A saída da crise ao alcance da mão, Parte 1: Ciclo político, democracia e bilionários

É do liberalismo a afirmação, que deixados livres e sem a interferência do Estado, os empresários levariam a Economia ao Pleno Emprego, por mais que governos liberais como Temer e FHC mostrem o contrário.
Os liberais alegam que o déficit público tiraria a Economia do seu equilíbrio e produziria inflação. Em “Liberalismo: ‘fake news’ ou ‘bad news’?” mostramos que a assertiva não resistiu, por exemplo, às 2 grandes crises de 1929 e de 2008, quando a presença do Estado salvou o capitalismo de um final apocalíptico.

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Liberalismo: “fake news” ou “bad news”?

O Estado, por ter a prerrogativa de captador de rendas, emissor de meio circulante, além de indutor e criador de rendas pela sua capacidade de investir ou induzir investimentos, é sempre eficaz no longo prazo e fundamental na solução dos riscos sistêmicos. É conhecida sua atuação anticíclica nas crises capitalistas, sendo exemplos expressivos “a queima de café” por Vargas e o “New Deal” de Roosevelt.
Na crise de 2008, a intervenção do Estado – resgatando da quebra em série os grandes bancos privados – salva o mundo do colapso financeiro especulativo. Ou seja, mais uma vez o Estado (“mínimo”?), como em 1929, intervém, reduzindo a tese do liberalismo/neoliberalismo, novamente, a uma “fake news”.

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Robotização é desemprego? Não (necessariamente!): tecnologia é problema político, não econômico

Não há relação direta entre a taxa de crescimento da produtividade e o desemprego. Portanto, não faz sentido, em princípio, temer pela perda de empregos. Os problemas relacionados ao rápido avanço da produtividade não são econômicos, mas políticos. Se gera concentração de poder político, pode gerar problemas sociais – e até mesmo militares – gravíssimos.
Entre 1945 e 1980, os trabalhadores contaram com a colaboração dos governos porque as elites temiam o alastramento do comunismo. Hoje, as elites não têm nenhum medo de deixar milhões desempregados passando fome, mas bovinamente entretidos com redes sociais, fake news, futebol, TV, etc.
O medo de revolução faz milagres. Mas se a tecnologia afastar o risco da insubordinação à tirania e à desigualdade, ela pode ser realmente um grande desafio para os anseios de liberdade, igualdade e fraternidade.

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