“Depois da movimentação de Trump, cada um faz seu próprio jogo”

Ao cumprir, na terça-feira passada, sua promessa eleitoral de retirar os Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã assinado em 2015, o Presidente Donald Trump apostou que, durante o período até a conclusão de um novo pacto, as relações de força no Oriente Médio se manteriam equilibradas, mas não imaginou que o vácuo deixado por Washington seria imediatamente preenchido por outros atores do drama regional.

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Eurásia dilacerada entre guerra e paz

Dois encontros – o aperto de mãos transfronteiras que sacudiu o mundo, entre Kim e Moon em Panmunjom, e o passeio cordial de Xi e Modi junto ao lago em Wuhan – podem ter deixado a impressão de que a integração da Eurásia estaria começando a andar por trilha mais suave.


Não, nada disso. Tudo é outra vez confronto: e no centro, como se podia prever, está o acordo nuclear iraniano, real, efetivo, que funciona, o Plano de Ação Conjunto Global (ing. Joint Comprehensive Plan of Action, JCPOA).



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