Trump recua no Irã

Durante o G20, o general Heleno, ministro-chefe do poderoso Gabinete de Segurança Institucional da Presidência declarou que o Brasil não tem “inimizade” ou “rivalidade” com o Irã e que a política externa brasileira é pragmática. Sem aviso prévio, em 19 de julho, a Petrobras negou-se a vender combustível a dois navios iranianos atracados, desde inícios de junho, no porto de Paranaguá. O Brasil vende sobretudo grandes quantidades de milho, de soja e de carne e compra principalmente uréia do Irã.
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USA -China: a guerra está próxima?

Analistas internacionais propõem comumente o confronto USA versus China como choque de duas super-nações, com os mesmos objetivos, mas de regimes políticos opostos. As contradições se agudizariam devido à incapacidade-resistência da direção chinesa de abraçar práticas liberal-globalizadas gerais, na economia e na política. Criticam um dirigismo que sequer aboliu os planos quinquenais [o 13º abrange 2016-20]. Em geral, não se ressalta a essência distinta entre esse confronto e aquele que opôs, após a II Guerra, os USA e a URSS, país de economia planificada e nacionalizada, rico em matérias primas. URSS que jamais disputou mercados com os USA e perseguiu a impossível convivência entre ordens econômico-sociais em oposição visceral, já que o modo de produção capitalista necessita, por sua natureza, expandir suas fronteiras econômicas, sobretudo em sua fase imperialista.
Neste artigo Maestri apresenta um mapa geral do cenário global que pensa encontrar resolução nos próximos anos, não deixe de ler, compartilhar, debater em diversas redes sociais.

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É a China, estúpido! Bloqueio do milho brasileiro ao Irã confirma nosso novo papel geopolítico: “alavanca da fome” eurasiana

Eis a chave para compreender o bloqueio — de fato — do navio carregado de milho destinado ao Irã no Porto de Paranaguá, na costa brasileira.
Mais um C.Q.D. para este Duplo Expresso. Dos mais relevantes, diria eu na qualidade de editor do site.
Claramente, o alvo da ação no Brasil, para além do imediato, o Irã, é também a própria China, devidamente “avisada”.
É jogo de cachorro grande. O Brasil — “país”-continente que teria de criar sustento para 210 milhões de almas — tornou-se não mais que a “alavanca da fome”, do Deep State americano, mirando a Eurasia.
Bom, também alavanca da própria fome: 210 milhões de bocas, afinal…

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O significado da Organização de Cooperação de Xangai no mundo atual

Existem hoje no mundo dois tipos de instituições. As que defendem e fazem de tudo para preservar o sistema atual, capitalista financeiro, militarizado e unipolar. E as outras, que estão no campo que venho chamando de resistência, ou seja, defendem a multipolaridade do mundo, alternativas à hegemonia do dólar como moeda única de comércio internacional e alternativas para a chamada financeirização do capital. Ainda que nem todas defendam o socialismo como melhor alternativa a esse sistema. Venho escrevendo sobre isso há tempos. Quero aqui tratar em maiores detalhes o significado e o papel da Organização de Cooperação de Xangai.

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Decodificando o hipersônico Putin num dia de remembrança

No 100º aniversário do Armistício da Primeira Grande Guerra, em Paris, Putin e Trump ocupam o centro do palco, esvaziando o anúncio do anfirtrião, François Macron, da eventual criação de um exército europeu autônomo e fora da estrutura da OTAN. Putin vê a medida com bons olhos, pois fortalece um mundo multipolar.
Putin parece ter deixado claro para Trump que, com o advento do Avangard, o veículo planador hipersônico, a Rússia passa a contar com um armamento que a livra de pressões por parte de Washington.
Além disso, Rússia e China não permitirão nenhum avanço por parte dos EUA no sentido de estrangular economicamente o Irã, país fundamental para a integração eurasiana. Qualquer medida mais temerária por parte de Trump contra o Irã poderá levar a um conflito mundial de consequências catastróficas.

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Seita, ligada à CIA, para a que trabalha marido de Raquel Dodge: Baha’i

Extrato do Duplo Expresso de hoje, com comentário do Prof. Lejeune Mirhan, analista de política internacional especializado em Oriente Médio.

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Guerra econômica contra o Irã é guerra contra a integração da Eurásia

A histeria reina suprema depois que a primeira rodada de sanções dos EUA entrou em vigência novamente contra o Irã, semana passada. São vários os cenários de guerra, mas mesmo assim o aspecto chave da guerra econômica lançada pelo governo Trump tem passado despercebido: o Irã é peça central num tabuleiro de xadrez muito maior.


A ofensiva de sanções dos EUA, lançada depois da retirada unilateral de Washington do acordo nuclear iraniano, tem de ser interpretada como um gambito para avançar no Novo Grande Jogo, em cujo centro estão a Nova Rota da Seda da China – o mais importante projeto de infraestrutura, pode-se dizer, do século 21 – e a integração da Eurásia.


As manobras do governo Trump dão prova de o quanto a Nova Rota da Seda da China, ou Iniciativa Cinturão e Estrada (ICE), ameaça o establishment norte-americano.



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Forças dos EUA saem de Al-Tanf e da Síria: Rússia permanece no Levante 

Conselheiros russos em visita à capital da Síria, Damasco, mostram-se confiantes de que as forças dos EUA se retirarão de al-Tanf e também se retirarão completamente do norte da Síria (al-Hasaka e Deir-Ezzour) nos próximos seis meses.


Segundo os principais decisores que mantêm base em Damasco, o presidente Donald Trump dos EUA está tentando que seu governo aprove um plano já pronto para total retirada. Trump, que sabe praticamente nada de política exterior e não se dá conta das consequências de suas decisões na arena internacional, ainda não encontrou elementos convincentes – dizem as fontes, que pediram para não ser identificadas – no material que seus assessores preparam, de que haveria qualquer benefício na permanência das forças dos EUA, naquele ambiente hostil, expostas a ataques a qualquer momento.

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Balcanização da América do Sul – e o papel das 5as Colunas pelo mundo

Durante recente encontro em Caracas da Comissão Presidencial de Aconselhamento Econômico, em meados de junho de 2018, o presidente Maduro disse algo perturbador, mas também excepcionalmente interessante – e nos dois casos muito importante, que merece máxima atenção de toda a região.

O presidente Maduro falou da Iugoslávia, dos conflitos locais induzidos, das rupturas e do desmembramento da Iugoslávia, que começou com a “Guerra dos Dez Dias” contra a Eslovênia em 1991; seguida pela Guerra da Croácia (1991-95); a Guerra da Bósnia (1992-95); a Guerra do Kosovo (1998-99), que culminou com os 69 dias de bombardeio pela OTAN ordenado por Clinton contra o Kosovo, e que foi comandado pelo então comandante europeu da OTAN Wesley Clark (hoje “O Arrependido” –, porque lastimar em retrospectiva é fácil), fingindo que salvava os albaneses do Kosovo que estariam sofrendo atrocidades da Sérvia de Milosevic. Como Milosevic serviu como pau mandado das forças imperiais é outra história.


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Drama das sanções anti-Irã e a OPEP-plus 

É possível que a história já tenha conhecido mais estranhos parceiros de cama geopolítica. Mas no mundo atual da OPEP-plus, as regras do jogo já são controladas de facto pela Arábia Saudita, usina de produção de petróleo da OPEP, em uníssono com a Rússia, non-OPEP.


Pode acontecer até de a Rússia unir-se à OPEP como membro associado. Una-se ou não, já há uma cláusula chave no acordo bilateral Riad-Moscou, que estipula que, agora, a nova regra para elevar ou reduzir a produção de petróleo são as intervenções conjuntas. Alguns dos principais membros da OPEP não estão exatamente muito felizes.

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Irã e Venezuela: Vanguarda de um novo mundo? 

Venezuela é estado campeão em democracia, em eleições democráticas, como ficou provado duas vezes nos últimos 12 meses, e mais de uma dúzia de vezes desde 1999. Pouco importa que o ocidente lunático não queira ver – simplesmente porque o ocidente (EUA e seus paus mandados e os vassalos europeus) não pode tolerar que um país socialista prospere – e tão próximo da fronteira do império e, como se fosse pouco, país riquíssimo em recursos naturais, como petróleo e minerais. O sucesso econômico da Venezuela poderia disparar ondas de choque “de esquerda” sobre a população norte-americana, zumbificada e bestializada, com fragmentos que ricocheteariam diretamente contra a Europa de olhos bem vendados.



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O que você precisa saber sobre o Irã

Falar do irã hoje significa falar de um país que fez uma revolução há quase 40 anos sem que o povo possa ter dado um tiro sequer. Falar do Irã hoje é falar da resistência anti-imperialista, do arco de alianças amplas formado na prática que envolve outros países como o Iraque, Síria, Líbano, a organização política Hezbolláh, os comunistas, socialistas, patriotas árabes, nasseristas e tantas outras correntes. Que vencem a guerra na atualidade. Pretendo com este pequeno artigo, falar da história mais antiga, mencionando o império de Ciro, passando pela islamização do país a partir de 632 e passar pelo golpe imperialista de 1953.

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Por que Índia ignora sanções dos EUA e une-se ao Irã

Prestem toda a atenção ao que a ministra de Relações Exteriores da Índia Sushma Swaraj, disse depois de se reunir com o ministro de Relações Exteriores do Irã Javad Zarif, no início dessa semana, em Nova Delhi:

”Nossa política exterior não é feita sob pressão de outros países (…) Reconhecemos as sanções da ONU e não reconhecemos sanções específicas por países. Tampouco observamos sanções norte-americanas em outras ocasiões.”

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Geopolítica de petróleo e gás:
 Aproxima-se uma tempestade de petróleo. 
Rússia, sauditas e Irã têm todas as cartas

Rússia e Arábia Saudita estão em debate profundo sobre aumentar a produção de petróleo OPEP e não OPEP em 1 milhão de barris/dia para compensar a queda drástica na produção na Venezuela além de possíveis reduções depois que as novas sanções dos EUA contra o Irã entrarem em vigência em novembro.



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Diário do Irã:
 Preparando-se para guerra econômica total

No instante em que se põe o pé nas ruas de Mashhad, se é envolto pelo ar perfumado de açafrão, uma brisa leve que vem da montanha: ali se está no coração da Antiga Rota da Seda e da Nova Iniciativa Cinturão e Estrada (ICE).


Para leste, a fronteira afegã esta apenas a três horas de distância por uma excelente estrada. Para norte, a fronteira do Turcomenistão está a menos de quatro horas. A noroeste, o Mar Cáspio. Ao sul o Oceano Índico e o porto de Chabahar, entrada para a versão indiana das Rotas da Seda. A ferrovia Teerã-Mashhad está sendo construída pelos chineses.



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“Depois da movimentação de Trump, cada um faz seu próprio jogo”

Ao cumprir, na terça-feira passada, sua promessa eleitoral de retirar os Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã assinado em 2015, o Presidente Donald Trump apostou que, durante o período até a conclusão de um novo pacto, as relações de força no Oriente Médio se manteriam equilibradas, mas não imaginou que o vácuo deixado por Washington seria imediatamente preenchido por outros atores do drama regional.

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Eurásia dilacerada entre guerra e paz

Dois encontros – o aperto de mãos transfronteiras que sacudiu o mundo, entre Kim e Moon em Panmunjom, e o passeio cordial de Xi e Modi junto ao lago em Wuhan – podem ter deixado a impressão de que a integração da Eurásia estaria começando a andar por trilha mais suave.


Não, nada disso. Tudo é outra vez confronto: e no centro, como se podia prever, está o acordo nuclear iraniano, real, efetivo, que funciona, o Plano de Ação Conjunto Global (ing. Joint Comprehensive Plan of Action, JCPOA).



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