A estreia do articulista Henrique Matthiesen, novo colunista do Duplo Expresso

Nada é mais importante, para a cúpula do partido da estrela, do que o seu projeto hegemônico e sua soberba com as forças progressistas.
Messiânicos, conjecturam ser uma organização casta, portadora da salvação nacional e da verdade absoluta no campo da esquerda.
Cobram, inadvertidamente, o que são incapazes de praticar; afinal, para alguns iluminados do ABC, eles são as gêneses da história, a reencarnação da virtude, e desta forma, aqueles que não entendem isso são condenados à rotulação de traidores e indignos de coexistir no debate nacional

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Como Vargas e Lula derrotaram o entreguismo – Parte 2 de “MDB e governabilidade”

O modelo de dinâmica político-eleitoral (um) partido trabalhista vs. (um) partido conservador, baseado exclusivamente no conflito (institucional) de (apenas duas!) classes (pós-industrialização), não é universal como querem fazer crer os europeus e a sociologia da USP.
Vargas criou o “PMDB” – na verdade, o PSD – para organizar as oligarquias e feudos políticos regionais em prol do desenvolvimento. O PSD foi sua principal base política nos Estados menos desenvolvidos e no Parlamento. JK, o sucessor escolhido por Vargas, era do PSD. O PSD formou a base do MDB. Não por acaso, foi do PSD que vieram Tancredo Neves e Ulysses Guimarães, os maiores nomes do MDB.
Graças ao PSD, Vargas conseguiu dividir a oligarquia e trazer a maior parte dela para o progresso e o desenvolvimento em aliança com seu partido trabalhista, que não tinha chances nos Estados onde não havia trabalhador sindicalizado mas voto de cabresto.

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