{"id":101010,"date":"2018-11-20T21:28:54","date_gmt":"2018-11-20T23:28:54","guid":{"rendered":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=101010"},"modified":"2018-11-20T21:28:54","modified_gmt":"2018-11-20T23:28:54","slug":"tem-que-ter-consciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/duploexpresso.com\/?p=101010","title":{"rendered":"Tem que ter consci\u00eancia!"},"content":{"rendered":"\r\n\r\n<strong>Arte e texto por Geuvar\u00a0Oliveira, para o Duplo Expresso:<\/strong>\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nQuando eu era apenas um garoto de sete anos, minha m\u00e3e procurava uma terapia devido um acidente, depois de j\u00e1 ter passado por tratamentos m\u00e9dicos, os quais ela n\u00e3o gostava muito. Procurava cura alternativa, e uma amiga indicou um terreiro nos arredores de uma pequena cidade no interior do Maranh\u00e3o. Tinha os dias certos para ir, e eu sempre a acompanhava porque gostava muito da festividade. Tinha rezas, aconselhamentos, mas eu gostava mesmo era do momento festivo. As pessoas dan\u00e7avam em torno de uma coluna de madeira grossa no centro da sala. Eu n\u00e3o sabia o porqu\u00ea, mas me sentia bem ali, protegido. N\u00e3o sei se era pela presen\u00e7a da minha m\u00e3e ou pela energia do lugar. Contudo, havia algo que eu n\u00e3o gostava nem um pouco e n\u00e3o estava dentro do terreiro de umbanda: no trajeto da minha casa ao terreiro, como a gente ia a andando a p\u00e9, ficavam algumas pessoas rindo daquelas senhoras e de mim por ir ao campo santo, jogavam piadas e as vezes xingavam. Algumas senhoras respondiam, outras passavam caladas. Isso era o ano de 1976.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nFiz essa introdu\u00e7\u00e3o-relato para que saibam que toda pessoa negra est\u00e1 sujeita aos ataques racistas gratuitos. N\u00e3o se resumiam apenas \u00e0 religi\u00e3o. Estavam em todos os momentos da vida da pessoa, n\u00e3o interessando sefosse adulto ou crian\u00e7a. Nesse tempo eu frequentava uma escola p\u00fablica, mas ainda n\u00e3o sabia ler. Tamb\u00e9m nessa \u00e9poca, a globo exibia a novela <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/A_Escrava_Isaura\"><strong>&#8220;A Escrava Isaura&#8221;<\/strong><\/a> (100 cap\u00edtulos, entre 1976 e 1977). Era a vers\u00e3o original que eu assistia na casa do vizinho. De vez em quando, via aqueles tantos de negros sofrendo na novela, ficava apreensivo torcendo para algu\u00e9m chegar e ajudar, pessoas iguais a mim tratados como animais. A cabe\u00e7a ficava muito confusa, mas ainda n\u00e3o fazia um pensamento cr\u00edtico; apenas torcia para algu\u00e9m chegar e ajudar. Mais ou menos como no futebol, que torcemos para o time ganhar, quando o jogo j\u00e1 est\u00e1 negociado. Na novela, o autor j\u00e1 tinha tudo preparado. Mas existia uma coisa na novela que nem eu e nem aquelas pessoas que assistiam em casa sabiam: a tal escrava Isaura era apenas um fetiche, um experimento do ego do autor para saber como seria se fosse uma branca sendo escravizada! A\u00ed aquelas pessoas choravam com o sofrimento da Isaura, mas nem ligavam para os negros levando chicotadas e morrendo. Afinal, todos os outros eram apenas figurantes para o verdadeiro sofrimento, o da <strong>escrava branca<\/strong>.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nNaquele tempo a globo reinava absoluta na audi\u00eancia, todas\r\naquelas mentes escravizadas diante da televis\u00e3o muitas vezes em preto e branco\r\nainda. Que sociedade doente era aquela? Incapaz de sentir compaix\u00e3o pelo\r\ndiferente, mesmo que esse diferente n\u00e3o seja diferente. Isso estou falando num\r\n\u00e2mbito ficcional, porque est\u00e1vamos em plena ditadura militar e a cabe\u00e7a de uma\r\ncrian\u00e7a de sete anos n\u00e3o tinha no\u00e7\u00e3o da atmosfera em que viv\u00edamos. Naquele\r\nexato momento, muitos negros estavam morrendo em situa\u00e7\u00f5es iguais ou piores que\r\nas retratadas na novela, e isso ocorria em v\u00e1rios lugares do pa\u00eds.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nMas, voltando a pergunta, que sociedade \u00e9 essa que s\u00f3 se compadece olhando no espelho? \u00c9 aquela mesma sociedade que disse n\u00e3o ter alma os negros, e por isso poderiam ser escravizados? Essa sociedade utilizou-se de dois pilares da civiliza\u00e7\u00e3o para prejudicar os escravos, a <strong>teologia<\/strong> e a <strong>ci\u00eancia<\/strong>. Da teologia trouxeram o argumento que &#8220;est\u00e1 na B\u00edblia&#8221;\u2026\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><sup>15<\/sup>\u00a0O Senhor, por\u00e9m, disse-lhe: Portanto qualquer que matar a Caim, sete vezes ser\u00e1 castigado. E p\u00f4s o Senhor um sinal em Caim, para que o n\u00e3o ferisse qualquer que o achasse.\r\n<sup>16<\/sup>\u00a0E saiu Caim de diante da face do Senhor, e habitou na terra de Node, do lado oriental do \u00c9den.\r\n\r\n<cite>(G\u00eanesis 4:15-16)<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\u2026Interpretando o texto para praticar as atrocidades contra os que estavam escravos, dizendo que Deus enegreceu a face de Caim e tornou seus descendentes amaldi\u00e7oados, por um sinal. Dessa forma, qual imagem ficou nos livros e imagin\u00e1rio popular? As ilustra\u00e7\u00f5es sacras e filmes sobre Jesus e anjos? Loiros de olhos azuis ou verdes \u2013 mesmo sendo improv\u00e1vel \u2013 mas, e da\u00ed? E a imagem de Satan\u00e1s? Um negro com chifres e rabo. Imaginem isso na mente de uma crian\u00e7a, olhando a si e percebendo uma semelhan\u00e7a com o oposto, o negativo, o &#8220;inimigo do bem&#8221;.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nJ\u00e1 na ci\u00eancia, a sociedade dos s\u00e9culos XVIII e XIX trazia argumentos sobre a &#8220;ci\u00eancia da frenologia&#8221;\u2026\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><em>Palavra oriunda doGrego: \u03c6\u03c1\u03ae\u03bd, phr\u0113n, &#8216;mente&#8217;; e \u03bb\u03cc\u03b3\u03bf\u03c2, logos, &#8216;l\u00f3gica ou estudo&#8217;. \u00c9 uma teoria que reivindica ser capaz de determinar o car\u00e1ter, caracter\u00edsticas da personalidade, e grau de criminalidade pela forma da cabe\u00e7a (lendo &#8216;caro\u00e7os ou protuber\u00e2ncias&#8217;).<\/em>\r\n\r\n<cite>https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Frenologia<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\u2026Apresentando a ideia que os negros tinham o cr\u00e2nio menor que os brancos e, dessa forma, eram menos inteligentes. Outras \u201cra\u00e7as\u201d entraram na teoria, mas serviu mesmo foi para piorar a situa\u00e7\u00e3o dos negros e, por tabela no pa\u00eds, dos \u00edndios.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nTem muita gente hoje que reclama e n\u00e3o entende para que serve o <strong>dia da Consci\u00eancia Negra<\/strong>. Acha que \u00e9 s\u00f3 para os negros. Na verdade, era para ser o contr\u00e1rio: seria a oportunidade dos brancos fazerem uma reflex\u00e3o bem maior que a dos negros \u2013 aproveitando a sua propalada &#8220;maior caixa craniana&#8221; (sic). Todos n\u00f3s devemos fazer uma reflex\u00e3o, e n\u00e3o apenas em rela\u00e7\u00e3o ao passado. At\u00e9 mesmo porque o passado n\u00e3o se apaga em rela\u00e7\u00e3o as quest\u00f5es raciais. Devemos, isto sim, realizar uma reflex\u00e3o sobre o que est\u00e1 acontecendo hoje no pa\u00eds. Pensar sobre a quantidade de homens, mulheres e jovens, negros e negras, perdendo a vida de forma bizarra todos os dias. Desde a \u00e9poca da escravid\u00e3o, negros nunca deixaram de ser assassinados em larga escala. J\u00e1 promoveram uma limpa nos \u00edndios, que eram milh\u00f5es, e hoje s\u00e3o apenas alguns milhares. A hist\u00f3ria da sociedade brasileira foi firmada sobre muito sangue derramado de \u00edndios, negros e mesti\u00e7os.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nNo come\u00e7o, os membros da coroa portuguesa n\u00e3o poderiam vir para c\u00e1 fazer o servi\u00e7o sujo e o pesado. Vieram aquelas pessoas que o &#8220;velho mundo&#8221; tinha interesse em se livrar, e outras com a inten\u00e7\u00e3o de explorar o &#8220;novo mundo&#8221; que se oferecia como oportunidade para enriquecer de forma f\u00e1cil. Depois, j\u00e1 loteado em fam\u00edlias, o pa\u00eds teve os senhores de engenhos. E foram esses que contrataram os especialistas mais sanguin\u00e1rios e cru\u00e9is para tomar conta e domar os \u00edndiose negros escravos. Certamente a corrup\u00e7\u00e3o reinava. Outro dia <a href=\"https:\/\/www.viomundo.com.br\/opiniao-do-blog\/dallagnol-explica-a-corrupcao-no-brasil-cristaos-de-verdade-foram-para-os-estados-unidos.html\">o procurador Dallagnol<\/a> disse que a sociedade brasileira era a ral\u00e9, e a dos Estados Unidos era perfeita \u2013 a sociedade dos homens honrados \u2013 porque &#8220;os crist\u00e3os de verdade&#8221; foram para l\u00e1.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nN\u00e3o, senhor procurador! Eles fizeram a mesma coisa ou pior que a brasileira. Se os estadunidenses agiram com requintes de crueldade, os brasileiros foram como feras sanguin\u00e1rias. E esse procurador \u00e9 um descendente fruto dessa bestialidade. Ele ainda n\u00e3o percebeu (ou finge n\u00e3o perceber) que ainda mora na mesma casa grande de outrora. Voltando \u00e0 barb\u00e1rie, uma das proibi\u00e7\u00f5es dos escravos nas senzalas era a comunica\u00e7\u00e3o. Eles n\u00e3o poderiam comunicar-se uns com os outros. Os senhores tinham medo que suas culturas e tradi\u00e7\u00f5es se perpetuassem, ou que eles elaborassem fugas.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nO Brasil foi o \u00faltimo pa\u00eds a acabar com o regime de escravid\u00e3o, mas n\u00e3o fez isso porque ficou consciente. Fez por imposi\u00e7\u00e3o da Europa e Estados Unidos, pois a m\u00e3o-de-obra gratuita estava interferindo nas quest\u00f5es financeiras estadunidense e europeia. Ent\u00e3o, quando veio a \u201cliberdade\u201d, os negros foram simplesmente jogados para fora das fazendas, sem dinheiro e sem conhecimento. Viraram pedintes, maltrapilhos, moradores de rua. Os libertos foram abrigar-se em regi\u00f5es marginais. Na capital do Imp\u00e9rio \u2013 Rio de Janeiro \u2013, a pretexto de uma grande reforma urbana, foram expulsos para os morros. As primeiras favelas no Brasil surgiram no final do s\u00e9culo XIX, ap\u00f3s o t\u00e9rmino da Guerra de Canudos (1896-1897), em terrenos cedidos pela Marinha aos soldados (e suas fam\u00edlias) que retornaram da campanha. Percebam que as favelas em si n\u00e3o s\u00e3o coisas de negros e sim, de brancos. Ou seja, toda a\u00e7\u00e3o tem uma rea\u00e7\u00e3o.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nDepois de abandonar os negros \u00e0 pr\u00f3pria sorte, o Estado faz um chamamento aos europeus para trabalharem no Brasil. A\u00ed come\u00e7ou outra novela da Globo, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Terra_Nostra\">&#8220;Terra Nostra&#8221;<\/a> (221 epis\u00f3dios, entre 1999 e 2000). Passou tanto tempo! Aquela senzala virou uma nova senzala, invis\u00edvel, quase impercept\u00edvel. O senhor de engenho n\u00e3o era mais o malvado; passou a ser visto como&#8221;patr\u00e3o&#8221;, o parceiro. O negro n\u00e3o era mais o escravo, mas &#8220;colaborador&#8221;. Um eufemismo para impedir que esse novo escravo-em-outro-n\u00edvel fugisse. Muitos at\u00e9 brigam para ficar ao lado do <em>bwana<\/em> (do sua\u00edli, mestre, senhor,dono, propriet\u00e1rio).\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nO negro n\u00e3o \u00e9 mais negro. \u00c9 tipificado em moreno, pardo, clarinho. Os \u00edndios, quase que dizimados por completo, ainda s\u00e3o mortos lutando por espa\u00e7o ou suicidando-se. Como fugir de um lugar assim, um lugar n\u00e3o local? N\u00e3o tem como fugir. A melhor forma \u00e9 lutar. N\u00e3o lutar apenas para ser reconhecido entre negros ou \u00edndios, mas como <strong>indiv\u00edduos humanos<\/strong>. Esse reconhecimento que deve ser feito pelo respons\u00e1vel por tudo isso, o branco.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nA fuga dessa jaula ideol\u00f3gica ser\u00e1 a conscientiza\u00e7\u00e3o? A consci\u00eancia de ser negro, de saber que existe o espa\u00e7o e que ele tamb\u00e9m \u00e9 seu, a consci\u00eancia de sua hist\u00f3ria, de sua origem, da sua imagem bela diante do espelho. E o espelho deve ser o outro, n\u00e3o apenas um reflexo no vidro frio. Navegando na sua consci\u00eancia, o negro dever\u00e1 saber de onde veio e saber para onde quer ir. E o branco? Como uma sombra invertida, ele se prop\u00f4s a boicotar secularmente o negro. Por qu\u00ea? De onde veio o branco e para onde vai? Qual a cor da sua consci\u00eancia, tingida com tanto sangue derramado? Azul? Vermelha? Qual?\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\nNa senzala, tinham tanto receio que o negro fugisse e por isso prendiam-no ou matavam-no. S\u00e9culos depois, os brancos ainda s\u00e3o donos da senzala, mas os corpos dos negros j\u00e1 s\u00e3o livres. Por que continuam a morrer pelas m\u00e3os dos brancos, direta ou indiretamente? Qual a import\u00e2ncia de se ter uma data para a <strong>Consci\u00eancia Negra<\/strong>? A consci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 para saber onde o negro est\u00e1 ou o que ele \u00e9, mas para que o branco saiba no que ele se resume \u00e9 e onde est\u00e1 circunscrito. A maldade foi elevada a um n\u00edvel t\u00e3o alto que agora existem de fato muitas, milhares de outras Isauras disputando com os negros o espa\u00e7o em uma senzala mental. Talvez sejam at\u00e9 milh\u00f5es delas. Todas com grilh\u00f5es nos p\u00e9s clamando por liberdade e igualdade. Assim, recorremos ent\u00e3o a uma consci\u00eancia maior. Sem cor e com todas elas. Uma consci\u00eancia humana, benevolente e justa. Para todos!\r\n\r\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-101048\" src=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Conscie\u0302ncia-negra1-1024x843.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"659\" srcset=\"https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Conscie\u0302ncia-negra1-1024x843.jpg 1024w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Conscie\u0302ncia-negra1-300x247.jpg 300w, https:\/\/duploexpresso.com\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Conscie\u0302ncia-negra1-768x632.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/>\r\n\r\n&nbsp;\r\n\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Partindo de uma lembran\u00e7a de inf\u00e2ncia e seguindo com sua experi\u00eancia ao longo da vida, Geuvar Oliveira apresenta o conceito do que seria o ideal para o &#8220;dia da Consci\u00eancia Negra&#8221;: uma oportunidade de reflex\u00e3o para todas as pessoas. Um dia para &#8220;botar o dedo na moleira&#8221; e pensar em um mundo mais justo. Um dia para a consci\u00eancia ser mais humana e colorida. Nada desta coisa simplificada de preto no branco\u2026 <\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":101050,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[592,773,1700,2],"tags":[2075,2070,2072,2073,2074,2076,2071],"class_list":["post-101010","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comentaristas","category-cultura","category-geuvar-oliveira","category-home","tag-casa-grande","tag-consciencia-negra","tag-escravos","tag-frenologia","tag-senhor-de-engenho","tag-senzala","tag-terreiro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/101010","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=101010"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/101010\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/101050"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=101010"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=101010"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/duploexpresso.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=101010"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}