Plano B: há estratégia? Ou é a capitulação exigida pelo Golpe?

Não ganhamos nada e perdemos tudo ao continuar adiando – como vimos fazendo até aqui – um enfrentamento incontornável com o Judiciário.
Se é para perder, em ambos os casos, que seja pelo menor número de gols. Tática do empate.
Mas não… esse “Deus proverá” continuará sendo o álibi para quem não quer lutar (por “n” razões, inclusive a cooptação, mas não apenas) e/ ou acha que vai sobreviver à continuação do expurgo do PT.
Com Plano B não só deixamos entrar a goleada como concordamos com a amputação das nossas pernas.
Que militantes rasos já tenham esquecido os padrões de tudo o que aconteceu até 2 semanas atrás – afinal, é Golpe ou não é? – e já tenham entrado no frenesi de “Fla-Flu” eleitoral, entre vermelhos e azuis, eu compreendo. E condoo-me até. Imaginar uma “eleição”, totalmente controlada pelo Golpe, em que o Golpe sairia derrotado…
Mas numa discussão estratégica, em que se tenta ultrapassar as armadilhas dos (reconfortantes) vieses cognitivos, não há como não reconhecer que o Plano B é a capitulação que o Golpe há muito esperava.

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Celso Amorim: precisamos de um “Plano B”? Não!

O Duplo Expresso recebeu relatos sobre uma reunião na última semana entre membros da alta Finança, em SP, em que a hipótese de uma saída para a crise – com Lula como timoneiro – chegou a ser “aventada”. É apenas um primeiro passo, ainda. Algo no terreno das especulações. Mesmo porque careceria do principal: assentimento dos verdadeiros patrões do Golpe, fora do Brasil.
Mas, mais que tudo isso, trata-se do reconhecimento de que o “Lula de A a Z” – renitente – está trazendo frutos; com a repulsa das bases a alternativas “B” já passando a ser assimilada pelo outro lado.
Pois é nosso papel tornar para o tal “Mercado” essa opção relativamente mais barata/ previsível do que a alternativa.
E isso incluiu, de nossa parte, impedir a viabilidade da hipótese de o Golpe, eventualmente logrando impedir a candidatura de Lula, conseguir escolher o (duplamente) “candidato” do PT: não apenas alguém que não encarnaria uma “anti-candidatura”, como ainda alguém que não teria a força de caráter para torna-lo imune a tentativas de cooptação pela vaidade ou por pressão ou ameaça; ou que não tivesse um forte compromisso com o coletivo e firmeza ideológica e nacionalista.
Pois é justamente aí que entraria o (eterno) Chanceler Celso Amorim.

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