Jeremy Corbyn Crucificado

O líder dos Trabalhistas Britânicos, Jeremy Corbyn, tem sido alvo de violento e continuado fogo, porque é o primeiro líder de grande partido político, em muitos anos, que resiste às instruções para pôr Israel num pedestal. Corbyn é realmente homem da esquerda que se opõe firme e consistentemente ao racismo, ao nacionalismo xenófobo, ao colonialismo e ao intervencionismo militar. O crime de Corbyn é ter criticado o Estado Judeu e ter exigido “o fim da repressão do povo palestino.” Como recompensa, tem sido furiosamente caçado por judeus britânicos, muitos dos quais membros de seu próprio partido, já há mais de dois anos.

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O árabe foi idioma oficial do Estado de Israel por 70 anos, dois meses e cinco dias. Dia 19/7/2018, deixou de ser

Não há razão prática para a mudança e, de fato, a “Lei do Estado Nacional Judeu,” que aboliu o árabe como idioma oficial, garante basicamente que o árabe conservará todas as vantagens de idioma oficial, apesar de o título ter-lhe sido usurpado.
Assim sendo, por que alterar o status quo do idioma árabe nos últimos mais de 70 anos? Porque, como muitas vezes acontece, o que a lei diz e o fato de ela dizer são mais importantes do que o que a lei faz.
Pode-se considerar a Lei do Estado Nacional Judeu a partir de dois pontos de vista. Há a mensagem que a lei envia aos judeus: uma afirmação positiva de Israel como o estado-nação judeu; como pátria dos judeus; como estado dos judeus; uma mensagem nacionalista de autoafirmação que diz ‘esse país é de vocês, judeus, e só de vocês’.

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Israel aprova lei do Estado Judeu… início do fim?

O mundo foi pego de surpresa nesta quinta-feira, dia 19 de julho, pela aprovação pelo Knesset – parlamento de Israel – de uma Lei que confere ao Estado de Israel o caráter de “Estado Judeu”. Isso era tudo que os palestinos jamais quiseram. Nenhum país no mundo, nem a ONU jamais aceitou uma situação dessas. Essa decisão vai aumentar e muito o tensionamento naquela região.

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Forças dos EUA saem de Al-Tanf e da Síria: Rússia permanece no Levante 

Conselheiros russos em visita à capital da Síria, Damasco, mostram-se confiantes de que as forças dos EUA se retirarão de al-Tanf e também se retirarão completamente do norte da Síria (al-Hasaka e Deir-Ezzour) nos próximos seis meses.


Segundo os principais decisores que mantêm base em Damasco, o presidente Donald Trump dos EUA está tentando que seu governo aprove um plano já pronto para total retirada. Trump, que sabe praticamente nada de política exterior e não se dá conta das consequências de suas decisões na arena internacional, ainda não encontrou elementos convincentes – dizem as fontes, que pediram para não ser identificadas – no material que seus assessores preparam, de que haveria qualquer benefício na permanência das forças dos EUA, naquele ambiente hostil, expostas a ataques a qualquer momento.

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Sionismo, projeto neocolonial do imperialismo

O tema sionismo é dos mais controversos quando se aborda temas de geopolítica internacional. É comum os próprios sionistas e judeus de direita prontamente nos acusarem de sermos “antissemitas” (sic). Ainda mais quando relacionamos essa temática ao sistema neocolonial. Com este artigo pretendo abordar essa questão, falando sobre as origens do sionismo no século XIX proposta pelo controverso jornalista austríaco Theodor Herzl (1860-1904). Falarei de forma resumida da história da Palestina, tratado de dois fatos específicos e muito importantes, ocorridos no século XX, que foram os acordos de Sykes-Picot e a Declaração Balfour.

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Por que a Rússia não revida quando atacada?

A enlouquecedora paciência dos russos… Em flagrante violação de acordos dos quais a Rússia e países da OTAN são signatários, a OTAN expandiu-se diretamente até a fronteira da Rússia, e recentemente converteu os pequenos estados do Báltico – Estônia, Letônia e Lituânia – numa espécie de cercadinho para bebês militares, onde se pôs a fazer manobras militares ao lado das fronteiras russas, estacionando lá milhares de soldados e pondo-se a treiná-los para… atacar a Rússia.
A Rússia protestou, mas continuou a comercializar com todos os países envolvidos. Em especial, continuou a fornecer energia elétrica aos países do Báltico e a usar os portos de lá como via de saída de seus produtos.

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