{"id":102362,"date":"2019-01-20T12:11:16","date_gmt":"2019-01-20T14:11:16","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=102362"},"modified":"2019-02-06T16:01:46","modified_gmt":"2019-02-06T18:01:46","slug":"poder-governo-informacao-parte-3-de-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=102362","title":{"rendered":"Poder, Governo, Informa\u00e7\u00e3o  |  Parte 3 de 3"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><b>Por Pedro Pinho*, para o Duplo Expresso<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: center;\"><em><span class=\"s1\">O Poder manda,\u00a0<\/span>o Governo executa, a Informa\u00e7\u00e3o ilude.<\/em><\/p>\n<p class=\"p1\"><strong><span class=\"s1\">Terceira Parte: A Informa\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u00a0<\/span><span class=\"s1\">Os vinte anos que medeiam a descoberta da fiss\u00e3o nuclear e o lan\u00e7amento do <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Sputnik_I\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sputnik I<\/a> (1938-1957) foram de extraordin\u00e1ria import\u00e2ncia para a vida humana. Foram os anos da energia nuclear, do conhecimento aeroespacial e da mudan\u00e7a no conceito e usos de informa\u00e7\u00e3o. Neste artigo vou me limitar \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. Como passou a ser tratada ap\u00f3s os trabalhos inaugurais dos matem\u00e1ticos Norbert Wiener (<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cybernetics:_Or_Control_and_Communication_in_the_Animal_and_the_Machine\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>\u201cCybernetics or Control and Communication in the Animal and the Machine\u201d<\/em><\/a>, The M.I.T. Press, 1948, Cambridge) e Claude Shannon e Warren Weaver (<a href=\"http:\/\/www.magmamater.cl\/MatheComm.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>\u201cThe Mathematical Theory of Communication\u201d<\/em><\/a>, University of Illinois Press, 1949, Urbana).<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Ao prefaciar a 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o de \u201cCybernetics\u201d, em 1961, Wiener escreveu:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> \u2026As no\u00e7\u00f5es da informa\u00e7\u00e3o estat\u00edstica e da teoria do controle eram novidade e, talvez, at\u00e9 tivessem chocado as no\u00e7\u00f5es \u00e0 \u00e9poca (1948) estabelecidas. <em>(\u201cThe notions of statistical information and control theory were novel and perhaps even shocking to the established attitudes of the time\u201d)<\/em><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Por que o capitalismo industrial \u2013 o poder naquela \u00e9poca \u2013, n\u00e3o soube se apropriar da riqueza de aplica\u00e7\u00f5es que a teoria da informa\u00e7\u00e3o descortinava, tal qual seu opositor, o capitalismo financeiro, o fez?<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">S\u00f3 posso constatar que o industrialismo \u2013 capitalista e socialista \u2013 restringiu ao trabalho, \u00e0 robotiza\u00e7\u00e3o, sua compreens\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o (comunica\u00e7\u00e3o e controle). O que chamo banca (o sistema financeiro) viu muito mais aplica\u00e7\u00f5es e recursos na separa\u00e7\u00e3o suporte\/sem\u00e2ntica na informa\u00e7\u00e3o, como denominaria o matem\u00e1tico franc\u00eas Louis Couffignal (<a href=\"https:\/\/www.galaxidion.com\/livre\/7379164-les-notions-de-base-de-la-cybernetique--coll--couffignal-louis--gauthier-villars-information-et-cybernetique\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>\u201cLes Notions de Base\u201d<\/em><\/a>, Gauthier-Villars, 1958, Paris).<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O modelo apresentado por Shannon tratava da difus\u00e3o de mensagens quanto ao suporte. Suas preocupa\u00e7\u00f5es eram as codifica\u00e7\u00f5es\/decodifica\u00e7\u00f5es e o meio f\u00edsico, com os ru\u00eddos inevit\u00e1veis e as redund\u00e2ncias necess\u00e1rias. A influ\u00eancia destas mensagens nos receptores estaria no \u00e2mbito de outras disciplinas, como ficou evidenciado no important\u00edssimo encontro de 1962, em Royaumont, perto de Paris, sobre o <a href=\"https:\/\/ia800500.us.archive.org\/20\/items\/concept-information\/Le%20Concept%20d%27Information%20dans%20la%20Science%20Contemporaine.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>\u201cLe concept d&#8217;information dans la science contemporaine&#8221;<\/em><\/a> (Conceito de Informa\u00e7\u00e3o na Ci\u00eancia Contempor\u00e2nea).<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Al\u00e9m de Norbert Wiener, este encontro acolheu o historiador Giorgio de Santillana, o soci\u00f3logo Lucien Goldmann, o pedagogo Helmar Frank, o microbiologista e Pr\u00eamio Nobel Andr\u00e9 Michel Lwoff, o engenheiro e f\u00edsico Abraham Moles, os fil\u00f3sofos Fran\u00e7ois Bonsack e Gilles-Gaston Granger, os matem\u00e1ticos Henryk Greniewski e Louis Couffignal, entre outros.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">John R. Pierce (<a href=\"https:\/\/ia802705.us.archive.org\/34\/items\/symbolssignalsan002575mbp\/symbolssignalsan002575mbp.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>\u201cSymbols, Signals, and Noise: The Nature and Process of Communication\u201d<\/em><\/a>, Harper and Brothers, 1961, NY), no \u00faltimo cap\u00edtulo deste seu livro \u2013 <em>&#8220;Back to Communication Theory&#8221;<\/em> (De Volta \u00e0 Teoria da Comunica\u00e7\u00e3o) \u2013, face \u00e0 riqueza de solu\u00e7\u00f5es abertas pela teoria da informa\u00e7\u00e3o, escreve que <em>\u201c\u00e9 certamente maravilhoso que uma nova no\u00e7\u00e3o possa contribuir para a solu\u00e7\u00e3o de t\u00e3o larga gama de problemas\u201d<\/em>, como da linguagem, da psicologia e das artes.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Vejamos um caso pr\u00e1tico, absolutamente poss\u00edvel da aplica\u00e7\u00e3o, desta separa\u00e7\u00e3o da mensagem na vota\u00e7\u00e3o, sem comprova\u00e7\u00e3o, em \u201curna eletr\u00f4nica\u201d, como feito no Brasil. O tratamento da mensagem \u00e9 estat\u00edstico, o que permite, por exemplo, a cada tr\u00eas grupos sem\u00e2ntica\/suporte id\u00eanticos, introduzir uma varia\u00e7\u00e3o na sem\u00e2ntica, ou seja, para o mesmo suporte computar outra sem\u00e2ntica (nome de outro candidato). Os exemplos seriam numerosos e fraudariam a vontade popular de modo t\u00e9cnico, com a aplica\u00e7\u00e3o dos recursos da teoria da informa\u00e7\u00e3o. Talvez seja a raz\u00e3o do poder judici\u00e1rio, que melhor do que qualquer outro advoga os interesses da banca no Brasil, seja o que mais se op\u00f5e ao voto impresso.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Tamb\u00e9m a banca percebeu a contribui\u00e7\u00e3o destas descobertas para a pedagogia colonial. Forma de domina\u00e7\u00e3o tradicional, utilizada pelos poderes para manter os colonizados ou dominados sem capacidade de refletir sobre suas situa\u00e7\u00f5es ou alter\u00e1-las.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A banca passou a ser dona de grande n\u00famero de empresas de comunica\u00e7\u00e3o de massa e a influenciar tamb\u00e9m a ind\u00fastria cultural, que estava em crescimento extraordin\u00e1rio com o filme colorido para o cinema (1935) e<\/span> <span class=\"s1\">a televis\u00e3o (1939). Foi, por conseguinte, com as armas fornecidas pelas teorias apresentadas nos anos 1940, que a banca passou a conquistar cada vez maior poder at\u00e9 dominar, n\u00e3o s\u00f3 a economia, mas a pol\u00edtica, o psicossocial dos povos, e os pr\u00f3prios governos a partir de 1990.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Foram tamb\u00e9m as possibilidades abertas pela teoria da informa\u00e7\u00e3o que possibilitaram a ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o, os estudos sobre fractais e tantas outras\u00a0 tecnologias e ferramentas, colocadas neste s\u00e9culo XXI \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos que tenham recursos para utiliz\u00e1-las. Podemos afirmar que este conhecimento, apropriado pelo capitalismo financeiro, tornou-se mais um elemento de concentra\u00e7\u00e3o de poder.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es nos Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA) e no Brasil, foram in\u00fameras as acusa\u00e7\u00f5es de interfer\u00eancias, nem sempre l\u00edcitas ou control\u00e1veis, no processo de convencimento dos eleitores. Surgiram \u201cdemonstra\u00e7\u00f5es\u201d da a\u00e7\u00e3o de empresas, como a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cambridge_Analytica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Cambridge Analytica<\/em><\/a>, de personalidades como seu fundador Steve Bannon, dos usos dos whatsApp, das fake news pelas redes virtuais e outras aplica\u00e7\u00f5es da teoria da informa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Tudo, no entanto, pode ser resumido no controle que o poder da banca exerce sobre os sistemas de informa\u00e7\u00e3o e das comunica\u00e7\u00f5es. H\u00e1 a aus\u00eancia indesculp\u00e1vel dos Estados Nacionais sobre esta sua responsabilidade frente aos cidad\u00e3os e, ouso afirmar, sobre a pr\u00f3pria humanidade.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">No Brasil, o estadista Presidente Ernesto Geisel bem tentou, pelo Estado com a Cobra<sup>[DE1]<\/sup>, e pela empresa privada com a Itautec, promover a capacita\u00e7\u00e3o brasileira. Teve \u00eaxito, pois o Brasil chegou a construir, com tecnologia e materiais nacionais, os minicomputadores. Se n\u00e3o tivesse ocorrido o golpe de 1979 e a destrui\u00e7\u00e3o do sistema de inform\u00e1tica nacional, talvez meu caro leitor n\u00e3o estivesse escravo da Apple, da Microsoft, da Samsung, do Windows e de toda esta invas\u00e3o estrangeira na informa\u00e7\u00e3o brasileira. Ainda nos anos 1990, a Marinha de Guerra desenvolvia linguagem com base no Linux. N\u00e3o sei como estar\u00e1 agora, com tantos governos da banca desde ent\u00e3o.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_102368\" aria-describedby=\"caption-attachment-102368\" style=\"width: 189px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-102368 size-medium\" src=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/COBRA-\u2013-Jornal-do-Brasi_12jul1984-189x300.png\" alt=\"\" width=\"189\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/COBRA-\u2013-Jornal-do-Brasi_12jul1984-189x300.png 189w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/COBRA-\u2013-Jornal-do-Brasi_12jul1984-768x1219.png 768w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/COBRA-\u2013-Jornal-do-Brasi_12jul1984-645x1024.png 645w\" sizes=\"auto, (max-width: 189px) 100vw, 189px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-102368\" class=\"wp-caption-text\">Propaganda COBRA (P\u00f3s Geisel) no Jornal do Brasil, em 12 de julho de 1984 (clique <a href=\"http:\/\/memoria.bn.br\/pdf\/030015\/per030015_1984_00101.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>aqui<\/strong><\/a> para ver a reprodu\u00e7\u00e3o do jornal \u2013 p\u00e1g. 3)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_102369\" aria-describedby=\"caption-attachment-102369\" style=\"width: 191px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-102369 size-medium\" src=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/ITAUTEC-\u2013-Jornal-do-Brasi_23jun1993-191x300.png\" alt=\"\" width=\"191\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/ITAUTEC-\u2013-Jornal-do-Brasi_23jun1993-191x300.png 191w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/ITAUTEC-\u2013-Jornal-do-Brasi_23jun1993-768x1209.png 768w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/ITAUTEC-\u2013-Jornal-do-Brasi_23jun1993-651x1024.png 651w\" sizes=\"auto, (max-width: 191px) 100vw, 191px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-102369\" class=\"wp-caption-text\">Propaganda ITAUTEC (P\u00f3s Collor) no Jornal do Brasil, em 23 de junho de 1993 (clique <a href=\"http:\/\/memoria.bn.br\/pdf\/030015\/per030015_1993_00076.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>aqui<\/strong><\/a> para ver a reprodu\u00e7\u00e3o do jornal \u2013 p\u00e1g. 7)<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Vejamos outro aspecto da comunica\u00e7\u00e3o, o psicossocial, que acontece agora, no momento que escrevo este artigo. \u201cAcusam\u201d um filho do General Hamilton Mour\u00e3o, funcion\u00e1rio concursado h\u00e1 18 anos no Banco do Brasil, por ter sido escolhido para cargo comissionado, para o qual preenche os requisitos.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Um ing\u00eanuo leitor apontaria o PT ou \u201cas esquerdas\u201d pela divulga\u00e7\u00e3o e pelos ataques. Claro que h\u00e1 bobos e maus-carateres para isso. Mas a quem interessaria, mais do que a qualquer outro poder, esta farsa?<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O Vice-Presidente representa, na heterog\u00eanea composi\u00e7\u00e3o do Governo Bolsonaro, a \u00fanica for\u00e7a que pode se opor \u00e0 banca: os militares.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Entre os principais representantes do capital financeiro, est\u00e1 o Ministro da Economia, que responde a processos pelos eventuais atos il\u00edcitos que teria praticado no cassino ou no \u201cmercado\u201d. Parece-me evidente que, tendo a banca o controle dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, um ataque ao General Mour\u00e3o, como para outros militares no Governo (n\u00e3o no Poder, como j\u00e1 espero ter deixado claro nos artigos anteriores) surjam a conta-gotas.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">N\u00e3o seria o caso do General Augusto Heleno, no uso das atribui\u00e7\u00f5es de seu Minist\u00e9rio, investigar as informa\u00e7\u00f5es produzidas pela banca? Ou apenas se considera oposi\u00e7\u00e3o as estilha\u00e7adas esquerdas, se estas j\u00e1 n\u00e3o se acumpliciaram com a pr\u00f3pria banca, como pensam alguns bem informados e bons analistas da imprensa virtual?<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_102370\" aria-describedby=\"caption-attachment-102370\" style=\"width: 792px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-102370 size-full\" src=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/insecurity__horacio_petre.jpeg\" alt=\"\" width=\"792\" height=\"560\" srcset=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/insecurity__horacio_petre.jpeg 792w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/insecurity__horacio_petre-300x212.jpeg 300w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/insecurity__horacio_petre-768x543.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 792px) 100vw, 792px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-102370\" class=\"wp-caption-text\"><em>Insecurity<\/em> (&#8220;Inseguran\u00e7a&#8221;) por \u00a9 Horacio Petre | ARG (jul2012). Segundo o autor, o desenho (parte de uma s\u00e9rie animada realizada para a <em>London School of Economics<\/em>) apresenta uma quest\u00e3o sobre este fluxo quase cont\u00ednuo de informa\u00e7\u00f5es ao qual nos submetem: Isso serve para nos ajudar a entender melhor o mundo ao nosso redor, ou apenas para nos deixar mais confusos e inseguros?<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><b>CONCLUS\u00c3O<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">N\u00e3o tenho a paranoia de ser dono da verdade. Muito ao contr\u00e1rio. Permanentemente me interrogo sobre as conclus\u00f5es a que chego, confiro-as com outras, principalmente opostas. Por\u00e9m, o mais de meio s\u00e9culo de diferentes experi\u00eancias profissionais, a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica tamb\u00e9m diversificada, permitem-me colocar, mais do que respostas, as perguntas que suponho adequadas ao Brasil deste s\u00e9culo.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">S\u00e3o, entre v\u00e1rias, as que apresento no t\u00edtulo destes artigos: Quem \u00e9 o poder? Quem executa suas ordens? Como sabemos o que ocorre?<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Espero ter aberto, a outros mais capazes e igualmente interessados no Brasil, esta mesma curiosidade.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Seria muito gratificante come\u00e7ar a ler outras perspectivas, outros rumos de pesquisa, para o esclarecimento maior, mais completo.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u00c9 como concluo estas reflex\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"p2\"><em><strong><span class=\"s1\">* <\/span>Pedro Augusto Pinho<\/strong>, av\u00f4, administrador aposentado.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">* * *<\/p>\n<p>Nota [DE1] \u2013 Um pouco da hist\u00f3ria da <strong>Cobra<\/strong> \u2013 Computadores e Sistemas Brasileiros est\u00e1 neste artigo do Poder Naval, intitulado <a href=\"https:\/\/www.naval.com.br\/blog\/2017\/05\/27\/marinha-e-o-desenvolvimento-da-informatica-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&#8220;A Marinha e o Desenvolvimento da Inform\u00e1tica no Brasil&#8221;<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro Pinho conclui a s\u00e9rie de artigos tratando da tr\u00edade poder, governo e informa\u00e7\u00e3o, analisando o \u00faltimo v\u00e9rtice: a riqueza na aplica\u00e7\u00e3o das teorias da informa\u00e7\u00e3o. Citando diversos autores que pesquisaram e apresentaram seus trabalhos a respeito dos conceitos e usos da comunica\u00e7\u00e3o, ele mostra como o sistema financeiro internacional \u2013 a banca \u2013 anteviu com clareza o uso desta for\u00e7a como ferramenta de domina\u00e7\u00e3o para suas regras e inten\u00e7\u00f5es. Se a banca em si n\u00e3o \u00e9 capaz de \u201cfazer cultura\u201d, \u00e9 ela quem det\u00e9m o controle sobre os meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa que lhe referendam. A partir da\u00ed, sempre ficou mais f\u00e1cil estender o dom\u00ednio pela economia, pol\u00edtica \u2013 o psicossocial dos povos \u2013 e dentro dos governos a partir da \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo XX.  <\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":102363,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[773,977,1995,2,1599,6],"tags":[2345,662,2338,2352,2348,2350,2341,2346,2347,2342,2299,2353,2343,2344,2349,2340,2351,2339],"class_list":["post-102362","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-economia","category-globalismo-financista-vs-soberanismo","category-home","category-pedro-augusto-pinho","category-redacao","tag-bonsack","tag-cambridge-analytica","tag-cibernetico","tag-cobra","tag-couffignal","tag-gauthier-villars","tag-goldmann","tag-granger","tag-greniewski","tag-helmar-frank","tag-informacao","tag-itautec","tag-lwoff","tag-moles","tag-pierce","tag-santillana","tag-shannon","tag-wiener"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/102362","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=102362"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/102362\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/102363"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=102362"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=102362"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=102362"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}