Trump, OTAN e a ‘agressão russa’

A histeria está no auge. Depois da cúpula da OTAN em Bruxelas, a definitiva Decadência do Ocidente é favas contadas, enquanto o presidente Trump prepara-se para se reunir com o presidente Putin em Helsinki.


O próprio Trump estipulou que conversará com Putin com portas fechadas, cara a cara, sem assessores e, em teoria, com sinceridade, depois do que a reunião preparatória entre o secretário de Estado Mike Pompeo e o ministro de Relações Exteriores da Rússia Sergey Lavrov foi cancelada. A reunião acontecerá no Palácio Presidencial em Helsinki, construção do início do século 19 e ex-residência de imperadores russos.



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Drama das sanções anti-Irã e a OPEP-plus 

É possível que a história já tenha conhecido mais estranhos parceiros de cama geopolítica. Mas no mundo atual da OPEP-plus, as regras do jogo já são controladas de facto pela Arábia Saudita, usina de produção de petróleo da OPEP, em uníssono com a Rússia, non-OPEP.


Pode acontecer até de a Rússia unir-se à OPEP como membro associado. Una-se ou não, já há uma cláusula chave no acordo bilateral Riad-Moscou, que estipula que, agora, a nova regra para elevar ou reduzir a produção de petróleo são as intervenções conjuntas. Alguns dos principais membros da OPEP não estão exatamente muito felizes.

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Por que Índia ignora sanções dos EUA e une-se ao Irã

Prestem toda a atenção ao que a ministra de Relações Exteriores da Índia Sushma Swaraj, disse depois de se reunir com o ministro de Relações Exteriores do Irã Javad Zarif, no início dessa semana, em Nova Delhi:

”Nossa política exterior não é feita sob pressão de outros países (…) Reconhecemos as sanções da ONU e não reconhecemos sanções específicas por países. Tampouco observamos sanções norte-americanas em outras ocasiões.”

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Eurásia dilacerada entre guerra e paz

Dois encontros – o aperto de mãos transfronteiras que sacudiu o mundo, entre Kim e Moon em Panmunjom, e o passeio cordial de Xi e Modi junto ao lago em Wuhan – podem ter deixado a impressão de que a integração da Eurásia estaria começando a andar por trilha mais suave.


Não, nada disso. Tudo é outra vez confronto: e no centro, como se podia prever, está o acordo nuclear iraniano, real, efetivo, que funciona, o Plano de Ação Conjunto Global (ing. Joint Comprehensive Plan of Action, JCPOA).



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Por que a Europa teme as “Novas Rotas da Seda” patrocinadas pela China

A “Iniciativa Cinturões e Estradas”, para Pequim, tem tudo a ver com geopolítica, mas principalmente com projeção geoeconômica – incluindo a promoção de novos padrões e normas globais de comércio que podem não ser exatamente as praticadas pela União Europeia. E isso nos leva ao coração da matéria, que não se lê no relatório interno da Comissão Europeia vazado: a intersecção entre a “Iniciativa Cinturão e Estrada” e outra, a “Made in China: 2025”.
Pequim está dedicada a se tornar um dos líderes globais no campo da alta tecnologia em menos de sete anos. “Made in China: 2025” identificou 10 setores – incluindo Inteligência Artificial, robótica, aeroespaço, carros e navios e estaleiros verdes – como prioritários.

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Infiltração, “Plano B”, Macron e Haddad – Pepe Escobar no Duplo Expresso

Trecho da entrevista com o jornalista Pepe Escobar no Duplo Expresso desta manhã.
Romulus Maya: “eles chegaram muito perto. Era só inviabilizar Lula e acenar – falsamente! – com a sua liberdade em troca de usar o ‘dedazo’ para indicar o dauphin, o ‘príncipe herdeiro’. E aí, para além de o Golpe seguir, Haddad destruiria o PT por dentro, divorciando-o de forma definitiva das suas bases. Para muito além de 2018!”

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