o de resultados. \u00c9 oportuno citar o exemplo da China que, na d\u00e9cada de 90, enviou centenas de milhares de chineses para cursar mestrado e doutorado em outros pa\u00edses, principalmente na Am\u00e9rica do Norte e na Europa, e, ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, tem tido avan\u00e7os n\u00e3o somente no crescimento econ\u00f4mico, mas na redu\u00e7\u00e3o da desigualdade. Um projeto de consecu\u00e7\u00e3o da autonomia cient\u00edfica brasileira \u00e9 um empreendimento de longo prazo, mas que certamente trar\u00e1 resultados efetivos para o pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12pt;\">Considerando o Or\u00e7amento Geral da Uni\u00e3o do Brasil, no ano de 2016 o percentual correspondente \u00e0 ci\u00eancia e tecnologia foi de 0,27%. Com efeito, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento no Brasil tem sido insuficientes para suplantar nossas car\u00eancias tecnol\u00f3gicas. Considerando os investimentos <em>per capita<\/em> (por habitante), o Brasil encontra-se muito aqu\u00e9m dos patamares de investimentos alcan\u00e7ados pelos pa\u00edses desenvolvidos. A Su\u00ed\u00e7a, por exemplo, investe em pesquisa cient\u00edfica por habitante um valor da ordem de dez vezes o investimento <em>per capita<\/em> brasileiro. A discrep\u00e2ncia \u00e9 abismal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12pt;\">Um argumento recorrente nos corredores das universidades (notadamente nos departamentos de engenharia, que \u00e9 o universo que posso ilustrar com maior propriedade) \u00e9 o de que a salva\u00e7\u00e3o da pesquisa nas universidades federais seria a iniciativa privada. Os investimentos, seja em educa\u00e7\u00e3o superior, seja em pesquisa cient\u00edfica, deveriam estar a cargo da iniciativa privada. Obviamente, o caso de sucesso de tal estrat\u00e9gia sempre \u00e9 o modelo das universidades americanas. Embora a iniciativa privada possa complementar o investimento em pesquisa cient\u00edfica em um pa\u00eds como o Brasil (n\u00e3o defendo essa pr\u00e1tica, mas obviamente \u00e9 algo fact\u00edvel), n\u00e3o se pode desvincular do Estado o protagonismo em fomentar a pesquisa no Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12pt;\">Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, os Estados Unidos tem destinado maci\u00e7os investimentos p\u00fablicos em pesquisa cient\u00edfica, provavelmente bem mais do que qualquer outro pa\u00eds no mundo. Citar os Estados Unidos como um pa\u00eds que prescinde do Estado para seu desenvolvimento cient\u00edfico \u00e9 um argumento falacioso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12pt;\">No que se refere ao investimento de empresas privadas, acho ingenuidade acreditar que empresas multinacionais iriam investir em pesquisa cient\u00edfica no Brasil de forma a desenvolver nosso pa\u00eds. O investimento privado em pesquisa no Brasil se d\u00e1 sob a forma de um projeto ou de uma consultoria, com contratos firmados e o compromisso da entrega de produtos, visando um retorno pragm\u00e1tico de todos os investimentos e a obten\u00e7\u00e3o de patentes, as quais ficar\u00e3o de posse das empresas investidoras. Esse tipo de l\u00f3gica n\u00e3o desenvolve ci\u00eancia aut\u00f4noma, tampouco massifica a forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos. \u00c9 desnecess\u00e1rio tamb\u00e9m frisar que dificilmente empresas investir\u00e3o em projetos em \u00e1reas que n\u00e3o apresentem uma perspectiva imediata de retorno financeiro, como, por exemplo, em ci\u00eancias puras ou ci\u00eancias sociais. Priorizar os investimentos privados em pesquisa cient\u00edfica no Brasil, em detrimento de investimentos p\u00fablicos, al\u00e9m de n\u00e3o conduzir aos resultados desej\u00e1veis para a soberania de nosso pa\u00eds, iria desequilibrar ainda mais as estruturas de nossas universidades, beneficiando as \u00e1reas de ci\u00eancias exatas, ci\u00eancias da sa\u00fade e tecnologias, bem como desestimulando as \u00e1reas de ci\u00eancias sociais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12pt;\"><img decoding=\"async\" style=\"font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif;\" src=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/MundoPesquisa.jpg\" alt=\"\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12pt;\">T\u00e3o importante quanto pesquisas que conduzam ao desenvolvimento tecnol\u00f3gico, s\u00e3o pesquisas nas \u00e1reas de ci\u00eancias socais, como, por exemplo, economia, ci\u00eancias pol\u00edticas, sociologia, filosofia, comunica\u00e7\u00e3o social, ling\u00fc\u00edstica, pedagogia, hist\u00f3ria, dentre outras. Desenvolver conhecimento aut\u00f4nomo nesses campos de saber \u00e9 de suma relev\u00e2ncia para a consecu\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia cient\u00edfica, independ\u00eancia econ\u00f4mica, independ\u00eancia pol\u00edtica e soberania. O pragmatismo absoluto \u00e9 uma vis\u00e3o m\u00edope da realidade, temos de pensar em m\u00e9dio e em longo prazo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12pt;\">Diante do exposto, \u00e9 oportuno ressaltar que investimentos p\u00fablicos s\u00e3o vitais para um pa\u00eds como o Brasil, objetivando a mitiga\u00e7\u00e3o da grave desigualdade que nos acomete, bem como para a consecu\u00e7\u00e3o de patamares de desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico j\u00e1 atingidos por outros pa\u00edses. \u00c9 preciso buscar uma linguagem acess\u00edvel ao povo brasileiro (isto \u00e9, o brasileiro m\u00e9dio) para explicitar que a pesquisa n\u00e3o \u00e9 um luxo desnecess\u00e1rio, mas um instrumento vital para a soberania nacional. Talvez um exemplo bem tang\u00edvel para tanto seriam os hospitais universit\u00e1rios, recordistas de transplantes de \u00f3rg\u00e3os no Brasil. Em textos futuros, trarei v\u00e1rios exemplos de sucesso da atua\u00e7\u00e3o da pesquisa cient\u00edfica no Brasil, bem como de oportunidades para intervir de uma forma ainda mais efetiva.<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Fontes de figuras:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><em><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 10pt;\"><strong>Banner<\/strong> &#8211; Canteiro de constru\u00e7\u00e3o do programa PROSUB. fonte: <a href=\"https:\/\/www.marinha.mil.br\/prosub\/sites\/www.marinha.mil.br.prosub\/files\/livro_submarino.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.marinha.mil.br\/prosub\/sites\/www.marinha.mil.br.prosub\/files\/livro_submarino.pdf<\/a><\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 10pt;\"><strong>Figura 1<\/strong>&#8211; Mapa baseado em dados da UNESCO e do Banco Mundial. Disponi\u0301vel no si\u0301tio: <a href=\"https:\/\/www.nexojornal.com.br\/grafico\/2018\/09\/14\/Qual-%C3%A9-o-investimento-em-pesquisa-ao-redor-do-mundo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.nexojornal.com.br\/grafico\/2018\/09\/14\/Qual-%C3%A9-o-investimento-em-pesquisa-ao-redor-do-mundo<\/a>.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 10pt;\"><strong>Figura 2<\/strong> &#8211; Revista de audi\u00eancia p\u00fablica do Senado Federal. Ano 3, n 12. Dispon\u00edvel no sitio: <a href=\"https:\/\/www.senado.gov.br\/noticias\/Jornal\/emdiscussao\/inovacao\/ciencia-tecnologia-e-inovacao-no-brasil\/investimento-em-pesquisa-e-desenvolvimento-no-brasil-e-em-outros-paises-o-setor-privado.aspx.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.senado.gov.br\/noticias\/Jornal\/emdiscussao\/inovacao\/ciencia-tecnologia-e-inovacao-no-brasil\/investimento-em-pesquisa-e-desenvolvimento-no-brasil-e-em-outros-paises-o-setor-privado.aspx.<\/a><\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 10pt;\">Piketty, Thomas. O capital no se\u0301culo XXI. Editora Intri\u0301nseca, 2014.<\/span><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Bruno Prata \u00e9 graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Cear\u00e1, Mestrado em Log\u00edstica e Pesquisa Operacional pela mesma institui\u00e7\u00e3o e Doutorado em Engenharia Industrial e Gest\u00e3o pela Universidade do Porto. \u00c9 professor do Departamento de Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Cear\u00e1.\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo discute a necessidade de se desenvolver conhecimento aut\u00f4nomo no campo das ci\u00eancias exatas, biol\u00f3gicas e humanas \u00e9 de suma relev\u00e2ncia para a consecu\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia cient\u00edfica, independ\u00eancia econ\u00f4mica, independ\u00eancia pol\u00edtica e soberania nacional. O investimento p\u00fablico em pesquisa e tecnologia \u00e9 essencial para o desenvolvimento de um pa\u00eds soberano. <\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":105330,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[772,19,2736,774],"tags":[2794,1077,2857,59],"class_list":["post-105234","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia","category-educacao","category-geopolitica","category-tecnologia","tag-cortes-na-educacao","tag-investimento-publico","tag-pesquisa-e-desenvolvimento","tag-soberania"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/105234","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=105234"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/105234\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/105330"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=105234"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=105234"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=105234"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}