O povo brasileiro não é pacífico, ele é pacificado

O povo brasileiro não é pacífico, ele foi é pacificado; pacificado pelo medo, amedrontou-se de bandidos, de vermelhos, de seus próprios preconceitos, dos humores do mercado, do desemprego e das nuvens despoéticas de puro gás lacrimogênio. Pacificado pela repressão policialesca e juristocrática, pacificado pelas ilusões narrativas e midiáticas. Pacificado pelo desvio de foco ocultando na fumaça as questões de poder verdadeiras, de classe e de soberania.

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A construção da revolta – Não há pacificado que seja sempre pacífico

Foi um golpe articulado pela elite do capital financeiro e interesses internacionais do 1% mais rico que se impõem agora, sem freios, sobre os interesses vitais dos 99% da população. A economia “compra” a política e ameaça desmontar, por meio de suas próprias instituições, o Estado Democrático de Direito.

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Exclusivo – como Dilma e os militares ultrapassaram a linha (no pré – e pós! – Golpe)

Não basta dizer que há antipetismo nas Forças Armadas, é preciso entender como esse viés ganhou “materialidade” e galvanizou o apoio dos militares ao projeto do Golpe.
Há, aí, uma boa pista para que se entenda por que, do ponto de vista militar, não se trata necessariamente de “entreguismo” o que ora está acontecendo (sob Temer e Bolsonaro) — mesmo que se discorde, frontalmente, dessa sua “interpretação” da realidade.

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Discutindo a “Mídia OTAN” (a partir das ideias de Roberto Lucena)

“Mídia Otan” é um termo praticamente autoexplicativo – uma das razões de sua contundência. Dada sua originalidade – não apenas em termos nacionais, mas até mesmo na projeção internacional –, João de Athayde acredita na necessidade de que se afine o debate em torno desta noção. Para isso, traz ao público trechos de mensagens (escolhidos, revistos e editados) que trocou com o conterrâneo Roberto Lucena em posts e chats.

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A entrevista (e a verdade): Lula entrega-se pela segunda vez. E o Brasil?

– Diante da ausência geral de colhões, vamos lá nós do Duplo Expresso ficarmos “mal na foto”. De novo. Verdades inconvenientes. Ainda que impopulares.
– Sim, este texto é uma porrada. Não só para ler mas também para escrever, acreditem. Serve apenas para quem ousa enfrentar, na medida do possível, os seus vieses cognitivos. Realidade obriga. E o tempo urge.
– A pergunta – e a resposta – mais relevantes de toda a entrevista, garanto, é aquela em que Lula, feito refém, diz temer pelos seus filhos.
Pano rápido.

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Aspectos de uma ilha-Brasil: eis o BraZZZil que dorme…

Em mais uma oportuna reflexão, o antropólogo João de Athayde denuncia um Brazil com Muitos “zês”. Característica gráfica que revela o estado de sonolência do nosso povo, mas também como consequência de uma maneira pusilânime como tem sido desmotivado – por forças nefastas – a construir o próprio destino e a própria nação.
É um texto de leitura obrigatória para quem deseja refletir sobre os rumos que devemos tomar. Boa leitura!

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Tensão entre Generais e “empreendedores” de Bolsonaro? – a semana em análise

No Brasil atual, os insights do antropólogo Piero Leirner, professor da UFSCar, tornaram-se incontornáveis para quem quer decifrar o subtexto do noticiário político, especialmente quando esse tangencia a lógica e o ethos militares. Aliás, não apenas para quem está dentro do Brasil, como atesta citação do analista de política internacional Pepe Escobar, em artigo seu recente.
Por isso, além de termos Leirner comentando no Duplo Expresso de Domingo logo mais, juntamente com o jurista Luiz Moreira, reunimos a seguir alguns apontamentos do antropólogo diante das ações – e reações – nesta primeira semana pós-resultado eleitoral.

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Direito ao Ponto – As Muitas Faces do Fascismo…

No vídeo de hoje, uma autocrítica e reflexão necessária sobre a nossa esquerda e o nosso futuro, em tempos sombrios. Maria Eduarda Freire expõe que o fascismo sempre esteve entre nós e fala sobre as muitas faces do fascismo.

Uma dessas faces é o sistema de justiça brasileiro que sob a legitimidade democrática continua a reproduzir, nas práticas, a ideologia fascista. Maria Eduarda expõe que a luta contra o fascismo jamais pode estar dissociada do sistema de justiça criminal que é a Instituição de exclusão e segregação dos grupos humanos em situação de vulnerabilidade social eleitos como “inimigos”.

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Decisão da ONU (Parte II) – A necessária reação popular e os incontáveis motivos

Precisamos resgatar a democracia. Precisamos resgatar as soberanias nacional e popular. A esquerda brasileira tem o povo ao seu lado. Quem nega o poder do povo o faz por medo, covardia ou conveniência própria. Não há como excluir o povo desta importante luta pela democracia. Líderes não nascem do marketing eleitoral e não são substituídos por imposição de partidos.

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Deputado – do PT – pede para STJ arquivar pedidos de liberdade para Lula. Oi?!

“PT”: Partido dos… Trabalhadores? Ou do… “esquerdismo (light) com nível superior”?
Que os “doutores” – com estrelinha vermelha – expliquem à Dona Genira, pobre, trabalhadora rural aposentada do Nordeste brasileiro, analfabeta, que por causa disso assina com o dedão um habeas corpus – dela – em favor de Lula – o seu candidato – por que é que ela deve “se recolher à sua insignificância” e não ousar se fazer ouvir pelos doutores da Lei, como (o advogado) Wadih Damous e (a Ministra do STJ) Laurita Vaz…
Francamente. Depois não sabem por que tomam golpe… anos de gabinete e ar-condicionado, resolvendo tudo só entre “gente bacana”, sabe…
Pergunta (exasperante): o que será do PT sem Lula?

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Amaldiçoados fazedores de guerras 

Entre os ataques dos EUA à Síria em abril e os recentes desenvolvimentos na Península Coreana, estamos de algum modo sendo entorpecidos pela a ladainha da busca, pelo Império, de uma nova guerra a ser iniciada.
Vejamos em que pé estamos, e tentemos sondar as possibilidades sobre para onde estamos indo. Honestamente, tentar adivinhar o que passa pela cabeça desses psicopatas promotores obsessivos de guerras é tarefa que se aproxima, por definição, de um exercício de futilidade.

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Lula é o Negro do Brasil

“É negro revoltado? É negro atrevido? Então chicote nele, e no pelourinho!” Também coloque os outros negros e pobres trabalhadores e a população em geral em torno, para assistir a punição exemplar a quem ousar querer afrontar o sistema que os oprime e os mantêm na ignorância.
E o povão lá em baixo, vendo as chibatadas, tremendo e temendo ser o próximo – então é melhor ficar quieto – e ao mesmo tempo ir se acostumando a tomar gosto em ver o sangue jorrar, porque esse é o circo gratuito que te oferecem, o fantástico que te é imposto.

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