Preparando o Estado para Soberania – Positivismo: Crítica ao Liberalismo Oligárquico da I República

O positivismo, tal como estabelecido por Augusto Comte, preconizava a necessidade de uma reorganização da sociedade em bases científicas, industriais, altruístas e progressistas, ou seja, positivas, partindo do material intelectual e institucional acumulado nas experiências históricas. O estudo dos fenômenos sociais, considerando a relatividade e as “leis naturais invariáveis” inerentes a eles, devia servir de base para uma ação sobre a realidade, dirigida por um governo forte e centralizado, de modo a impulsionar um conjunto de transformações que favorecessem o aperfeiçoamento coletivo e, portanto, moral, das sociedades e dos seus membros. A etapa definitiva de evolução da humanidade em que isso se daria, a positiva, sucederia a metafísica, que por sua vez havia sucedido a teológica.
Não é difícil verificar a incompatibilidade da doutrina positivista, largamente difundida no Brasil entre o final do século XIX e início do XX, com a organização social e institucional existente durante a Primeira República.

Republicanos e abolicionistas inveterados, os positivistas brasileiros não tiveram força política para converter a maior parte de seus ideais em realidade quando da Proclamação da República, ainda que muitos deles fossem presentes em instituições politicamente decisivas como o Exército e tivessem apoiado e mesmo participado da instauração republicana.
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Suicídio de Vargas: 65 anos. Foi-se ele. Inimigos estão aqui! – Live especial 24/ago/2019

Destaques:
Romulus Maya recebe o jornalista Beto Almeida, que comenta o aniversário, hoje (24 de agosto), do suicídio de Getúlio Vargas: 65 anos. Com depoimento de José Augusto Ribeiro, autor da biografia definitiva do maior estadista que o Brasil já teve.
Sim, História… mas mais atual do que nunca no Brasil de 2019.
Naquele dia 24 de agosto de 1954 foi-se Getúlio. Seus inimigos, contudo, então repelidos por uma década com aquele gesto dramático, ficaram.
Pior: estão, hoje, no poder!

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Populismo (“sujo e pardo”) vs. social-democracia (“cheirosa e europeia”): o vira-latismo na análise política

Segue, abaixo, o resumo escrito do comentário desta semana do cientista político Felipe Quintas no Programa Duplo Expresso, com o tema “Populismo e social-democracia: o que esses rótulos escondem?”. O início da fala de Quintas já está marcado na janela de vídeo abaixo, bastando clicar play para inicia-la.

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A raposa que nos falta em 2018: como Getúlio, malandro, passou todos para trás

Em um dos cenários para o futuro imediato do Brasil possíveis traçados usamos como referência a grande trapaça de que Vargas se valeu para poder estar em posição de dar o bote na República Velha em 1930. Contudo, fatos anteriores à etapa “nacional” de Vargas, ainda no RS, dão conta, igualmente, da capacidade que tinha de sublimar as pulsões oriundas da vaidade e do ego, permitindo que “camuflasse” a sua genialidade de todos. E assim, por não darem muito por ele, ficou livre para se acercar. E armar os seus botes, todos eles fatais.

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La Jetée a Rio…

Em tempos de bilhetes (e “biletes”) para lá e para cá, na maravilhosa ciranda encantada das eleições vermelhas, segue uma micro-crõnica-sci-fi de autoria do ativista Sama. Ela trata de uma carta escrita no passado que poderia ser escrita hoje. Ou que foi escrita hoje para ser lida naquela época.

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Ao contrário de Getúlio, Lula mostra que está vivo e faz carta para chamar o povo às ruas

O Brasil tem a sua própria lógica na política e, exatamente por isso, nele a lógica da repetição da história pode transcender tanto à tragédia, como à farsa, ambas vaticinadas por Karl Marx. Getúlio Vargas escreveu uma carta que levou o povo às ruas após a sua morte. Lula repete o mesmo gesto, mas para corrigir um dos únicos erros de Getúlio, o erro de não usar o seu poder de líder para convocar o povo numa reação contra os avanços dos inimigos do Brasil e dos brasileiros.

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