A Nova Grande Crise – Parte I: Europa torna economia global instável e estraga a Pax Americana

Um dos diagnósticos principais sobre as causas da Grande Depressão é que o colapso do crédito externo e os consequentes ataques cambiais generalizados na periferia (incluindo a maior parte da Europa nessa periferia) fizeram todas as economias mundiais se fecharem às importações e, portanto, acabou com o mercado para as exportações de manufatura dos países industrializados, especialmente EUA, gerando ainda mais perda de emprego nos países desenvolvidos. O comércio mundial atingiu níveis mínimos que só foram recuperados décadas depois. Porém, sem reservas cambiais para fazer importações, muitos países, como Brasil de Vargas, aproveitaram esse período para iniciar seu processo de industrialização, derrubando novamente as exportações de manufaturas do mundo desenvolvido.

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Economia gira quando há consumo

Eu estava preparando uma mensagem-convite (“Convite para trabalho em conjunto – Reforma do Judiciário”, começando pelo cartório). Tive de parar. O artigo do prof. Delfim Netto na Carta Capital desta semana – “A Sociedade perfeita e a possível”[ii] – me obrigou a parar tudo, para escrever o que aqui vai.
É bobagem insistir em que haveria algo a aprender ‘da crise’. Deve-se aprender, isso sim, de Marx, Simmel, Marini, Lula, Dilma, PT e tantos outros. Aprende-se seja do que for, exceto ‘da crise’. Parte significativa da classe trabalhadora não consegue reproduzir-se (efeito da superexploração).

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União Europeia: sumário da decomposição 

O gesto de Matteo Salvini no caso do navio Aquarius, aprovemos ou desaprovemos, provocou uma importante cesura. Demonstrou que um país podia ignorar e ignorou as regras da União Europeia. Ao mesmo tempo demonstrou que não existe «soberania europeia», esse mito tão caro a Emmanuel Macron, mas existe… a soberania italiana.
O gesto dos italianos terá consequências. Primeiro, contribui para novamente dar aos italianos alguma confiança no próprio governo e nas capacidades da Itália. É evento importante, num momento em que outros enfrentamentos aproximam-se, principalmente sobre a questão econômica. Mas o gesto do governo italiano é também importante para os outros países da União Europeia. Porque, se a Itália pode recuperar a própria soberania, pode também, num momento de crise, decidir que o país fixa a agenda dos problemas a resolver e que tipo de solução lhes dar – o que é uma definição de soberania –, lição que outros países não esquecerão.

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