Crime e sua relação complementar com as atividades estatais – elementos históricos

Quando se considera a existência de ação e coordenação de setores de inteligência (obtenção de dados, investigação, avaliação de cenários e soluções) de outros países, ou de organizações internacionais, a colaborar com negócios ilícitos em nossa região, sobretudo em um cenário de submissão de nossa soberania e fragilização institucional no mesmo tempo em que se observa o avanço de facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho (por todo o país e sub região continental), há que se considerar que o narcotráfico regulado pelo Estado já foi, no passado, ferramenta utilizada pelo Reino Unido para equilibrar sua balança comercial frente a China. Em 1839 e entre 1856 e 1860, foi estabelecida uma política com duplo efeito e que fazia utilização do narcotráfico como ferramenta geopolítica de guerra para provocar tensões internas sem o controle dos governos, e ao mesmo tempo como ferramenta de pressão política e de comércio exterior.
Neste ensaio trataremos sobre o narcotráfico e sua relação complementar (inclusive oficialmente em alguns casos) com as atividades estatais , como também, casos históricos em que ele foi parte do manejo de ações de guerra econômica.

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Exclusivo: o organograma do “Evangelistão do Pó” — do PCC a Bolsonaro

Desde junho, os — bem informados — gringos já tiraram da Bovespa mais de R$ 24 bilhões, enquanto jogadas mantêm artificialmente as cotações, como a brutal diferenças no tamanho do giro financeiro na desova (grande) e na recompra (bem menor). O que faz o cotação que forma o índice Bovespa é o preço de compra e de venda da ação. E não o volume que muda de mãos. Fácil, assim, mascarar a desova, com a manutenção dos preços (por ora). Fora isso, o desvio da classe média da renda fixa para a variável — com auxílio das “Betina da Empiricus” no Youtube — ajuda a manter esse “recorde de pontos da Bovespa” — enquanto os gringos vão, discretamente, embora. O problema é quando a música parar de tocar… aí as sardinhas, fritas, mais uma vez terão feito a festa dos tubarões.

Da frigideira para as chamas — É interessante considerar que as organizações criminosas mais poderosas na América Latina possuem organização complexa e descentralizada setorialmente, formalmente similar a operações de guerras não convencionais. O PCC, por exemplo, possui diferentes ‘sintonias’ (setores) descentralizados na execução (dos gravatas, de comunicação, de tráfico nas bocas, de logística), mas que respondem a um comando central verticalizado. É também bastante surpreendente verificar que nesse mesmo ano, o JP Morgan se viu implicado em uma situação bastante constrangedora: um flagrante de tráfico de drogas em um navio de sua propriedade. De “apenas” 1 bilhão de dólares em cocaína: 18 toneladas. Curiosamente, com poucos dias de diferença, deu-se a interceptação de droga dentro da comitiva presidencial de Bolsonaro, quando essa passava por território espanhol.

Tais elementos encontram relevância à medida em que se considere que um Estado fragilizado, como o brasileiro neste momento, pode gerar riscos de degeneração e infiltração de atividades fora de seu escopo normativo e constitucional, inclusive incorporando o crime organizado para fazer funcionar sua própria estrutura (legal e ilegal). Abaixo, gráfico detalha as dinâmicas de ações criminógenas incorporadas a atividades do sistema financeiro. Essa atuação dinamiza-se à medida em que o Estado se faça fragilizado em sua ação fiscalizadora. No cenário atual de crise institucional no país, e de vários indícios de fortalecimento e unificação de setores do crime organizado no Brasil, principalmente PCC e Comando Vermelho, parece ser mais que necessário que todos tenham entendimento desse processo.

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Uma Breve História da Banca –  Fatos e Crítica

A banca, no atual cenário político brasileiro, é governo e oposição. A grande questão nacional que é a soberania brasileira não é pauta nem projeto. A geração de emprego, única maneira de sair da recessão e iniciar um processo virtuoso de desenvolvimento, também está ausente do governo e da oposição. Mas ambos concordam com as políticas econômicas contracionistas e desumanas da reforma da previdência e dos ajustes fiscais.
Não deixe de ler, compartilhar e debater.

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Uma Breve História da Banca – Ações atuais

O que é roubar um banco comparado a fundá-lo, se expressou o dramaturgo alemão Bertold Brecht (1898-1956). Longe de defender um crime, vamos refletir sobre a extensão dos males.

Trataremos de duas operações que, não sendo jabuticabas, são máscaras dirigidas para poucos no Brasil que, numa sociedade onde a banca não fosse o poder, seriam consideradas criminosas, lesivas ao patrimônio público e ao privado: operações compromissadas e operações de swap.
Não deixe de ler, debater e compartilhar. Conhecimento é arma contra a guerra híbrida no Brasil.

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Uma Breve História da Banca – O Início

Se a banca foi criada pela nobreza inglesa, com apoio dos ricos judeus no ocidente europeu, sua trajetória ocorre com mudança de atores e ações, sem descuidar do empoderamento das finanças. Mas há fios condutores nesta história: a cupidez, a ganância sem limite, o desrespeito, o menoscabo pela pessoa, pela humanidade e a pasteurização, a homogeneização da vida. A banca internacional, com suas instituições bancárias, influência política histórica e sua atuação no presente deve ser observada a luz de sua história. Não deixe de ler, comentar, compartilhar.

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Lava Jato rompe “pactos secretos” e prepara grande armação. Para cima de quem?

Em suma: vem aí uma grande armação em Curitiba.
Palavras-chave: “Braskem”, “pastas secretas” – retroativas (!) – com nomes de “recebedores de propina” (sic), Guido Mantega – alguém ao mesmo tempo “do PT” mas também “ex-Ministro da Fazenda” (bancos/ compra de informação privilegiada).
Há, portanto, dois alvos potenciais bastante óbvios: PT (Lula?) e bancos.
Haverá outros?
Quais nomes entrarão, retroativamente!, nas tais “pastas secretas” (sic)?
Armação da grossa, minha gente!

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Geisel e o Golpe da Banca | Parte 1 de 3

Do ponto de vista econômico-desenvolvimentista, Pedro Pinho abre uma nova série de artigos onde descreve o que seria primeiro grande golpe do sistema financista internacional contra o nacionalismo brasileiro: a sucessão de Geisel. Foi ali que a Banca conseguiu conduzir-nos em uma direção oposta aquela que poderia alçar-nos a uma condição de potência internacional. A precarização induzida do Estado Nacional – nunca magro o suficiente para a estética neoliberal – continua a impor um quadro de anorexia social aos brasileiros.

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Lava Jato, Máfia, Corrupção e Judiciário – Parte II

Leonel Brizola dizia que as práticas políticas da “oposição” com os “governos militares” geraram um mar de cumplicidades.Estamos mais uma vez submersos, quase afogados, sem poder respirar, nesta globalizante pressão ideológica e financeira desde 1990.

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Lava Jato, Máfia, Corrupção e Judiciário – Parte I

A corrupção é o sinal de Estado fraco. O que é Estado fraco? Aquele que a elite que o dirige está comprometida com a manutenção do “status quo”, com o imobilismo – econômico, social, cultural -, no caso brasileiro, com manutenção da escravidão e com o modelo exportador de produtos primários, contra a industrialização.

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A Árvore Cheia da Jabutis

Vivemos, como no Império, a farsa do Poder. Uma família que vivia faustamente às custas do povo que a aplaudia. Hoje somos uma nação escrava, votando e apoiando o opressor. Com o descaramento que borda o cinismo, ouvimos que o País exige a “reforma da previdência” que nos levará, daqui a 15/20 anos, a encontrar o nirvana. Eu retruco, estatizem o sistema financeiro e, em um ano, o Brasil estará crescendo como nunca.

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Novos Alvos da Banca: Militares, Magistrados e Promotores

Vivemos a guerra híbrida do sistema financeiro internacional contra a humanidade. Os argumentos são envolvidos nas mais atraentes embalagens e se apresentam sempre a favor da banca, como abrevio este sistema demolidor.Pelas redes sociais foi divulgada a seguinte tabela de valores médios de aposentadorias, onde logo encontramos inconsistências, incoerências, além da anônima autoria. É o fake da banca em ação. Com que propósito?

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Direita ou Esquerda – Para a banca tanto faz…

São tempos de par ou ímpar, segundo Pedro Pinho. Herege ou religioso. Romano ou bárbaro. Católico ou protestante. Comunista ou capitalista. Por todos os tempos, o Poder sempre procurou simplificar as diversidades de qualquer natureza, em especial as ideológicas ou as que o pudessem enfrentar (ou apenas assumir) suas diferenciações. Uma carga com as polaridades do tipo: nós ou eles.

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A Farsa da Previdência e Outras Fraudes da Banca

A partir dos anos 1970 entrou na pauta das academias e das instruções, inclusive militares, a ideologia neoliberal. As comunicações de massa passaram a divulgar, de modo sempre favorável, o denominado “mercado”. As notícias restringiam-se apenas ao “mercado financeiro”, e aos indicadores que favorecessem as demandas vinculadas a este, como se fossem as principais referências para a avaliação do Brasil. O Estado, por outro lado, era ineficiente e corrupto. Jamais associou o corruptor – a Banca – aos corrompidos. Os corruptores ficaram restritos a alguns poucos empresários que atuavam na industrialização do País. Todos sabemos que a Banca se opõe à industrialização.

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A Petrobras e a Próxima Crise

Olhar a perspectiva histórica a partir de crises econômicas insufladas pela banca permitirá que se anteveja o que vem pela frente, no Brasil e no mundo. Pedro Augusto Pinho apresenta o atual momento como de ebulição controlada, onde distintas chaves serão acionadas conforme a conveniência econômica. Tomando como base as crises do petróleo ao longo da segunda metade do século XX, é demonstrada a passagem do poder econômico do sistema geopolítico para o sistema financeiro apátrida. O mesmo sistema sedento pelo Pré-sal e que força a inviabilização da Petrobras como player mundial na áea de energia. Agora, já finalizando a segunda década do século XXI, ele mostra os reflexos da última série de crises: consolidação do poder da banca e extensão da sua dominação ao mundo da comunicação, da política, do psicossocial e de diversos governos nacionais.

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Que bom! Sou um idiota!

Pedro Augusto Pinho explica como a “banca” faz uso de sua expertise para que todos nós, de forma voluntária e engajada, trabalhemos como verdadeiros militantes para que ela amplie a concentração de renda no mundo. Replicamos a vontade dela e ampliamos seu poder de convencimento cada vez que a alimentamos com nossos metadados. Para isso, a banca precisa apenas daquele instrumento de dominação que carregamos no bolso: o nosso próprio celular…

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O Comunismo chegou ao Brasil

Nas palavras do autor: “Este artigo é dirigido para os expressonautas. Expande a notável palestra de terça-feira, 13/11, deste genial Felipe Quintas, para a conformação da banca – a dona do Brasil.” O que se coloca na mesa é a discussão das velhas ordens internacionais travestidas como algo novo neste momento, com o incremento de que agora o que chega no Brasil de Bolsonaro é o sistema financeiro transnacional, um apátrida patrimonialista que chega dizendo “…dane-se o Estado Nacional!”

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O Mercado Precisa Explicar

O mercado criou empresas de investimento, poderosos fundos de aplicação, coletando desde fortunas de famílias, lucro de traficantes, subornos de dirigentes privados e públicos, salários de magistrados e barnabés, e, se for possível, as esmolas caridosamente dadas, para estes trilionários, em dólares, fundos de investimentos.

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Democracia e Ditaduras No Cardápio Eleitoral

No Brasil, já fragilizado pelas ações do Governo Temer e pelas ações parlamentares e da própria Dilma Rousseff, em seu segundo e incompleto mandato, com reservas em dólares estadunidenses, que deverão ser desvalorizadas no curso da crise, com qualquer dos dois grupos no comando da Nação, só poderá naufragar. Antevejo ondas de desempregados e saques e violência urbana aumentando. Uma insegurança de toda ordem: pessoal, patrimonial, jurídica, econômica e social. Pois, como ficou óbvio, nenhum dos litigantes no campo do Bolsonário tem projeto para a Pátria Brasileira.

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Moinhos de Vento ou Reflexões sobre a Eleição de 7 de outubro de 2018

Desde que a banca, como designo o sistema financeiro internacional, assumiu o poder e mesmo antes, quando destronava o capitalismo industrial, o desmantelamento dos Estados Nacionais vem sendo um de seus objetivos. E dos mais incisivos.
Nesta e em outras ações, a banca busca colocar questões que não evidenciem seus objetivos, desconcertem os opositores, ganhem adeptos e iludam a todos. Dentre estas estão as questões que denomino transversais, pois são comuns a todas as sociedades, representam um momento da construção civilizatória.

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Os Camaleões Estão no Poder

Nenhuma pesquisa social é necessária para que saibamos serem os pobres a maioria da sociedade. Podemos ter pobres com melhores condições de vida (países nórdicos no século XXI) e outros sem qualquer meio de subsistência, dependentes da vontade de outras pessoas, mas, qualquer limite que se estabeleça, a parte inferior da quantificação será algumas vezes maior do que a superior.
Para manutenção desta situação, os poderes, não os governos que são uma espécie de gerentes, empregados do dono, promovem toda sorte de ilusões, crenças, fantasias, mistificações para que a minoria mantenha sua situação poderosa e confortável distante daquela maioria.

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A questão nacional não entrou na questão eleitoral

Desde o momento que o capitalismo financeiro, que denomino banca, dominou o mundo capitalista, novas prioridades passaram a definir a luta dos povos por suas independências. E, como é óbvio, este novo poder dominante criou novos mitos, novas questões para desviar desta luta seus principais conteúdos, quais sejam as ações nacionais pela soberania e pela cidadania.
Ter colônia de escravos, e no mínimo número necessário para produzir seus lucros, é o objetivo da banca.

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