{"id":101288,"date":"2018-11-28T12:47:39","date_gmt":"2018-11-28T14:47:39","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=101288"},"modified":"2019-01-07T17:18:40","modified_gmt":"2019-01-07T19:18:40","slug":"o-que-e-o-g20-e-para-que-serve-a-reuniao-na-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=101288","title":{"rendered":"O que \u00e9 o G20 e para que serve a reuni\u00e3o na Argentina?"},"content":{"rendered":"<p>Texto originalmente publicado na <strong><a href=\"http:\/\/www.revistamovimiento.com\/opinion\/que-es-el-g20-y-para-que-sirve-que-se-reuna-en-argentina\/\"><em>Revista\u00a0<\/em><em>Movimiento<\/em><\/a><\/strong> em 26\/11\/2018 e reproduzido aqui com autoriza\u00e7\u00e3o do autor (tradu\u00e7\u00e3o de nossa reda\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por Eduardo Jorge Vior*, da Reda\u00e7\u00e3o do Duplo Expresso<\/strong>.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima reuni\u00e3o de c\u00fapula em Buenos Aires ser\u00e1 mais importante pelas reuni\u00f5es bilaterais em sua sombra do que pelas resolu\u00e7\u00f5es adotadas pela sess\u00e3o plen\u00e1ria multilateral.<\/p>\n<p>Se o governo argentino espera que na reuni\u00e3o de c\u00fapula do G20 em Buenos Aires, nos pr\u00f3ximos dias 30 de novembro e 1 de dezembro, alguns dos conflitos centrais da economia mundial sejam resolvidos, pode come\u00e7ar a desenganar-se. Os presidentes da China e dos Estados Unidos reunir-se-\u00e3o na sexta-feira 30, mas se fecharem um acordo sobre sua disputa comercial \u2013 algo imprevis\u00edvel \u2013 ser\u00e1 porque chegar\u00e3o acordados para tal. Por outro lado, \u00e9 prov\u00e1vel que Donald Trump tamb\u00e9m se encontre aqui com Vladimir Putin, mas os respectivos porta-vozes j\u00e1 anunciaram que ambos os l\u00edderes s\u00f3 querem rever o &#8220;estado da arte&#8221; nas rela\u00e7\u00f5es bilaterais. O formato das reuni\u00f5es multilaterais saiu de moda, mas ainda n\u00e3o tem substituto.<\/p>\n<p>A c\u00fapula do G20 traz os mesmos desafios que Angela Merkel enfrentou na reuni\u00e3o de Hamburgo em 2017. Os principais obst\u00e1culos para concluir o documento final de Buenos Aires ainda s\u00e3o as diferen\u00e7as no com\u00e9rcio mundial e na luta contra as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que a maioria dos os l\u00edderes t\u00eam com Donald Trump. Sob essas condi\u00e7\u00f5es, \u00e9 muito dif\u00edcil concordar previamente com o documento final, por isso devem ser os pr\u00f3prios presidentes e primeiros ministros que fazem o rascunho final.<\/p>\n<p>Grande parte do conflito comercial depender\u00e1 do entendimento entre as delega\u00e7\u00f5es dos EUA e da China, mas n\u00e3o \u00e9 previs\u00edvel que o compromisso que ambos os presidentes eventualmente acordarem reflita-se no comunicado final da c\u00fapula. De fato, o principal objetivo da maioria dos diplomatas \u2013 envolvidos por onze meses nos preparativos \u2013 \u00e9 evitar que se repita o enfrentamento do ano passado em Hamburgo entre Trump e os outros 19 l\u00edderes. Ningu\u00e9m aspira a um documento com fortes afirma\u00e7\u00f5es compartilhadas.<\/p>\n<p>O Grupo dos 20 (G20) \u00e9 um f\u00f3rum de 19 pa\u00edses mais a Uni\u00e3o Europeia (UE), onde chefes de Estado e de governo, presidentes de bancos centrais e ministros de finan\u00e7as dos pa\u00edses mais desenvolvidos do mundo re\u00fanem-se regularmente desde 1999. Est\u00e1 constitu\u00eddo por sete dos pa\u00edses mais industrializados (Alemanha, Canad\u00e1, Estados Unidos, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Jap\u00e3o e Reino Unido \u2013 o G7) mais a R\u00fassia (G8) e a Austr\u00e1lia. Al\u00e9m disso, participam dez pa\u00edses recentemente industrializados de todas as regi\u00f5es do mundo (por exemplo, da Am\u00e9rica Latina s\u00e3o Argentina, Brasil e M\u00e9xico) e da Uni\u00e3o Europeia (UE) como um bloco econ\u00f4mico. Da mesma forma, a cada ano s\u00e3o convidados a Espanha (fixa), o pa\u00eds que det\u00e9m a presid\u00eancia da Associa\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es do Sudeste Asi\u00e1tico (ASEAN), dois pa\u00edses africanos e um pa\u00eds convidado pela presid\u00eancia, geralmente de sua pr\u00f3pria regi\u00e3o. Tamb\u00e9m participam 12 organiza\u00e7\u00f5es internacionais associadas.<\/p>\n<p>Surgiu quando os ministros das Finan\u00e7as e os diretores\/presidentes dos bancos centrais do G7 se reuniram para discutir os efeitos da crise financeira de 1997-1998. No entanto, foi somente com a crise de 2008 que o grupo se expandiu para 20 estados.<\/p>\n<p>O G20 \u00e9 uma das organiza\u00e7\u00f5es informais \u2013 isto \u00e9, n\u00e3o prevista no sistema das Na\u00e7\u00f5es Unidas e cujas recomenda\u00e7\u00f5es, portanto, n\u00e3o s\u00e3o vinculantes \u2013 surgiram desde a d\u00e9cada de 1990 para validar o governo mundial exercido por conclaves e clubes informais onde re\u00fanem-se funcion\u00e1rios internacionais, l\u00edderes nacionais, representantes de empresas e consultores. Esses conclaves foram organizados para governar o mundo ap\u00f3s o fim da Guerra Fria, no contexto da Terceira Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e sob a hegemonia da ideologia da globaliza\u00e7\u00e3o, porque os pa\u00edses centrais n\u00e3o querem submeter-se \u00e0s decis\u00f5es da maioria da Assembl\u00e9ia Geral e outras ag\u00eancias das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>O G20 tem um peso forte na economia e nas finan\u00e7as internacionais porque a soma de seus membros representa 90% do PIB mundial, 80% do com\u00e9rcio internacional e dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. Desde o in\u00edcio, a Argentina tem participado ativamente no grupo. A Argentina \u00e9 inclu\u00edda nela por causa de seu papel como produtora e exportadora de biocombust\u00edveis e alimentos, bem como de suas reservas de energia, aq\u00fc\u00edferas e minerais.<\/p>\n<p>Desde 2010, os 19 pa\u00edses membros dividem-se em grupos regionais de at\u00e9 quatro parceiros. Entre estes cinco grupos, a presid\u00eancia anual alterna-se. Desde 30 de novembro de 2017 at\u00e9 30 de novembro deste ano, a Argentina exerce essa posi\u00e7\u00e3o. Como esse mandato dura apenas um ano, para garantir o acompanhamento e a coer\u00eancia dos temas em tratamento, h\u00e1 uma <em>&#8220;troika&#8221;<\/em> governamental composta pelo pa\u00eds que presidiu o ano anterior, o que exerce atualmente a presid\u00eancia e que presidir\u00e1 no ano seguinte. Neste momento, a Alemanha, a Argentina e o Jap\u00e3o s\u00e3o partes de uma mesma.<\/p>\n<p>Durante o ano de reuni\u00f5es preparat\u00f3rias, os l\u00edderes dos pa\u00edses membros s\u00e3o representados pelos sherpas (chamados assim devido aos guias de montanha no Himalaia), que coordenam a pol\u00edtica de seus pa\u00edses para o G20, aconselham seus governos e negociam em seu nome. Al\u00e9m do sherpa, o respectivo ministro do setor participa de cada encontro tem\u00e1tico.<\/p>\n<p>Paralelamente, o G20 procura legitimar-se incentivando a participa\u00e7\u00e3o da chamada &#8220;sociedade civil&#8221; atrav\u00e9s dos Grupos de Afinidade, f\u00f3runs paralelos de lobbies e ONGs que se re\u00fanem ao longo do ano para elaborar recomenda\u00e7\u00f5es, as quais s\u00e3o distribu\u00eddas aos chefes de Estado e do governo. Os grupos de afinidade s\u00e3o: <strong>Neg\u00f3cios 20<\/strong> (B20, integrado por empresas), <strong>Civil 20<\/strong> (C20, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais), <strong>Trabalho 20<\/strong> (L20, sindicatos), <strong>Parlamento 20<\/strong> (P20, representantes dos parlamentos), <strong>Ci\u00eancia 20<\/strong> (S20, aborda temas relacionados \u00e0 ci\u00eancia), Pense 20 (T20, especialistas que produzem propostas para pol\u00edticas p\u00fablicas), <strong>Women 20<\/strong> (W20, organiza\u00e7\u00f5es de mulheres) e <strong>Youth 20<\/strong> (Y20, jovens l\u00edderes).<\/p>\n<p>A C\u00fapula do G20 em Buenos Aires ser\u00e1 a d\u00e9cima-terceira reuni\u00e3o do grupo. Por sua organiza\u00e7\u00e3o, o governo argentino contratou empresas privadas por um valor total de 75 milh\u00f5es de Reais. Enquanto isso, para reuni\u00f5es menores e outras despesas, o governo gastar\u00e1 outros 300 mil Reais. Uma das posi\u00e7\u00f5es mais fortes ser\u00e1 a seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Durante a presid\u00eancia argentina en 2018, o G20 teve como prioridades na sua agenda:<\/p>\n<ul>\n<li><em>O futuro do trabalho.<\/em> O texto preparat\u00f3rio para essa \u00e1rea \u00e9 apresentado com a seguinte frase: &#8220;Novas tecnologias est\u00e3o mudando as estruturas tradicionais de trabalho. O sistema educacional tamb\u00e9m tem que mudar para treinar as pessoas para a vida e o trabalho no s\u00e9culo 21.&#8221; Assume-se que as &#8220;tecnologias&#8221; s\u00e3o objeto do atual processo de transforma\u00e7\u00e3o da economia e da sociedade global, e n\u00e3o dos governos e corpora\u00e7\u00f5es multinacionais que projetam e aplicam estrat\u00e9gias de inova\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><em>A infraestrutura para desenvolvimento.<\/em> &#8220;Os pa\u00edses necessitam de bases f\u00edsicas \u2013 estradas, pontes, ferrovias, transporte p\u00fablico, obras sanit\u00e1rias \u2013 para crescer. \u00c9 essencial conseguir uma maior participa\u00e7\u00e3o do setor privado para impulsionar o investimento em infraestrutura&#8221;. O mesmo tipo de obje\u00e7\u00e3o pode ser feito nessa \u00e1rea: o crescimento n\u00e3o \u00e9 um ideal em si, mas o meio para atingir esses objetivos da mesma forma. Simultaneamente, a suposi\u00e7\u00e3o de que &#8220;\u00e9 essencial alcan\u00e7ar uma maior participa\u00e7\u00e3o do setor privado&#8221; n\u00e3o resulta de nenhuma evid\u00eancia, nem est\u00e1 provado que ela venha resultar em &#8220;incremento do investimento em infraestrutura&#8221;. A experi\u00eancia argentina \u00e9 exatamente oposta.<\/li>\n<li><em>Um futuro alimentar sustent\u00e1vel.<\/em> Da mesma forma, a afirma\u00e7\u00e3o de que &#8220;o mundo necessita de um sistema de fornecimento de alimentos mais inclusivo e eficiente. Isto implica em aumentar a produtividade dos solos sem impactar negativamente o meio ambiente&#8221; n\u00e3o \u00e9 condizente com a evid\u00eancia, uma vez que o acesso das fam\u00edlias rurais \u00e0 terra, ao cr\u00e9dito e canais de distribui\u00e7\u00e3o justas que garantam alimenta\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em geral. A tecnologia \u00e9 subsidi\u00e1ria de uma ordem rural justa.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O encontro ocorre \u00e0 sombra da disputa comercial entre a China e os Estados Unidos. Ainda que Pequim n\u00e3o tenha sido reconhecida como uma economia de mercado, ela funciona como tal e exerce uma influ\u00eancia crescente no com\u00e9rcio mundial, desafiando at\u00e9 mesmo a primazia dos Estados Unidos. Por sua vez, Washington rejeita o sistema de resolu\u00e7\u00e3o de disputas da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC), e vem protelando decis\u00f5es importantes.<\/p>\n<p>Neste contexto de crescente competi\u00e7\u00e3o entre poderes cada vez mais iguais, a estrutura multilateral e consensual do G20 (as decis\u00f5es s\u00e3o tomadas por unanimidade) est\u00e1 rapidamente perdendo terreno. Na ordem mundial que emerge desde 2013, o multilateralismo foi substitu\u00eddo por bilaterais concorrentes e competitivos. De fato, na \u00faltima vez, todas as confer\u00eancias internacionais foram acompanhadas por encontros paralelos entre l\u00edderes, e foram nestas que as decis\u00f5es verdadeiramente transcendentais s\u00e3o tomadas.<\/p>\n<p>Em conclus\u00e3o, pode-se dizer que a Argentina n\u00e3o est\u00e1 errada continuar pertencendo ao G20, ainda que n\u00e3o se posa esperar decis\u00f5es importantes a partir dali. Por esta raz\u00e3o, a atual presid\u00eancia argentina est\u00e1 tentando suavizar as disputas entre os contendores, mas o \u00fanico resultado efetivo que isso poder\u00e1 trazer ao pa\u00eds ser\u00e1 nos encontros entre Xi Jinping e Mauricio Macri ap\u00f3s a c\u00fapula, quando o l\u00edder chin\u00eas fizer sua visita oficial. Quando analisarmos as letras mi\u00fadas dos acordos que eles oferecem, poderemos dizer para que serviu gastar tanto dinheiro e balas de borracha na organiza\u00e7\u00e3o do G20.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><em><strong>* Eduardo Jorge Vior<\/strong> \u00e9\u00a0graduado em Hist\u00f3ria pela Universidad de Buenos Aires (1977), mestre em Ci\u00eancias Pol\u00edticas pela Ruperto-Carola-Universit\u00e4t Heidelberg (1984), doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Paran\u00e1 (2011) e doutor em Ci\u00eancias Sociais pela Justus-Liebig-Universit\u00e4t Giessen (1991). Ex-professor adjunto da Universidade Federal da Integra\u00e7\u00e3o Latino-Americana \u2013 UNILA \u2013, na \u00e1rea de Ci\u00eancia Pol\u00edtica e Sociologia. Ele comenta regularmente no Duplo Expresso \u00e0s quintas-feiras abordando as complexas liga\u00e7\u00f5es que envolvem as na\u00e7\u00f5es-irm\u00e3s Brasil e Argentina com seus vizinhos no Cone Sul.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O polit\u00f3logo Eduardo Jorge Vior explica o quem-\u00e9-quem dentro do G20, e exp\u00f5e o porqu\u00ea da reuni\u00e3o deste pr\u00f3ximo final de semana na capital portenha. Parece que o encontro do grupo de vinte pa\u00edses (expandido pelos convites regulares \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de outras na\u00e7\u00f5es) estar\u00e1 restrita a uma formalidade protocolar, pois h\u00e1 um compasso de espera internacional sobre a queda de bra\u00e7o entre Trump e Jinping pelas diferen\u00e7as no com\u00e9rcio mundial e na aceita\u00e7\u00e3o do tratados sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. N\u00f3s, como mariscos, assistiremos a tudo com grande expectativa de que algo se decida. E nossos &#8220;hermanos&#8221;, ao que tudo indica, estar\u00e3o preocupados mais com o que ocorrer\u00e1 nas reuni\u00f5es bilaterais e na visita oficial do l\u00edder chin\u00eas, que se estender\u00e1 pela outra semana.<\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":101290,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[592,978,2,14,6],"tags":[827,2134,2138,2136,1658,2137,2135,207,1118],"class_list":["post-101288","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comentaristas","category-eduardo-jorge-vior","category-home","category-politica-2","category-redacao","tag-china","tag-estados-unidos","tag-futuro-alimentar-saudavel","tag-futuro-do-trabalho","tag-g20","tag-infraestrutura-para-desenvolvimento","tag-macri","tag-trump","tag-xi-jinping"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/101288","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=101288"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/101288\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/101290"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=101288"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=101288"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=101288"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}