Análise: “Frente Democrática” – entre o sonho e a realidade

Desperdiçar apoios, bem como gestos de aparente “magnanimidade”, “desprendimento” e “respeito ao povo e à democracia” não é bom para um governo prestes a enfrentar tantas dificuldades. Especialmente porque atender o Nordeste, e seus governadores vermelhos, é relativamente muito barato em termos orçamentários. Além disso, será que o novo governo vai desperdiçar também uma chance de dividir sua oposição?

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Painel (ilustríssimo) debate consequências de Bolsonaro

No último domingo, ao vivo durante a apuração da votação no segundo turno da “eleição” (?) presidencial, os apresentadores do Duplo Expresso Wellington Calasans, Romulus Maya e Carlos Krebs receberam para debate – no calor dos acontecimentos – o cientista político Felipe Quintas, a socióloga Thaís Moya, a comentarista de assuntos jurídicos Maria Eduarda Freire, o antropólogo João de Athayde, o artista visual e ativista Sama, o politólogo e analista internacional Eduardo Jorge Vior, a arquiteta Patrícia Vauquier, o advogado Samuel Gomes e o convidado especial Senador Roberto Requião.

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Debate: documentário “Driblando a democracia” (com Steve Bannon)

Por sugestão do nosso comentarista João de Athayde, amanhã no Duplo Expresso discutiremos o documentário “Driblando a Democracia”, do canal franco-alemão “Arte”, tratando da eleição de Trump, Cambridge Analytica e Steve Bannon. Tudo isso, como sabemos, levado a novos extremos com a eleição de Jair Bolsonaro.

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“Print-bomba”: Haddad tinha áudio incriminando Bolsonaro no Caixa 2 do WhatsApp. Cadê?

Conforme prometido na semana passada, caso Fernando Haddad e o seu staff decidissem proceder à traição – final – a Lula, ao Brasil e aos seus pobres, o Duplo Expresso não silenciaria. Como vimos dizendo desde o dia 19 de outubro, tanto a Folha de S. Paulo como a campanha de Fernando Haddad tinham em sua posse o batom na cueca de Bolsonaro. Ou seja, o áudio em que o (suposto) “Presidente-eleito” pede, de viva voz, a empresários que pagassem – com caixa 2 – pela contratação do envio de mensagens em massa pelo WhatsApp.
“Print-bomba”: na semana passada, exasperados, indagamos de representante da campanha de Fernando Haddad com quem mantivemos contato sobre por que não publicavam o áudio-bomba. A conversa abaixo, via WhatsApp – Ah, a ironia! –, deu-se na semana passada. Ou seja, a poucos dias da votação.

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Guerra híbrida: como Bolsonaro enganou Haddad ontem (de novo!)

Piero Leirner, antropólogo e professor da UFSCar, vem advertindo, há tempos, que a tática de comunicação empregada pelo staff militar que circunda Jair Bolsonaro é, ela também, militar. Mais que isso, advinda dos manuais de guerra de terceira e quarta gerações (assimétrica e híbrida, respectivamente). E que, portanto, não obedece à lógica das campanhas de marketing político tradicionais. Embora a campanha de Fernando Haddad o tenha procurado para se aconselhar, certamente a lição segue não tendo sido aprendida até aqui. Como resultado ontem, mais uma vez, o staff do ex-Prefeito caiu em uma pegadinha preparada pelos – militares – do outro lado.
Eis o resumo das lições a tirar do episódio – se é que ainda há tempo para isso – reunidas por Leirner, seguida de vídeo com o resumo do episódio apresentado por Romulus Maya.

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Acabou: Rosa Weber diplomou Bolsonaro ontem, que seguiu para festa na Paulista

O último domingo será considerado o ritual de passagem para o Regime Bolsonaro. A coletiva de imprensa das supostas “instituições”, acocoradas, com representantes do TSE, OEA, Polícia Federal, MPF, e Governo Federal – por de Raul Jungmann e do General Ecthegoyen – representou a diplomação de fato do ex-Capitão.
Nela ficou clara a tentativa de imposição de uma realidade paralela chancelada pelo “é o que afirmamos, cale a boca e ponto final”. Linha argumentativa explícita na fala firme do General Ecthegoyen de que “dia 29 teremos um presidente de todos” legítimo e isso é incontestável, “ponto final”.
Em síntese, a “coletiva sobre fake news” do TSE ontem foi, ela sim, a grande fake news! A tônica, geral, das falas foi o reenfoque do tema “fake news”. Ocultou-se o sofisticado e caro esquema empregado, clandestina e ilegalmente, em favor de Bolsonaro. E sua consequência jurídico-políticas óbvia: nulidade da “eleição” (sic).

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Sobre militares no Brasil | A fala do professor Piero Leirner

“A fala do professor Piero Leirner é o que de mais interessante e importante encontramos até hoje sobre militares. Deve ser ouvido, visto, transcrito, impresso, lido, discutido, de cabo a rabo, em todo o Brasil, em todas as frentes. Principalmente a parte sobre o projeto do golpe militar já estar em construção há muito tempo”.

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Bomba: Dória desmente Globo e revela que médico de Bolsonaro trata câncer

Já está batido começar post repetindo nosso slogan, “Duplo Expresso – a verdade chega primeiro”, não é verdade?
Mas o que fazer quando, rotineiramente, vemos que antecipamos em semanas, quando não em meses, as cartas de que os atores do jogo político acabam por lançar mão na rodada da vez?
Mais: Luiz Moreira e o pedido de anulação da eleição (fraudada!)

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A marca “Haddad” e a busca pelo sucesso: “não é Bolsonaro” ou “é Lula (e além!)”?

A campanha de Haddad parece seguir script escrito para ela pelos marqueteiros de… Bolsonaro (!)
A nova aposta, em “Haddad não é Bolsonaro”, significa desistir de mostrar “quem é o melhor”, para focar no “quem é o pior”.
A posição que trouxe Haddad até aqui é: “Haddad é Lula”, “o Brasil feliz de novo”. O fato de essa posição não ter levado ainda a uma posição majoritária não significa nem que ela venha a ser necessariamente bem-sucedida nem que não será. A grande questão é que essa posição não pode ser alterada sem grandes custos e grandes perdas no curto prazo. Se cuspir no prato que está comendo, ou seja, se mudar muito de posição, os eleitores que lhe rejeitam continuarão rejeitando, os indecisos tendem a ter mais dúvidas e seus eleitores podem diminuir a motivação em fazer campanha.
Perder com honra pode muitas vezes ser melhor do que ganhar com desonra. Mas certamente é melhor do que o pior dos mundos: perder com desonra.

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Confirmado: caminhamos para maior fraude eleitoral de todos os tempos

Possibilidade de cenário com “empate quádruplo” – ou próximo disso, replicando primeiro turno da eleição francesa de 2017. Assim, não seriam originais em nada na operação “Macron Brasil 2018”. Nesse caso, restaria à Finança/ Globo/ Juristocracia, o triunvirato não eleito que substituiu a soberania popular, escolher qual segundo turno prefere: Haddad vs. Bolsonaro; Alckmin vs. Bolsonaro; Haddad vs. Alckmin. E o vencedor, obviamente. Em leilão reverso: quem dá mais… à Finança. Ou melhor, quem for capaz de criar as condições, no arranjo político de 2019, para que Finança extraia mais. Quem? Alckmin ou Haddad?

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“Civilização contra a barbárie”: a versão 13.0 do Golpe

Índice:
(I). “Civilização contra a barbárie”: a versão 13.0 do Golpe
(II). Desfechos possíveis para o “Golpe 13.0”
(III). Como a “Mensagem ao Partido”/ “PT Jurídico” tomou a sigla de Lula; e o que isso prenuncia de um governo Haddad
(IV). Como evitar o golpe militar já depois do Carnaval
(V). Resumo audiovisual

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Cassino Brasil: por que, depois de escondido, Bolsonaro volta à mídia

Pois eis que a Finança, igualmente cortejada pelos gorilas e pelo Plano B, parece estar namorando a ideia de casar-se com ambos, adotando conformação de tal bigamia que lhe permitisse extrair os maiores retornos. E com os menores riscos. Inclusive de imagem:
– O Plano B na Presidência, tão sitiado e disposto a fazer “concessões” (mais para “convicções”) quanto Dilma Rousseff em 2015.
– Com os gorilas providencialmente fungando no seu cangote, na qualidade de chefes da oposição. E líderes, em potencial, de um novo golpe.
Note-se que esse desenho é bom para todos eles: (i) a Finança consegue o que quer; (ii) os gorilas conseguem poder – e sem responsabilidade; e (iii) o Plano B, “legitimado pelo voto”, consegue o álibi para dar seguimento à “Ponte para o Futuro” de Marcos Lisboa et al.: “se não der para eles por bem, vai ter que dar por mal: olha o golpe militar aí na esquina, gente!”. Ainda, com a caneta na mão, o Plano B terá facilidade para cooptar a ala fisiológica do PT (abstêmica desde 2016), bem como a “Blogosfera (dita) progressista”. Ambas seriam encarregadas de amansar – e passar vaselina – nas bases.
O fantasma Bolsonaro/ Mourão seria, assim, o pé de cabra com que o Plano B – e a Finança – manteriam o Brasil arrombado. Note-se que ambos já se escolheram, reciprocamente, como “adversários” (aspas). Estão, na verdade, mais para duas faces da mesma… moeda.

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Não sangra! Eis o “milagre” do novo (Jair) “Messias” (Bolsonaro). Seus “evangelistas”? Globo e… Blogosfera (!)

Atualizado 10/set/2018 – 10:30
Poxa, família Bolsonaro: nos ajudem a ajudar vocês!
– Filho de Bolsonaro apresenta, 2 dias depois!, a tal “camisa”. Agora devidamente “ensaguentada”. E também “perfurada”, é claro.
– Probleminha No. 1: “facada”, se houve, não pegou na palavra “Brasil”, na camisa. Se pegou, foi abaixo. E à esquerda. De toda forma, bem distante do espaço entre as letras “A” e “S” da palavra “Brasil”. Sim, nós sabemos, Bolsonaros: não teria o mesmo efeito dramático se o “esfaqueado” não fosse o “Brasil”, não é mesmo?
– Probleminha No. 2: não há a formação, em nenhum momento, de pregas em forma de raios com centro no local da suposta “estocada”, como deveria ocorrer em virtude da pressão de um golpe na “entrada”. Tampouco, na “saída”, a faca puxa o tecido.
Tirem a prova no vídeo em câmera lenta e ampliado.
*
Embora não seja possível “profetizar” resultados imediatos para a “novela” do “Messias exangue”, e sua “paixão”, já é possível observar o caráter pós-moderno de seu enredo e elencar algumas peças soltas que serão encaixadas nos próximos dias.

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