Como uma luva: Haddad, “Manu” e o lugar do identitarismo na estratégia do Golpe

Quem acompanha o nosso trabalho há mais tempo sabe a atenção que vimos dando à relação simbiótica entre as franjas radicalizadas do chamado “identitarismo” – movimentos monotemáticos representativos das minorias (LGBTs, mulheres, negros, pessoas com deficiência) – e a extrema-direita midiática, estilo MBL. Um não brilha sem o contraste do outro. E, juntos, dominam a parada das “descoladas” hashtags. Não é só na física que os opostos se atraem.
Mais que isso, ambos os lados muitas vezes contam com o apoio de patronos e/ ou plataformas de comunicação (igualmente) americanos: do lado do “globalismo descolado”, George Soros. Do do conservadorismo “politicamente incorreto”, os irmãos Koch. E, assim, a tática da pinça – manipulando a resultante do debate público com o controle dos polos opostos – se fecha.
Tão ocupados temos estado expondo os últimos desdobramentos da conspiração do “Plano B”, que agora chega ao seu clímax, que nem tínhamos atentado para o papel que essa pauta tão cara ao Duplo Expresso pode desempenhar no enredo do Golpe. Se não for obra do acaso, é do arco da velha. E, no final, tudo se encaixaria como uma luva.

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“Plano B” nervoso: a base – e Gleisi – impedem sabotagem a Lula

Atualizado em 9/mai/2018 – 13:23
O fato de Gleisi e a base terem fechado questão em torno da candidatura de Lula forçou os apoiadores do “Plano B” – na política e na “GloBosfera” – a saírem do armário. É evidente que todos, por conveniência político-eleitoral, queriam poder seguir dizendo, ad eternum, que “lutaram” pela candidatura de Lula, mas… “não deu”. Acreditavam que seria fácil dobrar o Presidente com a prisão.
Na verdade, o apoio a Lula em vez de arrefecer só faz é crescer. Com isso, o binômio Gleisi-Lula segue tendo em suas mãos a última cartada para tentarmos derrotar o Golpe nesta geração política: colocar em xeque o projeto de eleições fraudulentas – em que o Golpe deseja escalar os times… hmmm… “adversários” (aspas!), à direita e à “esquerda” (novas aspas!).
Paradoxalmente, quanto mais os partidários do “Plano B” veem-se forçados a expor – já agora, mais de 3 meses antes do registro das candidaturas – a sabotagem que vinham fazendo (até aqui insidiosamente) a Lula, mais dependentes ficam do “dedazo” do ex-Presidente para levarem a indicação do PT. Isso porque mais se queimam com as bases fieis a Lula. Que ironia!

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