99%, UNÍ-VOS! – “Déficit Fiscal há 35 anos”? Conta outra!

A mídia corporativa não perde tempo e já propaga a mesma lenga-lenga de sempre para fazer o joguinho de quem lhe compra o espaço (não o publicitário, mas o de conteúdo mesmo): Se não promovermos o ajuste fiscal agora, de forma gradual, ele virá logo ali na frente, como um tratamento de choque… O pensamento liberal tem sempre a justificativa perfeita para que o aperto do torniquete, ao invés de estancar o sangramento, provoque a drenagem do nosso fluxo econômico diretamente para os donos das cartas no sistema financeiro. No Brasil, desde o acordo com o FMI em 1983, a banca paga e recebe. Sempre em dobro, sempre em dia, sempre às custas dos 99%.

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A Nova Grande Crise – Parte I: Europa torna economia global instável e estraga a Pax Americana

Um dos diagnósticos principais sobre as causas da Grande Depressão é que o colapso do crédito externo e os consequentes ataques cambiais generalizados na periferia (incluindo a maior parte da Europa nessa periferia) fizeram todas as economias mundiais se fecharem às importações e, portanto, acabou com o mercado para as exportações de manufatura dos países industrializados, especialmente EUA, gerando ainda mais perda de emprego nos países desenvolvidos. O comércio mundial atingiu níveis mínimos que só foram recuperados décadas depois. Porém, sem reservas cambiais para fazer importações, muitos países, como Brasil de Vargas, aproveitaram esse período para iniciar seu processo de industrialização, derrubando novamente as exportações de manufaturas do mundo desenvolvido.

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